Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

31

de
dezembro

A Madona se foi, levando Jesus, e até agora nada

Tenho um filho economista e sempre brinco - brinco? - com ele dizendo ser mais difícil prever o  que vai acontecer numa partida de futebol, que o que ocorrerá com a economia mundial no mês ou no ano seguinte. Estou errado?

A diferença, é que os economistas falam enrolado para os não afeitos, enquanto que todos se julgam mestres em futebol. Aquela coisa dos 189.564 de técnicos, no Brasil, encabeçados por seu presidente, aquele que queria Herrera, na seleção do Dunga.

A outra diferença é que, felizmente, uma boa parte das pessoas ainda se interessa por saber o destino e a devolução dos bilhões que roubam dos cofres da Nação, quando se trata de processos envolvendo políticos, altos funcionários e banqueiros, mas, infelizmente, os entendidos da bola, não cobram da Justiça quando estão envolvidos cartolas. Nem mesmo querem saber quem, não sendo o Jesus, queria ver Madona de graça.

Talvez isolado nesse mundo de  Deus, quero muito saber o que o STJD apurou, no processo sigiloso (risos) sobre o caro ”suborno”, com dois convites - ou existirá filé sob esse angu?.

Que me diga Mãe Dinah ou Santo Aprobato. Amém

31

de
dezembro

Bem ou mal combinados?

O São Paulo é um clube que gaba de ser mais bem organizado que os outros, e nisso, longe, embora, de ser perfeito, leva uma boa dose de razão.

Mas, é só observar com cuidado tudo o que dizem, para se notar uma série grande de desencontros. Quando interessa, dizem que “produzem” e vendem jovens craques no seu CT em Cotia, o que, repetem, deixa no clube uma boa soma. É um clube bem administrado, sempre no azul. 

Quando o que interessa é choramingar, dizem o contrário. Que apesar de toda boa administração, está cerca de 20 milhões no vermelho. Sem falar nas ações na Justiça. O que é o certo?

Na segunda-feira, um dirigente diz que, por conta da briga dos convites para ver Madona com a Federação, o São Paulo vai jogar o Paulistão com um time reserva. Na terça, um funcionário, em caminho inverso, diz que  Muricy vai escalar o time principal.

Mais do que não se entenderem - ou será a tática Chacrinha, de vir para confundir? - não sabem que todo clube assina um regulamento comprometendo-se a mandar a campo sempre o melhor time.

Se mais não fosse, por respeito ao público que vai ao estádio, aos torcedores, aos patrocinadores, aos assinantes dos canais de televisão que pagam boa soma para mostrar seus jogos. Fora isso, seria um passa moleque.

Vale para o São Paulo e para todos os clubes. E não vale a velha piadinha de que o time tal é tão ruim, que não tem time principal. Uma falta de respeito.

25

de
dezembro

Eles continuam se achando…

Logo cedinho, por volta das 11 horas, toca o telefone cá em casa. É o Carlos Henrique, sãopaulino, bom amigo mas, como todo tricolor…

- Zé, veja só o que aconteceu. Dei ao  meu neto de 8 anos uma camisa do São Paulo, 6-3-3 e ele, depois de alguns minutos, começou a chorar.

- Perguntei o que estava acontecendo, se ele não havia gostado do presente e olha só o que ele me disse.

- Gostar eu gostei, mas acho que você não devia ter gastado tanto dinheiro para eu usar a camisa só alguns meses.

- Como não entendi, ele completou.

- É que em setembro, vovô, já vai sair a 6-4-3. E no fim do ano a 6-4-4..

Pedi desculpa, dizendo que minha mulher me estava chamando e encerrei o papo com o Carlos.

Cá entre nós, dá para suportar os caras?

 

-

23

de
dezembro

É mesmo o tempo do advento

Hoje, pouco mais de 24 horas antes dEle chegar por aqui pela 2008 vez, para viver cerca de 33 anos, morrer traído por um dos seus amigos, tudo para nos salvar e ressuscitar ao terceiro dia, o presidente Lula garantiu, num dos muitos pronunciamento em que se mostra, e já faz tempo, um grande orador, que em 2009 a aposentadoria de quem a requerer sairá em 30 minutos. Isso mesmo, conte comigo, um….dois….três… Trinta minutos e pronto.

 

Papai Noel existe.

 

Existe?

 

Sete dias para conferir se a barba é branca, mas não é a dele…

23

de
dezembro

Mais um para você tapar a boca, Ronaldo

Leão não é mesmo de deixar pergunta sem resposta, ainda que tal possa significar uma aposta que ninguém sabe com antecedência quem vai ganhar.

 

Sobre a contratação de Ronaldo pelo Corinthians, disse, como tantos, que foi uma bela jogada de marketing. Exagerando, porém, acho, ao dizer que a jogada foi tão boa, que ele já se pagou. Com o quê, fera domada? Com a venda de um punhado, grande, é verdade, de camisas? Sei não…

 

Mas, como sempre dá nova mordida depois de ter assoprado, disse que, como jogador, Ronaldo será um “pepino” para o técnico. Algo que também ninguém pode garantir. E que cabe a Ronaldo mostrar a todos que nele não acreditam, que estão redondamente - eles sim - enganados.

23

de
dezembro

Sendo produto local, tudo bem

Primo, momentaneamente, mais pobre, o Vasco, que por isso não tem bala para buscar jogadores - segunda linha - no mercado argentino, voltou-se para o Paraguai que, como produto original, local, tem mandado para o Brasil e alguns para o mundo, bons jogadores.

 

Para tentar arrumar um meio de campo que fale a mesma língua, o Vasco está trazendo os volantes Mílton Benitez, 24, do 12 de Outubro, e Pedro Vera, 22, do 3 de Frbrero.

 

Como não se trata de importar uisque, é grande a chance de não dar dor de cabeça. Tomara.

23

de
dezembro

Infiel? Quem, cara pálida?

O fabricante da camisa que torcedors do Flamengo andam comprando, com dizeres chamando Ronaldo de “Infiel”, e dizendo que “Você pagou com traíção a quem sempre lhe deu amor”, está na dele, faturando uma nota, talvez preta, o que não é nada mal nesse Natal.

 

Só indago quem a moçada está querendo acusar de Infiel. Se for o Ronaldo, o alvo está errado. Ele já disse “n” vezes que gosta do Flamengo, mas é profissional, e aí não se deve misturar as coisas.

 

Quem pode ter traído a nação rubro-negra são os diretores, que alimentaram a esperança da torcida, mas jamais tiveram cabeça para traçar um plano de ação, o mínimo profissional que fosse.

 

Cabeça no lugar, galera, ou vão encher o armário de camisas que nada dizem com o que dizem. 

23

de
dezembro

Feliz Natal

Por alguns minutos, segundos, talvez, dê uma paradinha, estacione seu bólido, libere-se do cinto de seguranç, mire-se no espelho retrovisor, repare na mensagem refletida no seu olhar, peça a Deus, aquele em que você acredita, se não acreditar Naquele que nasceu na noite de 24, tudo, mas tudo mesmo, de bom que você deseja para você. E em seguida, sem egoismo, porque nada lhe custará, peça a Ele para dar o mesmo a todas as pessoas que você conhece e não conhece. Pode não parecer fácil, mas é. E e de graça, porque de graça. Amem

10

de
dezembro

Parabéns, Quartarolo

Repórter à moda antiga, para quem é imprescindível, em casos polêmicos, ouvir todas as partes, desde segunda-feira, quando presidente da Federação Paulista,  Marco Polo Del Nero, envolveu o nome de seu vice, Reinaldo Carneiro Bastos, no embrulho

10

de
dezembro

Ronaldo, Garrincha e o Corinthians

Era inevitável relacionarem a contratação de Ronaldo com a de Garrincha, embora já tenham passados quase 43 anos e os motivos principais sejam outros.

 

Garrincha veio num momento em que o então presidente do Corinthians buscava reeleger-se Deputado Estadual e ele servia como atração. Ronaldo chega quando o atual procura desenvolver forte campanha de marketing para faturar milhões

 

São situações diferentes, mas que não eliminam a expectativa dos torcedores quanto ao rendimento dos dois em campo.

 

Como jornalista, trabalhando na época para o Jornal da Tarde, vivenciei a passagem de Garrincha pelo Corinthians desde sua chegada em Congonhas, sua vida no apartamento da rua Maranhão, as saunas no Danúbio, até sua despedida, que eu chamaria de melancôlica.

 

Garrincha disputou, segundo uns, 10 partidas pelo Timão, segundo outros, 13 - não me preocupei agora em conferir - e marcou dois gols. Muito pouco diante da grande expecttiva vivida pelos fieis.

 

 Alguns acham que ele foi boicotado por companheiros. Vi diferente. Garrincha, que demorou quase dois meses para estrear, sem brilho (2/3/66), vinha de uma série de contusões e suas pernas tortas já não conseguiam executar as jogadas maravilhosas que transformaram tantos marcadores em "joão", como gostava de chamá-los.

 

Valeram os esforços do técnico Osvaldo Brandão, da sua mulher, Elza Soares, dos médicos, mas ele, aos 32 anos, mesma idade de Ronaldo, já estava acabado para o futebol. Uma pena, mas estava.

 

Ronaldo chega sob desconfiança de alguns, mas quem viveu os termpos de Mané, sabe que em situação bem melhor. Muito melhor, espero, mas também longe do jogador que encantou o mundo e que, mesmo depois da primeira contusão séria num dos joelhos, foi decisivo para o penta ganho pelo Brasil. 

 

Nem o céu, nem a terra, seu sucesso no Timão vai depender muito do quanto conseguirá recuperar da velha forma, mesmo sabendo-se que nunca será 100%, do que a torcida estará esperando dele, do quanto seus companheiros irão colaborar, efetivamente e não de boca para fora.

 

E, também, de como a imprensa se comportará lá na frente. Hoje, tenho lido e ouvido frases maravilhosas. Louvando a grande jogada da diretoria e dizendo que se ele jogar 30% do que já jogou, será fantástico, continuará sendo o Fenômeno.

 

Mas, será que na hora do pega, caso não seja sombra do grande Ronaldo,  falarão igual?  Prefiro esperar, torcendo, como apreciador do futebol bonito, de muitos gols, sem violência, para que ele jogue como um fenômeno atual, não o antigo, mas jogue.

 

Faturar em venda de camisas num futebol cada vez mais profissional e caro é ótimo. Mas não é tudo, é bom que fique claro.

9

de
dezembro

Marketing ou bola? Marketing e bola?

A diretoria do Corinthians mal acaba de divulgar um acerto preliminar para contratar Ronaldo Fenômeno, e opiniões, favoráveis e contrárias, pipocaram de todos os lados. Sem a menor preocupação em aguardar a divulgação dos detalhes da negociação, prometida ainda para hoje.

 

Preceptação ou não há mesma necessidade, porque a opinião já dada independe de números e explicações?

 

O que será que levou o Corinthians a procurar Ronaldo ou a receber de braços abertos seus procuradores? Uma grande jogada de marketing, com Ronaldo jogando futebol muito longe do que nos acostumamos a ver?

 

Ou tem nos seus planos as duas coisas? Faturar, naturalmente, assim devem esperar, com a imagem do jogador, e tê-lo em campo junto com os demais contratados, correndo, lutando, marcando gols?

 

No dia 17 de novembro a Terra-Tv, com exclusividade, transmitiu o jogo entre amigos de Ronaldo e de Zidane, chamado de Jogo contra a Carestia, e quem se ligou na partida viu que, mesmo se tratando de quase uma brincadeira entre amigos, visando arrecadar fundos para instituições, viu que Ronaldo, visivelmente fora de forma, jogou apenas 22 minutos e pouco tocou na bola.

 

Depois da partida, o próprio Ronaldo disse que estava muito longe da forma minimamente ideal, e declarou a jornais italianos que ainda não havia decidido se continuaria ou não jogando como profissional.

 

 De lá para cá, seguindo todas as orientações dos médicos, preparadores físicos e fisioterapeutas, Ronaldo pode ter melhorado bastante. Mas, pelo que se viu naquela partida, ainda assim estará longe de ser uma sombra do que já foi. Ou, ainda mais, de disputar partidas oficiais sem desagradar aos torcdores.

 

Sempre com base no que fez naquela oportunidade, o  acerto entre Ronaldo e o Corinthians está mais para a tentativa de uma grande jogada de marketing, do que para o time contar com um artilheiro.

 

O pouco já divulgado sobre o acerto, diz que o Corinthians não gastará nada do seu caixa e que as duas partes dividirão, provavelmente em partes iguais, o que a jogada de marketing conseguir faturar.

 

Uma boa? Um negócio ruim? Ou um contrato, digamos, de risco para Ronaldo e para o clube? 

 

A primeira impressão é de que será bom para todos. Para o Corinthians, que ganhará bom dinheiro explorando a imagem do Fenômeno. Para Ronaldo, que também irá faturar, além de se manter na ativa, jogando o que puder para uma torcida fanática e quase tão grande quanto a do seu Flamengo. E, pelo menos no início, para a Fiel.

 

Mas, e se Ronaldo não conseguir produzir um mínimo possível à altura do seu prestígio e da expecttiva dos torcedores, como é que eles reagirão? Esta é uma dúvida que só o tempo responderá.

 

Será escalado apenas em alguns jogos ou em todos? Ficará no banco ou nem precisará aparecer?

 

 E como reagirão seus companheiros, que ganharão bem menos, mesmo ouvindo que a grana de Ronaldo não vem da Folha de Pagamento? Dirão tudo bem, ou farão como aqueles de antigamente que mandavam Almir Pernambuquinho correr mais que eles, porque faturava mais?

 

Estas também são indagações que só terão resposta lá na frente, quando se poderá afirmar se contratação foi uma bomba, no bom sentido, ou uma grande bomba.

8

de
dezembro

Vice, moto boy e a pergunta que faltou

O presidente da Federação, Marco Polo Del Nero, falou pouco e explicou menos ainda, sobre a salada que preparou no final de semana, envolvendo a secretária da diretoria do São Paulo, sua secretária, Lilian, o vice-presidente da FPF e o árbitro Vágner Tardeli.

 

Lacônico, disse que a secretária do São Paulo ligou para a sua passando uma relação de pessoas, a maioria ligada à entidade que preside, mais o árbitro Vágner Tardeli, o que provou suspresa. Por que Tardeli, se no pedido de ingressos para o show da Madona devia constar apenas diretores da FPF?

 

Sem falar se o envelope foi mesmo entregue e qual seu conteúdo, Del Nero disse que diante da salada, mudou seu comportamento com relação vice, colocado na história como moto boy.

 

Pena que esqueceram de perguntar ao presidente as razões para a mudança de comportamento com seu vice. Dá para desconfiar, mas o bom teria sido ouvir de sua própria boca.

 

 Para não deixar a dúvida no ar, seria bom os colegas perguntarem ao vice Reinaldo Carneiro Bastos sua versão e sua participação na salada paulista.

8

de
dezembro

A idéia é boa, mas não será usada

Avisado pela CBF que o troféu pela conquista do título brasileiro de 2008 será entregue durante a festa de encerramento do ano futebolístico, esta noite, no Rio de Janeiro, diretores do São Paulo insinuaram ao presidente Juvenal Juvêncio só aceitar o caneco se junto vier o das bolinhas, aquele ainda pela conquista do penta, ano passado.

 

JuJu não aceitou a sugestão, e acabou ouvindo outra, também recusada.

 

Contratar aquele gatuno que há anos levou a Jules Rimet da sede da CBF na rua da Alfândega, para fazer um "servicinho" igual com a Taça das Bolinhas. Sem, naturalmente, derretê-la, como dizem foi feita com a Jules Rimet.

 

O amigo acredita que foi mesmo, ou estará no cofre de um colecionador sem caráter?

8

de
dezembro

Incompetência, choradeira e cobrança

As trapalhadas envolvendo o árbitro Vágner Tardeli, por enquanto o único atingido, sendo, até prova em contrário, inocente, serviram, temporariamente, para desviar as atenções sobre algumas questões, que estariam nas manchetes facilmente. 

 

O vexame que o Flamengo fez sua torcida passar, sendo goleado pelo Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, deixando escorrer pelos pés moles de seus jogdores a chance de ganhar vaga na Libertadores, que o Botafogo lhe entregava de mão beijada, vencendo o Palmeiras, no Parque Antártica.

 

Um time como o Flamengo, independentemente do nível dos jogadores em campo, e dos sinais dados pela diretoria de que o técnico Caio Jr já estava tomando café frio, não tem direito de ser goleado por um time caindo pelas tabelas. Um vexame.

 

Que só não foi seguido pelo Palmeiras, porque havia uma vaga para os dois, e o Verdão, mesmo dando vexame em casa, salvou-se no bico do corvo. O fato de ser salvo pelo Flamengo e de estar na Libertadores, não deve passar barato pela direção do clube, se quiserem de verdade reencontrar o caminho que trilhou nos tempos do leite farto.

 

 Saindo dos vexames, não devem deixar passar em branco as ameaças feitas pelo antigo presidente do Vasco ao atual, Roberto Dinamite. A Polícia e a Justiça têm o dever de ouvi-lo, processá-lo, puni-lo.

8

de
dezembro

As lições que ficam e devem ser aproveitadas

Além das críticas à diretoria do São Paulo, no tocante à idéia de presentear o árbitro Vágner Tardeli com convites para o show da Madona, válidas, mas em alguns casos exageradas, boas lições podem ser tiradas da conquista do time da Vila Sônia, como gostam os corintianos.

 

O mínimo que o cartolinha que mandou incluir Tardeli na relação dos presenteados podia estar esperando dele, era uma ajudinha no partida contra o Goiás, que apitaria. A direção do São Paulo devia puxar suas orelhas grandes. Se puder, cortá-las.

 

Burrice à parte, não se pode negar que o São Paulo, além de ser o time a ser batido, tem o modelo de direção a ser copiada. Se acharem o termo forte, usem seguida.

 

Não estou pregando essa linha de direção para os outros clubes  - não faz meu gênero. Estou apenas repetindo o que tenho lido e ouvido de alguns dirigentes, que considero inteligentes por reconhecem a realidde e não tentar escondê-las.

 

O São Paulo está longe de ter uma direção perfeita. Quem se der ao trabalho de analisar as contratações feitas e algumas dispensas, constatará facilmente. Assim como quem der uma olhada nas ações que correm na Justiça.

 

 Mas ainda assim está muito à frente dos demais. Há poucos dias ouvi de Mário Gobbi, vice de futebol do Corinthians, que o São Paulo é o modelo a ser seguido. E que se seu clube não o fizer, continuará "enxugando gelo". O mesmo, com outras palavras, ouvi do presidente Andrês.

 

Ninguém deve apenas copiar o que outro clube faz de bom, mas adaptar às suas raizes, ao seu jeito de ser, às suas possibilidades.

 

Minutos após ver o Vasco rebaixado, seu presidente, Roberto Dinamite, disse que vai arregaçar as mangas e seguir em 2009 o que o Corinthians fez para voltar da série B, com larga margem, em apenas um ano.

 

Como não se deve apenas copiar o que é bom, mas evitar o que é ruim, Flamengo, Palmeiras e principalmente Fluminense devem revisar seus projetos para ano que vem. Fechando a boca de presidentes que falam muito. Descobrindo que no mundo de hoje não há lugar para técnico gato mestre.

7

de
dezembro

É muita falta de imaginação

Não sei quem é ou quais são os trapalhões envolvidos nesse enrosco que por enquanto só respingou lama no árbitro Vágner Tardelli. Não sei, mas quero muito saber.

 

Na esperança de que, vivendo época de Natal, onde se serve peru e castanhas, tudo não acabe em pizza, como, infelizmente, é comum nessa terra abençoada por Deus e destruída pelos corruptos.

 

Mas, cá entre nós e o mundo, é no mínimo burrice e pobreza, oferecer ingressos para o show da Madona por, como deram a entender, um título brasileiro - seja para o São Paulo ou para o Grêmio - por que não?

 

Ingressos, mesmo custando caro, não valem, nesse caso, um escanteio. Muito menos um pênalti ou um gol irregular. Era só procurar os cambistas e tudo estaria resolvido.

 

Além do mais, o show é promovido por uma empresa e o Morumbi recebe apenas aluguel. O que não isenta os tricolores de serem os trapalhões.

 

 Ainda se a oferta fosse, com o consentimento da estrela, um jantar à luz de velas, com direito a sobremesa…

7

de
dezembro

Por enquanto um só condenado

Até o momento, mas espera-se que logo surjam outros, os verdadeiros, o que, aliás, já devia ter acontecido, só um é visto como culpado pela dita tentativa de suborno na arbitragem do jogo Goiás x São Paulo.

 

O próprio árbitro Vágner Tardelli. Ao afastá-lo, mostraram desconfiança sobre sua pessoa e sobre sua imparcialidade. 

6

de
dezembro

Quem? Quando? Onde?

A CBF soltou comunicado informando ter afastado o árbitro Vágner Tardelli do jogo Goiás x São Paulo, por suspeita de manipulação do resultado.

 

A decisão da entidade é correta. Mas cabe perguntar: quem? quando? onde?

 

Questões que não são respondidas, mas deveriam.

 

O silêncio coloca todos como gatos de um mesmo balaio.

5

de
dezembro

Vivemos o advento, tempo do perdão

O mundo cristão vive, desde 30 de novembro, festa de Santo André Apóstulo, o tempo do advento. Tempo em que se prepara espiritualmente para esperar por aquele que há de vir, o Salvador. Sua chegada, como todos os anos, será 24 de dezembro, quando as estrelas de Belém guiam os Reis Magos.

 

 Advento é tempo de oração e de perdão. De pedir e não negar.

 

Vivendo esse tempo, dois técnicos, Muricy Ramalho e Renato Gaúcho, abriram hoje seus corações para pedir perdão aos jornalistas, por eventuais momentos de destempero, de bronca desnecessária, embora às vezes válidas.

 

Muricy, com simplicidade, depois de se desculpar, disse que ele é assim mesmo. Renato, mais falante, além de pedir perdão por às vezes desrespeitar os jornalistas de todos os setores, lembrou, corretamente, que a vida de técnico não é nada fácil. E não é mesmo.

 

Sendo tempo de reflexão e perdão, cabe a cada um dos que os fizeram, às vezes, chutar suas canelas em defesa, também pensarem bem e, na graça de Deus, perdoá-los. É dessa forma que serão perdoados. 

 

Tive vontade de, nesse finzinho, cobrar atitude igual a Wanderley Luxemburgo, mas refletindo melhor, não o farei. Não eu, um pecador. Perdão, pedido ou dado, é sentimento que nasce na alma e não se cobra. Vale o mesmo para os colegas mais afoitos.

 

É a lição deixada pelo que há de vir e que deve ser guida.

5

de
dezembro

Técnico ranzinza, Muricy não foi craque-mala

Sabidamente um técnico ranzinza, respondendo de forma azeda a alguns repórteres mais jovens - às vezes com razão, mas nem sempre - Muricy Ramalho criticou esses dias o que ele chama de craques-malas.

 

Craques-malas são aqueles bons jogadores, nada mais que isso, que fazem pose de gênios. Pensam e agem como se estivessem no nível que alcançaram, por aqui, Zico, Sócrates, Falcão, Careca, para falar dos mais recentes e nem de longe pensar em Pelé. Covardia, jamais.

 

 Nem Hernanes, um bom jogador, no momento tão badalado, é craque na pureza da palavra. E está longe de chegar aos pés de Kaká, com quem tem sido comparado, o que, sabiamente, recusa. 

 

Não é difícil identificar os craques-malas, mesmo para quem só os pode ver de longe. Cuidam mais do visual do que do aprimoramento do toque de bola, em geral carregam pulseirinhas e cordões, pisam nas pontas dos pés e fogem das entrevistas. Neste caso, porque falam tão mal quanto jogam.

 

Não pense o amigo que Muricy está sendo ranzinza, ou seja um magoado, quando fala dos malas. Técnico "mala", ele foi um craque de verdade. Facilmente escalado naquele seleto grupo citado acima.

 

É verdade que quem acompanhou seu início e carreira, tirado cuidadosamente dos juvenis do São Paulo, que defendeu desde dos dentes-de-leite, sabe que era genioso, bicho bravo, já ranzinza, mas craque quando estabelecia diálogo com a bola.

 

Garotão, usava cabelos longos, e rebelou-se quando o técnico José Poy, logo no primeiro encontro que tiveram no time de cima, mandou que fossem cortados. Disse que não o faria, que ia embora para casa e que jogaria no Palmeiras, que o queria. 

 

Falou e fez, sendo buscado por uma comissão de diretores, com a promessa de que poderia usar o cabelo como achasse melhor e vestir o que quisesse. Não porque era rebelde, mas porque era craque.

 

Por falar em dente-de-leite, formou com Valtinho, Colonesi, Ministrinho e Vitor Hugo, um ataque que levava multidões ao campo do Nacional, onde os principais jogos eram disputados.

 

Valtinho vive na Zona Leste. Os outros três ainda batem bola no social de um clube da Zona Sul. Na verdade, um deles, ranzinza como Muricy, só voltará a bater bola em abril, depois de cumprir os 150 dias de suspensão que levou, por briga feia, claro.

 

Quem sabe um dia o São Paulo os reune para uma homenagem?

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