7
de
novembro
Como aumentar a arrecadação dos clubes
Os clubes vivem chorando miséria, dizendo faltar dinheiro para tudo. Isso, por mais que arranquem boas somas dos patrocinadores e da Globo. Uma das causas é a torneira da arrecadação, sempre aberta.
Já falei por aí e tratei aqui algumas vezes sobre a questão, mas vale a pena dar um bis, aproveitando a proposta do conselheiro Jorge Kalil, do Corinthians, que vem na linha do que tenho dito.
Kalil está pedindo o fim dos ingressos gratuítos para conselheiros, o que, por suas contas, segundo o Painel, da Folha, dá um prejuízo de R$30 mil por mês ao clube.
A boa proposta de Jorge Kalil não só devia ser aceita pelo Corinthians, como vigorar em todos os clubes, que agem da mesma forma.
Conheço alguns que não apenas dão três ingressos a cada conselheiro, como permitem que eles comprem, por preço menor, outros tantos, que não raro acabam nas mãos de amigos, pelo mesmo preço, ou de cambistas, por um pouco mais. Cambista do cambista.
E não apenas a conselheiros participam dessa festa, mas todos diretores, assistentes de diretores, auxiliares dos assistentes de diretores…
Nas minhas propostas vou bem além, lembrando que se não é mais a principal fonte de renda dos clubes, a arrecadação nos jogos continua sendo importantíssima.
Acho que para o futebol ser tratado com rigor profissional, não apenas os conselheiros, mas também diretores, todo e qualquer "aspone", jogadores que não estejam em campo, jornalistas e cia bela.
A rigor, só não deveriam pagar ingressos os presidentes dos clubes, os diretores de futebol - um de cada time -, os técnicos, médicos, gandulas, árbitros, jogadores escalados e autoridades de serviço.
Já ouvi, na contramão da minha tese, que jornalista não deve pagar porque divulga o futebol. Ao que respondo que tanto divulga quanto critica - o que é correto.
E que rádios, televisões e jornais só falam do futebol porque lhes interessa. Faturam com um produto que não produzem.

