28
de
outubro
Tudo de novo, nada de novo…uma boa lembrança
Tudo que Ronaldo, o Fenômeno, disse no Bem, Amigos dessa segunda-feira sobre a bagunça que foi a preparação da seleção brasileira para a Copa-2006, eu, você, tu, ele, o mundo já sabia. Certo?
O que Ronaldo falou, fallou de novo. Falou o que já havia, de alguma forma, falado logo após o vexame. O que outros jogadores, não muitos, é verdade, com um pouco de coragem, já haviam falado.
E até o mestre Zagallo. E até o técnico Parreira. E até, com seu jeito calado, mineiro nascido em terras paulistas, fiel ao ditado "quem fala muito dá bom dia a cachorro", Ricardo Teixeira havia falado.
Falou, no seu modo de falar, e atendendo a pedidos, indo tirar Dunga do seu sossego. "Se vocês acharam, e foi mesmo, tudo uma bagunça, pois aqui está um técnico (sic) sério, durão, para botar ordem na casa"
Ronaldo contou, melhor agora pois com todas as palavras, que faltou organizaçao, planejamento, alguém para bater na mesa e dizer, a ele, por exemplo,"você está fora e só voltará se perder dez quilos".
Ao Ronaldinho, seguindo a trilha, que lugr de rolar com "maria-chuteira" não era o campo de treinamento. E a todos e todas que invadiam o hotel da concentração, que todos deviam sair, sem deixar que algumas entrassem…
Mas, como dizem que quem conta um conto aumenta um ponto, Ronaldo não aumentou na sua bela entrevista, mas lembrou que "na hora de perder, perde o jogador, na hora de ganhar, você vê um monte de gente segurando a taça".
Segurando, beijando, roubando, atrapalhando. Quando não, esticando o pescoço para receber no peito a medalha de campeão - como aconteceu na Copa América, em que lá estava, em primeiríssimo lugar, nosso ilustre presidente fala pouco.
Por isso prefiro a premiação nos Jogos Olímpicos, onde só os jogadores, e mais ninguém, nem o técnico, estica o pescoço para receber comenda.

