Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

6

de
novembro

Montenegro não sabe, mas eu sei

Carlos Alberto Montenegro, aquele que por tanto amar o Botafogo, não poucas vezes o  tem atrapalhado, falando o que talvez não devesse,  irritando os jogadores, acha que 2008 já acabou.

 

Para ele, o time melhorou com relação a 2007, mas ainda falta alguma coisa, que ele diz não saber qual é, depois de falar em garra…

 

Ele não sabe, mas eu, modestamente, sei. Como Montenegro é da velha guarda, o que está faltando ao Botafogo são jogadores como Nílton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo, Quarentinha…

 

Aquela turma que, em épocas diferentes e antigas, o fez, como a milhares de "coroas", se apaixonar pelo time da Estrela Solitária. Craques, um produto em falta não apenas no Botafogo, mas no mundo, Montenegro.

 

E como falta…

6

de
novembro

Pauta velha, que devia ser rasgada

O amigo reparou que os jornais não deram como manchete, no Finados, a velha e triste "preço das flores está pela hora da morte"?

 

Lembrei-me agora que também não tiraram da gaveta a empoeirada "pode faltar peixe na semana santa", antigamente tão usada nos dias de penitência.

 

Atitudes alogiáveis, que revelam ídéias novas, livres do antigo ranso da pauta manjada que, com todo respeito, foi tirada da gaveta do esporte, nessa reta final do Brasileirão.

 

Por que sempre querem saber sobre a bobagem batizada de mala preta, agora também chamada por mala branca, buscando encontrar diferença entre as duas expressões?

 

Falta de assunto? Falta de imaginação? Crença que o leitor/ouvinte adora o tipo de respostas dadas?

 

Mala preta, dizem, é gratificação dada para um time perder um jogo. O que criticam, repudiam. Onde já se viu?

 

A mala branca é para um time ganhar uma partida cujo resultado interessa a outro, que está em disputa direta com seu adversário.

 

Exemplo I: o São Paulo mandar dinheiro para o Fluminense vencer o Palmeiras, num momento em que os Verdes estavam na frente dos tricolores.

 

Exemplo II: o Palmeiras mandar dinheiro para a Portuguesa ganhar do São Paulo, que agora passou o Palmeiras na tabela.

 

Nas duas situações, com um mesmo detalhe nem de longe lembrado: Fluminense e Portuguesa correm risco de rebaixamento e o que mais têm de fazer é ganhar seus jogos para se salvarem.

 

Ouvido nessa pauta enferrujada, o presidente da Lusa, Manoel da Lupa, respondeu, e não tenho porque duvidar, que os jogadores do seu time recebem salários para jogar e vencer. E que a vitória é a mala branca que precisam receber.

 

Ouvidos da mesma forma, para minha tristeza, Tostão, o ex-atacante que tanto nos encantou, hoje comentarista de invejável lucidez, e Wanderley Luxemburgo, técnico de um dos times citados na "porca" negociação, se declararam favoráveis.

 

Com as mesmas e também empoeiradas desculpas: não há nada demais receber agrado para vencer. Condenável seria receber para perder.

 

Com todo respeito, discordo. Sem nem precisar questionar se quem recebe hoje para ganhar não pode receber amanhã para perder?

 

 

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