9
de
novembro
Corrigindo a direção
Wanderley Luxemburgo negou-se comentar a decisão de "São Marcos", de ir ao ataque a partir dos 30 minutos do segundo tempo, quando o Palmeiras perdia por 1 a 0. Politicamente correto, disse que vai conversar internamente sobre a questão.
Menos mal, depois da mancada que deu ao falar publicamente sobre o puxão de orelhas que deu no goleiro, por ele ter criticado a atuação do time na derrota (3-0) para o Fluminense.
Mas, por mais que tentasse disfarçar ter sido desobedecido por Marcos, lembrou que seu time tinha mais 15 minutos para tentar o empate, que seria um bom resultado, e até mesmo a vitória.O que vale como crítica severa ao goleiro.
Ficaria, com o empate, a três pontos do São Paulo e com vantagem no número de vitórias. Ou seja, com um tropeço do tricolor, o passaria - caso, claro, ganhasse seus jogos.
Não bastasse a bronca com Marcos, ficou também com a torcida. Quando perguntaram se ela estava certa quando o aplaudiu, disse que a torcida gostou do que Marcos fez, quando o chamou de "São Marcos".
Respondendo, por fim, que não há que procurar culpado, porque todos são culpados pela derrota.
Tirando a torcida verde que foi ao Parque Antártica, quem condena ou absolve Marcos? Vendo o jogo, acho que ele fez certo. Por uma razão simples: o Palmeiras não dava a menor idéia de que, jogando a bolinha que estava, chegaria ao empate nos 20 minutos - 15 e mais os exagerados 5 que o árbitro deu.
Para todos ficou a idéia de que Luxemburgo jogou a toalha com relação ao título, falando em briga pela Libertadores e em projeto a longo prazo. O que não é bem o que a torcida esperava.

