Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

8

de
novembro

Mala branca é entregue antes ou depois?

Como esperava, amigos, muitos, ligaram após a vitória (3-2), no sufoco, do São Paulo sobre a Portuguesa, à noite, no Canindé.

 

Queriam saber se a tal mala branca da qual tanto falaram, numa bobagem enorme, durante a semana, é entregue antes ou só após o jogo.

 

Queriam mesmo, alguns roucos, provavelmente de tanto gritarem no momento do gol de Zé Luís, aos 43 do segundo tempo, era saber se o Palmeiras tinha perdido os milhões levados na mala, ou se os acabou economizando.

 

E eu sei lá? Não sei nem se a tal da mala, seja branca ou seja preta, existe. Além do mais, abomino a idéia de se premiar jogadores de outro time para vencerem terceiros. Para mim, quem aceita dinheiro para vencer, nessa situação, pode perfeitamente aceitar para perder.

 

O papo sobre essa asneira foi tão longe, que Leco, diretor do São Paulo, acabou dizendo, ao final da partida, que o time da Portuguesa correu demais e que ele, Leco, tinha informação de que pessoas ligadas ao Palmeiras estiveram no Canindé.

 

 Ora, ora, Leco, falar sem provar é falar bobagem. Mesmo porque, um time no desespero como o da Portuguesa, tem mais é que correr, e muito, para se safar da série B. Como fez o do Fluminense quando tocou 3-0 no Palmeiras, lembra-se?

 

Melhor seria entrar na onda dos torcedores que me ligaram, entre tantos outros, comemorando a vitória suada que vale a liderança que não poderá ser alcançada amanhã pelo Palmeiras, nem por Cruzeiro e Grêmio, times que formam o G-4.

 

E, depois de agradecer a força da galera que empurrou o time, como fez Rogério Ceni, vestir a camisa de torcedor e perguntar ao palmeirense que disse ter estado no Canindé, se ele estava voltando com a mala vazia ou cheia.

 

E aí, ajudaria a matar minha curiosidade. Quem sabe me dizer se a grana da mala, preta ou branca, é entregue antes ou só se o time premiado atrapalhar o outro?

 

8

de
novembro

Voltei à série A, e agora?

Quando terminei o curso de direito na PUC São Paulo, em 1962, rolava de mão em mão entre os formandos um livro precioso que tinha como título "Formei-me, e agora?"

 

Mostrava que depois da alegria do juramento, da festa, dos abraços, quando se trocava a alegre vida de estudante pela de profissional, é que os problemas começariam. É quando a "porca torcia o rabo".

 

Um livro repleto de exemplos e reflexões, completado com um conselho do professor Agostinho Alvim, reitor da Universidade, no momento em que eu e mais dois colegas, loucos para irmos à luta, colamos grau antecipadamente:

 

"Não tenham pressa, não desanimem, vocês levarão uns dez anos para formar uma boa clientela e então começar a ganhar a vida…". 

 

Hoje, o amigo Gilberto Maluf, em comentário, disse que o seu Corinthians viveu a série B com a pressão 12×8 - aquela que os médicos dizem ser a ideal. Outros tantos amigos corintianos vivem me dizendo que jogar a série B foi uma tranqüilidade. Cada jogo era uma festa.

 

Pois a festa acabou. E quem quiser, poderá completar perguntando, como o poeta Drumond, "…e agora José?…"

 

O agora será em 2009. E quem achar que a moleza vai ser igual, sentirá a pressão ir a 24×12, no ponto para um AVC. A diretoria, ao contrário de muitos torcedores, sabe que é preciso reforçar o time, e bem, se quiser brigar pelas melhores posições.

 

Está tentando, o que é bom, mas não está sendo fácil, o que é ruim. Curta a festa até fevereiro, Maluf, Patrícia, Pezão, Kokinho e cia, porque depois a porca, que não é a palmeirense, vai torcer o rabo.

8

de
novembro

Haverá choro e ranger de dentes

Os jogos marcados para esta tarde pela séria A parece terem sido arrumadinhos por um grande sádico, capaz de manobrar por longas rodadas os resultados de muitas partidas.

 

Até para o São Paulo, líder, 62 pontos, parece ser assim, porque tem como adversária a Portuguesa, 16o, 36, um pé apenas fora da zona da degola e, na cabeça dos tricolores, um time asa negra, que gosta de pregar surpresas.

 

Para o São Paulo, o que compensa um pouco a dificuldade de jogar no sábado e no campo do adversário, além de ter sua torcida presente - a ela foram oferecidos 10 mil ingressos - é o fato de, vencendo, jogar, mais uma vez, a pressão sobre, principalmente, o Palmeiras, que amanhã recebe o Grêmio.

 

Nos outros dois jogos, três times estão na zona da degola e um, o Santos, ainda correndo risco. O time da Vila Belmiro, 13o, 40, vai a São Januário pegar o Vasco, 19o, 34, que finalmente motivou sua torcida a lotar as arquibancadas para lhe dar uma força extra. Pressão pura.

 

Fechando, tem Figueirense, 18o, 35, e Atlético Paranaense, 17o, 35. Havendo um vencedor, ele sairá, pelo menos até amanhã, do limbo, caso o São Paulo passe pela Portuguesa.

 

Em todos os jogos haverá choro e ranger de dentes.

 

 

 

8

de
novembro

Só mais um dia de festa para a Fiel

Pouco importa se acabarão colocando ou não uma estrela na camisa, para comemorar a conquista do título da série B. Existem os que são a favor e, naturalmente, os que são contra, entre estes o presidente.

 

O que importa agora é chegar ao título, o que também nem todos corintianos querem, já que a volta à elite do futebol brasileiro está garantida.

 

E, para chegar ao caneco, faltam alguns poucos pontos, que tranquilamente serão conquistados, com a chance de ser esta tarde, dependendo da vitória sobre o Criciúma e uma derrota do Avai contra o CBR.

 

Resultados que não deverão acontecer como os fieis gostariam. O Corinthians, 1o. 73,  deve passar sem problemas pelo Criciuma, 17o, 36, mas é quase impossível o CBR, 20o, 20, surpreender o Avaí, 2o, 62, mesmo jogando em casa.

 

Os outros dois jogos que fecham hoje a 34a rodada também são importantíssimos, O Santo André, 4o, 55, recebe o Fortaleza, 18o, 36, e precisa vencer, para não ser ultrapassado pelo Barueri, 5o, 54, caso vença o ABC, 14o, 40, fora de casa. 

 

Jogos difíceis, porque o Fortaleza precisa da vitória para tentar fugir do rebaixamento, e o ABC para não correr qualquer risco de se aproximar dele.

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