10
de
dezembro
Ronaldo, Garrincha e o Corinthians
Era inevitável relacionarem a contratação de Ronaldo com a de Garrincha, embora já tenham passados quase 43 anos e os motivos principais sejam outros.
Garrincha veio num momento em que o então presidente do Corinthians buscava reeleger-se Deputado Estadual e ele servia como atração. Ronaldo chega quando o atual procura desenvolver forte campanha de marketing para faturar milhões
São situações diferentes, mas que não eliminam a expectativa dos torcedores quanto ao rendimento dos dois em campo.
Como jornalista, trabalhando na época para o Jornal da Tarde, vivenciei a passagem de Garrincha pelo Corinthians desde sua chegada em Congonhas, sua vida no apartamento da rua Maranhão, as saunas no Danúbio, até sua despedida, que eu chamaria de melancôlica.
Garrincha disputou, segundo uns, 10 partidas pelo Timão, segundo outros, 13 - não me preocupei agora em conferir - e marcou dois gols. Muito pouco diante da grande expecttiva vivida pelos fieis.
Alguns acham que ele foi boicotado por companheiros. Vi diferente. Garrincha, que demorou quase dois meses para estrear, sem brilho (2/3/66), vinha de uma série de contusões e suas pernas tortas já não conseguiam executar as jogadas maravilhosas que transformaram tantos marcadores em "joão", como gostava de chamá-los.
Valeram os esforços do técnico Osvaldo Brandão, da sua mulher, Elza Soares, dos médicos, mas ele, aos 32 anos, mesma idade de Ronaldo, já estava acabado para o futebol. Uma pena, mas estava.
Ronaldo chega sob desconfiança de alguns, mas quem viveu os termpos de Mané, sabe que em situação bem melhor. Muito melhor, espero, mas também longe do jogador que encantou o mundo e que, mesmo depois da primeira contusão séria num dos joelhos, foi decisivo para o penta ganho pelo Brasil.
Nem o céu, nem a terra, seu sucesso no Timão vai depender muito do quanto conseguirá recuperar da velha forma, mesmo sabendo-se que nunca será 100%, do que a torcida estará esperando dele, do quanto seus companheiros irão colaborar, efetivamente e não de boca para fora.
E, também, de como a imprensa se comportará lá na frente. Hoje, tenho lido e ouvido frases maravilhosas. Louvando a grande jogada da diretoria e dizendo que se ele jogar 30% do que já jogou, será fantástico, continuará sendo o Fenômeno.
Mas, será que na hora do pega, caso não seja sombra do grande Ronaldo, falarão igual? Prefiro esperar, torcendo, como apreciador do futebol bonito, de muitos gols, sem violência, para que ele jogue como um fenômeno atual, não o antigo, mas jogue.
Faturar em venda de camisas num futebol cada vez mais profissional e caro é ótimo. Mas não é tudo, é bom que fique claro.


Comentário por gilberto maluf — (15:14)
Acho que todos esperam 50% daquele fenomenal Ronaldo. Se jogar 40% ficaremos satisfeitos. Sabe porque? Alex Mineiro e Kleber Pereira são os craques do Brasileirão. Todo o Brasil torce para o Ronaldo,menos a galera rubronegra. Li que a notícia veiculou em 97 países. Ainda hoje é notícia.
Abs
Comentário por Gilberto Maluf — (16:13)
Se tem coisa que lastimo foi não ter visto Garrincha no auge. Seu último gande jogo foi na decisão do carioca de 1962, Botafogo 3 x 0 Flamengo. O jogo foi televisionado para SP e eu não tinha TV. Tinha um amigo vizinho da mesma idade, torcedor do Santos e que tinha TV, que sabia que eu queria ver o Mané, mas não me convidou. Nós corintianos não vamos onde não nos convidam…rsrs.
Eu tinha 11 anos de idade, passaram-se 46 anos, mas ainda não esqueci. Para quem gostava de futebol e não tinha TV, não tinha nada mais cobiçado que um jogo daquele tipo. E o Mané barbarizou, foi seu último grande jogo, dizem.
Hoje, guardado o devido respeito, pode-se ver o jogo numa TV de 42″ de LCD e digital. Mas, não é a mesma coisa. Aquele jogo foi para quem viu e mereceu.
Comentário por Zé Maria — (19:08)
Como vi todos, e convivi com muitos deles, no auge, sinto dificuldade para aceitar certos “craques”. De Domingo e Leônidas, já no fim, para cá, vi e tenho visto todos. E só não digo que, por exemplo, Vampeta - boa gente, com quem vou tomar umas na sexta-feira, no Opeários, na Vila Maria, - não teria o direito de ver treino de alguns deles, Danilo Alvim, Dequinho, Roberto Belangero, Bauer, Roberto Dias, Dino Sani, Zito e até Dudu, para não parecer saudosista. Mas, como não consigo deixar de ser 100%, torço para que o Ronaldo jogue os esperados 50%. Será um fenômeno. abrs.
Comentário por luiz de jesus vanitelli — (6:24)
alo ze
Gilberto, voce eu encaro como uma pessoa inteligente, mas valorizar a noticia de que saiu em 97 paises. Voce sabe como funciona a midia.
Vou so dar um exemplo. Quando da morte de Airton Senna, no mesmo dia em brigas tribais na Africa, morreram de 3 mil a 5 mil pessoas a golpes de facão. No outro dia saiu uma noticia, como diz o caipira, piquinica. Quem ia se interessar pela morte de mais de 2 mil pessoas nos confins da Africa.
ciao
Comentário por gilberto maluf — (6:54)
Luiz, realmente a mídia procura vender seu produto. Lógico que a matança na África era muito mais importante. Para ilustrar e alegrar nossa manhã, vou contar uma manchete que saiu aqui no Rio. Você sabe que o Dado Dolabella meteu a mão na camareira e na Luana Piovani. E se separaram. Sabe qual foi a manchete:
Luana não tem mais DADO em casa.
Agora permita-me comentar minha tristeza momentânea por estar longe de São Paulo. Não poderei ouvir a onomatopéia do som da sirene do Parque anunciando a chegada fenomenal de Ronaldo.
Abs
Comentário por Zé Maria — (8:27)
Meu caro Luiz, tenho ouvido por aqui que o valor da contratação do Ronaldo para o Corinthians é imensurável. Dizem que não tem preço. O que é verdade - o não tem preço tanto pode significar nada como milhões, bilhões. Quanto valem as manchetes sobre o negócio publicadas no mundo inteiro? Neste momento, nada. A venda de 50 mil reais em camisa é caroço de arroz. Poderão valer muito, se ele jogar e o Corinthians conseguir agendar amistosos na China, no Japão etc, Foi assim e não apenas vendendo camisa, que Backham valeu a pena para o Real. Ele é um, jogador só um pouquinho acima da média, além de ser bonito e ter mulher linda, mas jogava. As arrecadações em Jundiaí, Mirassol, Rio Preto, se ele jogar, crescerão, mas ficarão para o time da casa - além disso, não pagariam os anunciados 400 mil por mês. A primeira tacada foi ótima, mas precisamos esperar pelas próximas. Hoje o Runco, médico que o assiste na seleção, disse que ele precisa pensar como jogador. Para dizer isso, Runco deve estar achando que Ronaldo tem a cabeça em outros lugares. E aí não é bom. Deus queira que todo projeto dê certo. abrs
Comentário por Zé Maria — (8:31)
Gilberto. Tem dois modos do amigo ouvir a cirene tocar com a chegada do Fenômeno. Vir a Sampa, rever os amigos - pode ficar cá em casa -, ou ligar qualquer rádio dessa terra cinzenta, que na hora “h”, mas do que garantido, estarão com seus microfones abertos para captar o som que virá do alto do Bar da Torre, ali no “largo dos milagres”, como titulei uma das muitas reportagens que escrevi por lá. abraço e torço para que Ronaldo, como pede o Runca, esteja pensando como jogador.
Comentário por gilberto maluf — (10:15)
Caro Ze Maria muito obrigado pelo convite, mas tenho meu filho aí em SP e também a casa de minha cunhada/cunhado no mesmo prédio onde morei. Sempre ia à SP de três em três meses mas já faz algum tempo que não vou. De quem eu gosto já fiz vários convites para virem no Rio e ficar em casa mas não vieram. Se eu convidasse aqueles que não gosto, com certeza viriam, rsrsr.
Na estréia de Masquerano estive no Morumbi, naqueles 3 x 1 contra o Palmeiras. Estou um pouco com saudades de Sampa, mas minha mãe está comigo e tem 85 anos. Não dá para deixá-la sozinha. Mas como o árabe é meio macho, talvez vá sozinho , rsrsrsrs , e deixe minha esposa na parada. ET: o Socrates gostava muito do bar da Torre. E Bar dos Milagres? A gente não sabe por que.
abs
Comentário por Zé Maria — (15:08)
a
Comentário por Zé Maria — (14:07)
E aí, amigo, gostou da festa? Curtiu? abrs
Comentário por Gilberto Maluf — (15:49)
Ze Maria, estava no dentista e na recepção a TV estava ligada e começou a passar o Ronaldo entrando em campo. Fiquei pensando, saindo da segundona e subindo como um meteoro, ofuscou o título do pessoal do Morumbi ( fui educado, não falei V.Sônia ). Ze Maria, você em todos estes anos de futebol, já viu algum fato despertar mais atenção ? Eu acho que só o título de 1977 teve tal repercussão.
Abs
ET: será que o pessoal da Vila Sônia viajou? meus amigos de e-mail sumiram. Acho que estão ressentidos, mal-humorados, acho até que estão falando: Ah, quem eles pensam que são? Borges é bem melhor e coisa e tal.
Comentário por Zé Maria — (8:53)
aa
Comentário por Zé Maria — (8:55)
Amigos, como notaram, estou fora do ar há alguns dias. Problema no terra, segundo me disseram de lá. Assim que arrumarem, voltarei com toda força, ok? Obrigado. abrs