2
de
novembro
É hora de dar um gás a mais
Entre as muitas coisas que me fazem torcer o nariz no futebol, está essa coisa de "administrar resultado", que costumam dizer quando um time faz um golzinho e passa a tocar a bola, deixando o tempo correr.
É a maior enganação. O torcedor paga para ver 90 minutos, com os dois bandos buscando o maior número de gols possível, e acaba vendo jogador tocando bola para cá e para lá, louco para o mundo acabar em barranco.
Valem os mesmos três pontos, alguns chegam a argumentar. Não sabendo, ou não se importanto, que espantam os torcedores.
Esse marasmo deu uma trégua nas últimas rodadas do Brasileiro, em que times, em vários jogos, precisam correr para buscar o resultado que evita sua queda ou o mantenha no grupo que sonha com o título ou a Libertadores.
O amigo já reparou como tem saído gols nos últimos minutos do segundo tempo, provando o que estou dizendo, de os times darem um gás a mais na busca do gol?
Sábado, o Flamengo, para salvar um pontinho e fugir de vaia maior da torcida, correu até os 38 do segundo tempo para encontrar o gol do empate, com Maxi.
Ontem, o Vasco venceu o Fluminense aos 27 do segundo, gol de Wágner Diniz. Mesmo tempo em que o Atlético Mineiro achou o dele para ganhar do Botafogo. O São Paulo, já tendo feito 2 a 0, correu atrás do terceiro, empurrado pela torcida, que Hugo fez aos 36.
Dois jogos, de times que buscavam desesperadamente a vitória, um para tentar ser campeão e outro para não cair, tiveram gols naquele finzinho desesperador.
O Atlético Paranaense, na zona de perigo, só marcou, com Rafael Moura, aos 45 do segundo, em cima do Sport. E o Palmeiras, para ficar no calcanhar do São Paulo, foi buscar os três pontos, contra o Santos, já nos acréscimos, com Léo Lima.
O sobe e desce está mostrando que é preciso correr até o fim. E que time que não age assim, ou é porque detonou o adversário muito cedo e este se entregou. Ou acaba perdendo pontos preciosos.
O Goiás parou aos 17 do primeiro tempo, porque já havia enfiado três no impotente Cruzeiro. E o Grêmio perdeu dois pontos diante do Figueirense, em casa, depois de empatar aos 46 do primeiro tempo, porque fraquejou e não correu a todo gás no segundo.

