Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

8

de
dezembro

Vice, moto boy e a pergunta que faltou

O presidente da Federação, Marco Polo Del Nero, falou pouco e explicou menos ainda, sobre a salada que preparou no final de semana, envolvendo a secretária da diretoria do São Paulo, sua secretária, Lilian, o vice-presidente da FPF e o árbitro Vágner Tardeli.

 

Lacônico, disse que a secretária do São Paulo ligou para a sua passando uma relação de pessoas, a maioria ligada à entidade que preside, mais o árbitro Vágner Tardeli, o que provou suspresa. Por que Tardeli, se no pedido de ingressos para o show da Madona devia constar apenas diretores da FPF?

 

Sem falar se o envelope foi mesmo entregue e qual seu conteúdo, Del Nero disse que diante da salada, mudou seu comportamento com relação vice, colocado na história como moto boy.

 

Pena que esqueceram de perguntar ao presidente as razões para a mudança de comportamento com seu vice. Dá para desconfiar, mas o bom teria sido ouvir de sua própria boca.

 

 Para não deixar a dúvida no ar, seria bom os colegas perguntarem ao vice Reinaldo Carneiro Bastos sua versão e sua participação na salada paulista.

8

de
dezembro

A idéia é boa, mas não será usada

Avisado pela CBF que o troféu pela conquista do título brasileiro de 2008 será entregue durante a festa de encerramento do ano futebolístico, esta noite, no Rio de Janeiro, diretores do São Paulo insinuaram ao presidente Juvenal Juvêncio só aceitar o caneco se junto vier o das bolinhas, aquele ainda pela conquista do penta, ano passado.

 

JuJu não aceitou a sugestão, e acabou ouvindo outra, também recusada.

 

Contratar aquele gatuno que há anos levou a Jules Rimet da sede da CBF na rua da Alfândega, para fazer um "servicinho" igual com a Taça das Bolinhas. Sem, naturalmente, derretê-la, como dizem foi feita com a Jules Rimet.

 

O amigo acredita que foi mesmo, ou estará no cofre de um colecionador sem caráter?

8

de
dezembro

Incompetência, choradeira e cobrança

As trapalhadas envolvendo o árbitro Vágner Tardeli, por enquanto o único atingido, sendo, até prova em contrário, inocente, serviram, temporariamente, para desviar as atenções sobre algumas questões, que estariam nas manchetes facilmente. 

 

O vexame que o Flamengo fez sua torcida passar, sendo goleado pelo Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, deixando escorrer pelos pés moles de seus jogdores a chance de ganhar vaga na Libertadores, que o Botafogo lhe entregava de mão beijada, vencendo o Palmeiras, no Parque Antártica.

 

Um time como o Flamengo, independentemente do nível dos jogadores em campo, e dos sinais dados pela diretoria de que o técnico Caio Jr já estava tomando café frio, não tem direito de ser goleado por um time caindo pelas tabelas. Um vexame.

 

Que só não foi seguido pelo Palmeiras, porque havia uma vaga para os dois, e o Verdão, mesmo dando vexame em casa, salvou-se no bico do corvo. O fato de ser salvo pelo Flamengo e de estar na Libertadores, não deve passar barato pela direção do clube, se quiserem de verdade reencontrar o caminho que trilhou nos tempos do leite farto.

 

 Saindo dos vexames, não devem deixar passar em branco as ameaças feitas pelo antigo presidente do Vasco ao atual, Roberto Dinamite. A Polícia e a Justiça têm o dever de ouvi-lo, processá-lo, puni-lo.

8

de
dezembro

As lições que ficam e devem ser aproveitadas

Além das críticas à diretoria do São Paulo, no tocante à idéia de presentear o árbitro Vágner Tardeli com convites para o show da Madona, válidas, mas em alguns casos exageradas, boas lições podem ser tiradas da conquista do time da Vila Sônia, como gostam os corintianos.

 

O mínimo que o cartolinha que mandou incluir Tardeli na relação dos presenteados podia estar esperando dele, era uma ajudinha no partida contra o Goiás, que apitaria. A direção do São Paulo devia puxar suas orelhas grandes. Se puder, cortá-las.

 

Burrice à parte, não se pode negar que o São Paulo, além de ser o time a ser batido, tem o modelo de direção a ser copiada. Se acharem o termo forte, usem seguida.

 

Não estou pregando essa linha de direção para os outros clubes  - não faz meu gênero. Estou apenas repetindo o que tenho lido e ouvido de alguns dirigentes, que considero inteligentes por reconhecem a realidde e não tentar escondê-las.

 

O São Paulo está longe de ter uma direção perfeita. Quem se der ao trabalho de analisar as contratações feitas e algumas dispensas, constatará facilmente. Assim como quem der uma olhada nas ações que correm na Justiça.

 

 Mas ainda assim está muito à frente dos demais. Há poucos dias ouvi de Mário Gobbi, vice de futebol do Corinthians, que o São Paulo é o modelo a ser seguido. E que se seu clube não o fizer, continuará "enxugando gelo". O mesmo, com outras palavras, ouvi do presidente Andrês.

 

Ninguém deve apenas copiar o que outro clube faz de bom, mas adaptar às suas raizes, ao seu jeito de ser, às suas possibilidades.

 

Minutos após ver o Vasco rebaixado, seu presidente, Roberto Dinamite, disse que vai arregaçar as mangas e seguir em 2009 o que o Corinthians fez para voltar da série B, com larga margem, em apenas um ano.

 

Como não se deve apenas copiar o que é bom, mas evitar o que é ruim, Flamengo, Palmeiras e principalmente Fluminense devem revisar seus projetos para ano que vem. Fechando a boca de presidentes que falam muito. Descobrindo que no mundo de hoje não há lugar para técnico gato mestre.

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