A diretoria do Corinthians mal acaba de divulgar um acerto preliminar para contratar Ronaldo Fenômeno, e opiniões, favoráveis e contrárias, pipocaram de todos os lados. Sem a menor preocupação em aguardar a divulgação dos detalhes da negociação, prometida ainda para hoje.
Preceptação ou não há mesma necessidade, porque a opinião já dada independe de números e explicações?
O que será que levou o Corinthians a procurar Ronaldo ou a receber de braços abertos seus procuradores? Uma grande jogada de marketing, com Ronaldo jogando futebol muito longe do que nos acostumamos a ver?
Ou tem nos seus planos as duas coisas? Faturar, naturalmente, assim devem esperar, com a imagem do jogador, e tê-lo em campo junto com os demais contratados, correndo, lutando, marcando gols?
No dia 17 de novembro a Terra-Tv, com exclusividade, transmitiu o jogo entre amigos de Ronaldo e de Zidane, chamado de Jogo contra a Carestia, e quem se ligou na partida viu que, mesmo se tratando de quase uma brincadeira entre amigos, visando arrecadar fundos para instituições, viu que Ronaldo, visivelmente fora de forma, jogou apenas 22 minutos e pouco tocou na bola.
Depois da partida, o próprio Ronaldo disse que estava muito longe da forma minimamente ideal, e declarou a jornais italianos que ainda não havia decidido se continuaria ou não jogando como profissional.
De lá para cá, seguindo todas as orientações dos médicos, preparadores físicos e fisioterapeutas, Ronaldo pode ter melhorado bastante. Mas, pelo que se viu naquela partida, ainda assim estará longe de ser uma sombra do que já foi. Ou, ainda mais, de disputar partidas oficiais sem desagradar aos torcdores.
Sempre com base no que fez naquela oportunidade, o acerto entre Ronaldo e o Corinthians está mais para a tentativa de uma grande jogada de marketing, do que para o time contar com um artilheiro.
O pouco já divulgado sobre o acerto, diz que o Corinthians não gastará nada do seu caixa e que as duas partes dividirão, provavelmente em partes iguais, o que a jogada de marketing conseguir faturar.
Uma boa? Um negócio ruim? Ou um contrato, digamos, de risco para Ronaldo e para o clube?
A primeira impressão é de que será bom para todos. Para o Corinthians, que ganhará bom dinheiro explorando a imagem do Fenômeno. Para Ronaldo, que também irá faturar, além de se manter na ativa, jogando o que puder para uma torcida fanática e quase tão grande quanto a do seu Flamengo. E, pelo menos no início, para a Fiel.
Mas, e se Ronaldo não conseguir produzir um mínimo possível à altura do seu prestígio e da expecttiva dos torcedores, como é que eles reagirão? Esta é uma dúvida que só o tempo responderá.
Será escalado apenas em alguns jogos ou em todos? Ficará no banco ou nem precisará aparecer?
E como reagirão seus companheiros, que ganharão bem menos, mesmo ouvindo que a grana de Ronaldo não vem da Folha de Pagamento? Dirão tudo bem, ou farão como aqueles de antigamente que mandavam Almir Pernambuquinho correr mais que eles, porque faturava mais?
Estas também são indagações que só terão resposta lá na frente, quando se poderá afirmar se contratação foi uma bomba, no bom sentido, ou uma grande bomba.