29
de
novembro
Sempre é tempo
Caio Júnior dá sinais de já saber que não continuará no comando do Flamengo ano que vem e, corretamente, deixa claro que, de qualquer forma, deixará a Gávea. Recebendo ou não bilhete azul.
Muitos, inclusive eu, acharam que ele deveria ter dito sim ao Catar, quando, no meio do ano, recebeu convite para seguir os passos de Abel Braga, Paulo Autuori e Leão, mas Caio, boa cabeça, preferiu ficar e enfrentar um grande safio.
Que, para ele, provavelmente, seria conquistar uma vaga na Libertadores, mas que, para o grosso dos torcedores rubro-negros, entusiasmados pela boca grande do presidente, que falava em preparar festa para comemorar o hexa (?), seria nada menos que o título.
O título não dá mais, como os mais sensatos deviam desde logo aceitar, mas a vaga para a Libertadores continua sendo possível.
De qualquer forma, Caio Júnior fez bem seu trabalho, enfrentando adversários fora e dentro do próprio clube. E não apenas manteve as portas abertas para ele no futebol brasileiro, como no do Exterior.
Sempre tranqüilo e revelando inteligência - predicados que faltaram ao Cuca, que deveria ter olhado para o futebol de outras plagas, Caio mira agora o Japão, mas, se quiser, poderá olhar também para o Catar, de onde Leão arruma as malas para regressar.
Alguns poderão achar que ele perdeu tempo importante da vida, mas eu penso o contrário. Por tudo de bom que fez, imagino agora que tenha pensado certo. Jovem e talentoso, ele dará certo lá fora e poderá voltar, quando quiser, mais maduro e prestigiado.
Boa sorte.

