22
de
novembro
Candidatos a cair ou irão cumprir seus papéis?
Minha vida como jornalista é recheada de epísódios em que me coloco contra idéias que propõem privilegiar clubes tradicionais mas com times medíocres.
Sempre respondi, fugindo do futebol, que a emissora de televisão "x" não teria a força que tem hoje - e talvez nem existisse - se o governo, com o dinheiro do povo, como sempre, tirasse da cova a emissora "z", como acham que deve tirar clubes tradicionais insolventes por mal dirigidos.
Se privilegiassem os filhos de desembargadores, por exemplo, para serem novos juízes, como os filhos de pedreiros, embora estudiosos e mais competentes, poderiam tornar-se magistrados? Este é só um exemplo.
As portas da oportunidade devem ser abertas para todos. Sejam brancos incapazes ou negros competentes, como acontece nos Estados Unidos. Aqui, abrindo um parêntesis, pergunto: entre os dois, o que é melhor?
Falando do esporte, que é nossa praia, mas não a única, bato palmas para os quatro novos integrantes da série A do Brasileirão 2009: Corinthians, que volta, espero, com a lição aprendida, Avaí, 29 anos depois, Santo André e Barueri, que chega como um foguete sem escalas.
Voltando ao profissionalismo no futebol, e depois de aplaudir os promovidos, espero que cada um deles viva a nova realidade com suas próprias forças.
O que vale dizer, montando bons times, para que não sejam sacos de pancadas, nem se entreguem nas mãos de empresários exploradores. E para que não ofereçam contratos fora da sua realidade aos jogadores, não os cumprindo depois.
O que só conseguirão se tiverem bons patrocindores e bom público em seus jogos, traduzindo em boas arrecadações.
Para que não sejam, tirando, claro, o Corinthians, candidatos marcados para cairem já no próximo ano.

