Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
setembro

Até breve, Alberto e Nezi. Por quê não?

Hoje era para o Parque São Jorge viver mais uma "Noite de São Bartolomeu", com Alberto Duailibi e Nezi Curi sendo banidos do clube, acusados de má administração.

 

Seria, não será mais. Os dois, naturalmente bem assessorados, esperaram até as vésperas da assembléia geral e pediram exclusão do quadro de sócios.

 

O que, dentro de poucas horas, fará com que o Conselho Deliberativo considere extinto - ou simplesmente mande arquivar - o processo instaurado para bani-los do clube, com a alegação de que seu objetivo maior - o afastamento dos dois - já foi cumprido.

 

A tese merece longa discussão, que não haverá. Assim como não há quando senadores e deputados envolvidos em longas e geralmente inócuas CPIs renunciam seus mandatos quando sentem que as frágeis mãos da Justiça podem alcançá-los.  

 

Somem alguns meses de Brasília ou de câmaras estaduais ou municipais, mas evitam eventual suspensão de direitos políticos. E, donos de currais eleitorais, logo voltam, falando grosso ou na moita, mas voltam.

 

Se com eles é assim, mesmo diante do grito de poucos eleitores, por quê não haverá de ser igual com Duailibi e Curi que, não tendo sido banidos, mas simplesmente pedido exclusão do quadro social, poderão, mais dias, menos dias, adquirir outro título e aos poucos - esqueça a idade avançada deles - voltar à vida política do Corinthians?

 

Não esqueça, Corinthians é Brasil.

30

de
setembro

Balada e Templo da Bahia

Afinal, jogadores do São Paulo pegaram ou não pegaram uma bela balada, considerada prejudicial ao time e que terminou com o lateral Éder, o lado mais fraco da corda, por não estar atuando, pagando o pato e tendo seu contrato rescindido?

 

Balada é palavra da moda, principalmente entre jovens, que tem dimensões variadas. Pode significar ir a um barzinho tomar refrigerante e paquerar as meninas, ou os meninos -  os direitos são iguais.

 

Pode significar uma esticada mais alentada, até o sol nascer. Aí, geralmente com o "refri" dando lugar a uma bebida mais encorpada.

 

Ou pode significar um jantar bem acompanhado, valendo ou não um prolongamento ao som suave de um sax ou ao som alucinante produzido pelos dedos ágeis de algum DJ.

 

Se este foi o caso dos pupilos de Muricy Ramalho, a balada pode ter sido, ou apenas começado, com um bom jantar no Templo da Bahia, na alameda Campinas, Jardins, preferido dos jogadores que têm suas raizes de Salvador para cima.

 

Como ninguém é de ferro, a casa oferece de aperitivo excelentes aguardentes - para se apreciar puros - antes do bobó de camarão, que é ótimo, mas engorda demais.

30

de
setembro

Presente de grego do Juvenal Juvêncio

"Palavra de craque" é um bem bolado que coloca torcedores apaixonados por um clube em contato direto com quatro ou cinco jogadores que foram ídolos em uma determinada época".

 

Funciona assim: os torcedores são convidados de empresas que patrocinam o encontro em um bar ou restaurante, e lá o papo rola alegre e descontraído, com os torcedores fazendo perguntas aos jogadores e muitas vezes dando depoimentos emocionantes.

 

Tudo, naturalmente, regado a chopinho gelado, água e refrigerantes - viva a lei seca -, acompanhados de saborosos quitutes. Na faixa, com direito a fotografias, autógrafos e sorteio de vários prêmios.

 

Corintianos já conversaram com Sócrates, Vladimir e cia sobre a Democracia Corintiana. Tricolores  ouviram de Rivelino, Paulo César Caju e outros o que foi a Máquina Tricolor. E assim por diante.

 

Ontem à noite, no saláo de festas do São Paulo, sãopaulinos curtiram com Nelsinho, Sidney, Muller e Careca as histórias dos Menudos e outras.

 

Mais descontraído de todos, Careca contou sobre o prêmio especial que o então diretor de futebol, Juvenal Juvêncio, prometeu a ele no intervalo da prorrogação pelo título de 86, contra o Guarani, em Campinas.

 

"Eu disse ao Juvenal que ganharíamos o título e ele disse que me daria um cavalo e vários porcos, para o sítio que eu tinha em Mogi Mirim.

 

"Ganhamos, e ele mandou um caminhão com vários porquinhos e um cavalo de raça. De longe o cavalo era muito bonito, mas quando desceu, vi que tinha catarata um uma vista e artrose em dois joelhos".

 

"Um presente de grego", arrematou sob aplausos e sorrisos.

 

 

29

de
setembro

No Corinthians vivem a febre do marqueting

Primeiro a camisa roxa, que vendeu bem, mesmo com o nariz torcido do presidente Andres Sanches. Em seguida, a camisa, só para torcedores, com os dizeres"jamais vou te abandonar", a camisa com fotos dos torcedores ainda para sair do forno…

 

E agora, nascida na cabeça do vice-presidente de futebol, Mario Goggi, de se colocar uma estrela na camisa para comemorar a conquista do título da série B, muito próxima.

 

Jogadores já se manifestaram a favor e já ouvi "não" de torcedores, preocupados com as brincadeiras dos adversários.

 

Dois dos ouvidos em minha rápida pesquisa, que disseram "não", lembram que o Palmeiras sumiu com o poster que tinha em sua sede, quando surgiram as brincadeiras de sãopaulinos e, na época, corintianos.

 

E vocês, Gilberto, Zeka, Alberto Pezão, Patrícia, Suzana, Marcelo, Tonico, Paulo Eduardo? Assinam em baixo ou querem distância de camisa com estrela, que alguém deu palpite para ser preta sobre a camisa branca? 

29

de
setembro

O duelo dos pampas

As análises mais coerentes sobre os candidatos ao título no início do campeonato apontavam Palmeiras, Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Flamengo, bem nessa ordem.

 

O Inter entrava no grupo por ter mantido seus jogadores e pelas contratações de outros de alto nível, mas acabou vivendo longo fase irregular, provocada pela saída de Abel, as dúvidas sobre Tite para substitui-lo e pela demora para os reforços entrarem na linha.

 

Naquele momento, nem de longe se pensava no Grêmio, visto como um time que jogava sério, duro, mas um elenco enxuto demais. E que também tinha trocado de técnico: Vágner Mancini, que não agradava a alguns dirigentes, por Celso Roth, que não tinha a aprovação da torcida.

 

De repente, com os demais eleitos candidatos falhando - Palmeiras e São Paulo perdendo fora de casa; Cruzeiro perdendo dentro e fora para adversários menores e Flamengo traumatizado com a saída da Libertadores, o Grêmio entrou no páreo.

 

O que antes eram defeitos, passaram a ser vistos como qualidades. O time jogava sério, duro, não perdia jogos bobos em casa e ganhava alguns importantes - como do São Paulo, por exemplo - fora. Não dava espetáculo, mas cumpria seu papel, mantendo-se na liderança.

 

Há três rodadas, porém, o time começou a despencar. Começando por perder para o Goiás, no Olímpico, depois empatando com o Atlético Paranaense, em Curitiba e por fim sendo humilhado pelo Inter, no Beira-Rio.

 

É 2o, com os mesmos 50 pontos ganhos que tem o líder Palmeiras - leva vantagem de uma vitória -, pode perfeitamente voltar à liderança e conquistar o título, mas carrega nos ombros o fardo pesado da dúvida.

 

O que era defeito e virou predicado voltará a ser defeito? O elenco enxuto demais e o estilo sério e duro esgotaram suas possibilidades? 

 

 

 

29

de
setembro

Enxergando mais longe

Para o torcedor prático, a vitória do seu time é o que interessa, melhor ainda, como gosta de dizer tirando sarro do "inimigo", "se o gol foi com a mão, impedido e no último segundo".

 

Para o torcedor comum do Milan, depois de marcar o gol único da vitória sobre o Inter, seu grande rival, escorando de cabeça um centro açucarado de Kaká, Ronaldinho foi fantástico. Jogou barbaridade.

 

Para o Sílvio Berlusconi, enquanto também torcedor, "Ronaldinho fez um belo gol e fez coisas deliciosas, que valeram o preço do ingresso".

 

Mas quando vestiu a cartola de presidente, que sabe do risco que corre pela contratação de um jogador desacreditado e o quanto ainda precisa mostrar para justificar o preço por ele pago, o papo mudou.

 

"Agora quero ver ele mais inserido nas jogadas do ataque, não só na faixa esquerda do campo", completou.

 

Quem disse que presidente não enxerga de bola?

28

de
setembro

Quem diria, jogaram para o São Paulo

O Grêmio, como tinha certeza meu amigo Emanuel, gremista roxo - hoje de raiva -, perdeu o rumo. Começou com a derrota, em casa, para o Goiás e terminou esta noite, com a goleada (4-1)  sofrida para o Internacional.

 

Pior do que ser goleado pelo maior inimigo, é deixar a torcida sem saber como o time reagirá daqui para frente, a começar quinta-feira contra o Botafogo, no Olímpico.

 

O Palmeiras, com os mesmos 50 pontos que tem o Grêmio, tirou-lhe a liderança por ter uma vitória a mais. Mas, será que sua torcida pode achar que agora o Verdão deslancha? Pelo futebol medroso, sem inspiração, mostrado no empate (0-0) com o Náutico, é bom tomar cuidado.

 

O Náutico foi o segundo dos quatro compromissos seguidos, em tese fáceis - os próximos são Atlético Mineiro, no Parque Antártica, e o Figueirense, fora - que a tabela reservou para o Palmeiras e, mesmo sendo no Recife, era para o time de Luxemburgo vencer.

 

Para time que pretende ser campeão, o Verdão não ganhou um ponto, perdeu dois. Como aconteceu com o Botafogo, ao deixar o Fluminense empatar no finzinho.

 

São Paulo e Cruzeiro, como gostam de dizer, fizeram um jogo de seis pontos, ganhos pelo primeiro, que se beneficiou também da derrota do Grêmio e do empate do Palmeiras.

 

O sãopaulino pode sair dizendo que o time não ganhou apenas seis pontos, mas 13, somando os três do Grêmio, dois do Palmeiras e dois do Botafogo.

 

A diferença para os que vão à sua frente - Palmeiras e Grêmio - caiu significativamente para quatro. O São Paulo já enfrentou, e perdeu, para o Grêmio no segundo turno, mas tem o confronto com o Palmeiras.

 

O São Paulo, 5o,  tem 46 pontos, igual a Cruzeiro e Flamengo, perdendo no número de vitórias. Seu próximo jogo é contra o Ipatinga. Um adversário fraco fora, mas forte em casa. Como o jogo é no Ipatingão…

 

Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro jogam em casa. Mas os dois últimos contra adversários difíceis - Botafogo e Sport. O Palmeiras tem, em tese, a vida mais fácil na quinta-feira, recebendo o Atlético Mineiro. Para ganhar, é só não repetir o jogo medroso e apático contra o Náutico.

 

Deixarão a moeda cair de pé?

28

de
setembro

Quando é proibido perder

Que me lembre, só uma vez, não sei quanto tempo faz, num campeonato gaúcho, o Grêmio precisava perder para continuar na luta pelo título. Parece piada, mas o Emanuel Mattos, gremista sem muita fé, vai confirmar.

 

Fora isso, dizer que "só a vitória interessa" ou "é vencer ou vencer", é chover no molhado. Assim como é dizer "quando é proibido perder". Certo?

 

Certíssimo, mas vamos lá. Começando do Gre-Nal, o Grêmio não pode perder esta tarde. Não porque fique numericamente fora da luta pelo título, nada disso. Mas porque pode bater a desconfiança, que por sinal, injustamente, já bateu em alguns gremistas que conheço. 

 

Para o Inter, que vê não muito longe a vaga na Libertadores, perder também, claro, não é bom. Mas o estrago será menor no Beira-Rio do que no Olimpico.

 

Outro que está proibido de perder é o Palmeiras. E não é porque, como o Grêmio, vá ver o título de longe. Nada disso, tanto que pelos lados do Parque Antártica andam dizendo que não há pressa para assumir a liderança.

 

O Verdão está poibido de perder, porque o Náutico, na zona cinzenta da tabela, é um das, em tese, quatro galinhas mortas que pegou seguidas, do jeitinho que o diabo gosta para chegar mesmo à ponta. Uma derrota, ou mesmo um empate não está nos planos e seriam pontos irrecuperáveis.

 

A cruz mais pesada estará à espera de São Paulo e Cruzeiro, no Morumbi. O São Paulo, que tem feito melhores resultados jogando em casa, embora se apresentando mal, tem a obrigação de vencer, mas não o vejo como favorito. 

 

A porta de entrada no grupo dos quatro para a Libertadores está sistematicamente fechada para ele. E continuará  hoje, mesmo que vença. Só que, se perder, os planos financeiros para 2009 começarão a ser mudados. E muita gente vai perder grana.

 

Para o Cruzeiro, a derrota além de afastá-lo perigosamente da luta pelo título, pode, como no caso do Grêmio aumentar a desconfiança, na torcida, que nesse Brasileiro nunca esteve 100% contente, e nos próprios jogadores.

 

Em tese, pela via crucis que vive o Flumiense, a rodada desse domingo parece melhor para o Botafogo, que dependendo do resultado no Morimbi, pode se aproximar bem do G-4, ficando em quinto. No Engenhão, como nos Aflitos, não dá para perder porque o Fluminense é uma baba   

27

de
setembro

Ainda o papa corintiano

Nos tempos em que o Corinthians, da alta direção ao mais humilde torcedor, vivia em Lua de Mel com Kia, que esperavam ser um novo Midas - ou seria um grande otário, que colocaria fortunas nas mãos de quem a ele estendesse a sua?

 

Seja o que fôr, naqueles tempos de sorrisos, abraços, beijos e muitos autógrafos, Kia parecia um deus para a Fiel. Como? Menos? Então um papa, tá bom assim?

 

Vieram as brigas matrimoniais e com ela a ameaça de divórcio, que nunca se concretizou junto à Justiçca, segundo dizem, porque ninguém sabe quem sairia ganhando ou perdendo quando fossem desatados os nós que ainda os unem.

 

Afastado de casa sob as acusações mais graves, o ex-cardeal Duailib acab a de dizer que o atual, Andrés, há poucos dias foi a Londres, financeiramente o Vaticano do futebol, e lá encontrou-se com o papa Kia.

 

Indagado como sabia, deduziu com simplicidade:

 

- Pode alguém ir a Londres e não ver Kia?

 

 

27

de
setembro

Conforme for, vale a pena

Essa nota me faz lembrar aquela piadinha do cara que pegou toda grana e joias da falecida, calculou o montante, preencheu um cheque e o colocou no caixão na hora do sepultamento.

 

Deu no jornal que "funeral poderá ser pago em 12 vezes".

 

O que fez perguntar: antes ou depois do adeus?

27

de
setembro

“Pelé é uma mina” - III

"O dia em que Ramondini, procurador do Rei, falou demais" - III

 

Jesse Chapadão - Você ganha muito empresando o Pelé?

 

Ramondini - Eu arrumei minha vida…

 

J - Uns cem mil por mês?

 

R - Por aí, quase isso. Estou com a vida arrumada, agora que trabalho para ele.

 

J - Quanto tempo você empresa Pelé?

 

R - Não use a palavra empresar. Use amigo. Não tenho procuração dele.. Resolvo até assunto relacionados com Pelé, mas que não partiram dele. Uma vez o Wílson Miranda fez uma música onde falava afetuosamente sobre "este velho Pelé". Eu troquei para "este amigo Pelé".

 

J - Dizem que você foi proibido de entrar no Corinthians, é verdade?

 

R - É, uma vez o Martinez me proibiu…para mim é um elogio…. Quando ele me proibiu eu estava lutando pelos direitos do Vaguinho e do Luiz Carlos, para eles voltarem à seleção. Estou ajudando psicologicamente esses dois jogadores. …

 

J - Você conhece muita coisa de futebol, coisas de fora do campo, certo?

 

R - Conheço quem não deve entrar na seleção porque treme e até quem não quer jogar na seleção. Sabe quem não quer jogar na seleção? O Pelé. Sabe quem pediu para deixar a seleção? O Carlos Alberto….O que ele pode esperar mais na carreira? É tricampeão do mundo. …Perde dinheiro não jogando pelo Santos….

 

J - Quem trabalha com você?

 

R - Rivelino, Tostão, Ademir da Guia, Carlos Alberto,… a nata.

 

J - Por quanto tempo mais o Pelé vai vender depois de parar?

 

R - Cinco, seis anos, sempre caindo ano a ano… E quem comprar vai ter de mudr a mensagem. Vai ter de ser na base do cidadão…

 

J - Muito. Acho que para o bem dele, devia ser ator.

 

R - Mas ele não é um ator ruim?

 

R - …É que esperam dele ser ator igual foi jogador de futebol, e aí não dá. Ele está pensando muito seriamento no abandono que vai sentir quando passar pela rua e não dar autógrafo. Sabe que será assim e está se preparando para poder agüentar. Fez Cursilho e disse que se encontrou melhor.. Que já tem outra maneira de ver a vida, encontrando dentro de si coisas que não sabia possuir.

 

J - Por que estavam vendendo o Rivelino?

 

R - Porque a antiga diretoria do Corinthians era formada por irresponsáveis….

 

J - E esse negócio do Rivelino ajudar o Corinthians, dando uma comissão sobre a venda de chácafras?

 

R - Ainda não foi  fechado, mas é uma boa para ele. Nossa propostar é dar  ao Corinthians 10%, perto de 2 milhões. Um prêmio de gratidão do Rivelino ao Corinthians.

 

J - O Rivelino está sendo bonzinho?

 

R - …Vale a pena. Não vai perder nada.  …Cria uma imagem favorável do jogador junto ao clube. O Corinthians será o grande corretor do Rivelino e é uma forma de pararem de falar que ele é um jogador caro para o clube. Ele vai passar a ter a imagem do jogador que ajudou o clube, ue deu quase 2 milhões ao Corinthians.  Quem bolou tudo isso fui eu. Quem bolou esse negócio de jogador ir a programa de televisão sem receber fui eu. Se o cantor recebe, por que ele deve ir de graça? S;ó não cobramos dos programas esportivos, porque é promoção para ele também.  Mas Sílvio Santos e outros têm de pagar. Pelé custa 10 mil. Rivelino, Tostão, Paulo César, 3 mil. César, Leivinha e outros valem 1,5 mil

 

J - O que o Pelé acha da política?

 

R - Ele devia ser político… defender o esporte brasileiro. É o único que tem peso para enfrenar as coisas. Ele disse que quando deixar o futebol talvez pense em aceitar uma candidatura.

 

J - Quem manda na casa de Pelé?

 

R - Que eu saiba é dona….Ele disse no programa do Sílvio Santos. "Que isso Sílvio, a última palavra lá em casa é da mulher. Eu digo, está bem…, você está certa".

 

J - Quem é boneca no futebol?

 

R - Não sei. Não vi ninguém nessa posição. O Carlos Alberto falou que o árbitro … é boneca, mas não pode falar porque nunca viu nada. Deve ter falado brincando. ..

 

J - Pelé faz caridade?

 

R - Faz, mas não gosta de falar. Dá muits cadeiras de roda, pernas mecânicas…Fez uma bobagem montando esse escritório, porque agora ele deu o endereço onde ser procurado e fica assim de gente lá. Todo cachê que ele ganha em televisão dá para uma instituição de caridade. O cheque já sai em nome da instituição.

 

Consta que, quando o Pasquim chegou na banca Ramondini foi avisado de que já era como procurador. E que teve de escrever carta ao Santos pedindo desculpas.

Para mim ele ligou dizendo que tinha se ferrado. Como a entrevista havia sido gravada….aprendeu que o pior porre que se pode tomar é da vaidade.

26

de
setembro

Melhor a emenda que o soneto?

Desde que Robinho decidiu, publicamente, deixar o Real Madri, tenho colocado aqui minhas observações, dizendo que ele, como qualquer pessoa, tem o direito de mudar de empregador - desde que cumpra fielmente os termos de um contrato.

 

E lembrei que cumprir fielmente um contrato, no caso de um jogdor, não significa obrigatoriamente ficar no clube até o último dia. Mas não desrespeitar as cláusulas contratuais. Se Robinho queria sair, que o clube interessado em suas pedaladas pagasse o valor da multa e pronto.

 

Forçar a saída era um erro que Robinho devia ter aprendido com seus conselheiros, no caso, seu empresário Vágner Ribeiro. A última palavra sempre seria do jogador, como alegou Ribeiro ao ser questionado sobre o desvio do caminho que prometia levá-lo ao Chelsea, mas acabou levando ao Manchester City.

 

Uma transferência estimada em R$100 milhões, mantida com dois clubes simultaneamente, e só resolvida faltando minutos para o prazo fatal, tem toda chance de não ser a ideal.

 

Como parece não ter sido, ainda que ele não declare, a se julgar pela decisão tomada por Robinho, menos de um mês depois, de terminar sua relação com o empresário.

 

Robinho não critica Ribeiro na declaração enviada à imprensa, o que não signifique dizer que tudo esteja em paz. Falta a palavra do empresário, ainda não ouvido. Ou até sua atitude.

 

No lugar de Ribeiro, Robinho daqui para frente terá seu pai como empresário, como Kaká fez ao deixar o mesmo empresário. Ótimo, salvo raras exceções, ninguém é melhor amigo e conselheiro que o pai.

 

Mas, até onde se sabe, o pai de Robinho é uma pessoa simples, humilde, fluente apenas na língua portuguesa, sem experiência em negócios,  sem conhecimento para formalizar contratos de publicidade e como atleta.

 

Nesse caso, a troca pura e simples terá sido a melhor solução? Será melhor a emenda do que o soneto?

26

de
setembro

Que não se perca pelo apelido

Dezoito anos recém completados, graças ao seu bom futebol e também boa dose de sorte, integrante do elenco milionário do Milan, um dos maiores clubes do mundo, na lista de Dunga para a seleção brasileira,  Alexandre "Pato", segundo jornais da Itália, disse que estava desmotivado e que voltou a jogar bem depois de uma boa conversa com o técnico Carlo Ancelotti.

 

Falar o quê?, fico pensando. Que às vezes Deus dá asas a quem não quer voar? Que as pessoas que o aconselham estão demorando para puxar suas orelhas? Ou desejar que ele não se perca pelo apelido?

26

de
setembro

“Pelé é uma mina” - II

"O dia em que Ramondini, procurador do Rei, falou demais" -II

Jesse Chapadão - Quanto ganha Pelé? Quando ganha no duro?

 

Ramondini - Só posso dizer que ganha muito. Muito mesmo.

 

J - Por que então você deu informações precisas a um jornalista estrangeiro se não gosta ou não pode dá-las aos brasileiros?

 

R - Não é verdade. Dei essa informação a um jornalista brasileiro que as vendeu…

 

J - Por que então você não deu essas informações para outros jornalistas?

 

R - Porque na Realidade, numa reportagem do Michel Laurence já havia saído quase tudo aquilo. Até que ele ganha aproximadamente mil cruzeiros por hora. Falei das propagandas do Pelé, dos contratos, dos prazos e dos vencimentos.  Isso que todo mundo já sabe…..Não falei do homem de negócios e vou contar para vocês algumas coisas que ninguém sabe. Pelé agora tem uma usina perto do seu sítio, com negócio de queijo e leite. Tem a fábrica em Santo André (Fiolax), está comprando a rádio Clube de Santos e, juntamente com o Vasco Faé, vai ter o controle de outras coisinhas.  Agora mesmo está aceitando fazer um favor: vai ganhar 55 mil cruzeiros por cidade que visitar, no país, para lançar o Café Pelé. Fora daqui deve ganhar 500 mil. Eles já estão entrando em 15 paises. Já fez a multiplicação?

 

J - Qual a fortuna do Pelé? Uns 30 milhões?

 

R - Um pouco mais, um pouco menos.

 

J - Apartamentos em Santos ele nem sabe quantos tem, certo?

 

R - Ele montou essa firma só para cuidar desses imóveis…Comprou um aqui na General Jardim que está pronto e ainda não foi lá. Em São Paulo tem mais de 17 apartamentos. Em Santos 122…

 

J - Por que dona … não gosta de você?

 

R - Quem disse que ela não gosta de mim? Ela é cabreira com a palavra empresário. Depois que o Pepe Gordo deixou Pelé a perigo…ela tem razão.

 

J - Então ela não gosta de você só porque você é empresário?

 

R - Eu tenho a impressão que sim, porque ela não teria outros motivos….Agora que ela conheceu minha senhora e minhas fiulhas, ela mudou muito. …

 

J - Pepe Gordo deu mesmo tombo no Pelé?

 

R - Naquela época o Pele ficou tão sem dinheiro, sem moeda vida, que ele, para fazer a firma, foi obrigado a fazer um empréstimo.

 

J - Ele roubou o Pelé?

 

R - …Pelo que ouvi do Pelé, ele foi… mais burro do que desonesto.

 

J - Pepe Gordo não foi um cara necessário? …que introduziu no futebol a mentalidade de que se devia cobrar para fazer propaganda? Tudo não começou praticamente com ele?

 

R - Ele foi um mal necessário. Sua influência foi negativa. Quando conheci Pelé ele tinha apenas três contratos…Entre as três não recebia mais do que três mil reais por mês. Ele cobrava, mas cobrava mal…

 

J - Que posição  Pelé tomou até hoje em defesa da classe…. da raça…

 

R - É que Pelé até hoje não se situou. Ele nunca sentiu mesmo o problema…

 

J - O que os caras falam é que esperavam dele uma tomada de posição.

 

R - Eu sei. Por exemplo, agora nesse negócio da Olimpíada uns caras queriam que falasse sobre o problema da Rodésia. O que o jornal …queria quando ligou para cá? Que ele desse parabéns? Ele não podia falar nada e por isso sairam criticando seu silêncio.

 

J- Você acha que foi demagogia oferecer o milésimo gol às criancinhas?

 

R - Esse é um negócio muito íntimo…. Não acho que foi demagogia…Acho que estava oferecendo aos meninos pobres como ele foi… Tanto é verdade que no seu primeiro filme há uma passagem, num jogo, em que um cara deu a ele 200 cruzeiros para ele se vender e ele não devolveu…porque não tinha condições de devolver. Ele mostrou ao presidente, que disse para ele guardar o dinheiro e jogar o jogo dele. …fez três gols, ganhou o jogo para mostrar…que o cara era um grande F.D.P Acho isso válido…Ele teve uma infância com problemas financeiros, raciais.  Hoje não sente mais esses problemas….

 

J - Por que ele nunca ajudou o sindicato dos jogadores?

 

R - Porque o sindicato é uma piada.

 

J - Você acha que Pelé está passando?

 

R - Sinceramente? Se eu fosse o Pelé parava agora. Para guardar uma imagem que ele só está destruindo. …Daqui pra frente ele está correndo risco de …ser alvo de piadinhas dos inimigos….Devia ter parado como tinha planificado…piada jogar num time como o do Sangos que não compra jogador….Hoje o Santos é uma gozação… 

 

J - Você ganha muito empresando Pelé?

 

R - Eu arrumei minha vida, se é isso que você quer saber.

 

J - Uns cem mil por mês?

 

 Amanhã na parte III você vai ficar sbendo..

 

25

de
setembro

Vale a intenção, mas só para um mês

Adoro manifestações positivas de torcedores. Bom exemplo, é a quantidade de camisas roxas que corintianos compraram, mesmo com o presidente do clube, no lançamento, tendo  torcido o nariz.

 

Da mesma forma que espero sucesso para essa nova camisa com fotografias dos torcedores que contribuirem com R$1 mil. Meu amigo Alberto Pezão anda tão entusiasmado que me disse - e jura não estar brincando - querer colocar a sua de frente e de perfil.

 

Ouço agora que a torcida do Flamengo quer lançar uma camisa com o apelo "Fica, Ronaldo", esperando arrecadar com a venda no mínimo R$1 milhão.

 

Pode haver causa mais nobre? Não, não pode. Só acho que com R$1 milhão mal vai dar para pagar um mês ao Ronaldo.

25

de
setembro

Para o bem de Ronaldinho

Não pode haver brasileiro que goste de futebol que não torça sempre para o bem da seleção. Não necessariamente como faz o mestre Zagallo ao bater no peito e dizer "eles têm de engolir a amarelinha".

 

Muitas vezes, torcer para que a seleção perca alguns jogos pode significar torcer a favor. A favor de um time melhor, de convocações puras, sem interferência de empresários, patrocinadores, dirigentes. Um time que não engane antes e dê vexame depois, quando para valer.

 

Bom pai, ensinam pedagogos e psicólogos, não é aquele que dá tudo que o filho pede e até o que não pode. Mas o que dá o que sente que deve dar e que cobra, duro, tudo que é preciso cobrar. Ainda que o filho chore hoje, para que não o faça amanhã.

 

Hoje, na participação no programa NA BOLA - de segunda a sexta, ma Rede Brasil de Televisão das 13 às 14h -, opinei que Ronaldinho não tem mostrado futebol para continuar na seleção, mas que ele acabaria sendo chamado, porque há um acordo tácito entre a CBF e seus patrocinadores para recuperá-lo. O que, acontecendo, será bom para todos.

 

Mas não em jogos eliminatórios. Mas não fingindo que não é essa a proposta, e sim que sua presença se deve ao seu belo futebol - há muito escondido.

 

Errei, e com o maior prazer. Dunga - nunca digo que é outra pessoa, porque ele diz que não recebe interferência de ninguém, e eu não tenho prova do contrário - deixou Ronaldinho fora da lista para os jogos contra a Colômbia e Venezuela, ao mesmo tempo em que chamou Kaká, como era sua obrigação fazer.

 

Ronaldinho não jogava no Barcelona desde março e o time catalão fez de tudo para se livrar dele. Sua ida para o Milan, um grande clube como o Barcelona, caiu do céu, mas não sem um alto custo - que ele volte a jogar pelo menos 80% do que mostrava nos primeiros anos de Barcelona.

 

Ou joga, ou comerá o pão que o diabo amassou com o rabo. Amargará por cada euro faturado sem que corresponda em campo. Estar esquentando no banco do Milan sua trazeira roliça já é um alerta do técnico Ancelotti, para seu bem. E que Dunga, em bom momento, endossou esta tarde.

 

Tivesse mantido Ronaldinho na lista e, por teimosia ou, como alguns gostam de afirmar, por imposição, no time, estaria fazendo um mal ao jogador que, aos 28 anos tem tempo para se recuperar. Se quiser. Ou se conseguir. 

25

de
setembro

Será que a Fifa vai punir a CBF?

Às vezes me vejo balançando a cabeça negativamente quando ouço algum jogador, que considero sem idade ou sem qualidades para tal,  dizer que espera ser convocado para a seleção brasileira.

 

Mas logo me concentro e deixo de culpá-lo, porque, no mais das vezes, está apenas respondendo a uma pergunta - que, com um mínimo de conhecimento, o repórter não deveria fazer.

 

São poucos os que não aproveitam a bola quicando e respondem que não pensam ou já não pensam em seleção, como fez há poucos dias o zagueiro Roque Júnior, que já vestiu a amarelinha com brilho, mas sabe que o tempo passou.

 

Digo isso para aplaudir todo jovem que sonha e briga para defender a seleção brasileira, não apenas pensando no seu próprio futuro - quem veste a amarelinha passa a valer mais - mas também por ser uma honra.

 

Nessa linha de raciocínio, aplaudi o lateral Rafinha quando brigou para jogar na seleção que foi à Olimpíada de Pequim. Pensava, naturalmente, no seu futuro no futebol europeu e na glória de ajudar o Brasil a ganhar a tal medalha de ouro, o que acabou não conseguindo.

 

Aplaudi, mas só até o momento em que o clube com o qual tem contrato, o Schalke, da Alemanha, não lhe deu autorização. Dali para frente, ao lado do futuro e da glória, ele estava assumindo o risco de pagar caro - falo de grana viva - por sua decisão.

 

No auge do pode-não-pode, foi dito que a CBF faria um seguro para que Rafinha não deixasse a seleção, que já vivia na China. E logo depois, quando o time alemão cobrou, pela primeira vez, a multa que julga ser de direito por desrespeito ao contrato, a Fifa disse que o pagamento - do seguro ou da multa - cabia à CBF, que fez ouvido de mercador.

 

Quando parecia que tudo ficaria por isso mesmo, aí está o presidente do Schalke,  ClemensTonnie, cobrando do jogador a bagatela de 700 mil euros (R$1.800 mi), justificando que a multa é proporcional à gravidade da situação.

 

Pergunto: quem vai pagar o pato? Rafinha, por seu amor à amarelinha, ou a CBF, que continua muda? E se a CBF não livrar a cara do jogdor, será punida pela Fifa - sempre tão enérgica com os fracos - que já disse ser da entidade brasileira a responsabilidade?  

 

 

25

de
setembro

“Pelé é uma mina”

"O dia em que Marbe Ramondini, procurador do Rei, falou demais"

Em setembro de 72, Henfil me ligou pedindo uma entrevista com alguém ligado do futebol para o Pasquim. Indaguei com quem e ele disse que a escolha era minha. Queria algo sobre futebol no jornal. Insisti e ele propôs Pelé. Respondi que Pelé ainda não estava pronto para uma entrevista ao estilo Pasquim e combinamos que eu encontraria alguém. Nasciso James sugeriu Marbe Ramondini, procurador de Pelé. Não confiava muito, mas liguei e combinamos. Gravador sobre a mesa e Ramondini tomou um porre de vaidade. Veja, em capítulos, um resumo. (I)

 

Jesse - Quanto você ganhou do Pelé naquele negócio do livro?

 

Ramondini - Comprei o livro do Pelé por 150 e vendi para a…por 310 milhões, só para o Brasil e América Latina. Depois vendi para a língua inglesa por 16 mil dólares. Estou negociando com os países onde não entramos.

 

J - Então você levou do Pelé, só na venda para a .. 160 milhões?

 

R - Não é isso. Apenas acreditei no livro e ele não….

 

J - E você não sente remorso?

 

R - Não, ao contrário. Ficaria se tivesse tirado de quem não tem tanto dinheiro.  Ficaria se tivesse comprado sabendo que iria ganhar. Mas eu ganhei no mérito. Ganhei arriscando dinheiro.

 

J - Mas você comprou o livro depois de ter vendido por mais, não foi?

 

R - Nada disso. Comprei bem antes de gravar…Eu arrisquei no duro.

 

J - Pelé sabe por quanto você vendeu e está vendendo? O que falou da diferença de dinheiro…?

 

R - Sabe que ganhei mais que ele e que vou ganhar. Ficou contente

 

J - Tudo que entrar agora é só seu?

 

R - Não. O Pelé tem 5%. Os outros 95% são meus. Você sabe que o prestígio do Pelé não decresceu  e que ainda dá para vender muita coisa em que ele entre.

 

J - Não decresceu em nada?

 

R - Publicitariamente continua cada vez melhor. Quando ele deixou de jogar na seleção, eu me preocupei achando que ele iria faturar menos em publicidade e eu também. Acreditei que fosse cair, mas ele me surpreendeu. Está vendendo mais do que antes.

 

J - Você que entende do assunto,  acha que essa corrida parece com o anúncio "venham ver que está cabando?"

 

R - É isso. Estão fazendo com ele exatamente essa imagem. Foi o que o empresário da última excursão do Santos fez. Meu agente na Europa me mandou dizer que sentiam muito não terem podido comparecer à despedida do Pelé. Como não sabia dessa novidade, mandei todo material da propaganda para o Pelé. Sabe que tinha até patrocinador da despedida …?Eu até admirei, porque o empresário estava pagando ao Santos uma nota violenta, bem maior do que o time está recebendo ultimamente. Estranhei mais porque ele é um tremendo vigarista…Ele pagou 30 mil dólares, mais do que o Santos está merecendo. Agora mesmo estou empresando jogos do Santos em Trinidad por 20 mil dólares. Taí porque ele pagava mais…

 

J - Em relação à publicidade…a corrida não pareceu que não estavam vendo os últimos dias de Pompéia, mas de Pelé?

 

R - Eu acho que é isso mesmo. Todo cara que tem que contratar Pelé que contrate agora, antes que ele pare. Depois ele vai continuar com o prestígio do cidadão Édson Arantes do Nascimento, do Pelé recordação e nunca do Pelé atuando. Acho que Pelé abandonando o futebol será esquecido e consequentemente não será a mesma imagem de venda. A torcida é freguesa e ela o esquecendo, esquece o que ele anuncia também, certo?   Ele deixa de ser útil ao patrocinador. O último contrato que fiz para ele com a…. Ele ganha 45 mil por mês e a propaganda é "Pinte o dez". Ele parando some o seu dez e vão ficar os outros que, graças a Deus, são meus também…"

 

J - Quanto ganha Pelé? Quanto ganha no duro?

 

Saiba a resposta e mais amanhã, na II da série.

25

de
setembro

SPA São Januário

Minha amiga Marisa, "gordinha sim, mas durinha", como sempre diz, liga para saber como pode passar uns dias na concentração do Vasco, no Rio. Estranho a pergunta e ela explica:

 

"Ouvi que o Renato Gaúcho vai cobrar R$300,00 por quilo que os jogadores apresentarem  a mais. Aí, como sou pão-dura, pensei em me internar no SPA São Januário para ser forçada a entrar em forma."

 

Como a ligação foi interrompida, fiquei sem saber se o marido dela permitiria. Afinal, ela é gordinha mas durinha. 

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