Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

22

de
novembro

O uso do cachimbo faz a boca torta

Caindo pelas tabelas no Brasileirão, onde  é 15o, 40, correndo ainda o risco de rebaixamento, o Fluminense cresce o olho numa vaga na Libertadores de 2009.

 

Não por suas próprias forças, já se vê, mas por querer aproveitar-se de uma eventual punição que a Fifa pode impor à Federação Peruana, desclassificando seus três times garantidos no torneio.

 

Para tanto, mandou para Assunção, no Paraguai, com a dura missão de convencer os homens da Conmebol de dar ao vice deste ano uma das vagas, o administrador Branco e o diretor Marcelo Penha.

 

Se conseguir, o que considero muito difícil, o Fluminense estará subindo mais uma vez por baixo do pano, como fez no Brasileirão, pulando da série C para a A, sem passar pela B.

 

O uso do cachimbo faz mesmo a boca torta.

21

de
novembro

Luxemburgo continua um grande técnico

Wanderley Luxemburgo critica os críticos que, nas suas análises. o consideram um técnico ultrapassado. E faz muito bem, porque, longe disso, ele, que disse permitir chamarem-no de Luxa, Luxinha, Luxão, continua sendo um dos melhores técnicos em atividade no Brasil, ao lado de Muricy.

 

Não é como técnico nas quatro linhas que ele está ultrapassado. Ali, de apito na boca e plancheta nas mãos, ele continua em dia com o futebol, mostrando-se criativo, observador, capaz de virar um jogo com algumas mudanças - em nomes ou em posicionamentos,

 

É quando sai do campo, deixa o apito no armário, troca o agasalho pelo terno impecável e vai falar com a imprensa, ou perto dela, que ele, faz tempo, assumiu a postura de gato mestre, dono da verdade, manda e desmanda, faz e sabe tudo.

 

Luxemburgo quer fazer hoje o que, por necessidade, por não existirem outros profissionais competentes, numa outra estrutura, faziam Flávio Costa, Osvaldo Brandão e mais um ou outro há muitos anos.

 

Não dá mais para acumular funções, menos ainda as de empresário, negociador, sócio de empresas do ramo.

 

Nem posar de paizão, durão, que fala e não escuta, que pode aceitar o diálogo à portas fechadas, mas não aceita em público. Em público, diz sempre, só ele. Como fez com Marcos naquela primeira oportunidade, depois do jogo contra o Fluminense. Lembra-se?

 

 Ninguém se engane, achando que o episódio foi enterrado. Talvez até tenha sido por Marcos, mas não pelos outros jogdores, que não têm o mesmo amor pelo clube. "Ontem foi o Marcos, amanhã serei eu. E isso eu não quero", na certa pensam assim. 

 

Vai longe o tempo em que Osvaldo Brandão dava palpite sobre reforma de contrado, cuidava da comida e proibia jogador comprar carro. E que Telê mandava jogador cortar o cabelo. Vai longe, muito longe. Ainda que não reclamem.

21

de
novembro

Terá Roberto sentado na cadeira antiga?

É normal que o presidente de um clube que corre risco de cair para série B, o que, por seu lado, não deve ser visto como o fim do mundo, se desespere e fale algumas coisinhas que não deveria.

 

Mas é perigoso, muito perigoso, que ele, tentando justificar-se diante da torcida, às vezes por erros que nem são dele, vá além de um limite e incite essa torcida, por sua vez desatinada, a cometer ações perigosas.

 

É o que acaba de fazer Roberto Dinamite, presidente do Vasco, dizendo, sem razão, porque não procurou conhecer a verdade, que Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, é inconsequente e mais um monte de bobagens.

 

Dinamite jogou bola e, mais, jogou no Vasco, sabendo bem como funcionam esses recados pelos lados da Colina e da Cancela. Não será jogando a torcida contra o técnico adversário que seu time ganhará a partida. Torcida não marca gols e muitas vezes atrapalha.

 

Embora com um time fraco, não por culpa sua, mas de seu antecessor, o Vasco pode ganhar do São Paulo nesse domingo, mas na certa não será com gols de torcedores, que poderão, levados por por palavras, passar dos limites que o esporte permite.

 

Terá Roberto Dinamite, até agora merecendo elogios na presidência de um clube que recebeu arruinado, sentado na cadeira do seu antigo dono? E, por isso, tenha repetido velhas bravatas?

19

de
novembro

Que tal derrubar o Dunga em 2009?

Antes de mais delongas, digo logo que não sou a favor nem contra a permanência do Dunga no comando da seleção brasileira. Enquanto torcedor, o que me importa é saber se os jogadores vão ou não querer jogar tudo que sabem. Se quiserem, técnico é só um detalhe.

 

Também sei que ao Dunga pouco importa o que penso de sua permanência ou não. Como, aliás, acho que ele pensa da esmagadora maioria dos palpiteiros. Sendo assim, 0 a 0.

 

Mas, como acompanho todos os dias a longa e repetitiva discussão sobre quem vai assumir o comando da seleção, como se Dunga tivesse pedido ou recebido o boné, me acho no direito - ou será na obrigação - de indagar "que tal derrubar Dunga em 2009, digamos, depois do jogo contra a Itália, em Londres?

 

Sim, porque se já não via a menor chance de derrubarem-no ontem à noite, mesmo se o Brasil tivesse perdido para Portugal - assim como acho uma tolice pensarem que Muricy Ramalho será apresentado como novo técnico na festa dos melhores no mês próximo -, agora mesmo é que tenho certeza de que o Dunga comerá castanhas bem empregado no Natal.

 

Se por mais não fosse, pela goleada por 6 a 2 imposta aos patrícios, numa demonstração - e isso é deveras importante - de que os jogadores não entram na onda do "vamos derrubar Dunga".

 

Nem levantam a bandeira do Luxemburgo, cada vez mais marcado como um técnico à moda antiga, tipo eu sei tudo e mando em tudo, um chato. Nem a de Muricy, mais competente que Dunga - o que não é uma grande vantagem - mas sempre uma incognita quanto ao relacionamento com o grupo.

 

E se os jogadores não estão contra Dunga, quem, com poder para decidir e não apenas opinar, gritar, confabular, fofocar, irá decapitá-lo com base na opinião de que ele não sabe nada? Afinal, o Brasil se prepara para um campeonato entre técnicos competentes ou entre jogadores dispostos a ganhar títulos?

 

Como sempre esperam por uma grande derrota para aumentarem os gritos de "fora Dunga, fora Dunga…", e ela não veio ontem, é que pergunto mais uma vez, "que tal derrubar Dunga em 2009?

 

Ou, se preferirem, que tal deixá-lo trabalhar, bem ou mal, sei lá, sossegado, até que caia de maduro ou leve o time adiante? O negócio é derrubar Dunga para colocar alguém mais amigo ou mais simpático, ou é ter um time que jogue o que a gente acha que pode?

 

Bom Natal, Dunga. E Um Ano Novo cheio de vitórias. Mesmo você não sabendo nada. 

 

19

de
novembro

Não estaria pelo menos um pouco melhor?

Há 39 anos, nesse dia 19, no Macaranã lotado, contra o Vasco do goleiro Andrade, Pelé marcou, de pênalti, seu milésimo gol.

 

E durante a comemoração, enroscado em fios e sufocado por microfones, máquinas fotográficas e câmeras de televisão, pediu para que as autoridades olhassem melhor para as crianças pobres.

 

Discurso que muitos consideraram demagógico, esquecendo que ele próprio teve uma infância humilde, embora sem passar necessidade. 

 

Mas, ainda que fosse o máximo da demagogia, discurso estudado e decorado, tudo isso, se Pelé tivesse sido ouvido e se tivessem transformado em atitude suas palavras, pergunto?

 

 Viveríamos agora num país menos violento, menos duro, com menos assaltos em cada esquina?

 

Muitos daqueles garotos, os que sobreviveram à luta armada e às drogas, que hoje chegaram aos 39 anos, em liberdade ou presos, poderiam ter tido um destino melhor?

 

Vale e pena pensar, porque nunca é tarde, por mais que se lamente o tempo perdido. E se busque desculpas esfarrapadas.

19

de
novembro

Que assim seja

Não sei porquê a preferência dos organizadores e da população local sobre o time a estar em campo para a reinauguração do Bezerrão, esta noite, era o Flamengo. Mas imagino que seja por ter o rubro-negro, também na região, o maior contingente de torcedores. Na mosca?

 

Disseram não ter sido possível por falta de data para o Flamengo - o Gama, time local, que seria seu adversário, daria um jeito - e de entendimento sobre o cachê a ser pago. Quanto à falta de data, tudo bem. Mas falta de grana? E os milhões que estão sendo gastos para Brasil x Portugal?

 

Mas, deixemos isso para lá, rezando para que a torcida que queria ver o Mengo em ação, não se decepcione com o banquete que lhe está sendo oferecido. Nem que mantenha a bronca revelada até ontem, não esgotando os ingressos colocados à venda. Não force os organizadores a distribuir ingressos à última hora, como fez no Engenhão, com Brasil e Bolívia.

 

A chance da torcida que for ao Bezerrão ver um jogo que compense o sacrifício de varar a madrugada, está das declarações dos técnicos das duas seleções. Dunga chegou a Brasília dizendo que a história de amistoso vale só para a torcida, não para seu time.

 

E Carlos Queiroz não deixou por menos, afirmando que o jogo para Portugal também é para valer.

 

Fica a torcida, e a expectativa de que Cristiano Ronaldo mostre porque é apontado como candidato mais provável ao título de melhor do mundo este ano, sendo acompanhado, do outro lado, por Kaká.

 

 

 

18

de
novembro

Cheios de graça

Amigos e torcedores não mostram entender apenas do jogo da bola mas, alguns, também de fazer graça.

 

O palmeirense Carlão Dábril pergunta se sei porque o novo apelido do Corinthians é Bovespa, e quando digo que não, ele emenda.

 

"É porque caiu, subiu, mas logo vai cair novamente"

 

João Batista Chapadão, que se apresenta como flamenguista de corpo e alma, indaga se sei qual jogador vai concorrer a uma cadeira na ABL. Digo, mais uma vez, que não, e ouço essa.

 

"É o Íbson, um craque letrado".

 

Fraquinha, não?

18

de
novembro

Um amigo, um cavalheiro

Como faz todos anos, e lá se vão mais de 20,  o presidente do Palmeiras, Afonso Della Monica Neto, me liga para me desejar, com meus familiares, um Feliz Natal e um Ano Novo santo.

 

Desejei, também como sempre, toda felicidade ao amigo e cavalheiro Della Monica. Paz junto à sua família e no clube que dirige.

18

de
novembro

Sarna para se coçar

Indagado na Suécia se gostaria de ser técnico da seleção brasileira, como Maradona vai ser - se não desistir antes - da argentina, Pelé disse que não.

 

Mas, ao invés de parar por aí, achou de dar conselhos a Maradona, dizendo que ele deveria ouvir Carlos Bilardo, competente técnico argentino.

 

Do que se pode entender que Maradona ainda é inexperiente. Verdade, que qualquer um poderia dizer, menos Pelé, por motivos óbvios. 

 

Como quem diz o que quer, pode ouvir o que não quer, e sabendo da língua afiada de Maradona, Pelé pode esperar pela volta. Que não será, por certo, "obrigado pelo conselho, meu Rei" 

 

 

17

de
novembro

Uma questão de vergonha na cara

Os jogadores do Vasco recusaram um eventual incentivo financeiro por parte da direção do clube para salvar o time do rebaixamento.

 

Atitude rara, se sabe, e que por isso mesmo merece registro e aplausos.

 

Se aceitassem, corressem mais e salvassem o time, seriam olhados como mercenários que antes estavam fazendo corpo mole. Ainda que não fosse verdade. 

 

Quem tem vergonha na cara cumpre com suas obrigações, e pronto.

17

de
novembro

Ficha manchada

Não procure Wanderley Luxemburgo na Academia ou no Parque Antártica. amanhã a partir das 13.

 

A essa hora ele estará participando do reconhecimento de seus agressores, juntamente com o Promotor de Justiça Paulo Castilho, numa repartição policial, na Barra Funda.

 

Além das imagens que tem em mãos, feitas por cinegrafistas amadores em Congonhas, e das gravadas depois do jogo contra o Grêmio, no Parque Antártica, a promotoria busca outras em emissoras de televisão.

 

A ordem é manchar a Mancha

17

de
novembro

Não, não, não, mil vezes não

Não há dúvida de que Íbson jogou uma grande partida na goleada do Flamengo sobre o Palmeiras (5-2) e que seu gol de letra merece vinheta de programa de televisão. Nota 10.

 

Mas, daí a compará-lo com Zico, é uma heresia. Uma maldade com o Íbson. Zico está entre os 10 maiores jogadores do futebol brasileiro, e não apenas do Flamengo.

 

Íbson igual ao Zico? Não, não, não. Mil vezes não.

17

de
novembro

Os fiéis infiéis

Já tratei aqui sobre o que é ser fiel e o que é ser infiel, falando da torcida do São Paulo, que só aparece em grande número quando o time está bem e pode conquistar um título importante.

 

Falei, e disse que não a considero infiel. Acho-a fiel ao seu jeito de olhar o futebol, que é como um teatro, um grande show. Ninguém paga para ver um espetáculo que sabe ser ruim. Ninguém saboreia feijoada fria só para não desagradar o garçom.

  

Tratando-se de torcida, apontam a do Corinthians como a mais fiel. Aqui, também, fiel ao seu modo. De olhar o time, a camisa e não o espetáculo, a temporada isoladamente.

 

Embora em muitas oportunidades tenha ultrapassado os limites naturais de uma relação de amor, e se considerado senhora da situação, a mão poderosa que pode agredir. A voz que pode gritar.

 

A fiel corintiana mais condena que perdoa. Imagina-se acima do clube e acha que ele desaparecerá se ela o deixar. A grande maioria fala de seu amor de forma consciente. Uma parte, porém, apenas a copia. Repete por achar bonito.

 

Como  em outras oportunidades, quando empurrou para fora do Parque ídolos como Luizinho, Pequeno Polegar, Rivelino, Mirandinha, e tentou dar cascudos em Vladimir, Sócrates e outros tantos, os infiéis da fiel estão cometendo uma maldade com um garoto que apenas começa

 

Falo, já sabem, de Lulinha, um jovem de 18 anos que pintou bem e não tem culpa se um empresário afobado e ganancioso, passou a dizer que tinha nas mãos um gênio, um novo Robinho, e parte da imprensa, inocentemente, tenha embarcado no seu papo furado.

 

Nem tem culpa se a diretoria corintiana, sem analisar com cuidado a situação, tenha acompanhado o bloco dos deslumbrados e oferecido a Lulinha um salário elevado, só para fixar seu passe em ditos US$50 milhões.

 

Lulinha não era o novo gênio da bola, como seu procurador pregou, nem é o perna-de-pau que se mostra nas poucas oportunidades que lhe têm, corretamente, dado.

 

É só um jovem bom de bola que pode melhorar muito, mas que da mesma forma poderá minguar, se a torcida o continuar perseguindo e a diretoria não deixá-lo, por empréstimo, respirar novos ares.

 

Uma questão de paciência e inteligência.

16

de
novembro

Sem susto e dizendo obrigado

O São Paulo fez sua parte no Morumbi, vencendo o Figueirense por 3 a 1, mostrando que algum dinheiro extra que o clube tenha para gastar, é mais bem usado dando aos seus próprios jogadores e não aos dos times conrrentes para vencer adversários.

 

A torcida, tantas vezes chamada de infiel, visão distorcida de ver futebol, compareceu mais uma vez, mostrando que cada um deve cumprir sua parte - o time jogando bem, o que no geral o leva à vitória, e ela pagando para ver bom espetáculo e não para carregar um time que não corresponde nas costas. 

 

É verdade que o jogo ficou mais fácil do que narmalmente acontece quando se tem pela frente um time na posição de rebaixado e vem, por obrigação, fechado, buscando irritar o time que joga em casa e que tem  obrigação de vencer. O gol feito logo no início muda sempre a postura do time que vem fechadinho.  O Figueirense, no caso, foi forçado a jogar mais aberto e se expor aos outros gols.

 

Lição cumprida, resta ao São Paulo agradecer ao Náutico, que no sábado diminuiu as chances do Cruzeiro, enfiando incontestáveis 5 a 2. Não tem nada ganho, Muricy Ramalho vai bater, corretamente, na tecla, mas foi um passo gigante dado a mais na direção do hexa.

 

 E, quem sabe, de mostrar à CBF que deve cumprir sua obrigação de entregar a famosa taça das bolinhas ao seu legítimo dono,

 

16

de
novembro

Quando se torce para o jogo acabar logo

Coisa rara no futebol, o banho de bola que o Flamengo deu no Palmeiras. Daqueles em que a torcida sai do estádio com a alma lavada, o adversário não tem como reclamar da arbitragem, nem mesmo de não dar o acréscimo que poderia, em razão das subistituições e da contusão do goleiro Bruno.

 

Flamengo 5, Palmeiras 2, fora o baila, como a torcida gosta de dizer, e esta tarde com toda razão. Culpa de quem? Dirão que da torcida do Palmeiras, os vândalos que foram tirar o sossego do time na hora do embarque para o Rio. 

 

Será? Talvez um pouco. Mas, e a exibição de gala do Flamengo, não conta? É claro que conta, e muito. Eu digo tudo. O trabalho de Marcelinho Paraíba, jodando no meio de campo, arrumando o time, ajudando na defesa, parando o Palmeiras.

 

De Kléberson, voltando ao futebol da seleção, dos melhores dias. De Obina. O sempre criticado Obina, caindo pela esquerda, matando Roque Júnior, um jogador técnico, perfeito com a bola nos pés, mas sem condições físicas para suportar um jogo corrido, disputado com a alma.

 

E, claro, Íbson, não apenas pelo gol de letra, mas por todo trabalho desenvolvido em campo, justificando, finalmente, o esforço para trazê-lo de Portugal. De Íbson e do técnico Caio Júnior, que armou seu time para jogar com tranqülidade, bola de pé em pé. Dando saudade aos torcedores do Palmeiras que tanto pediram sua saída.

 

Do Palmeiras a se destacar dois pontos. A lisura diante da goleada, sem apelar jamais para a violência, e do goleiro Marcos, que além de salvar o time de um placar mais dilatado, cumpriu as ordens de não reclamar da defesa, que mais uma vez o deixou à disposição dos atacantes adversários.

 

Sem nada para reclamar, resta ao Palmeiras apenas um retorno tranqüilo, livre dos bobões que ameaçaram atos de violência pelo telefone. Um problema para a policia resolver, e com toda severidade.

 

Os dois times continuam na briga pela Libertadores e, matematicamente, até pelo título. Mas o Flamengo saiu do Maracanã com o moral elevado e o Palmeiras aos frangalhos. Esperando uma semana que vai demorar muito a passar.

 

 

16

de
novembro

Não creio que dessem certo

Se me perguntarem se acho que Dunga deve ficar ou deixar o comando da seleção, dou de ombros. Para mim, tanto faz. Não entro nesse tipo de discussão, como não costumo escalar times, porque não sou técnico nem ganho para tal.

 

 Para mim, e acho que para o comando da CBF também, Dunga vai continuar até o fim, a não ser que decida pedir o boné, o que não acredito, já que está gostando da brincadeira e até trocando a cara feia inicial por um sorrido sereno.

 

Ou que a seleção sofra tropeços de se esparramar pelo chão - falo no plural, porque terão de ser mais de um -, o que só ocorrerá se os jogadores quiserem derrubá-lo, algo em que também não boto fé. 

 

Vendo a questão por esse prisma, não entendo porque falam tanto, comentam tanto, perguntam tanto a Muricy e a Luxemburgo sobre se querem ou não assumir a seleção. Não perguntam se gostariam, mas se querem, como se o cargo estivesse vago.

 

 As respostas todos conhecem. Luxemburgo, de forma até deselegante,  responde sempre que sim e que há muito vem se preparando para isso. Muricy é contido, mas já foi mais. Não faz força, não trabalha para isso - o que soa como trabalhar contra Dunga - mas aceitaria.

 

E, se não foi ainda picado pela mosca azul, anda pelo menos ouvindo seu zumbido, o que o faz dar um chega pra lá em Luxemburgo, lembrando que ele sim,vive trabalhando para pegar a seleção.  

 

Concordo com os que dizem serem os dois os melhores técnicos trabalhando no Brasil no momento, mas desconfio que nenhum deles assumirá a seleção, mesmo se Dunga a deixar.

 

 E, se por acaso assumirem, não darão certo. Espero que me entendam, mas Luxemburgo é carioca demais para o cargo - agora mais do que quando já teve oportunidde. E Muricy, da mesma forma, é paulista demais.

 

Nã creio nem um milimetro que Ricardo Teixeira deixe Luxemburgo fazer com a seleção o que se acortumou a fazer no Santos e no Palmeiras - posar de chefão de tudo. E duvido e faço pouco, que Muricy mude seu jeito ranzinza de ser e troque o "orra meu" pelo "cerrrtoo", que na certa lhe cobrariam. 

16

de
novembro

Quando o mais fácil é o mais difícil

Pode o mais fácil tornar-se o mais difícil e complicado? Por mais que possa parecer impossível, pode. E muito. Principalmente no futebol.

 

E assim me parece sará nos três jogos que envolvem os quatro candidatos ao título. O Cruzeiro, que também tinha chance, pisou na bola ontem e deu adeus.

 

E pisou justmente contra um time desesperado, o Náutico. Situação em que também se encontra o Figueirense, adversário do líder São Paulo. A única diferença, é que o time catarinense joga fora, no Morumbi.

 

E é exatamente o São Paulo que enfrenta com maior risco a indagação feita no topo. Do Muricy Ramalho ao roupeiro, todos sabem do perigo que é enfrentar um time caindo para a série B, mesmo em casa.

 

Todos sabem, falam, pregam, relembram, avisam, mas a preocupação e a certeza continuam. A preocupação de como se comportará a torcida, que vai lotar o Morumbi e está ansiosa por mais uma vitória.

 

E a certeza de que o Figueirense virá mais fechadinho do que caramujo. A única esperança de que ele se abra um pouquinho, está na necessidade que também tem de vencer, para tentar sair da zona fria.

 

Para o Grêmio, no Olimpico, também com a casa cheia, é mais tranqüilo, em termos emocionais, pegar o Coritiba, que não corre risco de cair e não tem mais sonhos de chegar a Libertadores.

 

Para o Coritiba, tanto faz como tanto fez. Ainda mais que os jogadores já sabem que o técnico sairá no final do campeonato.

 

Flamengo e Palmeiras é diferente dos dois outros jogos. Ambos estão ligados no título, mas se contentam com a Libertadores. O que os obriga da mesma forma a correr pela vitória. Empate será, embora não matematicvamente, um adeus ao título.

 

Os dois jogam, para aumentar o nervosismo, sob a pressão de suas torcidas. A do Flamengo presente e exigente - quer no mínimo a Libertadores. E a do Palmeiras ausente - querendo briga de rua com o time e com o técnico. O que significa aumentar a adrenalina.

 

E significa também mais trabalho para a polícia paulista, que enfrrenta mais um jogo de risco, embora disputado a 450 quilômetros 

 

 

 

15

de
novembro

Caminhando contra o vento…

Durante sua campanha à prefeitura de São Paulo, Martha Suplici falava em construir mais 40 quilômetros de metrô, com a ajuda do governo federal. Martha não venceu.

 

Ouço agora que o metrô de São Paulo está fora do orçamento da União.

 

Bem feito, quem mandou o amigo não votar na Martha…

15

de
novembro

Leitão no forno

No início do ano, numa das muitas trocas de farpas entre eles, Leão, então técnico do Santos, acusou Luxemburgo de financiar os torcedores que entendia atrapalharem seu trabalho. O Santos estava entregue às traças.

 

Farpas para cá, farpas para lá, o que ficou apurado é que Luxemburgo havia contribuído financeiramente com um bloco carnavalesco - ou seria escola de samba? - formado por torcedores do Peixe.

 

Nenhum crime, gritou Luxemburgo, o que é verdade. Eles atrapalham meu trabalho e do time, retrucou Leão, o que também poderia ser verdade, embora o Santos não tenha melhorado nada depois que Leão se foi.

 

Luxemburgo voltou ao Palmeiras cheio de gás e de grana de investidores e viveu até domingo passado doce lua-de-mel com a torcida verde, que se tornou azeda após a derrota para o Grêmio, em pleno Palestra Itália. 

 

Torcedores errados guiados por um diretor desequilibrado, ultrapassaram o limite das vaias chegando às agressões, o que por ser ilegal passa a ser assunto policial.

 

Com a agravante de serem repetidas no embarque do time para o Rio, feito de forma antecipada exatamente para evitar a ação maluca de torcedores durante os treinos aqui - plano descoberto pelo serviço de inteligência do clube.

 

Quem começou a baixaria em Congonhas eu não sei. Mas sei que o time viajava para trabalhar, enquanto que os torcedores que lá estavam para arruaçar deviam estar faltando ao serviço.

 

Com a situação chegando à esfera policial, o jogo de amanhã contra o Flamengo se torna de alto risco, o que exige policiamento severo na volta da delegação, havendo uma derrota.

 

Em casos iguais, costuma-se dizer que o bolinho de alguém está queimando. Tratando-se de Palmeiras e estando às vésperas do Natal, sai o bolinho e entra o leitãozinho. De Luxemburgo ou do comando da torcida que lá esteve e que é bem manjado?

 

 

15

de
novembro

Todo cuidado é pouco

Como dizia o Joca, um baixinho divertido, lá em Miracema, segundos antes de começar a sessão do cine 7 de setembro, que aos sábados sempre exibia um "far west", que ele chamava de "farvesti":

 

"Cinco por uma (rosquinhas da padaria do Argentino) que o mocinho ganha, mas ainda hei de ver o bandido vencer"

 

O que um dia hei de ver, é time perdedor em jogos de vida ou morte, elogiar a arbitragem ou pelo menos não tentar jogar nas costas dos coloridinhos - vão longe os tempos em que eles se vestiam de preto, como carrascos - a culpa pela derrota.

 

Os três jogos marcados para este sábado pela série A servem bem para que meu desejo seja realizado, já que envolvem quatro times desesperados. Aqueles que não podem perder de forma alguma, tornando-os jogos de risco: risco de cair, risco de brigas…

 

Começando por Náutico, 17o, 37, e Cruzeiro, 3o, 61, batalha a ser travada no estádio dos Aflitos - por quê será que não trocam esse nome?.

 

O alvi-rubro é o primeiro da zona da degola e joga em casa, onde a torcida nem sempre se comporta bem. E é um jogo de risco também para o Cruzeiro, que se perder pode ver diminuir suas chances de brigar pelo título.

 

O Ipatinga, 20o, 31, que muitos dão como já rebaixado, mas que matematicamente - essa joga em todos os times - pode se safar, recebe o Sport, 12o, 45, tranqüilo na vida e na Libertadores.

 

A chance mínima que tem de não cair, pode acabar subindo na cabeça da torcida mineira e tornando um jogo que tem tudo para ser fácil em problemas sérios para os coloridinhos.

 

Por fim, o Fluminense, 16o, 37, recebe a Portuguesa, 18o, 36, nos seus domínios. Para o Flu, perdidão no Brasileirão, pode não ser nada jogar no neutro Maracanã, provavelmente com pequena e silenciosa torcida. Mas para o trio de coloridinhos sim.

 

Por quem oram os cartolas da entidade maior? Pelo Fluminense ou pela Portuguesa? Alguma dúvida? Se tem, aposte no time da casa, como as vezes, nessas oportunidades, fazem os árbitros.

 

Enquanto eu cá, que nada tenho a ver com isso, torço para que os coloridinhos façam tão tem seu trabalho, que ganhadores e perdedores, principalmente estes, nada tenham para criticá-los. Sob pena de parecerem ridículos.

 

Será esse meu dia, o que o Joca nunca teve?

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