Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

10

de
novembro

Seria muita maldade

Não sei se o Kléber Pereira, centroavante do Santos, artilheiro do Brasileirão, será punido por ter dito que o árbitro Elmo Alves Resende Cunha levou uma grana para ajudar o Vasco na vitória sobre o Santos.

 

Até acho que deveria, por meter sua colher em assunto que é da diretoria. Diretores podem falar o que quiser, porque punição para eles é como nada.

 

Mas, cá entre nós. Não seria muita maldade deixarem o Vasco sofrer tudo que vem sofrendo no campeonato, para só agora, num único jogo, começarem a "roubar" para ajudá-lo?

 

Ainda se fosse nos tempos anteriores a Roberto Dinamite…

10

de
novembro

Borges estava impedido? Vale a pena conferir

Ao ouvir que a Comissão de Arbitragem contabilizou para Borges e não para Zé Luís o terceiro gol do São Paulo na vitória por 3 a 2 sobre a Portuguesa, sábado no Canindé, que manteve ao tricolor na liderança do Brasileirão, Bento, rei das flores no Ceasa, grita: 

 

"Aquino, se é verdade que marcaram para o Borges o gol, minha Lusa foi "roubada" mais uma vez. O Borges estava impedido quando tocou na bola. Confira, pelo amor de Deus.

 

Não tenho aqui o lance guardado, Bento, mas se você afirma, vale a pena conferir. Alô Alfredão.

 

10

de
novembro

Quando um jogador deixa de ser fominha

Entre suas muitas e saborosas tiradas, Cilinho, técnico de primeira mão para, principalmente, trabalhar com jogadores jovens, costuma dizer que não tem coisa pior do que atacante que joga de cabeça baixa e garçom que trabalha só olhando para cima.

 

No campo, vendo de fora, acho que nada pior do que jogador fominha, aquele que parece usar viseira, incapaz de passar a bola para um companheiro melhor colocado para o arremate. Dizem que muitas vezes tal ocorre porque estão brigados. O que não deixa de ser burrice.

 

Prefiro uma outra hipótese, a da insegurança. O jogador não se sente titular, entende que o técnico está errado e acha que marcando gols o obriga a mudar de idéia. Faz um ou outro, mas joga fora o triplo das chances que o time cria.

 

Essa é a situaçãso que três jogadores do São Paulo viveram, separada e simultaneamente, nesse ano. Primeiro, foi Borges, que não admitia ser barrado por Adriano, um passageiro. Em seguida foi Hugo, que, embora em dose menor, continua fominha.

 

O terceiro, e maior de todos,  é Dagoberto.  A expectativa de sua contratação por longos meses, as contusões que enfrentou, a idéia, errada, de que seria a estrela principal de um time dirigido por um técnico ranzinza que dá prioridade ao coletivo, barrando-o, por isso, sistematicamente, tudo isso fez de Dagoberto um fominha irritante.

 

Por várias vezes ouvi, e concordei, considerações do tipo, "se o Dagoberto marcasse apenas a metade das bolas que tenta quando tinha companheiro melhor colocado, o São Paulo ganharia só de goleada.

 

 Não sei se alguém conversou com ele. Não sei se mostraram a ele uma coletânea de tentativas erradas que fez e que irritaram torcedores e companheiros. Não sei se, até por falta de outras opções para Murici, Dagoberto sentiu-se titular e descobriu que quem serve bem a um companheiro  tem igual ou até maior importância  que ele.

 

O que me parece é que Dagoberto tirou a viseira, passou a levantar a cabeça, a olhar para os lados, a descobrir os companheiros que se apresentam e com isso deixou Hernanes em boa posição para marcar contra o Botafogo e Borges contra a Portuguesa. Dois gols em duas vitórias importantíssimas para o São Paulo nessa reta final.

 

 

 

 

 

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