Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
setembro

Até breve, Alberto e Nezi. Por quê não?

Hoje era para o Parque São Jorge viver mais uma "Noite de São Bartolomeu", com Alberto Duailibi e Nezi Curi sendo banidos do clube, acusados de má administração.

 

Seria, não será mais. Os dois, naturalmente bem assessorados, esperaram até as vésperas da assembléia geral e pediram exclusão do quadro de sócios.

 

O que, dentro de poucas horas, fará com que o Conselho Deliberativo considere extinto - ou simplesmente mande arquivar - o processo instaurado para bani-los do clube, com a alegação de que seu objetivo maior - o afastamento dos dois - já foi cumprido.

 

A tese merece longa discussão, que não haverá. Assim como não há quando senadores e deputados envolvidos em longas e geralmente inócuas CPIs renunciam seus mandatos quando sentem que as frágeis mãos da Justiça podem alcançá-los.  

 

Somem alguns meses de Brasília ou de câmaras estaduais ou municipais, mas evitam eventual suspensão de direitos políticos. E, donos de currais eleitorais, logo voltam, falando grosso ou na moita, mas voltam.

 

Se com eles é assim, mesmo diante do grito de poucos eleitores, por quê não haverá de ser igual com Duailibi e Curi que, não tendo sido banidos, mas simplesmente pedido exclusão do quadro social, poderão, mais dias, menos dias, adquirir outro título e aos poucos - esqueça a idade avançada deles - voltar à vida política do Corinthians?

 

Não esqueça, Corinthians é Brasil.

30

de
setembro

Balada e Templo da Bahia

Afinal, jogadores do São Paulo pegaram ou não pegaram uma bela balada, considerada prejudicial ao time e que terminou com o lateral Éder, o lado mais fraco da corda, por não estar atuando, pagando o pato e tendo seu contrato rescindido?

 

Balada é palavra da moda, principalmente entre jovens, que tem dimensões variadas. Pode significar ir a um barzinho tomar refrigerante e paquerar as meninas, ou os meninos -  os direitos são iguais.

 

Pode significar uma esticada mais alentada, até o sol nascer. Aí, geralmente com o "refri" dando lugar a uma bebida mais encorpada.

 

Ou pode significar um jantar bem acompanhado, valendo ou não um prolongamento ao som suave de um sax ou ao som alucinante produzido pelos dedos ágeis de algum DJ.

 

Se este foi o caso dos pupilos de Muricy Ramalho, a balada pode ter sido, ou apenas começado, com um bom jantar no Templo da Bahia, na alameda Campinas, Jardins, preferido dos jogadores que têm suas raizes de Salvador para cima.

 

Como ninguém é de ferro, a casa oferece de aperitivo excelentes aguardentes - para se apreciar puros - antes do bobó de camarão, que é ótimo, mas engorda demais.

30

de
setembro

Presente de grego do Juvenal Juvêncio

"Palavra de craque" é um bem bolado que coloca torcedores apaixonados por um clube em contato direto com quatro ou cinco jogadores que foram ídolos em uma determinada época".

 

Funciona assim: os torcedores são convidados de empresas que patrocinam o encontro em um bar ou restaurante, e lá o papo rola alegre e descontraído, com os torcedores fazendo perguntas aos jogadores e muitas vezes dando depoimentos emocionantes.

 

Tudo, naturalmente, regado a chopinho gelado, água e refrigerantes - viva a lei seca -, acompanhados de saborosos quitutes. Na faixa, com direito a fotografias, autógrafos e sorteio de vários prêmios.

 

Corintianos já conversaram com Sócrates, Vladimir e cia sobre a Democracia Corintiana. Tricolores  ouviram de Rivelino, Paulo César Caju e outros o que foi a Máquina Tricolor. E assim por diante.

 

Ontem à noite, no saláo de festas do São Paulo, sãopaulinos curtiram com Nelsinho, Sidney, Muller e Careca as histórias dos Menudos e outras.

 

Mais descontraído de todos, Careca contou sobre o prêmio especial que o então diretor de futebol, Juvenal Juvêncio, prometeu a ele no intervalo da prorrogação pelo título de 86, contra o Guarani, em Campinas.

 

"Eu disse ao Juvenal que ganharíamos o título e ele disse que me daria um cavalo e vários porcos, para o sítio que eu tinha em Mogi Mirim.

 

"Ganhamos, e ele mandou um caminhão com vários porquinhos e um cavalo de raça. De longe o cavalo era muito bonito, mas quando desceu, vi que tinha catarata um uma vista e artrose em dois joelhos".

 

"Um presente de grego", arrematou sob aplausos e sorrisos.

 

 

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