26
de
setembro
Melhor a emenda que o soneto?
Desde que Robinho decidiu, publicamente, deixar o Real Madri, tenho colocado aqui minhas observações, dizendo que ele, como qualquer pessoa, tem o direito de mudar de empregador - desde que cumpra fielmente os termos de um contrato.
E lembrei que cumprir fielmente um contrato, no caso de um jogdor, não significa obrigatoriamente ficar no clube até o último dia. Mas não desrespeitar as cláusulas contratuais. Se Robinho queria sair, que o clube interessado em suas pedaladas pagasse o valor da multa e pronto.
Forçar a saída era um erro que Robinho devia ter aprendido com seus conselheiros, no caso, seu empresário Vágner Ribeiro. A última palavra sempre seria do jogador, como alegou Ribeiro ao ser questionado sobre o desvio do caminho que prometia levá-lo ao Chelsea, mas acabou levando ao Manchester City.
Uma transferência estimada em R$100 milhões, mantida com dois clubes simultaneamente, e só resolvida faltando minutos para o prazo fatal, tem toda chance de não ser a ideal.
Como parece não ter sido, ainda que ele não declare, a se julgar pela decisão tomada por Robinho, menos de um mês depois, de terminar sua relação com o empresário.
Robinho não critica Ribeiro na declaração enviada à imprensa, o que não signifique dizer que tudo esteja em paz. Falta a palavra do empresário, ainda não ouvido. Ou até sua atitude.
No lugar de Ribeiro, Robinho daqui para frente terá seu pai como empresário, como Kaká fez ao deixar o mesmo empresário. Ótimo, salvo raras exceções, ninguém é melhor amigo e conselheiro que o pai.
Mas, até onde se sabe, o pai de Robinho é uma pessoa simples, humilde, fluente apenas na língua portuguesa, sem experiência em negócios, sem conhecimento para formalizar contratos de publicidade e como atleta.
Nesse caso, a troca pura e simples terá sido a melhor solução? Será melhor a emenda do que o soneto?

