1
de
dezembro
Malandro, no bom sentido, não bronqueia
Diante do aval, que não se sabe com base em quê, do presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, para o Goiás cobrar R$400,00 por um ingresso que antes custaria R$20,00 ou R$40,00, para o jogo contra o São Paulo, a diretoria paulista, sempre apresentada como inteligente, me parece pisar na bola, ameaçando ir ao Procom.
O argumento do cartola tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, com quem, no detalhe, concordo, é de que o preço a ser cobrado, com o sim da autoridade, é exorbitante para o bolso do torcedor.
Mais ainda, diz ele, sabendo-se que o clube goiâno oferecerá 95% da carga dos ingressos aos torcedores do São Paulo, de fato os únicos interessados no resultado do jogo.
Como malandro, diz o dito popular, não bronqueia, que tal a diretoria do tricolor paulista carregar caminhões de arroz, feijão e soja, alimentos produzidos lá mesmo em Goiás, e trocar quilo por quilo por meio ingresso, e depois revendê-los a preço normal para os sãopaulinos de verdade, e o que sobrar passar para os inimigos a preço de cambista, para diminuir o "prejuizo" ?
Não é descente, claro que não, mas na guerra suja, servirá para ter boa torcida a seu favor e mostrar que se a batalha é suja, quem tem mais lama pode vencer a guerra.
Além de, imagino, ficar mais em conta do que voar com tanta mala podre por aí, subornando incompetentes e preguiçosos.

