Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

2

de
dezembro

Direito e obrigação

Tenho ouvido e lido de tudo sobre a decisão do Goiás de cobrar R$400,00 por ingresso para o jogo contra o São Paulo.

 

Argumentos válidos, já que legais; argumentos a princípio válidos, mas que, no meu entendimento, caem diante de argumentos simples; e argumentos simplesmente ridículos.

 

Sobre o direito do time goiano cobrar o preço que melhor achar, nada contra, visto estar previsto no regulamento.

 

O que já não acontece quando dizem que o preço é de R$200,00, porque é só levar um quilo de alimento não perecível para o preço cair pela metade.

 

A falha aqui existe porque ninguém é obrigdo a levar o alimento e, pior, porque os ingressos irão cair nas mãos dos cambistas, que os venderão por muito mais, na hora do afunilamento 

 

E é ridículo dizer que o preço é justo por se tratar de uma final. Fosse assim, os jogos ruins, que nada valem - e são muitos no campeonato - deveriam custar trocados.

 

Sendo direito do clube mandante cobrar o que bem entende, é obrigação do torcedor dar as costas para o jogo no estádio e ligar-se nos telões ou nas telinhas. Direito de uns, obrigação de repúdio de outros..

 

 O mais interessante, porém, é que os que mais defendem os R$400,00 por um ingresso são extamente aqueles que não pagam . O pessoal da carteirinha, seja de autoridade, de "otoridade", seja de jornalista.

 

 O dia, que haverá de vir, em que todos não envolvidos diretamente no espetáculo comparecerem às bilheterias, a conversa será outra, tenho certeza.

 

Tenho pregado, e continuarei, que tirando jogadores inscritos para o jogo, técnicos, médicos, maqueiros, enfermeiros da ambulância, autoridades em serviço, os presidentes e um diretor de cada lado, todos deviam pagar ingresso.

 

Juizes, árbitros, policiais de folga, promotores e naturalmente jornalistas. Se jornais, rádios, televisões vendem comerciais e faturam bem, por que não pagarem pelo produto futebol que estão explorando gratuitamente?

 

Nenhum desses órgãos vai ao estádio por amor  ao esporte e por querer colaborar com ele. Todos vão por amor ao que faturam, e só.

 

Como na hora de pagar o Imposto da dita renda, que o assalariado, e só ele, tem descontado na fonte, o torcedor paga a parte da tal elite, que por isso acha válido o preço cobrado.

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