12
de
outubro
Sempre serve para alguma coisa boa
Pelo menos nessa tarde, a seleção da Venezuela mostrou que continua a mesma, fraquinha, fraquinha, de outros tempos. Tomou quatro e poderia ter levado outros tantos, num jogo sonolento, ao ritmo de valsa em disco long-play, se o time brasileiro tivesse acompanhado Kaká e Adriano, acelerando mais os passos.
Não há jogo melhor para um time de boas qualidades, como é o do Brasil - boas, anote, e não ótimas, como tentam fazer parecer - que enfrentar um adversário que joga e deixa jogar. Sendo mais fraco, como é a Venezuela e hoje mostrou-se mais uma vez, na verdade tenta jogar e deixa o outro jogar.
E aí, para não parecer ranzinza e criticar tudo, dizendo que, além dos três pontos, o jogo não serviu para nada, acho que serviu para duas coisinhas: que Júlio César está cada vez mais se mostrando um baita goleiro, dono tranqüilo da posição, sem precisar que se pense em outros, como Marcos e Rogério Ceni, por exemplo.
E para reafirmar, caso ainda seja necessário, que Kaká faz a diferença, como jogador é como profissional, exemplo que poderia ser seguido por outros que o rodeiam. Não se apresentou quando sentiu que não devia - na época da cirurgia no joelho.
E, recuperado, voltou com a corda toda. Revelando que se é preciso um técnico durão, marrento para enquadrar alguns jogadores, para ele não. Quando marcou o primeiro gol, depois de ser abraçado pelos companheiros, foi, acho que alertado, cumprimentar Dunga. Como que dizendo, separe o jóio do trigo…
Pode ser que o amigo tenha visto algo mais, mas isso foi tudo que eu, bocejando, vi nesse Brasil-Venezuela.

