30
de
setembro
Até breve, Alberto e Nezi. Por quê não?
Hoje era para o Parque São Jorge viver mais uma "Noite de São Bartolomeu", com Alberto Duailibi e Nezi Curi sendo banidos do clube, acusados de má administração.
Seria, não será mais. Os dois, naturalmente bem assessorados, esperaram até as vésperas da assembléia geral e pediram exclusão do quadro de sócios.
O que, dentro de poucas horas, fará com que o Conselho Deliberativo considere extinto - ou simplesmente mande arquivar - o processo instaurado para bani-los do clube, com a alegação de que seu objetivo maior - o afastamento dos dois - já foi cumprido.
A tese merece longa discussão, que não haverá. Assim como não há quando senadores e deputados envolvidos em longas e geralmente inócuas CPIs renunciam seus mandatos quando sentem que as frágeis mãos da Justiça podem alcançá-los.
Somem alguns meses de Brasília ou de câmaras estaduais ou municipais, mas evitam eventual suspensão de direitos políticos. E, donos de currais eleitorais, logo voltam, falando grosso ou na moita, mas voltam.
Se com eles é assim, mesmo diante do grito de poucos eleitores, por quê não haverá de ser igual com Duailibi e Curi que, não tendo sido banidos, mas simplesmente pedido exclusão do quadro social, poderão, mais dias, menos dias, adquirir outro título e aos poucos - esqueça a idade avançada deles - voltar à vida política do Corinthians?
Não esqueça, Corinthians é Brasil.


Comentário por gilberto maluf — (20:40)
Dualibi tem 87 anos. Como o dinheiro fascina as pessoas, não tem idade para isso. De longe vi acontecer cada barbaridade e ninguém “chegava junto”. A do Nilmar até agora não consigo entender e como deixaram acontecer. A passividade foi demais.
Comentário por Zé Maria — (21:14)
Nos anos 70, tinha como amigos algumas figuras importantes da Bolsa de Valores, todos corintianos, donos de corretoras. Às segundas, minha folga, passava numa delas para um cafezinho, onde eles me esperavam ao final da tarde. Sonhavam trabalhar pelo Corinthians - sem cargos nem carteirinhas - fazendo projetos, “emprestando advogados, economistas etc” de suas empresas - tudo no amor. Queriam saber de tudo, menos das mazelas. Um deles disse que torcer para um time de futebol é como acreditar na SantÃssima Trindade. Apenas acredite, não tente entendê-la. Católico praticante, acredito na SantÃssima Trindade. Como jornalista, obrigado a entender, mesmo de fora, os meandros dos clubes e a conhecer - parte - de suas mazelas, torço apenas para o Miracemense, que está com as ports fechadas. abs.