Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

23

de
novembro

Se todos fossem iguais a você…

… que maravilha torcer

Os jogadores do Wigan, 15o colocado no campeonato inglês, levou uma lavagem por 9 a 1 do Tottenham na última rodada. Envergonhados, não tiveram dúvida.

Prometem devolver aos torcedores o dinheiro gasto para ver o vexame.

Um dia chegaremos lá 

23

de
novembro

Por que Jesus não pensou antes?

O presidente Lula, de coração do tamanho do Brasil, propõe um amistoso entre a seleção de Dunga e combinado formado por jogadores de Israel e Palestina. Seria batizado de "o jogo da paz" e disputado em março de 2010.

Lula acredita que o futebol ajudaria, finalmente, instalar a paz entre Israel e Palestina, que não se entendem desde o século III dC.

Meu Deus do céu, por que Jesus não pensou antes, Luis?

23

de
novembro

Mala branca, mala preta, mala cinza

Depois do empate contra o Goiás, com sabor de goleada, como gostam de dizer, tinha mesmo que aparecer alguém do lado do Flamengo para tentar arranjar uma desculpa para os 83 mil torcedores que estiveram no Maracanã e os milhões que sofreram diante da televisão.

Sem técnico ou dirigente para assumir a choradeira,  Ronaldo Angelim disse que os jogadores do Goiás receberam "mala branca" com 300 mil de agrado, enviada, naturalmente, pelo São Paulo.

Tem quem gosta e diz ser normal, entre eles o técnico Mano Menezes, eu repudio mala de qualquer cor.

No caso, tendo de enfrentar o mesmo Goiás, domingo em Goiânia, teria o São Paulo, desde então, mandado duas malas, uma branca e outra preta (para o Goiás entregar a merenda no Serra Dourada?) Ou, para não dar na vista, teria mandado toda grana numa mala só - no caso, cinza?

Time que, mesmo desfalcado, deixa o Botafogo virar um jogo que está vencendo por 2 a 1, não tem pinta de campeão. Assim como time que, completo, empurrado por 83 mil fanáticos, mal se salva de uma derrota contra o Goiás.  

Como o título, ainda assim, ficará com um dos dois, resta saber qual se mostrará menos incompetente nos dois jogos que restam.

ET. Ronaldo Angelim deveria pedir à diretoria do Flamengo para mandar um baú branco para o Goiás.

22

de
novembro

Lições repetidas

Se a CBF e quem mais comanda o Brasileirão tentasse, mesmo usando todas as artimanhas que o torcedor adora ver em cada jogo, em cada lance duvidoso, em cada derrota do seu time e vitória do inimigo, ainda assim não conseguiriam embaralhar tanto e tão bem o campeonato, como está acontecendo.

Ao contrário de Botafogo e São Paulo, que admitia qualquer resultado, graças à irregularidade e os desfalques do time paulista e o mando de campo do carioca, quem, em sã consciência, podia admitir uma derrota e mesmo um empate do Flamento diante do Goiás, no Maracanã lotado por (público divulgado) 83 mil fanáticos?

Ainda mais indo para campo sabendo da derrota do São Paulo (3 a 2), que lhe dava a chance de terminar a rodada em primeiro lugar.

A derrota do Atlético para o Internacional, no Mineirão, com público superior a 40 mil pagantes, se não era previsível, era possível. É só olhar a campanha irregular do Galo, desde que se assustou com a possibilidade de chegar ao título.

As lições recebidas s ão as velhas conhecidas: não se vence na véspera e torcedor pode ajudar, mas não ganha jogo. Não ganhou no Maracanã e perdeu no Mineirão.

Melhor, é que, tirando o Corinthians, que sempre arranja uma desculpa para tentar justificar suas derrotas, nem erros de arbitragem São Paulo, Flamengo e Atlético encontraram para reclamar.

O campeonato, que podia ter sua sorte selada nesse domingo, caso o Flamengo fizesse sua lição de casa - embalado, ganharia do Corinthais, em Campinas, e do Grêmio, no Maracanã - fica cada vez mais indefinido. O São Paulo tem um ponto de vantagem sobre o Flamengo, mas pega o mesmo Goiás, domingo, em Goiânia.

O Flamengo enfrenta um Corinthians com cabeça nas férias, e o Internacional visita o Sport, saco de pancadas, no Recife, terminando o torneio contra o Santo André, no Beira-Rio. Difícil tirar os seis pontos de direfença para o São Paulo, mas não impossível.

Não tenho encontrado muitos sãopaulinos que depositem fé no Corinthians contra o Flamengo. Mas domingo, podem ter certeza, o Goiás terá a maior torcida do Brasil. Torcida que, já vimos, não ganha jogo. Ainda mais à distância. 

22

de
novembro

Mamão com açúcar

O que mais tenho encontrado nesses dias é corintiano dizendo que quer ver o time entregar o jogo para o Flamengo, "para que o São Paulo não seja tetra."

Mas, vendo as fracas atuações do Timão, que ontem perdeu para o Náutico, de virada, com um jogador a menos, no Pacaembu, acho que não será preciso "entregar" o jogo. O Flamengo deve ganhar fácil, e se o Corinthians não tomar cuidado, de goleada. 

O Náutico, para quem não se lembra, está na zona de rebaixamento.

20

de
novembro

Salto queimado

Desempregada desde que alguns atletas brasileiros foram flagrados no exame antidoping e juntamente com ela viram seus contratos rescindidos com a empresa que os patrocinava, Maurren Maggi, 33, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, passa por dificuldades.

Deixou de morar no belo apartamento que tem no Itaim e não quita o condomínio nos últimos quatro meses

19

de
novembro

Ausentes

Foi realizado mais um jantar para arrecadar fundos que ajudem Luiza Erundina pagar os 350 mil reais a que foi condenada pela Justiça por atitude assumida quando era prefeita de São Paulo, considerada irregular.

Paulo Maluf e Pita não estiveram presentes, mais uma vez

19

de
novembro

A outra mão de Deus

Uma coisa eu, que não tenho poder para nada, digo. Se dependesse de mim, falando de Mundial, a França teria cadeira cativa.

Ontem, o grande Henry, mais discreto, é verdade, mas não de forma menos definitiva, repetiu Maradona na Copa de 86, quando marcou um gol com a mão e, irônico, disse ser a de Deus. O gol determinou a vitória da Argentina sobre a Inglaterra.

Henry, no momento de maior desespero para o time e a torcida francesa, ajeitou a bola com a mão e a entregou, com açúcar e carinho para Gallas fazer 2 a 1 e eliminar - pelo menos por enquanto - a Irlanda da Copa da África do Sul.

Tão zelosos com tantas pequenas bobagens, o que farão os senhores da Fifa diante das imagens claras e da própria confissão de Henry?

Acolherão o pedido de anulação da partida feito pelo Ministério da Justiça da Irlanda? Marcarão Henry, como fizeram com Maradona, pegando-o de jeito mais tarde? Ou deixarão tudo como está, e não se fala mais nisso?

Vive la France

19

de
novembro

Ciranda, cirandinha…

Saudade dos meus tempos de criança…, que me trouxeram à lembrança.

Condenado pela Justiça italiana e pela Corte Européia, Battisti chegou ao Brasil como quem chega ao paraíso.

Fica ou vai cumprir a pena na Itália, o Ministro da Justiça, primeiro a usar da palavra, disse: fica.

O STJ disse, lá atrás, que não era bem assim e iniciou um longo julgamento. Num país em que os três poderes são separados mas harmônicos, quem decide questões como essa é o Judiciário - pareceu dizer

Depois de longos meses, com empate por quatro votos, o quinto, de Minerva, foi pela extradição.

Mas, calma defensores da tese. Em seguida à decisão que a Itália aplaudiu, o mesmo STJ passou a bola para o Executivo. Ou seja, concedeu a extradição, mas disse que o cumprimento de sua decisão só existirá se o presidente Lula quiser.

Vai querer?

Lula disse que vai consultar o Ministério da Justiça

O que vale dizer, voltar ao ponto zero e continuar a "ciranda, cirandinha…"

Como o Ministro da Justiça, lá atrás, já decidiu pelo asilo político no Brasil, adivinhe qual sua resposta à consulta do presidente?

Agora, se era para voltar à estaca zero, deixando aquela sensação de que desde o início seria assim mesmo, por que perder tanto tempo julgando o que já tinha uma decisão.?

Pilatos não faria melhor. Quem quiser ver alguma mão suja, que veja a do Ministro

18

de
novembro

Golear não é preciso, ir à Copa é preciso

Quem foi que disse e qual o verdadeiro sentido de "Navegar é preciso, viver não é preciso"?.

O general romano Pompeu - 106-48 aC, que teria dito "navigare necesse; vivere non est necesse"?

Antigos navegadores, talvez já repetindo Pompeu?

Ou o poeta português Fernando Pessoa?

E qual o sentido da palavra "preciso"? Necessário ou precisão?  Necessário para alcançar outros lugares, ainda que pagando com a própria vida?  Ou precisão, por não admitir erros?

O que sei eu sobre tudo isso?

O que sei é o que meus amigos portugueses aqui do bairro estão soltando rojões e abrindo sorrido de canto a canto da boca, porque Portugal venceu hoje, por igual 1 a 0, a Sérvia, no campo inimigo, gol de Raul Meirelles e carimbou passaporte para a África do Sul.

Um a zerinho, é precisava mais?

Soltem rojões, Chico, Bento, Carlão, Pedro, Fernando …

 

18

de
novembro

Go, Tommy, go….

São os gritos das irmãs Isabel, 4,7 e Marina, 2,8 incentivando o irmão Thomas, 4,7, no primeiro treino do Colorado Rockies, que disputará a partir de janeiro a South Miami Baseball.

Como bom avô, coruja, incentivador, apaixonado por esporte, já arrumei as malas para fazer parte da torcida uniformizada, ao lado da Isabel e da Marina, nos treinos até 27 de dezembro, todas as quartas-feiras, ficando, claro, para a grande estreia, no final de janeiro.

Go, Tommy, go…

17

de
novembro

Qual? Como? Quanto?

Cedo aprendi no jornalismo que cinco "furos" não pagam uma barrigada.

Ou seja, toda notícia deve ser checada ao máximo antes de ser divulgada

E deve trazer respostas para todas aquelas seis perguntinhas que se aprende na primeira aula.

Ontem, o empresário de Petkovic, que "ressucitou" nos últimos tempos, jogando bem, é verdade, depois de longo sumiço e pouco futebol, divulgou, e noticiaram, que clubes paulistas estão louquinhos atrás do meia. Fora clubes de outros estados e de fora do país.

Quais clubes estão louquinhos? Como e quando o procuraram? Quanto oferecem?

Verdade ou blefe, por estar se aproximando a hora de novo contrato? Publicidade na faixa, cara? 

17

de
novembro

Precisamos reagir. Onde já se viu…?

A entidade Transparência Internacional, que através de pesquisas relaciona anualmente os países com maior índice de corrupção, divulga que o Brasil está em 75o lugar, tendo subido do 80o

Como os alemães não mentem, precisamos reagir com urgência. Onde já se viu perdermos para Burkina Faso, China, Suazilândia e Trinidad e Tobago?

Se é para ser o maior, seja no que for, lutemos para sermos o primeiro. 

16

de
novembro

Do fundo do oceano

Dunga vê Omã, próximo adversário da seleção brasileira,  como força emergente no futebol.

Dunga não mente.

Emergir: verbo irregular da 3a conjugação. Emergir: subir, ir à tona

No caso, ainda saindo do mais profundo do mar.

16

de
novembro

Cabeça, tronco e membros

Comento jogos dos campeonatos português e alemão e fico intrigado com a quantidade de jogadores atuando não apenas nessas duas ligas, mas em tantas outras espalhadas por lá, incluindo países do oriente europeu, que nunca ouvi falar o nome - dos jogadores, bem entendido.

Em rápidas pesquisas, descubro que muitos nem passaram por clubes brasileiros de primeira e segunda categorias. Muitos, nascidos no norte e no nordeste, jamais passaram pelos campos do Rio, São Paulo, Minas etc. Voam direto de lá para o mundo desconhecido. O Corinthians das Alagoas é uma fábrica.

Nem todos ganham notariedade, nem era de se esperar. Mas alguns encantam, são endeusados e acabam defendendo clubes milionários e seleções importantes. Caso do zagueiro Pepe, do Real Madri e da seleção portuguesa, por exemplo.

Os que fazem voo direto parecem ter cabeça no lugar, tronco forte como pau brasil, membros ligeiros para fugir das botinadas e prolongar o máximo a carreira, para fazer o bom pé de meia.

A sensação que fica é que os que saem daqui cheios de pompa, custando boas fortunas, ganhando manchetes, são mais fracos nesses ou em algum desses quesitos.

Tirando os que fracassam em pouco tempo e voltam antes de enfrentarem a dureza do futebol de lá, por falta de condições técnicas ou psicológicas  - e não são poucos -, a grande maioria dos que retornam o fazem por questão de cabeça, poucos, de tronco, também não muitos, e membro, a maioria.

Falando só de destaques, Leivinha, Casagrande, Falcão, Ronaldo, Edu voltaram por sentirem baleados os membros. Meus amigos Leivinha, que acaba de passar por cirurgia colocando prótese nos joelhos, e Casagrande mal conseguiam subir as curtas escadas que levam ao primeiro andar na Rede Globo.

Cerezo foi uma das exceções. Voltou e suportou a batalha. Outros, como Nilmar, Ricardo Oliveira, Amoroso, por serem ainda jovens e precisarem consolidar o futuro financeiro, vieram, se recuperaram - a medicina está muito mais avançada - e voltaram por cima.

Sócrates é um exemplo de quem foi e sentiu o tronco fraco. A cabeça pensava, mas os membros não respondiam à altura, porque o tronco não suportava o ritmo. Raí, de tronco, membros e cabeça fortes, superou a fase inicial difícil e, contrariando os que o queriam devolver, ficou e venceu. Fato raro.

De tronco e membros fortíssimos, o touro Adriano revelou não ter cabeça com igual potência e acabou, em duas oportunidades, voltando para buscar o equilíbrio necessário. Na primeira o tratamento recebido não foi o suficiente. Nessa segunda, pelo que vem mostrando no Flamengo, parece ir melhor, obrigado.

Como naturalmente será tentado a voltar para a terra do euro ou da libra, resta aguardar para saber como a cabeça suportará. Estará forte como o tronco e os membros, finalmente?

Os jornais italianos hoje falam de seu sucesso no brasileiro e da fase ruim de Ronaldo. Olhando cabeça, tronco e membros dos dois, esperavam o quê, carissimos?   

 

16

de
novembro

Mil gols e as criancinhas

Um amigo pediu para que eu escrevesse sobre o milésimo gol de Pelé, que completa 40 anos dia 19. Escrevi, enviei, mas acho que ele não gostou, já que não acusou o recebimento. Imagino a razão. Veja:

Hoje o mundo comemora quarenta anos do milésimo gol de Pelé // Um momento único, inesquecível, esperado com angústia.// Por ele, seus companheiros e a multidão de torcedores e jornalistas que o seguiam.// Mil gols, uma marca excepcional, que chegaria a mil, duzendos e oitenta e três, marcados na medalha cunhada pela Casa da Moeda.

Uma marca que nenhum outro jogador jamais chegará, por mais que se esforce e force.// Dezenove de novembro de mil novecentos e sessenta e nove.// Maracanã o palco do mundo.// Sessenta e cinco mil, cento e cinquenta e sete pagantes - fora os bicões.//

Pênalti contra o Vasco.

Silêncio, Pelé vai cobrar.// Uma paradinha rápida. Pé direito e bola no canto esquerdo.// Andrade acerta o canto, toca de leve na bola, mas não consegue evitar o que considerava um castigo: ser o goleiro do milésimo gol de Pelé, marca que o acompanharia pela vida.//

Ao contrário de Zaluar, o goleiro do primeiro gol, em sete de setembro de mil novecentos e cinquenta e seis, que ostentava o grande feito no seu cartão de visitas.//

Bola na rede. O público se divide entre aplaudir e silenciar. Os que torciam pelo milésimo gol aplaudem. Os vascainos lamentam.//

Momento de festa eterna e marco para uma grande desilusão.// Não de Andrada, socando o chão. Não dos repórteres que invadiram o campo, enrolando-se com Pelé no fundo da rede, por não poderem todos gritar como fez Geraldo Brotas: "eu cheguei primeiro, eu cheguei primeiro…", enquanto enfiava o microfone na boca de Pelé.

O que ouviu, o mundo ouviu. Entre tantas coisas para dizer, Pelé pediu apenas atenção para as crianças:

"PENSEM NO NATAL DAS CRIANÇAS"

A festa continuou. Pelé vestiu a camisa do Santos com o número mil, deu volta olímpica no estádio, foi aplaudido e pouco depois saiu.

O gol foi marcado aos 32 minutos do segundo tempo, às 23 horas e 23 minutos. Horas, minutos, tempo. temperatura.// Vitória do Santos por 2 a 1, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. //Tudo anotado. Só o pedido de Pelé foi logo esquecido.

Para ele, ao lado da alegria, uma grande decepção

Quarenta anos se passaram e nenhuma providência.//Se o tivessem ouvido, ao invés de chamá-lo de demagogo, a data hoje poderia ser comemorada lotando o Maracanã de avós, filhos e netos ligados às criancinhas para as quais ele, o Rei, pediu atenção.

E todos poderiam formar no gramado uma frase bem simples: OBRIGADO AUTORIDADES, MIL VEZES OBRIGADO.

Em 2019 estaremos comemorando 50 anos do milésimo gol de Pelé. Veremos as mesmas imagens, ouviremos os mesmos discursos, encontraremos os bisnetos dos trombadinhas nas esquinas.

 

15

de
novembro

Férias

A Fifa puniu Maradona com dois meses de suspensão por ofender jornalistas argentinos.

Dois meses? Com fim em janeiro de 2010?

Belas férias.

 

15

de
novembro

“Just in case”

O brasileiro está bombando, como dizem os da moda. Até a Poderosa, favorável à volta dos mata-mata, mostrando que não mistura os fatos e que não se nega a divulgar o que está acontecendo, vem elogiando o torneio nessa arancada final, que mantêm pelo menos três times embolados na briga pelo caneco.

Fora os erros dos árbitros, naturais e que sempre existiram, posto que seres humanos, apenas mais expostos deste o advento da televisão, uma das razões para um campeonato emocionante é a divulgação antecipada da tebela e seu cumprimento a todo custo.

Assim como a aplicação da lei, com julgamentos e decisões às vezes contestadas como fazem com as arbitragens. Nada exagerado, como querem fazer parecer.

O São Paulo acaba de ser punido com perda do mando de uma partida, porque um torcedor, do Piaui - não é nem vizinho do Sarney -, invadiu o gramado. Não queria bater em ninguém,  só festejar. Mas indaviu e a lei é clara.

O jogo em que o São Paulo deverá pagar a punição é contra o Sport, já rebaixado. Antes joga com o Botafogo, no Rio, e o Goiás, em Goiânia.

O São Paulo pode chegar na rodada final fora da luta pelo título, e até querer jogar bem longa de sua torcida

Pode chegar à rodada final brigando contra um ou dois adversários - Palmeiras e/ou Flamengo. Caso em que seria justo cumprir a punição, doa a quem doer. Sua torcida que bote as canelas nas estradas.

Mas pode, também, já ter garantido o título com uma rodada de antecedência. Ganhando de Botafogo e Goiás, com seus adversários perdendo pontos que não poderiam.

Neste caso, para o bem do futebol, como diz meu grande amigo Antônio Carlos Ferreira, e para mostrar que no meio de tanto amadorismo ainda existem cabeças que pensam nele profissionalmente - por que não fazê-lo cumprir a pena no campeonato de 2010 e permitir que o jogo seja no Morumbi, com recorde de público, de renda e de muita festa, que não prejudicaria ninguém?

15

de
novembro

A paulicéia amanheceu alvi-rubra

Papa goiaba de nascimento, paulistano por adoção, mantendo fielmente as duas "nacionalidades", sei, e convivo com ela, que a legião de nordestinos na paulicéia desvairada, ajudando, e como, a construir sua grandeza, é imensa e importante.

Mas nunca imaginei que, de forma invisível, é verdade, vivessem por aqui tantos pernambucanos e, mais que isso, tantos apaixonados pelo Náutico Capibaribe.

A gente não vê em seus peitos a camisa alvi-rubra, mas sente em seus olhares, na ansiedade que vivem esta manhã a espera do resultado final da partida contra o Flamengo, marcada para as 19;30, o que prolonga a expectativa dessa massa de pernambucanos que de repente tomou conta da cidade e, acredito, do Estado. 

Embora jurem que não, que são torcedores do Náutico desce criancinha, sinto e sei que na verdade são sãopaulinos tentando secar o Flamengo, que briga com o São Paulo pelo título brasileiro, assim como os rubro-negros secaram ontem à noite o tricolor paulista diante do Vitória. Não sem se declararem baianos do Pelourinho.

Torcida vale? Um pouco, quando no estádio lotado e para um time competente. "Secar" adianta, nada, a não ser para aumentar a descarga de adrenalina - o que às vezes faz mal.

Sem vestir a camisa alvi-rubra ou a rubro-negra, preferindo a branca da paz, fico só na análise fria que a profissão exige. E ela me diz que dá Flamengo. O São Paulo se quiser ser campeão que vença seus jogos, assim como Flamengo e Palmeiras.

13

de
novembro

Chega a hora em que Ele dá um basta

Você e sua acompanhante falam, falam, falam. Falam tudo o que querem e não deixam ninguém mais falar. Não escutam. Ler? Cansa. Sabem tudo e não veem nada. São os donos da verdade, os outros são os donos da mentira. Acham que todos os que não estão do seu lado, estão contra você. Como um deus e uma deusa.

Até que o Verdadeiro resolve dar um basta. Manda raios, trovões e chuva. Provoca um apagão, ou seja lá o que as diversas correntes quiserem.

O que Ele quer é apenas obrigá-los a ouvir. A não ficarem apenas falando, falando, falando, mas tendo de responder também, algo muito mais difícil, que exige argumento e não apenas jogo de cintura. Um jogo sério, longe da linguagem do futebol.

Existem muitos deuses e deusas. Um só Verdadeiro, capaz de provocar apagão para dele fazer nascer a luz.

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