Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

25

de
setembro

Será que a Fifa vai punir a CBF?

Às vezes me vejo balançando a cabeça negativamente quando ouço algum jogador, que considero sem idade ou sem qualidades para tal,  dizer que espera ser convocado para a seleção brasileira.

 

Mas logo me concentro e deixo de culpá-lo, porque, no mais das vezes, está apenas respondendo a uma pergunta - que, com um mínimo de conhecimento, o repórter não deveria fazer.

 

São poucos os que não aproveitam a bola quicando e respondem que não pensam ou já não pensam em seleção, como fez há poucos dias o zagueiro Roque Júnior, que já vestiu a amarelinha com brilho, mas sabe que o tempo passou.

 

Digo isso para aplaudir todo jovem que sonha e briga para defender a seleção brasileira, não apenas pensando no seu próprio futuro - quem veste a amarelinha passa a valer mais - mas também por ser uma honra.

 

Nessa linha de raciocínio, aplaudi o lateral Rafinha quando brigou para jogar na seleção que foi à Olimpíada de Pequim. Pensava, naturalmente, no seu futuro no futebol europeu e na glória de ajudar o Brasil a ganhar a tal medalha de ouro, o que acabou não conseguindo.

 

Aplaudi, mas só até o momento em que o clube com o qual tem contrato, o Schalke, da Alemanha, não lhe deu autorização. Dali para frente, ao lado do futuro e da glória, ele estava assumindo o risco de pagar caro - falo de grana viva - por sua decisão.

 

No auge do pode-não-pode, foi dito que a CBF faria um seguro para que Rafinha não deixasse a seleção, que já vivia na China. E logo depois, quando o time alemão cobrou, pela primeira vez, a multa que julga ser de direito por desrespeito ao contrato, a Fifa disse que o pagamento - do seguro ou da multa - cabia à CBF, que fez ouvido de mercador.

 

Quando parecia que tudo ficaria por isso mesmo, aí está o presidente do Schalke,  ClemensTonnie, cobrando do jogador a bagatela de 700 mil euros (R$1.800 mi), justificando que a multa é proporcional à gravidade da situação.

 

Pergunto: quem vai pagar o pato? Rafinha, por seu amor à amarelinha, ou a CBF, que continua muda? E se a CBF não livrar a cara do jogdor, será punida pela Fifa - sempre tão enérgica com os fracos - que já disse ser da entidade brasileira a responsabilidade?  

 

 

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