Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

26

de
outubro

Ressaca ou ingratidão do garoto Humberto?

Lembra daquele garoto, o Humberto, 11, que contei aqui ter pedido a Deus para o Corinthians voltar à série A, na missa das 10, do Padre Moacir, na Igreja Santa Gertrudes, logo nas primeiras rodadas da B?

 

Pois bem, hoje prestei a maior atenção para ver se ele agradeceria com a mesma fé e força o "milagre"  conseguido através de Santa Gertrudes, mas nada. Nenhuma voz se ergueu, nenhuma camisa roxa, nenhuma camisa nova, a que diz ""eu voltei…

 

O que terá acontecido com Humberto? Seria ele um ingrato, que esqueceu de Santa Gertrudes depois do "milagre" alcançado? Ou sua ausência estaria ligada à ressaca que o título da série B deve ter provocado não apenas nele, mas em todos os corintianos?

 

Vou aguardar o próximo domingo.

25

de
outubro

Bem que Muricy, de fina, avisou

Como bom paulista, Muricy Ramalho é chegado a saborear uma pizza com a família nas noites de sexta-feira. E não foi por outra razão que ele, em duas oportunidades, reclamou terem marcado jogos para esse dia.

 

Hoje é sábado, dia em que normalmente Muricy estaria longe da família e da pizza, trancado na concentração com os jogadores. No Centro de Treinamento ou mais longe.

 

Mas, como amanhã é dia de eleição e rodada foi antecipada, domingo será dia de usar a consciência e escolher bem os prefeitos que ainda restam. Sem bola rolando por aqui.

 

Na antecipação, coube ao São Paulo jogar na quinta-feira, quando passou, às duras penas pelo Vitória. Foi difícil, mas deu para garantir os três pontinhos, que levaram o São Paulo, pela primeira vez, ao segundo lugar.

 

E para dar a Muricy condição de, de fina, dizer que havia passado a pressão para Palmeiras, que pegaria o Fluminense, e Cruzeiro, que enfrentaria o Atlético Paranaense.  Ambos jogos fora de casa.

 

Ninguém pareceu dar bola para a secada de Muricy, mas bem que ela funcionou. O Palmeiras levou de três do Fluminense, continuando fora do G-4, e o Cruzeiro caiu por 1 a 0 contra o Atlético Paranaense.

 

Bem que Muricy avisou…

 

Boa pizza, Muricy, seca pimenteira.

25

de
outubro

Eu voltei, agora pra ficar…

Por enquanto, se eu jogasse no time da Fiel, diria que está bom. Mas só por enquanto. Porque logo pediria mais. Pediria, não, exigiria muito mais.

 

Voltar à série A, eu e o mundo que pretende entender um pouco do jogo da bola, já vínhamos cantando desde a primeira rodada. E não apenas por se tratar do Corinthians e por serem quatro as chances.

 

Mas pelo bom trabalho feito visando ganhar o título. Pela contratação de um técnico de primeira linha e de jogadores preparados para o que seria uma batalha.

 

Na qualidade e na quantidade certa. Da forma que os demais concorrentes, com caixa baixo e estrutura bem mais fraca,  não podiam fazer.

 

Dali pra frente, era só aguardar a hora da volta olímpica, tendo de suportar a "chatice" do técnico Mano Menezes e de alguns dirigentes, fingindo achar que o time poderia correr qualquer risco e não subir.

 

A lição foi cumprida com nota 10. E, com ou sem estrela no peito, a Fiel comemorou a volta, como vai festejar o título, que também vai estar no papo.

 

Mas, passada essa fase de festa, eu, volto a dizer, se fosse da Fiel, pediria mais. Pediria um time não apenas bom para não voltar a correr o risco de cair.

 

Exigiria um time capaz de brigar pelos títulos da série A, chegar à Libertadores e calar a boca dos inimigos que vivem dizendo que o Timão não tem fôlego para atravesssar o Pacífico.

 

Se não for já em 2009, que seja nos anos seguintes. Alberto Pezão, Zeka, Gilberto, Patrícia, Lula, Kokinho e os milhões de fieis só não podem acreditar que está bom assim e que com esse time vai dar.

 

 

25

de
outubro

Concordo plenamente com Luxemburgo

Usando a velha e enfadonha tática de desviar a atenção da imprensa nos momentos que seu time pode sofrer algum tipo de pressão, Luxemburgo voltou a dizer que o futebol está chato e perigoso.

 

Fala como se estivesse acima, muito acima de todas as mazelas que envolvem o jogo da bola. Prega como o papa do esporte, o inatingível. E aponta a interferência externas de pessoas que nunca jogaram bola, como o responsável pela chatice.

 

Essas pessoas, são os membros do STJD, que "estão desvalorizando o que os árbitros interpretam no campo", fazendo com que suas decisões não valham nada.

 

Concordo plenamente com Luxemburgo. Acho que o futebol está não apenas chato e perigoso, mas também enfadonho. Mas não pelo que estamos vendo em campo.

 

Lá, embora não se esteja jogando um futebol de primeiríssima -  onde está? - o Brasileirão tem agradado a todos. As brigas pelo título e para não cair estão emocionantes. 

 

O futebol está chato e perigosoe pelo que se vê e ouve fora dele. São sempre os mesmos técnicos ranzinzas a posar de gato mestre, a dar respostas atravessadas a jovens - e muitas vezes, é verdade, inocentes - repórteres.

 

Sei que a escala é feita pelos assessores de imprensa, que sua vez  recebem ordens de cima. Mas, por que ao invés dos técnicos não falam os jogadores? Os goleadores ou mesmo o goleiro que falhou? Personagens diferentes e que agradam muito mais aos torcedores?

 

 Para desviar o foco, Luxemburgo ataca o Tribunal, dizendo que ele desrespeita os árbitros. Mas, quem mais desrespeitam os árbitros que os técnicos, com ele à frente, falando, xingando, gesticulando na beira do campo, jogando a torcida contra o trio?

 

O ponto central de toda a questão é o atacante Kléber, mais uma vez denunciado por agressão a adversário. Luxemburgo o coloca como inocente. Será mesmo? Nas suas costas estão 12 cartões amarelos, três vermelhos, cinco julgamentos…

 

Se Luxemburgo conversasse melhor com Kléber, mostrasse a ele que essa conversa de que dá cotovelada para se defender não pega mais, o  futebol poderia continuar chato - não para mim -, mas na certa ficaria menos perigoso - para os zagueiros.

 

Abaixo as entrevistas com os técnicos ranzinzas. Vila as com os jogadores

25

de
outubro

Vale tentar, mas será que adianta secar?

Muricy Ramalho, fazendo seu papel, disse, depois do São Paulo ganhar  suado do Vitória, que tinha passado a pressão para Cruzeiro, 3o, 55, e Palmeiras, 5o, 55, que completam a rodada esta tarde, enfrentando, respecticamente, Atlético Paranaense, 19o, 28, e Fluminense, 17, 31.

 

E, como era garantido, ouviu Wanderley Luxemburgo dizer que seu time não sofreria a menor pressão no Maracanã e eu, em princípio, acho que não vai mesmo. Ou melhor, diante da diferença das campanhas dos dois times no Brasileirão, não deve realmente.

 

A única nesga de chance que o Fluminense tem de conseguir a vitória, que a arbitragem lhe tirou em Salvador, na última rodada, está na verdade de que futebol só se ganha depois dos 90 minutos e seus acréscimos. A zebra, tenho dito, é a coisa mais agradável no futebol.

 

O mesmo vale para o Cruzeiro, que também não deve temer o rubro-negro paranaense, dono de uma campanha para envergonhar seus torcedores. Adílson Batista, técnico do time mineiro, mais tranqüilo e na sua que Luxemburgo, não comentou as palavras de Muricy, mostrando saber que a listradinha não escolhe dia nem campo para dar as caras.

 

Vale a pena esperar?

25

de
outubro

Eu iria de qualquer jeito para o Sambódromo

Não há coisa mais enfadonha, já coloquei aqui, que ficar esperando o dia certinho em que o Corinthians, matematicamente, garantiu o direito de voltar à série A. Por quê tanta, digamos, hipocrisia, se todos, faz tempo, sabem que a vaga está garantida?

 

Tudo bem que não pode ser assim, que é preciso respeitar os adversários, o regulamento e até curtir, e explorar, no bom sentido, o entusiasmo da Fiel. Ok, concordo que não se deve colocar o carro à frente dos bois.

 

Mas agora que tudinho está pronto. O DVD da conquista - tem gente virando o nariz, dizendo que jamais compraria um DVD para ver seu time jogando na série B, mas estes dizem assim porque, como eu, nunca viram seu time numa luta igual…

 

O DVD, repito, está pronto e divulgado, as camisas estão nas lojas esperando apenas o sinal para serem vendidas, o dia está lindo, céu de brigadeiro, todos os ingressos para o jogo contra o Ceará, daqui a pouco, no Pacaembu, estão vendidos…

 

Então, para que  essa bobagem de ficar secando o Barueri, 5o, 51, que joga em casa contra o Paraná, 15o, 37, para, com uma diferença de 19 pontos, desde que o Timão, 1o, 67, faça sua obrigação diante do Ceará, 9o, 44, para, com 19 pontos na frente não possa mais ser alcançado?.

 

Se a matemática não funcionar hoje com a diferença de um pontinho, funcionará numa das seis rodadas que restarão. Sendo assim, se eu fosse da Fiel, não me importaria com o jogo de Barueri e só com o do Pacaembu, e de lá correria para o Sambódromo, porque não se deixa para amanhã a festa que se pode fazer hoje.

24

de
outubro

Querem botar água no chope do Santo Paulo

Depois da mega loja de material esportivo, o São Paulo, dando seqüência ao projeto de transformar todo o anel inferior do Morumbi em locais de comércio e lazer, inaugurou há poucos dias o bar temático Santo Paulo

 

Um local agradável, sofisticado, de onde se pode, com todo conforto, assistir as partidas. Mas, mal começou a ser "falado", e já querem botar água no chope e guaraná no uisque da moçada.

 

Fiscais da sub-prefeitura do Butantã vistoriaram o local e consideraram que a área de escape está em desacordo com a legislação, oferecendo risco aos frequentadores, em caso de emergência.

 

Ainda no Morumbi, os frequentadores da Pizzaria Portão 5 desde ontem deixaram de saborear sua famasa massa fina. Suas portas foram lacradas, mas nada a ver com a situação do Santo Paulo Bar.

 

Apenas encerrou a longa demanda, na Justiça,  entre o clube e a empresa que locava o imóvel. Em dia de jogos, comer perto do estádio, só nas barracas de pernil e cachorro-quente. Quem se arrisca?  

.

 

 

24

de
outubro

E por que não?

Tenho destacado aqui o bom trabalho realizado pelo marqueting do Corinthians, desde a criação da camisa roxa, passando pelo "eu nunca vou te abandonar", até a nova idéia para comemorar a volta à série A, utilizando, ao que se sabe, música de Roberto Carlos.

 

Como outros marqueteiros, os do Corinthians acertam e erram, pelo menos de acordo com o gosto do torcedor e, mais ainda, dos adversários. Mas o que importa é trabalhar para divulgar o clube e, na esteira, faturar a grana que nunca é demais.

 

A composição de Roberto Carlos que diz, "eu voltei, agora para ficar…"", naturalmente cabe bem para o momento. Pode ser considerada muito óbvia, mas é possível, também, que essa seja a intenção.

 

Se quisessem olhar um pouquinho para fora das quatro linhas, os marqueteiros bem que poderiam usar outra composição do Rei - quem sabe até no mesmo trabalho.

 

Essa aqui, "você meu amigo de fé, meu irmão camarada, amigo…", para homenagear o torcedor que vestiu literalmente a camisa, todas que lhe foram propostas, e empurrou o time para a séria A, seu lugar.

 

Por que não 

 

 

23

de
outubro

O que fizeram com o futebol carioca

Tudo bem que os companheiros dos Estados Unidos, onde, em Atlanta, fica a sede da CNN, estão mais para a bola oval que para a redonda, que o grande Osmar Santos batizou de gorduchinha.

 

E é bem provável que eles não fizeram a escolha trancados num gabinete, mas com o auxílio dos correspondentes espalhados pelo mundo que, por sua vez, devem ter ouvido sábios locais.

 

Mas não é que a emissora acaba de eleger os dez maiores clássicos nacionais de futebol, sem incluir um único do Rio?  

 

A relação tem Celtic-Rangers, da Escócia, em 1o, Roma-Lazio, em 2o e Boca-River, em 3o. Corinthians-Palmeiras, único do Brasil, está em 9o lugar. Com Penarol-Nacional fechando a raia.

 

No miolo tem clássicos do Egito, da Turquia, da Sérvia e de Marrocos. Onde foram parar Gre-Nal, Ba-Vi e/ou principalmente o Fla-Flu?

 

O que fizeram do futebol carioca? E eu não sei se a pergunta deve ser dirigida aos americanos ou aos cartolas da Cidade Maravilhosa.

 

O que estarão dizendo, lá do alto, Nélson Rodrigues e Jorge Cury?

23

de
outubro

Quero minha mariola

Outro dia, quando o STJD, por uma de suas câmaras, puniu Chicão, do Corinthians, a 120 dias de suspensão, acolhendo a denúncia de agressão física a adversário, apostei aqui uma caixa de trufas por uma mariola que a pena seria diminuida com o recurso interposto.

 

Não deu outra, o pleno do STJD acaba de desclassificar a denúncia do art 253 para o 255, que cuida de hostilidade, condenando Chicão a dois jogos de suspensão. Como demoraram a apreciar o recurso, o coitado já cumpriu três jogos, um a mais, portanto. Ficará com crédito?

 

A culpa de tamanho disparate, lembro mais uma vez, não é do Procurador, que faz a denúncia, nem das câmaras, nem do pleno do STJD. É da lei que estabelece penas absurdas e que, por isso, não pegam.

 

Pegarão quando revisarem o código e estabelecerem penas justas.

 

Mas, quero minha mariola. Quem vai pagar?j

23

de
outubro

Édison Arantes do Nascimento, Pelé, é gato

Muita gente está comemorando hoje ou cumprimentando Pelé pelos 68 anos de vida bem vividos. Eu também fazia assim até ontem quando, para conferir alguns documentos, revirei aquele velho baú e lá, por acaso, encontrei uma certidão de idade do Rei, pedida em 16 de julho de 1969, no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, de Três Corações, assinada pela oficial Henriqueta Weiss de Andrade.

 

E lá está que Edison (com i) Arantes do Nascimento, filho de João Ramos do Nascimento e Celeste Arantes, nasceu às três horas do dia vinte um de outubro de mil novecentos e quarenta  (21/10/1940, na cidade de Três Corações.

 

E que o declarante foi seu próprio pai, tendo como testemunhas Daniel de Almeida e Zuzarte Barros - isso no dia 19 de novembro de 1940.

 

Teria Dondinho confundido a data quando foi registrado seu primeiro filho? Teria dona Hnriqueta errado anos depois?

 

Bom, a Bolsa de Valores não vai parar a gangorra, nem o dólar vai baixar só por isso. Mas que, dessa forma, Pelé é gato, lá isso é. Gato de dois dias 

 

 

23

de
outubro

Estarão 500 mil voando por aí?

O Superior Tribunal de Justiça decidiu - cabe recurso, e será usado - que o São Paulo deve R$500 mil ao Vasco, pela compra do passe de Alex Dias,  por R$2 milhões, em 2006. 

 

Na época, o Vasco devia à Pênalty R$2.100 mil pelo fornecimento de material esportivo. A Pênalty conseguiu na Justiça que o dinheiro do passe de Alex Dias lhe fosse entregue, mas quando a decisão saiu o São Paulo já havia enviado R$1.500 mil ao time carioca.

 

O Vasco foi à Justiça cobrar os restantes R$500 mil e acaba de ter seu pedido atendido . O São Paulo alegou que o dinheiro foi pago através do Clube dos 13 e vai insistir na tese.

 

Para mudar a decisão, caso o novo recurso seja acolhido, o São Paulo terá de provar que entregou o dinheiro ao Clube dos 13 ou autorizou que a soma fosse retirada de seu crédito e entregue ao Vasco.

 

Ao clube dos 13 caberá negar que o São Paulo o tenha entregue a grana ou autorizado que ela fosse repassada ao Vasco. Ou, ainda, provar que fez tudo direitinho, creditando a bolada na conta dos cariocas.

 

Ao Vasco caberá continuar negando o recebimento, ou mostrar que, caso exista algum crédito do mesmo montante em sua conta, ele se refere a outra transação. 

 

Mas aí, sempre se o novo recurso for acolhido, todas essas provas devem ser feitas, mais uma vez, caso já tenham sido feitas, com a contabilidade das três entidades - São Paulo, Clube dos 13 e Vasco.

 

Levando-me, sem qualquer maldade, a uma perguntinha: todas elas estarão rigorosamente em dia e de acordo com as leis? Suportam uma auditoria externa, feita para valer?

 

 Ou acaberemos perguntando se alguém viu 500 mil voando por aí até cair, por puro engano, claro, em conta diferente?

 

Ainda sem a menor maldade, essa história não tem um cheirinho parecido com aquela do US$1 milhão contratado para um jogo na Líbia, que nunca foi disputado, com a metade caindo na conta da CBF e a outra na de Zagallo, para que ele desse entrevistas?

 

 

 

23

de
outubro

Duas verdades e uma pergunta

A primeira verdade é que o Vasco não deixa de ser um time fraco só porque venceu, e bem, o Goiás, melhor campanha no segundo turno, no Serra Negra, ontem à noite.

 

A segunda, que não tem nada de novidade, é que com Edmundo, um diferenciado, o time melhora bastante. Não se torna uma máquina de jogar bola, nem de longe, mas melhora.

 

Principalmente nas partidas em que ele se preocupa apenas em cumprir sua missão de jogador, deixando a de crítico no vestiário. Quando não o faz - e isso ocorreu algumas vezes - irrita e diminui os companheiros, derrubando o moral do time.

 

Ontem à noite o Vasco, comandado, naturalmente, por Edmundo fez 4 a 2 no Goiás, jogando uma partida tranqüila, segura, não se apavorando nem mesmo quando permitiu ao adversário, depois de estar perdendo por 2 a 0, chegar ao empate.

 

O resultado não o tirou da cova, mesmo antes dos seus atuais companheiros de desespero, jogarem suas partidas na rodada. Mas pode ter mostrado à sua torcida que nem tudo está perdido. Caso jogue as que restam, como fez no Serra Dourada. O que só há chance de fazer, se contar com Edmundo

 

E é aí que vem a pergunta: Edmundo estará em campo sempre, daqui para frente? Dá para convencê-lo a ir para o sacrifício? Será possível mostrar a ele que o tal acordo contratual de jogar uma e na outra partida ficar de fora - se é que ele existe - é furado?

 

Com a palavra Edmundo, nos pés, na cabeça e na boca, fechada, de quem está a sorte do Vasco.

22

de
outubro

A mesma história e a mesma velha desculpa

Ouço falar da catimba argentina e uruguaia em jogos contra  brasileiros, desde os tempos da bola de capotão. Por falar nisso, onde será que guardaram aquelas imagens da tesoura voadora que Didi deu num jogo contra os argentinos, em Buenos Aires, num Sul-americano?

 

 A ladainha é sempre a mesma. Dizem que eles provocam, jogam na retranca, chamam brasileiros de macaquitos, cospem, fazem o diabo e é mais ou menos assim. Era mais, hoje, com televisão e estádios maiores, é muito menos.

 

E, diga-se, os brasileiros não têm nada de inocentes nessa parada. Só não sabem fazer na moita. Entram na pilha e reagem abertamente, no momento errado. Talvez porque escutam tantas histórias, muitas exageradas, que já vão para campo estressados.

 

Craque e uruguaio, Pedro Rocha ensinava como agir nessas situações: se o time está ganhando, deve-se suportar todas as provocações. Se está perdendo, dev fazer todo tipo de provocação. Naturalmente que na moita, sem o árbitro perceber.

 

Ontem à noite o Palmeiras fez tudo isso mais ou menos direitinho. Suportou eventuais provocações e só reagiu, como devia, quando o árbitro colombiano, José Buitrago e o auxiliar Eduardo Diaz, não confirmaram um gol de Léo Lima, em que a bola caiu dentro do gol.

 

E depois, quando o árbitro mandou voltar a cobrança de um pênalti com paradinha (exagerada)  por Diego Souza, permitindo, na segunda cobrança, que o goleiro se adiantasse muito e defendesse, criando condições psicológicas para que o Argentino Juniors mantivesse  o resultado favorável de 1 a 0..

 

Erro do árbitro e de quem, no Palmeiras, devia ter avisado aos jogadores como os árbitros sul-americanos agem em casos semelhantes, especialmente o colombiano. Permite paradinha? Observa se o goleiro se adianta? Não é verdade que todos os goleiros se adiantam?

 

Feitas essas ressalvas, os jogadores deviam  saber - Luxemburgo os condenou na coletiva - que não se briga longe da bola, depois que o jogo termina, por maior que seja a provocação. O bom cabrito não berra, espera sua vez.

 

Se foram avisados, esqueceram, principalmente Léo Lima e Denílson, "jurados" para o jogo de volta, em Buenos Aires, dia 5. Léo Lima perdeu a cabeça e agrediu o lateral Escudero, autor do gol, na saída dos times. E Denílson fez sua parte.

 

Luxemburgo  tem dito que o Palmeiras dá importância e luta para conquistar o Sul-americano. Ótimo, porque o Argentino Juniors não mostrou ser um time imbatível, mesmo em Buenos Aires.

 

Só que para que isso venha a acontecer, o Palmeiras teria de levar seu time principal, o que não fará. E não levar traumas da primeira partida, o que fará. Tudo porque ainda acredita nas velhas histórias e fez bobagem após o jogo.

 

 

 

22

de
outubro

Quando os microfones deviam ser fechados

Futebol é coisa séria, que envolve profissionais de vários ramos de atividade - jogadores, técnicos, médicos, preparadores físicos, jornalistas, bilheteiros, cambistas etc.

 

E, naturalmente os dirigentes, que não são profissionais, isto é, não recebem pelo que fazem, e não tenho certeza se deviam.

 

Claro que estou falando do que posso ver e provar, por isso não adianta o amigo aí em casa ficar pensando ou falando baixinho se não sei e por que não digo que alguns não recebem oficialmente dos clubes, mas tiram dele seu barato. Entende, amigo?

 

O elo entre jogadores, técnicos e dirigentes com a torcida é o jornalista, que leva as palavras, escritas ou faladas dos seus ídolos ou desafetos aos leitores e ouvintes.

 

Para o jornalista, assim como para a grande maioria dos torcedores, o trabalho é melhor quando surge alguma polêmica, uma fofoca, uma declaração bombástica e até mesmo provocativa. Faz parte do jogo, desde que não ultrapasse um limite razoável.

 

Lembra das declarações do Renato Gaúcho, dizendo que faltavam três degráus para o Fluminense ganhar a Libertadores e outras do gênero? Na época muita gente achou que ele estava falando bobagem e que devia ficar caladinho até o último minuto.

 

Não concordei, e disse isso aqui. Renato, na oportunidade, foi a alegria dos jornalistas e dos torcedores. Não ofendeu, não agrediu a ninguém. Falou do time dele. Se se deu mal é outra conversa.

 

Quando Márcio Braga disse que o Flamengo estava organizando a festa do hexa (sic), também não fazia mal a ninguém - talvez aos supersticiosos, que achavam estar o presidente secando seu próprio time. Grande bobagem.

 

Nessas horas o repórter deve mesmo abrir seu microfone e usar sua máquina para levar a informação ao torcedor. Sempre ouvindo a outra parte, principalmente quando é feita uma denúncia.

 

É o caso do Botafogo, onde o diretor Carlos Augusto Montenegro acusou jogadores de formarem panelinhas que prejudicam o time. Falou o que achou que devia e ouviu o que provavelmente não queria: o capitão Túlio o chamou de mentiroso. Vai aceitar a réplica ou sairá para a tréplica?

 

Mas, tem momentos em que o jornalista devia fechar seus microfones ou melhor, não levá-los. É o caso de Eurico Miernda,  que mandou anos no Vasco sem levá-lo a nada importante, e agora, de fora, não deixa a nova diretoria trabalhar em paz e faz ameaças sérias, morais e físicas, ao presidente Roberto Dinamite.

 

Caso de polícia. Mais trabalho para a sobrecarregada Justiça para, como sempre, infelizmente, não dar em nada.

 

Quem está de fora só devia ter microfone e papel para falar, se tivesse alguma coisa realmente importante, e com provas. Não tendo e falando, culpa de quem abriu os microfones para gravar bobagem.

 

Como dizia tio Eustachio, canário na muda não canta.  

22

de
outubro

Para os astrólogos de plantão - sobre Pelé

Foi ontem, mas como ensinava vó Catharina, aniversário se comemora o ano inteiro e não apenas no dia marcado na folhinha. Além do mais num país como o nosso onde poucos reverenciam os grandes ídolos…

 

Trago agora alguns dados do arquivo particular, bom para astrólogos, estudiosos e fãs em geral de "Édison (com i) Arantes do Nascimento, filho legítimo de João Ramos do Nascimento e de Celeste Arantes , casados, naturais, aquele de Campos Gerais, neste Estado, e esta desta cidade, ambos residentes nesta cidade de Três Corações".

 

"Nasceu no dia 21 de outubro de 1940, às três horas, nesta cidade de Três Corações". O pai foi o declarante, como testemunhas estiveram Daniel de Almeida e Zuzarte Ramos.

 

O registro só foi feito no dia 19 de novembro de 1940, no livro de nascimentos n, 21-A, às folhas 123, sob n. 7095.

 

Parabéns pelos 68 anos, Pelé

22

de
outubro

Na melhor das hipóteses, é muita burrice

Dizem que certas coisas só acontecem com o Botafogo e muitos torcedores,, de tanto ouvir tal bobagem,  passaram a acreditar.

 

Mas tem coisa que acontece e que nada tem a ver com azar - que só existe na cabeça dos fracos -, mas com burrice ou malandragem.

 

De Buenos Aires, na calda da derrota do time para o Estudiantes, na Copa Sul-americana, 2-0, vem a informação de que larápios levaram grana de diretores do Fogão e a que pagaria a hospedagem.

 

Dá para acreditar? Com todo respeito, prefiro achar que não. Afinal, o Sheraton Libertador não é um hotel de beira de estação e deve ter cofres, onde os bens deveriam estar guardados.

 

A notícia diz que não levaram grana dos jogadores, só de diretores. Nem poderiam. Com os salários atrasados, quem teria levado um troco para lá? 

21

de
outubro

Para quê? Para ouvir mentiras?

Convidado do Arena, comandado com todo brilho por Cléber Machado, Muricy Ramalho, condena, com razão, o excesso de críticas a Dunga, e propõe encontros periódicos entre os técnicos para troca de idéias.

 

A proposta não é nova. Tenho ouvido iguais desde os tempos da bola de capotão. E continua soando como piada. Não por Muricy, competente e sério. Mas pelo que se conhece dos profissionais.

 

Quantos são realmente amigos? Não falo de se cumprimentarem na entrada em campo. Do tapinha maroto um nas costas do outro. Do elogio na véspera do jogo para ver se funciona como casca de banana.

 

"Eu digo que o contrataria para técnico da seleção e enquanto ele fica sonhando com a idéia, esquece de orientar seu time", ou por aí.

 

Quem vai acreditar, pelo menos por essas bandas, que Luxemburgo falaria o que realmente pensa sobre tática, esquema de jogo, treinamentos específicos, numa roda com Muricy, Leão…?

 

O mesmo vale para os demais. Todos eles têm como lema a idéia contida numa frase que o velho Jangada vivia repetindo na redação da Placar dos anos 70: "farinha pouca, meu pirão primeiro".

 

Se Luxemburgo, mesmo podendo ser punido por desrespeitar o regulamento do Brasileirão, que determina a divulgação dos dois times e respectivos reservas 30 minutos antes do início da partida, tentou enganar Muricy no jogo de domingo, esperar mais o quê?

 

Ou o amigo não ouviu e leu que ele mandou afixar um time e depois outro, quando imaginou que o "olheiro" do São Paulo havia anotado o primeiro e levado para Muricy?

 

Se não  se reuniriam para trocar aqueles tipos de conhecimentos, poderiam dizer que seria para falar da profissão, do relacionamento com os clubes, com a imprensa, sobre cumprimento de contratos, salários…

 

Mas aí, outra vez, quem confiaria em quem e no quê? No que dissessem sobre salários? Sobre quebra de contratos? Sobre ter ou não relação com empresários? Ganhar ou não algum em cima de contratações?

 

Minha idéia é que no máximo concordariam que o melhor jeito de tratar a imprensa, principalmente os mais novos, que vão para as entrevistas com a guarda baixa, com casca e tudo. Como, aliás, já fazem.

 

21

de
outubro

Presidente de clube condenado a prisão

Calma, pessoal, ainda não foi desta vez que pegaram um presidente de clube brasileiro. Mas tenham paciência que um dia chegaremos lá. E não apenas um haverá de ver o sol nascer quadrado.

 

Assim como há poucos dias encanaram dirigentes suecos, agora é o presidente do Manchester City, clube de Robinho, Elano e Jô, o tailandês Thaksin Shinawatra,

 

Shinawatra foi condenado a dois anos de prisão pela Suprema Corte da Tailândia, onde foi primeiro-ministro de 2001 a 2006. Ele foi acusado de não pagar impostos e vender terras do governo para seus familiares. Sua mulher pegou três anos.

 

O casal, que jura inocência, vive na Inglaterra, ilha que acolhe outros milionários processados em seus países. A Justiça tailandesa vai pedir a extradição de ambos.

 

Um dia chegaremos lá, e enquadrando  não apenas quem mete a mão no dinheiro do futebol, mas de outros esportes e do povo em geral, também. 

20

de
outubro

Somando milhagem

Mesmo sem participar de todas as 30 partidas disputadas até agora pelo Brasileirão, Kléber, atacante do Palmeiras, já recebeu 12 cartões amarelos e três vermelhos.

 

Julgado cinco vezes pelo STJD, onde tem comparecido para dizer que não é violento, mas apenas um jogador de raça, voluntarioso, que quando acerta os adversários com cotoveladas não o faz por maldade, Kléber pegou três penas mínimas e foi absolvido duas vezes.

 

Deixando de lado o brilho do advogado, algo parece errado. Ou Kléber é mesmo perseguido pelos árbitros, como diz, embora as imagens revelem o contrário, ou os membros da corte gostam de vê-lo na Cidade Maravilhosa.

 

Seja uma coisa ou outra, com tantas idas e vindas, a passagem para a Disney nas férias de janeiro está quase garantida. 

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