Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
novembro

E ainda falam mal dos pontos corridos

A todo momento, e ~´a se vão tantos, topo com amigos e conhecidos querendo saber se há muita marmelada no futebol. Se a CBF e a Federação mandam prejudicar um determinado time e ajudar outro. Ou, saindo das entidades, se os árbitros se vendem.

 

Sempre respondo que não coloco minhas mãos no fogo e que já ouvi tantas histórias nesse sentido, que tendo a acreditar que sim. Acredito, mas não afirmo, já que ninguém apresenta provas.

 

E, também, o número de jogos que aparentam ter havido jeitinho é bem pequeno perto da quantidade de jogos por esse mundo louco da bola.

 

Falando de marmelada, se fosse possível os donos do poder ajeitar as  coisas como o torcedor´`as vezes imaginam, eles, por mais que fizessem, jamais conseguiriam  ajeitar um campeonato como o Brasileirão desse ano.

 

Para desespero dos defensores de finais, os que jogam contra os pontos corridos e, pior, nem pertencem ás emissoras de televisões que transmitem os campeonatos e se sentem mais garantidas com cruzamentos após longos jogos que acabam nada valendo, o Brasieleir5ão chega à última rodada sem definir o campeão. São Paulo ou Grêmio, a dúvida perm,anecerá até a noite do dia 7.

 

A briga para a Libertadores também continua aberta entre Cruzeiro, que pega a Poretuguesa, em casa, Palmeiras, que enfrenta o Botafogo e o Flamengo,, hoje fora, mas  que mantém a esperançca da última vaga, jogando com o Atlético Paranaense, em Curitiba.

 

E até na zona da degola a emoção continua. Caem quatro e apenas dois, Ipatinga e Portuguesa já cairam para a série B. Vasco, 40, contra o Vitória, no Rio, Figueirense, 41, contra o Internacional, Atlético Paranaense, contra o Flamengo e Náutico, contra o Santos, brigam para não serem os outros dois degolados.

 

E ainda tem quem não quer o campeonato por pontos corridos.

 

 

29

de
novembro

Mamão com açucar todo mundo quer

Quando tinha perto das mãos o título de Libertadores, principalmente depois de eliminar o São Paulo, de forma emocionante e maravilhosa para a torcida do Fluminense, Renato Gaúcho, então seu técnico, dava declarações otimistas, o que me levou a bater palmas para ele, na contra-mão de muitos que o viam como um falastrão.

 

O time, e não apenas Renato, fracassou e, entrando num desfiladeiro, viu-se o tricolor chegar muito perto da série B. Renato acabou dispensado, indo gosar as delícias da vida na sua mansão na Barra da Tijuca, de onde acabou resgatado para tentar salvar o Vasco do mesmo destino, missão quase impossível.

 

Ainda há chance do Vasco se salvar, o que, mesmo não sendo vascaino, torço para que aconteça. Mas Renato Gaúcho, apressado, já faz declarações infantis e que merecem reprovação.

 

Renato está dizendo que nunca mais aceitará convite para dirigir time à beira do abismo, um direito que ninguém pode tirar dele. Mamão com açucar todo mundo gosta. Só que Renato, por enquanto um técnico em início de carreira, precisa enfrentar outros desafios, se quiser mesmo ser técnico de verdade e não caseiro - leia-se carioca.

 

Saindo da rede, da praia, enfrentando as estradas da vida, no nosso interiorzão ou lá fora, se é que já tenha bagagem para tanto.

 

 

 

29

de
novembro

Sempre é tempo

Caio Júnior dá sinais de já saber que não continuará no comando do Flamengo ano que vem e, corretamente, deixa claro que, de qualquer forma, deixará a Gávea. Recebendo ou não bilhete azul.

 

Muitos, inclusive eu, acharam que ele deveria ter dito sim ao Catar, quando, no meio do ano, recebeu convite para seguir os passos de Abel Braga, Paulo Autuori e Leão, mas Caio, boa cabeça, preferiu ficar e enfrentar um grande safio.

 

Que, para ele, provavelmente, seria conquistar uma vaga na Libertadores, mas que, para o grosso dos torcedores rubro-negros, entusiasmados pela boca grande do presidente, que falava em preparar festa para comemorar o hexa (?), seria nada menos que o título.

 

O título não dá mais, como os mais sensatos deviam desde logo aceitar, mas a vaga para a Libertadores continua sendo possível.

 

De qualquer forma, Caio Júnior fez bem seu trabalho, enfrentando adversários fora e dentro do próprio clube. E não apenas manteve as portas abertas para ele no futebol brasileiro, como no do Exterior.

 

Sempre tranqüilo e revelando inteligência - predicados que faltaram ao Cuca, que deveria ter olhado para o futebol de outras plagas, Caio mira agora o Japão, mas, se quiser, poderá olhar também para o Catar, de onde Leão arruma as malas para regressar.

 

Alguns poderão achar que ele perdeu tempo importante da vida, mas eu penso o contrário. Por tudo de bom que fez, imagino agora que tenha pensado certo. Jovem e talentoso, ele dará certo lá fora e poderá voltar, quando quiser, mais maduro e prestigiado.

 

Boa sorte.

27

de
novembro

Antes tarde do que mais tarde

Sabendo, calejado pelos longos anos que percorro esse caminho esburacado do futebol, que as autoridades por aqui não tomariam qualquer medida para condenar os corruptores e os corrompidos pelas tais malas brancas, perguntei, faz pouco, nesse cantinho, se a Fifa, tão zelosa, não tomaria, ela, uma providência.

 

E, aleluia, aleluia, acabo de ouvir que o procurador geral do STJD pretende instaurar inquérito para apurar, com base na Lei Pelé, essa história toda. E depois processar diretor que dá dinheiro para um time ganhar do outro, assim como aqueles que embolsam a grana que dizem limpa, mas que na verdade é suja.

 

 Que Paulo Schimitt, não fique na promessa, na fumaça. E que a fiscalização aproveite o embalo para apurar como é dada a saída dessa grana do caixa. Nota fria, como há pouco disseram ter descoberto no Palmeiras? 

27

de
novembro

Pensamentos iguais

Zico, personalidade do esporte, como jogador e homem, falando sobre as tais malas arco-iris, hoje, infelizmente, tão em moda:

 

"Quem leva dinheiro para ganhar, leva para perder também"

 

É preciso mais? 

27

de
novembro

Faz sentido, faz sentido

Sem conseguir, nem querer, fugir da tal de mala preta, branca, cinza, roxa de vergonha, Alberto Pezão, que ainda não tirou a faixa de campeão da série B do peito, por mais que a mulher lhe peça, me liga:

 

"Com tanta mala voando por aí levando verdadeiras fortunas para premiar jogadores dos outros times, você não acha que é melhor atuar em times que não chegam ao final do campeonato brigando pelo título? Os prêmios para os de fora não são maiores do que os pagam em casa?"

 

No momento nada respondi ao Alberto Pezão, mas agora, depois de pensar bem, posso fazê-lo por aqui. A resposta, amigo, é "faz sentido, faz sentido. E é uma grande vergonha".

 

Caminhando por essa trilha, logo descobrirão que é melhor pagar para os adversários perderem do que montar time para ganhar. Não dizem que futebol é negócio? 

26

de
novembro

E o que faz a Fifa tão zelosa?

Estou para ver o dia em que a Fifa ousará punir uma Federação ou um clube de um país realmente importante no chamado cenário do futebol, passando, como sempre ameaça, por cima das leis desses países.

 

Mas esse é um tema para mais tarde. Agora quero mesmo é indagar o que faz a entidade, sempre tão zelosa, contra esse absurdo que chamam de mala branca ou de mala preta.

 

A compra e venda de gols, do suoor de um time, está tão escancarada, que ninguém mais se preocupa em fingir que sabe, mas que nunca recebeu, como faziam antes.

 

Tudo, nesse final de Brasileirão, está sendo feito de forma tão aberta, que só faltam - dirigentes, técnicos e jogadores - colocarem anúncio na imprensa do dipo "aceita-se mala branca ou preta"

 

E não pense o amigo que são técnicos e jogadores de segunda linha procurando, como dizem sem a menor cerimônia, melhorar o Natal ou simplesmente o pé-de-meia. São profissionais de primeira linha - pelo menos de fama.

 

Será que a Fifa acha certo um time - e aí estou falando de diretores, comissão técnica e jogadores - receber grana de outro para vencer um terceiro?

 

E como se sentirão os agraciados enfrentando dias depois o time que os incentivou? Parece decente receber do time A para ganhar do B e depois receber do time B ou C para vencer o A?

 

Por que, repetindo, a Fifa tão zelosa com os bons princípios no futebol fecha os olhos para esse mercado,  esse suborno - não sei se branco ou se preto? Estará esperando acontecer - e divulgarem como aqui - no Chile, no Peru ou na Somália?

25

de
novembro

Maldade (im)pura

Ao ouvir do volante Pierre que o Palmeiras é uma família, Kokinho, corintiano, segundo diz, até a alma, liga para o amigo Carlão, palmeirense, e dispara:

 

"Porcão, Caim e Abel eram irmãos. E você sabe no que deu, né, mano?"

25

de
novembro

Brincando de marqueteiro, se me permitem

Depois da distorcida idéia de levar o jogo contra o Goiás para o Engenhão, no Rio, nascida, pelo que se escuta, entre diretores do São Paulo, a CBF, rapidinho, o marcou para o Distrito Federal.

 

Nem vou dizer que falta profissionalismo nessa história de punir financeiramente os clubes, sempre beirando à falência, mudando local de jogos ou, pior ainda, mandando que sejam disputados com portões fechados, porque algum burrão invadiu ou jogou algo no gramado.

 

Sobre isso tenho falado constantemente e não é preciso repetir agora. 

 

Também não vou insistir que São Paulo e Goiás poderiam jogar no Morumbi, com casa e bolsos cheios - caso o título já estivesse decidido - porque eles gostam de fingir que fazem tudo certinho.

 

Decidido que o jogo será no Distrito Federal para um punhadinho de torcedores presentes, pergunto se não seria o caso da diretoria de marketing do São Paulo, sempre tão criativa, mandar instalar telões no Morumbi e levar para lá, cobrando ingresso, sua torcida?

 

A galera veria o jogo nos telões e, como prêmio maior, esperaria a volta olímpica que os jogadores ao regrassarem, em voo contratado.

 

O tempo de espera seria preenchido, parte pela repetição de lances do jogo,  parte com a exibição dos gols que levaram o time ao título e por show com artistas apaixonados pelo time, como Nando Reis e cia.

 

E, como não se trataria de uma partida de futebol, a cervejinha poderia rolar à vontade, com cada um cuidando de ter o amigo "careta" para levá-lo para casa depois da festa.

 

Não custa tentar.

25

de
novembro

Macaco Sócrates está certo

O diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio, com total razão, responde que a entidade não entregará o troféu de campeão brasileiro deste ano ao São Paulo, caso vença o Fluminense no domingo, por não ser a última partida, por não haver certeza de que garantirá o título e por não haver tempo hábil para montar a festa.

 

Como dizia o genial Orival Pessini, na figura de Sócrates, no Planeta dos Homens, belo programa exibido por anos pela Rede Globo, com todo respeito: "Macaco tá certo".

 

Não se antecipa festa para não se correr o risco de dar vexame. O São Paulo primeiro tem de garantir que o título é seu - e ainda não é - para depois, então, organizar uma grande festa para sua torcida.

 

E a CBF, por seu lado, poderá cumprir, na festa oficial, seu deiver de entregar ao clube a tal taça das bolinhas, que o Flamengo também deseja. A um ou a outro clube, descendo do muro. 

25

de
novembro

Pelo passado, pelo presente ou pelo futuro?

O ex-presidente do Vasco, que de forma por tantos condenada dirigiu o clube por longos anos, volta à cena - por que será que os coleguinhas não o deixam curtir os netos, como prometeu?

 

Disse que se sente magoado, humilhado, passando vergonha. Imagino que por ver o time perto da série B. Mas, indago: não seria pelo passado, quando comandou o clube, entregando-o na triste posição em que se encontra?

 

Se for pelo presente, a culpa toda lhe cabe da mesma forma, porque a atual diretoria, comandada por Roberto Dinamite, precisará de tempo para recolocar a casa em ordem.

 

E pelo futuro não há razão para que os vascaínos de corpo e alma se sintam humilhados, porque outros clubes que cairam para a série B se organizaram, revelaram determinação e voltaram à série A.

 

Alguns, como Grêmio e Palmeiras, lutando em poucos anos pelo título brasileiro e por vaga na Libertadores. O Vasco, se cair, poderá fazer o  mesmo, e o melhor caminho para uma volta triunfal, será enterrar para sempre velhos caciques.

 

24

de
novembro

O estádio do Timão está aqui mesmo

Ter um estádio próprio, todos sabem, é o grande sonho dos corintianos. E foram tantas as promessas, começando pelo Vicentão, em Itaquera, chegando à via Anhanguera e, mais recentemente, a Marginal Tietê.

 

Promessas, sonhos, mas nada de concreto. A possibilidade do Timão vir a ter, finalmente, sua casa própria, é real e poderá estar bem mais próximo de se realizar do que muitos imaginam.

 

É só a diretoria dizer sim, por que os custos serão os menores possível. Nada de construções faraônicas que não saem do papel ou do gesso.

 

O estádio já está pronto e é o que a Fiel adora e chama de sua casa. Isso mesmo, o bom e velho Pacaembu, que poderá ficar novinho em folha. Na Secretaria Municipal de Esportes, de onde surgiu agora a idéia, está tudo prontinho.

 

Ela se livraria das despesas que o estádio tem, o Corinthians o exploraria, sem tornar-se dono, por custo baixo e todos seriam felizes.

  

 

 

24

de
novembro

Festança de primeira na segunda

Aviso aos fãs e, principalmente às fãs. A festança pela volta à primeira será esta segunda, naturalmente.

 

E vai começar quando a banda chegar, a gelada rolar e o sol se recolher.

 

Local: Santa Aldeia, rua Beira Rio, Vila Olímpia. Boca livre para quem se vestir inteiramente de roxo e souber entoar - "não pára, não pára…".

23

de
novembro

Oh céus ! Oh vida ! Oh azar

Depois da vitória do Palmeiras sobre o Ipatinga (2-0), que muitos torcedores consideraram ridícula, uma dezena de colegas o ouviram longamente falar do momento que vive.

 

Triste, amargurado, pensativo, prometendo repensar sua vida, descobrir se vale a pena, o que está certo, o que está errado. Pistas para que, facilmente, imaginassem que ele estava avisando que deixaria o clube ao final do ano.

 

É isso?, indagaram. Não, não é, respondeu. Então não é isso, voltaram à carga. Não é, mas pode ser, devolveu. É, mas não é. Não é, mas pode ser. Quem sabe o que passa no coração do Wanderley Luxemburgo?

 

 

23

de
novembro

Uma lição - mais uma - a ser aprendida

No auge do desespero, o nobre Roberto Dinamite, apelou para o exagero, tentando derrubar o São Paulo, mirando em Muricy Ramalho, seu técnico.

 

Tentou, mas não conseguiu, levar a torcida vascaína a cometer atos condenáveis que, na sua esperança, poderiam tirar do plumo o time paulista.

 

As esperanças morreram quando a polícia carioca, cumprindo bem seu dever, deu proteção à delegação do São Pulo para que chegasse sã e salva ao estádio, onde, no campo, a bola rolou sem mais problemas, com vitória limpa do melhor time em campo, por 2 a 1.

 

Jogo terminado, torcedores vascaínos viraram-se para a tribuna onde estavam dirigentes do clube e atiraram moedas na direção deles. O que pode ser interpretado como uma resposta à tentativa de usá-los para encobrir a fragilidade do time - o que, é bom Dinamite saber, não é culpa dele.

 

Conheço centenas de pessoas que não torcem para o Vasco, que estão orando para que o time não caia, uma demonstração de que reconhecem em Dinamite pessoa capaz de dirigir o time de forma diferente do que fazia seu antecessor.

 

Que Dinamite aprenda a lição e não repita outros dirigentes, tentando usar torcedores para encobrir erros que não são deles. A torcida, que tem motivos para ficar mais desesperada do que os cartolas, não entra mais nessa artimanha.

 

E manifesta seu sentimento da forma mais direta possível 

23

de
novembro

Sem privilégios, é o que se espera

Tá no Radar da Veja desta semana que o encontro de Felipão com o presidente Lula, na terça-feira, em Brasília, tinha p[ouco de futebol e muito de dinheiro e multas.

 

Tá lá que Felipão recebeu pesada multa sobre suas declarações de Imposto de Renda e que, como as considerou exageradas, pediu audiência para se explicar com o presidente.

 

A visita, o papo, o presente - uma camisa do Chelsea, time que dirige na Inglaterra - tudo isso tudo bem.

 

Só se espera que o presidente remeta Felipão ao Ministério da Fazenda para, lá, provar que fizeram as contas erradas ou pagar as multas, como acontece com todo brasileiro apanhado.

 

Ou se imagina aconteça.

23

de
novembro

Que tudo se decida dentro do campo

Em futebol as línnguas vivem soltas. Fala-se muito e prova-se pouco. Não que elas, as provas, não existam. Existem e é fácil buscá-las, apenas não querem, porque quem diz não é acuado pelos acusados.

 

Quando se fala em malas pretas e brancas, que para mim são iguais, igualmente impuras, então é uma festa. Festa pagã, eu diria.

 

 Dos R$70 mil que o Palmeiras teria oferecido à Portuguesa para ganhar do São Paulo, e dos R$150 mil que garantiram terem saído do Morumbi para as Laranjeiras, na véspera dos 3 a 0 sobre o Verdão,  os números, divulgados sem o menor receio, subiram astronomicamente.

 

Já ouvi que o Grêmio mandou R$500 mil para o Vasco, que pega o São Paulo, e que o São Paulo dobrou o prêmio para o Vitória, que enfrenta o Grêmio. Um milhão, na mão. Será? 

 

Será mesmo? Tanto assim? E como se faz para contabilizar essa dinheirama toda? Como, dizem, teria feito o Palmeiras em outras épocas? Ou como teria feito o Corinthians, naquela história do "um zero, zero…"?

 

Sai como compra de flores? De gasolina? Com notas frias? Se saem assim, podem sair, não para entrar nos bolsos dos jogadores agraciados, mas nos dos que comandam o clube e suas finanças, certo?

 

Saindo dos bastidores mal cheirosos e correndo apenas nos campos mais limpos, espero que os resultados dos jogos dessa tarde/noite, em que se envolvem candidatos ao rebaixamento, à Libertadores e ao próprio título, sejam ditados apenas por gols limpos, sem maracutaias.

 

 Que nenhum torcedor ingênuo faça com suas mãos bobagens assopradas por dirigentes espertos.

 

Que vençam os melhores, como gostam de dizer. Os melhores nas partidas e não no que se jogou do torneio até agora. Porque nesse caso, Palmeiras, diante do Ipatinga, São Paulo, contra o Vasco e até em parte o Grêmio com o Vitória, teriam os pontos garantidos.

 

 Em outros esportes onde a lógica prevalece mais, seria possível apostar. Mas não no futebol, que gosta de apresentar surpresas.

 

Mas, também não pensem que as surpresas aparecem do nada, dão como chuchu na cerca. Não pensem que o Vasco vai vencer porque está no desespero e que é difícil enfrentar um time em tal situação.

 

Nada disso. Ninguem joga mais por estar em perigo. Perigo pode até funcionar como energético, mas não melhora rendimento. Vale para o Vasco como vale para o Ipatinga. E, embora não esteja em perigo, vale também para o Vitória.

 

Qualquer dos três, ou mesmo todos eles, podem vencer seus jogos, mas não será por estarem, os dois primeiros, brigando para não cairem ou por causa da maldita mala branca, que ninguém me responde se é dada só em caso de vitória ou empate, ou de qualquer forma.

 

Nem como a grana é contabilizada. Será descrevendo "carinho para o time tal?" 

 

E o que falar de Cruzeiro e Flamengo? Simples, empate. 

 

22

de
novembro

Candidatos a cair ou irão cumprir seus papéis?

Minha vida como jornalista é recheada de epísódios em que me coloco contra idéias que propõem privilegiar clubes tradicionais mas com times medíocres.

 

Sempre respondi, fugindo do futebol, que a emissora de televisão "x" não teria a força que tem hoje - e talvez nem existisse - se o governo, com o dinheiro do povo, como sempre, tirasse  da cova a emissora "z", como acham que deve tirar clubes tradicionais insolventes por mal dirigidos.

 

Se privilegiassem os filhos de desembargadores, por exemplo, para serem novos juízes, como os filhos de pedreiros, embora estudiosos e mais competentes, poderiam tornar-se magistrados? Este é só um exemplo.

 

As portas da oportunidade devem ser abertas para todos. Sejam brancos incapazes ou negros competentes, como acontece nos Estados Unidos. Aqui, abrindo um parêntesis, pergunto: entre os dois, o que é melhor?

 

Falando do esporte, que é nossa praia, mas não a única, bato palmas para os quatro novos integrantes da série A do Brasileirão 2009: Corinthians, que volta, espero, com a lição aprendida, Avaí, 29 anos depois, Santo André e Barueri, que chega como um foguete sem escalas.

 

Voltando ao profissionalismo no futebol, e depois de aplaudir os promovidos, espero que cada um deles viva a nova realidade com suas próprias forças.

 

O que vale dizer, montando bons times, para que não sejam sacos de pancadas, nem se entreguem nas mãos de empresários exploradores. E para que não ofereçam contratos fora da sua realidade aos jogadores, não os cumprindo depois.

 

O que só conseguirão se tiverem bons patrocindores e bom público em seus jogos, traduzindo em boas arrecadações. 

 

Para que não sejam, tirando, claro, o Corinthians, candidatos marcados para cairem já no próximo ano. 

 

 

22

de
novembro

Uma data para se guardar no fundo da alma

Os inimigos andam dizendo que esta tarde o Corinthians vai jogar, este ano, pela primeira vez contra um time da série A, referindo-se ao Avaí. Não sou corintiano, mas se fosse responderia apenas com um sorriso.

 

Deixaria que eles falassem o quanto quisessem, porque hoje, 22 de novembro, é dia de festa. É data para se guardar no fundo da alma e comemorar sempre, a cada ano.

 

Uma data histórica, que vai se juntar a tantaso outras, como a de Mike Tyson, que nesse dia venceu Travor Berbick e se tornou, aos 20 anos, o boxer mais jovem a conquistar o título mundial dos pesados, em todos os tempos.

 

Data em que o Líbano tornou-se independente da França, em 1943. Em que nasceu o estadista francês Charles De Gaulle. Em que Vasco da Gama tornou-se o primeiro europeu a navegar pelo Cabo da Boa Esperança, em 1497.

 

E em que foi assinado o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, em 1963.

 

Data para o corintiano lavar a alma, afogar as mágoas, se ainda existirem algumas, cantar pelas ruas, mostrar que voltou não apenas para ficar, mas para ganhar.

 

Por que um dia o Timão chegará no Japão.

22

de
novembro

Quando o ataque não resolve, todos devem tentar…

A decisão do goleiro Marcos de abandonar sua meta e ir tentar na área adversária o gol de empate na partida contra o Grêmio, quando o Palmeiras perdia por 1 a 0 aos 30 do segundo tempo, continua provocando polêmica, com opiniões a favor e contra.

 

Agora é a do ex-goleiro Tafarell, tetra-campeão mundial em 94, o São Pedro que abriu as portas do futebol europeu para os brasileiros, quebrando a idéia de que aos gringos só interessavam artilheiros, craques que marcassem gol.

 

Com o direito que deve mesmo ser dado a todos, Tafarell acha que Marcos errou e faltou com respeito aos seus companheiros.

 

A idéia que passa é de que os demais se sentiram humilhados vendo um goleiro tentar fazer o que eles não estavam conseguindo.

.

Pois eu, repetindo o que já coloquei nesse cantinho, com a mesma liberdade, acho que é exatamente por essa razão que não houve falta de respeito.

 

Da mesma forma que não há com o goleiro quando um companheiro corre para tirar a bola em cima da risca.

 

Se os da frente não fazem o que deles se espera, palmas, e não críticas, para os que se mandam lá de trás e tentam suprir a falta.

 

O fato de restarem 15 minutos é irrelevante, porque o resto do time mostrou-se claramente incompetente para um gol nos 75 até então jogados.

 

Indo por aí, logo irão dizer que Rogério Ceni falta com respeito aos seus companheiros por aprimorar-se na cobrança de faltas, o que eles deveriam fazer melhor.  E fariam, se treinassem.

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