Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

31

de
outubro

A quem pensam que enganam?

Quem tiver a sorte de ter como amigos pessoas vividas, chegadas aos bastidores do futebol e com elas puder bater longos e sossegados papos, mais escutando que falando, ouvirá histórias cabeludas e saborosas, que nem sempre podem ser repetidas, sob pena de encarar penosos processos.

 

As histórias na maioria das vezes são verdadeiras, mas como envolvem subornos, perseguições, vinganças, molecagens, não são fáceis de serem provadas. Quem faz algo errado sempre tem o cuidado de não deixar rastro.

 

Vez por outra bato papos longos e descompromissados com um ex-árbitro contra quem nunca se ouviu falar qualquer coisa desabonadora. E dele já ouvi "n" histórias sobre o "espírito de corpo" que existe entre alguns deles, em grupos distintos.

 

Nos encontros ou telefonemas após jogos, principalmente os mais complicados, um conta para o outro o que sofreu por parte desse ou daquele técnico, dirigente e jogador, sem nada poder fazer.

 

Funciona como um código. Um jeito de passar para o companheiro o direito ou a obrigação vingar a categoria na primeira oportunidade que tiver. Não deu para mostrar um merecido amarelo ou vermelho naquela oportunidade, deixa que eu arranjo um jeito de mostrar agora.

 

Lembrando desse código e de tantas histórias, fico pensando se é mesmo uma boa diretores do Botafogo, Flamengo e Palmeiras, principalmente, sairem dizendo que os árbitros estão favorecendo o São Paulo, tentando, com isso, amedrontá-los.

 

Acho que não, e pelo jeito, Luxemburgo e Caio Júnior também, já que, ao invés de endossarem as críticas, disseram que não viram nada disso. Que o São Paulo ganhou do Botafogo por mostrar competência.

 

Luxemburgo e Caio Júnior enxergam bem mais longe do que os cartolas que tentam amedrontar os árbitros. Manhosos conhecem manhosos.   

31

de
outubro

Não existe azar, existem coincidências

A piada é velha, mas como diz o grande cômico Zé Vasconcelos, as piadas velhas são as melhores. A gente começa a rir desde o início e não perde tempo acompanhando seu desenvolvimento.

 

Falo da brincadeira de presentearem o piloto inglês Lewis Hamilton com uma camisa do Vasco e um gato preto. O Vasco faz péssima campanha no Brasileiro e gato preto, dizem os supersticiosos, dá azar. 

 

Como sempre digo, não existe azar, existe incompetência, imperícia. Lewis está cansado de provar que é competente. E nada diz que este ano ele possa mostrar imperícia como no ano passado.

 

Se acontecer, será mera coincidência. Como ocorreu em Paul Ricard, na França, em 1973. Eu estava lá por revista e para dar uma misturada entre Fórmula Um e futebol, entreguei ao Êmerson Fittipaldi uma camisa do Corinthians, time pelo qual torce.

 

Na prova, Êmerson estava em segundo, atrás de Jody Scheckter e podia continuar fazendo uma corrida tranqüila, com segurança, como era sua característica, esperando por um erro do sul-africano, mas decidiu atacá-lo na metade da prova, na entrada da reta e acabou batendo e deixando a corrida.

 

Depois, incentivado pelo irmão Wilsinho, foi, dedo em riste, criticar o sul-africano, que parecia não ter culpa pela batida, gritando - "you are trogodita…"

 

 Älguma coisa a ver com a camisa do Corinthians, que na época vivia fase ruim igual à do Vasco? Acho que não. Mera coincidência.

31

de
outubro

Mau gosto ou falta de grana?

Tenho elogiado nesse cantinho as campanhas boladas pelo marqueting do Corinthians. Algumas boas, outras razoáveis, outras ruins. Não no meu conceito, mas no daqueles aos quais elas visam.

 

Nessa linha, pergunto como o fieis encararam a idéia de terem sua fotografia na camisa que o time vestirá no ultimo jogo, contra o Avaí, quando deverá comemorar o título.

 

O prazo para as inscrições terminou com 1.034 adesões, mas apenas 642  compareceram com a grana. Os outros 392, ou desistiram ou "perderam a grana na Bolsa de Valores". 

 

O plano era vender 4.000 espaços para fotos, arrecadando, brutos - tem a parte da empresa que confecciona as camisas - a soma nada desprezível de R$4.000,000,00. 

Feitas as contas, o Corinthians vai receber limpinhos apenas R$450.000,00, o que é pouco, a se imaginar uma fiel tomada de euforia pela volta à elite do futebol.

 

O que terá acontecido? Não gostaram da idéia das fotos 3×4, ou a grana ficou curta com tantos jogos, tantas promoções…?

30

de
outubro

Preço justo, atitude certa

Eleito agorinha presidente do Atlético Mineiro, o corajoso - pegar uma bomba dessas na mão não é brincadeira - tomou, de cara, duas decisões acertadíssimas.

 

Baixar o preço do ingresso contra o Botafogo para R$5,00, em qualquer lugar do estádio (lembra-se que a média cobrada pelo time carioca contra o São Paulo foi R$7,00?

 

E convidar os candidatos por ele derrotados para trabalhar na sua gestão. Quem realmente tem amor por um clube não escolhe cargo.

 

O preço do ingresso, pelo que o Galo tem jogado, parece justo. E se servir para atrair um grande público, este poderá ajudar o time a conseguir uma necessária vitória. 

 

Saber se os derrotados queriam apenas o melhor cargo ou têm como ideal realmente trabalhar pelo clube, é preciso aguardar.

30

de
outubro

Acabando com velho tabu

O ex-ponta direita Lato, aquele que fez gato e sapato de Marinho Chagas na Copa de 74, acaba de ser eleito presidente da Federação Polonesa 

 

Disposto a mudar a face do futebol, Michel Platini, gênio da seleção francesa e da Juventus, da Itália, elegeu-se presidente da UEFA. E Roberto Dinamite, ex-goleador do Vasco, hoje dirige o time, após longos anos de luta.

 

Muricy, que só não brilhou na seleção por problemas físicos, comanda o São Paulo. Zico, um dos 10 maiores craques do Brasil, fez sucesso no Fernebach, da Turquia. E Maradona viu aceito seu desejo de dirigir a Argentina.

 

Aos poucos vai sendo quebrado o tabu de que só cartola rico, capaz de botar dinheiro - na verdade tenho visto mais tirarem - no clube tem competência para presidi-lo. E que jogador meia boca  dá bom técnico.

 

É só o esquema deixar.

 

 

 

30

de
outubro

Bem que o presidente falou

O governo acaba de liberar R$85 milhões para promover a candidatura do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

 

Bem que o presidente disse que, no Brasil, a crise financeira e econômica que assola o resto do mundo não passaria de uma marola

 

E eu que havia entendido mariola.!! 

30

de
outubro

Uma coisa implica na outra?

O Botafogo, que não é o único, deve meses de salários a seus jogadores, o que deixa o ambiente, naturalmente, tenso. Embora nada tenha a ver com a derrota para o São Paulo (2-1) ontem no Engenhão.

 

Onde a arrecadação anunciada para 12.356 torcedores presentes, foi de R$92.023,00. Média de  R$7,45 por ingresso Pouco, não? Teria uma coisa a ver com a outra?

29

de
outubro

Godoy x Arnaldo

Que a vida de árbitro e seus auxiliares é dura, todos sabemos. Apanham mais do que mulher (fraca) de malandro e são proibidos de se defender.

 

Não podem nunca, sob pena de irem para a geladeira, chegar no jogador que errou o pênalti, por exemplo, e dizer, olhando firme para ele:"você é muito ruim, cara. Pênalti é lá coisa que se perca? E ainda vem me peitar?."

 

Nem chegar no técnico, que perturba seu trabalho, e dizer coisa assim:"você é incompetente mesmo, cara. Por quê não manda seu centro-avante pedalar para cima do Domingos? Não vê que  ele bate muito e faz pênalti na certa?".

 

Ou, ainda, dizer ao cartola que que promete pegá-lo pelo colarinho e dizer que melhor seria ele pagar os salários dos jogadores, para que eles, assim, corressem mais. E coisas do gênero.

 

Não podem - mas deviam - nem vasculhar os arquivos e montar um belo teipe com erros iguais aos que cometem agora, praticados por ex-colegas que hoje julgam seus trabalhos sentadinhos em confortáveis salas com ar-condicionado, usando o recurso do teipe e só dando suas opiniões depois de verem os lances mais difíceis repetidas vezes.

 

Nem mesmo, sem microfones para falar, reclamar das críticas que recebem, explicando que hoje é mais dificil que antes, porque agora existem uma dezena de câmeras nos jogos buscando pelo em ovo, o que antes não acontecia.

 

Pois nessa madrugada, ligado no jogo Botafogo-São Paulo, descobri que a vida dos ex-árbitros, hoje juizes, é também muito dura, quando olhados por chatos, como eu, que também buscam pelo em ovo.

 

Pulando de uma emissora para outra, estava na Bandeirantes quando saiu o segundo gol do Botafogo, anulado pelo bandeirinha. E ouvi  Roberto Godoy explicar porque o bandeirinha estava certo.

 

Contando aquela história de que, estando o jogador em posição de impedimento e atrapalhando a visão do goleiro, o lance deve ser invalidado, mesmo que ele não toque na bola. Falou e elogiou a firmeza do bandeirinha, que não correu para o centro do campo.

 

Pulei para a Globo e pedi bis no final. E lá estava Arnaldo Cezar Coelho, com o lance sendo repetido "n" vezes, confirmando o gol. Ou seja, criticando o bandeirinha e indo na contra-mão do Godoy.

 

Dura a vida de juiz do árbitro, não? Pior é que logo poderão dizer que Godoy "marcou" a favor do São Paulo por ser paulista. E que Coelho "marcou" a favor do Botafogo por ser carioca. Ambos, quem sabe, sendo torcedores de times diferentes dos que estavam no Engenhão.

 

Tirando a atitude intempestiva e imprópria para um presidente, se eu fosse Bebeto de Freitas, levaria a palavra do Coelho ao STJD. Não servirá para dar um pontinho ao Botafogo, mas poderá colocar o árbitro e seu auxiliar na geladeira. Coitados.

 

Se eu fosse Juvenal Juvêncio ficaria caladinho. O problema é só dos árbitros e de seus juízes. Mas que a vida deles é dura, lá isso é, né? A diferença é só o ar-condicionado e os teipes, de um lado, e o calor do jogo, do outro.

 

 

 

29

de
outubro

Dunga x Maradona III

Quando é mesmo o segundo jogo Brasil x Argentina, pelas eliminatórias para a Copa? Não lembra? Não importa, eu também não sei.

 

O que importa é que o jogo já começou a esquentar. E isso é ótimo, porque promete ir longe a troca de farpas. Quem gosta de um bom bate-boca, que comece a contar. Maradona, como esperado, saiu na frente.

 

E disse: "Eu não jogava como o Dunga, absolutamente. O Dunga batia, eu não, me esquivava dele". Na mosca.

 

Não tem o mesmo sabor do "vão ter de me engolir", do mestre Zagallo?

 

Pois foi por isso que torci para o Pibe ser o escolhido. Futebol sem um bom bate-boca não tem graça.  É chato como papo de gato mestre.

29

de
outubro

A verdade e o politicamente correto

Nessa longa estrada da vida, já lá se vão 42 anos, tenho vivido como comandado e tido momentos de comandante.  Por meus princípios de vida, nenhuma das duas posições me parece mais fácil.

 

Apaixonado pela verdade, dita de frente, mas, e aí está o mais importante, na hora e no lugar certos, tenho topado com momentos extremamente delicados, sempre, no meu conceito, saindo-me bem.

 

Certa vez, trabalhando como comandado em um grande jornal, o desajeitado comandante, querendo que chegássemos cada vez mais cedo - eu e todos os demais - entregou-nos um radinho de pilha, com a seguinte recomendação.

 

"É para vocês ouvirem as resenhas (programas esportivos) e aproveitarem as notícias".

 

Preferi documentar minha resposta. Escrevi que ainda tinha - sempre terei - gosto e responsabilidde pelo que fazia e que me negava simplesmente passar para a lauda o que ouvia dos companheiros.

 

A informação poderia ser furada e, mais grave ainda, valia como roubar o trabalho dos outros, já que o jornal não lhes pagava. Feito isso, esperei o chefe estar sozinho e entreguei a ele minha posição. Juntamente com o radinho.

 

Em outro momento, suspenso por três dias - valia não ser escalado para o programa do qual participava - disse ao comandante, baixinho, no ouvido dele, que o dinheiro descontado dos dias de suspensão não me faria falta. Mas que minhas opiniões fariam falta aos assinantes.

 

O chefe disse que meus ganhos não sofreriam desconto e eu, sempre baixinho, disse a ele que o prejuízo dos assinantes, mais importante que tudo, continuva grande.

 

Estando comandante, em várias oportunidades precisei corrigir trabalho de alguns e discordar de atitudes tomadas por outros, pelas circunstâncias, sob meu comando. 

 

Nunca, embora meu amigo Luiz Ceará goste de dizer o contrário, tomei minhas posições diante de outras pessoas, que nada tinham a ver com a questão. Nem com meus filhos agi assim. Fazia-o separadamente, num canto ou tomando um cafezinho.

 

A observação feita a dois, por mais severa que seja, provoca reação tranqüila e permite diálogos, muitas vezes esclarecedores. Estreita  amizade e não deixa rancor. Ao contrário do que a feita com platéia.

 

 Amo a verdade, seja qual for seu custo. Repudio as atitudes policitamente corretas, que muitas das vezes cheiram hipocrisia e covardia, resultem no lucro que resultarem.

 

Nada vale o preço de ver a imagem no espelho balançando a cabeça de forma negativa.

 

No futebol, chamam essas posições de "lavar roupa suja", o que dizem dever ser feito em casa, e eu concordo. Desde que em casa não falte sabão e a roupa suja não acabe sendo escondida em algum armário.

 

Sábado, depois da derrota para o Fluminense (3-0), Marcos, capitão, líder e excelente goleiro do Palmeiras, sem quem o time não estaria na boa posição que está, falou uma grande verdade, num momento considerdo politicamente incorreto.

 

Errou Marcos por preferir dizer a verdade. Talvez sentindo que não valia mais a pena insistir em lavar roupa suja em casa, vendo que ela continuava suja. Melhor errar falando a verdade, que assumir atitude politicamente correta, tantas vezes falsa.

 

Entre quem falou num momento que não devia e os que se sentiram ofendidos, mil vezes palmas para Marcos.

 

Mas aí, quando, para corrigir um erro,  a roupa que continuava suja devia ser lavada em casa, por mais sabão que se precisasse gastar, vem o comandante maior a público para mostrar a todos o resultdo da lavagem.

 

 Visivelmente irado, revelando-se fora de controle, Luxemburgo, o comandante, não se conteve em puxar as orelhas de quem achou válido, e expôs, de forma incorreta, seu melhor jogador, seu capitão, aquele que falou o que ele deveria ter falado para o grupo.

 

Se Marcos o fez em público e errou, tudo bem. Mas o fez.  Botou a cara para bater num momento de emoção, que pode ser lida como de amor à camisa. Enquanto Luxemburgo o expôs à ira da torcida após três dias da roupa suja recolhida. De cabeça fria.

 

 Entre Marcos e L:uxemburgo, quem cometeu erro maior?

 

 

 

 

 

 

 

 

28

de
outubro

Com a palavra a Mancha Verde e a TUP

Não foi a primeira vez que torcedores picham os muros que cercam propriedades do Palmeiras, criticando jogadores e diretores, desta vez no Centro de Treinamentos.

 

Nas anteriores, que inclui depredação da sala de troféus, ficou provado que o vandalismo foi obra de torcidas uniformizadas do clube.

 

A pichação desta semana ainda não foi reivindicada por qualquer das facções - Mancha, TUP ou outra qualquer. Mas já mereceu bronca violenta de Wanderley Luxemburgo que, em duas palavras, chamou, corretamente, seus autores de "vândalos covardes".

 

Com a palavra Manche Verde e TUP.

28

de
outubro

Será que ele é mesmo da Fiel?

Rola da internet, e garantem ser verdade, ser de Roque Antônio Citadini, presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização do Corinthians, a seguinte declaração, dada após a festa da volta à série A.

 

"Comemorar a ascensão do Corinthians para a primeira divisão, é como fazer churrasco quando um primo é solto da cadeia. A gente compra a carne, a cerveja, comemora, mas dá vergonha dizer o motivo da festa.

 

Se não for dele, minhas desculpas. Mas se for, não me furto perguntar se Citadini é mesmo corintiano. Se eu fosse da Fiel, acharia que não.

 

Tem cheiro de frase sãopaulina, não tem?

 

Até porque, tem tanta gente engravatada fora da cadeia que devia estar trancafiada…

28

de
outubro

A CBF, que bom, pensa profissionalmente

Meus amigos botafoguenses poderão ficar fulos da vida comigo. Por isso, lá vão minhas desculpas antecipadas ao Manduka, ao Jobinha, ao Léo Batista, ao Vanucci, ao Célio e tantos outros.

 

O Engenhão, não há duvida, é um belo estádio, mas está longe de ser um palco para um grande jogo como promete ser Flamengo x Botafogo. Se os dois estivessem na bacia das almas, ainda vá lá. Mas na posição em que estão…

 

Futebol, queiram ou não os cartolas que vivem chorando pelos caixas vazios, mas que na hora de um clássico insistem na bobagem de jogar em "casa", deixando milhares de torcedores de fora e perdendo rendas poupudas, não aceita mais essas bravatas,

 

Jogo bom, com grandes torcidas, exige estádio que as comporte. Até porque, achar que jogar em "casa" garante vitória é tão falso como nota de R$74,00. O Palmeiras pensou assim contra o São Paulo e sabe bem San Genaro como safou-se de uma surra.

 

Mas, como nunca fazem nada totalmente perfeito, a CBF mandou reservar apenas 20% dos ingressos para os rubro-negros. Tomara que os botafoguenses lotem os 80% restantes.

 

E que o exemplo seja seguido daqui pra frente.

 

 

28

de
outubro

Maradona x Dunga. Se os times fossem como eles…

Vou tentar a Mega-Sena. Já tentei algumas vezes, e nada. Dizem que minha sorte e mesmo no amor. Tenho prova disso, mas não custa tentar também nos números. Por uma razão, que o amigo vai lembrar.

 

Em nome do bom futebol, dei meu voto a Maradona para dirigir a seleção dos hermanos. E, como lá como cá, tem louco pra tudo, a missão lhe foi entregue. Bom para nós, que nos queremos tanto? Vale pagar para ver.

 

Tomara que ele suporte até o jogo contra o time de Dunga. E, claro, que não derrubem Dunga até lá.

 

Se os times jogarem como jogavam os dois, coitado de nós. Mas não vão jogar. Não garanto pela lodo de lá, mas garanto pelo de cá. Disso Kaká vai se encarregar.

 

Tá na hora de provar com mais segurança que craque também pode dar bom técnico. Ou de ver o circo pegar fogo mais uma vez.

28

de
outubro

Risco quase zero

Já tratei dessa bobagem que ouço de alguns jogadores, que prometem não comemorar gol contra times que já defenderam. Mas sempre vale voltar ao assunto, para lembrar que, ao se monifestarem assim, longe de se mostrarem bacanas, se revelam maus profissionais.

 

Para a rodada de amanhã, dois sairam com essa: Obina, atacante do Flamengo, por ter nascido no Vitória, o adversário da vez. E André Lima, do São Paulo, por lembrar da boa fase vivida no Botafogo.

 

Sobre o Obina, se eu fosse diretor do Flamengo o colocaria de castigo: não o deixaria saborear aqueles acarajés da esquina perto da Gávea, por três meses. O que, de outra forma, serviria para diminuir a barriga.

 

Quando ao André Lima, pelos gols que ele não anda fazendo, se eu fosse diretor do São Paulo pouco me incomodaria com a falta de comemoração. Na verdade, até lhe daria um prêmio extra.

 

 

28

de
outubro

Adeus, adeus, adeus, cinco letrs que choram…

Essa é antiga, letra e música, com Francisco Alves, primeiro e grande Rei da Voz. Mas que deve ser conhecida não apenas pelos "experientes", como eu, mas também pelos jovens, como você, amigo meu.

 

A letra fala de alguém que parte e deixa outras chorando de dor. E entra aqui na trilha do "Eu voltei, agora pra ficar…", de outro rei, Roberto Carlos, usada, numa bela sacada, para comemorar o retorno do Corinthians à série A.

 

É que, o Timão voltou mas um de seus comandantes, Mano Menezes, a se analisar direitinho a entrevista de seu procurador, Carlos Leite, à Folha de São Paulo, pode estar dando adeus.

 

Aproveitando o momento, e aí nada demais, de euforia, quando às vezes se tira os pés do chão, Leite disse que Mano valorizou-se muito na conquista da vaga e que agora seu salário merece um aumento.

 

 E que aumento!!. Lá está, com todos os números, uma pedida de R$350 mil mensais. Fora os que tais.

 

Pouco? Muito? Sei lá eu, que só sei o que ouço e leio. E o que tenho lido e ouvido é que o Timão deve um montão - perto de R$100 milhões.

 

E que, mais, seu presidente, vigiado por todos os lados, mas não por isso, não pretende dar passos maiores que o vão de suas pernas.

 

Se não der, para que não peguem no seu pé, e Mano não baixar a anunciada pedida, a Fiel poderá ouvir, na voz de Chico Alves, "adeus, adeus, adeus, cinco letras que choram…". 

28

de
outubro

Tudo de novo, nada de novo…uma boa lembrança

Tudo que Ronaldo, o Fenômeno, disse no Bem, Amigos dessa segunda-feira sobre a bagunça que foi a preparação da seleção brasileira para a Copa-2006, eu, você, tu, ele, o mundo já sabia. Certo?

 

O que Ronaldo falou, fallou de novo. Falou o que já havia, de alguma forma, falado logo após o vexame. O que outros jogadores, não muitos, é verdade, com um pouco de coragem, já haviam falado.

 

E até o mestre Zagallo. E até o técnico Parreira. E até, com seu jeito calado, mineiro nascido em terras paulistas, fiel ao ditado "quem fala muito dá bom dia a cachorro", Ricardo Teixeira havia falado.

 

Falou, no seu modo de falar, e atendendo a pedidos, indo tirar Dunga do seu sossego. "Se vocês acharam, e foi mesmo, tudo uma bagunça, pois aqui está um técnico (sic) sério, durão, para botar ordem na casa"

 

Ronaldo contou, melhor agora pois com todas as palavras, que faltou organizaçao, planejamento, alguém para bater na mesa e dizer, a ele, por exemplo,"você está fora e só voltará se perder dez quilos". 

 

Ao Ronaldinho, seguindo a trilha, que lugr de rolar com "maria-chuteira" não era o campo de treinamento. E a todos e todas que invadiam o hotel da concentração, que todos deviam sair, sem deixar que algumas entrassem…

 

Mas, como dizem que quem conta um conto aumenta um ponto, Ronaldo não aumentou na sua bela entrevista, mas lembrou que "na hora de perder, perde o jogador, na hora de ganhar, você vê um monte de gente segurando a taça".

 

Segurando, beijando, roubando, atrapalhando. Quando não, esticando o pescoço para receber no peito a medalha de campeão - como aconteceu na Copa América, em que lá estava, em primeiríssimo lugar, nosso ilustre presidente fala pouco.

 

 Por isso prefiro a premiação nos Jogos Olímpicos, onde só os jogadores, e mais ninguém, nem o técnico, estica o pescoço para receber comenda.

 

 

 

27

de
outubro

Dunga x Maradona

Na esteira daquela pesquisa feita há algum tempo, pela internet, para saber qual foi o melhor jogador do mundo e que deu Maradona - lembra-se? - pensei outro dia em propor aos internautas brasileiros insistirem com a AFA para que entregue a seleção ao comando de Maradona.

 

A proposta, logo se vê, levava uma boa dose de maldade, entendendo que Maradona não tem o perfil ideal para dirigir, não a seleção argentina mas qualquer time de primeira linha, no mundo.

 

Pensei, mas não escrevi. Talvez por achar que a discussão, aberta na Argentina, não suportaria três dias nas páginas. Como deu o inverso, isto é, a discussão cresce a cada dia na imprensa e entre os jogadores argentinos, decidi tomar uns minutos do tempo do amigo.

 

Se Dunga é técnico da seleção brasileira, pode Maradona dirigir a argentina? As opiniões lá sobre o Pibe estão divididas como aqui sobre Dunga. Messi e Riquelme, por exemplo, são a favor.

 

Muitos dos que são contra alegam que Maradona não tem experiência. Nunca dirigiu um time. Exatamente como Dunga.

 

Dunga foi chamado porque tem o perfil de um profissional disciplinador, capaz de deixar de fora craques consagrados (poucos) que não leiam sua cartilha. Ou pelo menos foi no início.

 

O perfil do ex-jogador Maradona é de um fanfarrão, um boa-vida, irreverente, língua solta. Tão solta, que é capaz de criticar os maiores craques (poucos) argentinos, entre eles Messi e Riquelme, quando lhe dá na cabeça. Se aceito, conseguirão amordaçá-lo?

 

Olhado como líder, Dunga foi considerado um jogador de pouca técnica. Visto como um bonachão, Maradona é cconsiderado, até por nós, não dá para negar, um gênio da bola. Não um rei, como Pelé, mas um gênio.

 

Da boca  e da cabeça de Dunga, como técnico, sabe-se tudo que vai sair. O que poderá sair da boca e da cabeça de Maradona como técnico é uma incógnita - porque nunca se sabe o que os gênios vão fazer.

 

Quero mais é que a seleção argentina encontre sempre pela frente, em cada adversária, uma nova Colômbia como aquela de Rincón, Asprilla e cia, que lhe enfiou 5 a 0, em pleno Monumental. 

 

Mas, como apreciador do bom futebol, tão raro atualmente,  bem que gostaria de ver Maradona comandando a Argentina. E não é como presente de grego. Juro.

27

de
outubro

A vez de Cruzeiro e Palmeiras

Muricy Ramalho já saboreou a pizza massa fina, depois de "passar a responsabilidade para Palmeiras e Cruzeiro", na última rodada, e Obina já deu cinco momentos de alegria à torcida do Flamengo.

 

Secando os dois concorrentes, que só jogaram depois de conhecerem seus resulados, positivos, Flamengo e São Paulo mantiveram suas posições no grupo da Libertadores, respectivamente 4o e 2o, mas agora vêm o céu ficar carrancudo.

 

Enquanto Cruzeiro, 3o, 55, e Palmeiras, 5o, 55, jogam em casa, Flamengo e São Paulo viajam. O mesmo acontecendo com o líder Grêmio, 59, que além de jogar fora pega exatamente o Cruzeiro, ainda na luta pelo título.

 

Entre palmeirenses e crruzeirenses, os paulistas têm tarefa ligeiramente mais fácil, mas só ligeiramente. Pega o Goiás, 9o, 45, que já não pode pensar em Libertadores e que vem de goleada para, acredite, o Vasco. Melhor assim para o Verdão ou pior?

 

Para seu jogo, o Cruzeiro leva para campo o incentivo de poder derrubar exatamente o líder. Os três pontos, se conseguidos, não o colocarão  como líder, mas diminuirão para um pontinho a diferença entre eles.

 

O São Paulo também leva para o Engenhão o incentivo extra de poder alcançar, em pontos, o Grêmio, caso vença o Botafogo e o tricolor gaúcho perca para o Cruzeiro. Ainda continuará em segundo, mas aí só por conta de uma vitória a menos.

 

Por fim, o Flamengo visita o Vitória, 10o, 44, precisando ganhar para não sair do grupo de elite. Obina, de novo na crista da onda, já disse que conhece todos os atalhos do Barradão. Será mesmo? Dos times que visitam, em tese, é o que tem trabalho menos árduo.

 

Sendo assim, também em tese, Cruzeiro e, principalmente Palmeiras, podem considerar que esta será uma rodada de vento a favor.

26

de
outubro

Boca de urna

Depois da vitória por 3 a 0 do Botafogo sobre o Ipatinga, o Ibop de Carlos Alberto Montenegro, que andou falando de panelinhas entre os jogadores, deve estar lá embaixo.

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