30
de
setembro
Presente de grego do Juvenal Juvêncio
"Palavra de craque" é um bem bolado que coloca torcedores apaixonados por um clube em contato direto com quatro ou cinco jogadores que foram ídolos em uma determinada época".
Funciona assim: os torcedores são convidados de empresas que patrocinam o encontro em um bar ou restaurante, e lá o papo rola alegre e descontraído, com os torcedores fazendo perguntas aos jogadores e muitas vezes dando depoimentos emocionantes.
Tudo, naturalmente, regado a chopinho gelado, água e refrigerantes - viva a lei seca -, acompanhados de saborosos quitutes. Na faixa, com direito a fotografias, autógrafos e sorteio de vários prêmios.
Corintianos já conversaram com Sócrates, Vladimir e cia sobre a Democracia Corintiana. Tricolores ouviram de Rivelino, Paulo César Caju e outros o que foi a Máquina Tricolor. E assim por diante.
Ontem à noite, no saláo de festas do São Paulo, sãopaulinos curtiram com Nelsinho, Sidney, Muller e Careca as histórias dos Menudos e outras.
Mais descontraído de todos, Careca contou sobre o prêmio especial que o então diretor de futebol, Juvenal Juvêncio, prometeu a ele no intervalo da prorrogação pelo título de 86, contra o Guarani, em Campinas.
"Eu disse ao Juvenal que ganharíamos o título e ele disse que me daria um cavalo e vários porcos, para o sítio que eu tinha em Mogi Mirim.
"Ganhamos, e ele mandou um caminhão com vários porquinhos e um cavalo de raça. De longe o cavalo era muito bonito, mas quando desceu, vi que tinha catarata um uma vista e artrose em dois joelhos".
"Um presente de grego", arrematou sob aplausos e sorrisos.

