Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

4

de
dezembro

Prestem bem atenção

Não há torcedor mais apaixonado, crédulo, confiante, o que  é bom e é ruim, do que o corintiano. Bastam duas, três vitórias seguidas, sejam lá contra que adversários forem, e ele já começa a falar em título.

 

Quando o Timão, o que era mais do que esperado, partiu para o título da série B, isso lá no início da tabela, seus torcedores, sem olharem para a qualidade, fraca, dos adversários viviam perguntando e mesmo afirmando, que o time de Mano Menezes brigaria pelo título, se disputasse a série A.

 

 A resposta, quando se tratava de pergunta, era não. O que poucos aceitavam. E, ainda bem para todos, até para os não corintianos, a diretoria, com os pés no chão. achava a mesma coisa: o time precisaria ser reforçado para 2009.

 

Pois o trabalho nesse sentido, mesmo com todos os problemas financeiros, vai sendo bem feito. Na surdina, jogadores bons de bola, a preço razoável, vão sendo observados, conversados e contratados.

 

O primeiro, anunciado hoje, é o volante Túlio, ex-Botafogo. Ótima contratação, que pinta não ser a única.

 

O time, para brigar de igual pelos títulos que serão disputdos, precisa de apenas mais três ou quatro jogadores do mesmo nível.

 

Os que gostam de dizer, lá na frente, "eu não disse isso", podem ir prestando atenção desde já. E, se preferirem, falando. A chance de acertarem é imensa.

4

de
dezembro

Quando milhares de dólares não dizem tudo

Todos sabemos que futebol é cada vez mais "business", negócio, grana alta para pagar salários altos, de dirigentes, naturalmente, passagens de primeira, idem, idem, quando se trata de seleção.

 

Como se sabe, as Confederações e Federações do mundo inteiro faturam muito formando seleções com jogadores que não são seus, mas dos clubes, que os sustentam.

 

E que, certo ou errado, essas seleções precisam jogar amistosos constantemente, por ordem da Fifa, o que obrigam os clubes a ceder seus craques, para jogar e cobrir todos os gastos.

 

 Até aí, por parecer não haver outro caminho, se diz tudo bem. Mas os que, como eu, prestam atenção nas reclamações dos técnicos, de que não há tempo para treinar o time, quando ele se apresenta mal e a torcida grita, a desculpa não pega.

 

As seleções não treinam para que os jogadores ganhem entrosamento porque não querem. Porue a ambição pelos milhões é grande demais. E porque os técnicos aceitam, calados, as imposições dos cartolas. Aceitam por ser um jogo que é bom para eles também.

 

Criticado, pior, muito pior, patrulhado por muitos, Maradona, técnico da Argentina que ainda olham de sosláio, achando uma piada de "hermanos", acaba de dar, ou pelo menos ameaça dar, um chega nessa corrida apenas pelo ouro verde.

 

 Lição que parecem não ter notado, ainda. Mas que logo irão. Ele não quer convocar os jogadores apenas para disputar amistosos milionários, mas para treinarem. Isso mesmo, para treinarem, o que dará melhor padrão de jogo aos "hermanos" e acabará com as desculpas, muitas vezes esfarrapadas, da falta de tempo para treinar.

 

 Maradona pode parecer um pouco, ou muito, excêntrico, fanfarrão, mas vai mostrando saber das coisas. Não de grana alta, mas de bola.

 

Que nossos treineiros aprendam a lição.

4

de
dezembro

Uma história que devia ter sido contada antes

Há poucos dias, conversando por aqui com os amigos Luiz e Gilberto, disse a eles que Luxemburgo tem, como todos temos, um caminhão de defeitos, mas que tem, também, muitos predicados.

 

Contei que converso regularmente com Luxemburgo e que nos respeitamos muito. Ele é um ótimo papo fora do microfone e de perguntas, vamos convir, às vezes sem pé nem cabeça.

 

Hoje, Luxemburgo contou como há 17 anos colocou uma florzinha no seu canteiro. Era técnico do Flamengo quando seus jogadores, com salários atrasados, receberam do Grêmio a tal mala suja, por terem vencido o Vitória, resultado que interessava ao time gaúcho.

 

Luxemburgo, segundo ouvi, mandou que eles devolvessem a grana por não considerar legal. O que fizeram imediatamente.

 

Luxemburgo pensa, como eu, que os times deviam usar o dinheiro das malas podres para reforçar seus elencos e premiar seus jogadores, não para "subornar" jogadores de outros times.

 

Bola branca, Luxemburgo, para você que vive recebendo tantas bolas pretas.

4

de
dezembro

E foi assim que Pelé teve sua grande chance - II

Vasconcelos, um boêmio (cont)

Triste, um pouco abandonado, proibido até mesmo de treinar, acabou encontrando dona Leonor, uma mulher mística, que numa mesa de toalha branca chamou seus guias para curá-lo com chá de alpite, agrião, azeite e outros ingredientes. Dois dias depois de começar o tratamento voltava aos treinos, assinando um documento que isentava o clube de qualquer responsabilidade

 

A pressão caiu de 19 para 12, o normal, e Vasconcelos só voltou a lembrar do seu coração "fraco" quando entrava na área, rasgando suas canelas, enfrentando botinadas.

 

Profissional, sempre exigiu tratamento igual ao dos outros. Em 1954, quando foi renovar seu contrato, lhe deram 130 mil cruzeiros velhos de luvas. Quando soube que Hélvio e Tite haviam recebido 250, esperou a melhor hora para reclamar. No intervalo de um jogo contra o XV de Piracicaba (0 a 0) disse que não voltaria a campo. Quiseram saber por quê e ele contou. Pagaram-lhe a diferença e ele fez  os dois gols do Santos (2 a 1)

 

Profissional, nunca fugiu da "briga". Jogava contra o Corinthians e Julião já havia rasgado sua meia de tanta paulada. O juiz expulsou Vasconcelos de campo e, quando foi perguntado por que motivo, disse que era por pena, porque não queria vê-lo com as pernas quebradas. O juiz não podia expulsar ninguém do Corinthians.

 

Chegando ao fim

Profissional, estava sempre ao lado dos companheiros. Em 56 o Santos perdeu para o São Paulo e alguns diretores, no vestiário, criticavam Válter (que morreu na Espanha). Diziam que ele fizera corpo mole. Vasconcelos ouviu as críticas, jogou a toalha que enxugava o corpo no chão e espinafrou todos. Ninguém respondeu.

 

O técnico Lula também não respondeu aos chamados de dona Leonor no dia em que Vasconcelos começava a deixar de ser o dono absoluto da camisa 10 do Santos. Havia uma onda de suborno, o jogo era com o São Paulo e valia o título. Dona Leonor telefonou o dia inteiro para dizer que "aquele jogo ia dar cama para Vasconcelos". Lula só atendeu o telefone meia hora antes do jogo.

 

 Não entendeu bem o que ela dizia, perguntou  se Vasconcelos estava  se sentindo bem, soube que sim e só mais tarde, quando o viu saindo carregado do campo para o hospital, pode entender tudo. Era tarde.

 

 Tarde também para que Vasconcelos pudesse corrigir todos os erros. Sem mulher e sem filha, sem ter guardado dinheiro, ia deixando de ser Vasconcelos, ídolo da torcida, para ser um jogador marcado, correndo o mundo à procura da posição que deixava para o negrinho Pelé, muito antes do que qualquer um podia pensar. Pelé, o seu reserva, estava nascendo para mil jogos, mais de mil jogos. (JMA)

 

Anos depois, encontrei Vasconcelos fazendo bico num clube de carteado, na Praia do Gonzaga. Seu trabalho era ir comprar cigarro e lanches para os jogadores, ficando com o troco de gorgeta. Contou-me sobre suas andanças pelo interior do Paraná, histórias de arrepiar, que em breve trarei aqui.

3

de
dezembro

A bofetada dada por Caio Júnior merece aplausos

Diante das ofensas recebidas por parte de torcedores, em pichacões e gritos desordenados, Caio Jr., até domingo técnico do Flamengo, preferiu o silêncio como resposta.

 

Sãbia decisão, seguindo o que ensina Bernard Show: "o silêncio é a mais perfeita expressão de desprezo".

 

O que mais eles merecem?

3

de
dezembro

Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver

Deu no Portal Terra, que um gatuno arrependido de ter roubado um carro na fronteira com a Suiça, está tentando devolver ao dono do carango, que há muito deve ter ido para o ferro velho, nada menos que 1,4 mil euros, por baixo R$440.000,00.

 

Caso o dono não seja encontrato, o ladrão pede para que a bolada seja dividida entre instituições filantrópicas.

 

A partir de hoje, colocarei nas minhas orações pedido para que os ladrões daqui, e não apenas os de carro, mas principalmente os de colarinho branco, sintam igual arrependimento e tomem igual atitude. 

 

Da minha parte, eles nem precisam declarar seus nomes. A gente até pode prestar-lhes algumas homenagens.

 

Porque, diz a canção, "se todos fossem iguais a você, que maravilha viver…"

3

de
dezembro

Condenados, mas não trancafiados

Referindo-se à condenação, em 1a. Instância, do banqueiro Daniel Dantas a 10 anos de prisão e multa de R$12 milhões, - cabem muitos recursos  - o Ministro da Justiça, Tarso Genro, disse uma grande verdade:

 

Que o País não está acostumado com figurões condenados.

 

Não está mesmo, Ministro, mas anda louco para se acostumar. Seja lá quem for, e com a rapidez com que foi o colombiano Juan Carlos Ramirez Abadias.

 

O problema, entre outros, está na morosidade da Justiça, certo, Ministro? E na diferença entre condenar e trancafiar.

 

Um dia o País chega lá, mesmo depois de todos os recursos existentes.

3

de
dezembro

A quem pensam que enganam?

Com base nos números, nada mudou com relação aos preços dos ingressos para o jogo Goiás x São Paulo, domingo no Bezerrão.

 

Veja. Antes, a diretoria do time goiano queria cobrar R$400,00, que seriam reduzidos pela metade, com o torcedor doando um quilo de alimento não perecível para as vítimas das águas em Santa Catarina.

 

Agora, depois da bronca dos torcedores, a diretoria mudou (e não baixou) os preços para R$150,00 até R$250,00.

 

O que dá no mesmo. Quer ver? R$150,00 + R$250,00 = R$400,00, que divididos por dois dá os mesmos R$200,00, na média.

 

Saindo dos números, porém, fica a grande lição para os torcedors e para os gananciosos. É preciso gritar sempre que tentam enfiar a mão no bolso dos trabalhadores.

 

E não apenas quando se tratar de preço de ingresso, mas em tudo.

 

Chega da história dos dois bodes na sala.

3

de
dezembro

Chovendo no molhado

Para Celso Roth, técnico do Grêmio, a responsabilidade está toda do lado do São Paulo, na grande decisão de domingo, quando seu time recebe o Atlético Mineiro no Olímpico, e o tricolor pega o Goiás, em Brasília.

 

 Alguém tem dúvida?

 

Talvez Muricy Ramalho, para quem o Grêmio também deve se preocupar em ganhar do Galo Mineiro.

 

Fora isso, é chover no molhado.

3

de
dezembro

E foi assim que Pelé teve sua grande chance

Ele era um Rei em Santos. Em campo era uma Fera. Fora - Vasconcelos, um boêmio.

 

Em 1956 a camisa 10 do Santos pertencia a Vasconcelos, ídolo da torcida. Até quebrar a perna em uma disputa de bola. Aí foi substituído por um crioulinho de 16 anos, calado e de pernas finas, chamado Gasolina. Hoje conhecido por Pelé (revista Placar, 5/2/1971)

 

"Suas pernas finas, valentes, carregando seu corpo um pouco arqueado, brigavam o tempo inteiro, buscando vitórias, marcando gols, ajudando a fazer do Santos um time famoso, até hoje respeitado no mundo inteiro.

 

Válter Vasconcelos Fernandes, mineiro de Belo Horizonte, criado no Rio de Janeiro, craque, boêmio, ídolo, irresponsável, hoje um homem esquecido. O Vasconcelos em 1956 era dono absoluto da camisa 10 do Santos. O jogador maravilhoso, tão importante para o time, que fazia dos diretores quase escravos de suas vontades, tirando-o das prisões, dando-lhe bichos dobrados, aceitando, sem castigo,  suas fugas das concentrações.

 

 Até 19 de dezembro de 1956, quando quebrou a perna disputando uma bola com Mauro Ramos de Oliveira, zagueiro do São Paulo, ninguém teria a ousadia de pensar em substitui-lo. Ninguém podia admitir ver aquela camisa em outro corpo. Nem o negrinho calado, de pernas finas, que chamavam de Gasolina e que hoje é Pelé, o Rei dos mil jogos.

 

Boêmio, tinha um lema: "Façam o que eu digo e não o que eu faço". Nunca convidou um colega a acompanhá-lo nas farras que fazia, mesmo em vésperas de grandes jogos. Pulava janelas, ia sozinho, bebia, dançava, voltava de madrugada, jogava, fazia gols. O Santos ganhava.

 

No dia 24 de maio de 1956 alguns jogadores do Santos estavam na casa do goleiro Manga, comemorando seu adversário. Lá pelas tantas foram contar a Vasconcelos que Pelé estava com um copo de bebida na mão. Vasconcelos largou seu copo, foi até onde estava Pelé, ficou olhando sério e acabou dando um tapa na mão do companheiro, jogando o copo longe. Ele se considerava um dos responsáveis por aquele garoto que apenas começava como seu reserva.

 

Boêmio, não gostava de admitir trapaças com sua pessoa. Quando era ainda muito garoto, jogando no time de aspirantes do Vasco, vendo a torcida gritar para que jogasse no time de cima, soube que a Portuguesa Santista queria comprar seu passe. O técnico só permitiu quando Vasconcelos concordou em lhe dar uma comissão sobre as luvas. O negócio foi feito e até hoje o técnico deve estar esperando o dinheiro.

 

Aplaudido por todos

Da Portuguesa foi para o Santos, ameaçando engrossar se não vendessem seu passe. Na estréia deu a primeira demonstração de tudo o que seria. Contra a própria Portuguesa, fez três gols em quinze minutos e, logo em seguida, fingiu uma contusão, saindo de campo. Era um teste (que deu certo), foi aplaudido pelo público e elogiado pela diretoria. Daquele dia em diante já era o Vasconcelos com dinheiro e fama, vivendo intensamente, esquecendo-se do carinho que devia à mulher e à filha, acabando por ser abandonado

 

Boêmio, não tinha medo da polícia e zombava dos diretores que tentavam vigiá-lo nas suas noitadas. Muitas vezes foi preso por brigas e minutos depois estava livre. Um simples telefonema, e toda diretoria do Santos corria para socorrê-lo.

 

 Uma noite estava sentado num cabaré, de costas para a rua, quando o diretor Augusto Saraiva entrou e rapidamente apanhou seu copo, provando para ver o que ele bebia. Vasconcelos estava de ressaca e bebia água tônica. Não pode conter o riso vendo a expressão de surpresa no rosto do diretor.

 

Ficava sem gravata onde todos estavam a rigor. Fez bons contratos e nunca lembrou de comprar um apartamento ou um terreno. Para ele a fama e a vida de grande jogador nunca teriam fim. Não pensou nisso nem mesmo em 53, quando foi desenganado por uma junta médica, que lhe dizia sofrer de moléstia cardíaca

 (((amanhã o fim triste, que ainda deve valer como lição para muitos jovens de hoje)))

2

de
dezembro

Direito e obrigação

Tenho ouvido e lido de tudo sobre a decisão do Goiás de cobrar R$400,00 por ingresso para o jogo contra o São Paulo.

 

Argumentos válidos, já que legais; argumentos a princípio válidos, mas que, no meu entendimento, caem diante de argumentos simples; e argumentos simplesmente ridículos.

 

Sobre o direito do time goiano cobrar o preço que melhor achar, nada contra, visto estar previsto no regulamento.

 

O que já não acontece quando dizem que o preço é de R$200,00, porque é só levar um quilo de alimento não perecível para o preço cair pela metade.

 

A falha aqui existe porque ninguém é obrigdo a levar o alimento e, pior, porque os ingressos irão cair nas mãos dos cambistas, que os venderão por muito mais, na hora do afunilamento 

 

E é ridículo dizer que o preço é justo por se tratar de uma final. Fosse assim, os jogos ruins, que nada valem - e são muitos no campeonato - deveriam custar trocados.

 

Sendo direito do clube mandante cobrar o que bem entende, é obrigação do torcedor dar as costas para o jogo no estádio e ligar-se nos telões ou nas telinhas. Direito de uns, obrigação de repúdio de outros..

 

 O mais interessante, porém, é que os que mais defendem os R$400,00 por um ingresso são extamente aqueles que não pagam . O pessoal da carteirinha, seja de autoridade, de "otoridade", seja de jornalista.

 

 O dia, que haverá de vir, em que todos não envolvidos diretamente no espetáculo comparecerem às bilheterias, a conversa será outra, tenho certeza.

 

Tenho pregado, e continuarei, que tirando jogadores inscritos para o jogo, técnicos, médicos, maqueiros, enfermeiros da ambulância, autoridades em serviço, os presidentes e um diretor de cada lado, todos deviam pagar ingresso.

 

Juizes, árbitros, policiais de folga, promotores e naturalmente jornalistas. Se jornais, rádios, televisões vendem comerciais e faturam bem, por que não pagarem pelo produto futebol que estão explorando gratuitamente?

 

Nenhum desses órgãos vai ao estádio por amor  ao esporte e por querer colaborar com ele. Todos vão por amor ao que faturam, e só.

 

Como na hora de pagar o Imposto da dita renda, que o assalariado, e só ele, tem descontado na fonte, o torcedor paga a parte da tal elite, que por isso acha válido o preço cobrado.

1

de
dezembro

Malandro, no bom sentido, não bronqueia

Diante do aval, que não se sabe com base em quê, do presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, para o Goiás cobrar R$400,00 por um ingresso que antes custaria R$20,00 ou R$40,00, para o jogo contra o São Paulo, a diretoria paulista, sempre apresentada como inteligente, me parece pisar na bola, ameaçando ir ao Procom.

 

O argumento do cartola tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, com quem, no detalhe, concordo, é de que o preço a ser cobrado, com o sim da autoridade, é exorbitante para o bolso do torcedor.

 

Mais ainda, diz ele, sabendo-se que o clube goiâno oferecerá 95% da carga dos ingressos aos torcedores do São Paulo, de fato os únicos interessados no resultado do jogo.  

 

Como malandro, diz o dito popular, não bronqueia, que tal a diretoria do tricolor paulista carregar caminhões de arroz, feijão e soja, alimentos produzidos lá mesmo em Goiás, e trocar quilo por quilo por meio ingresso, e depois revendê-los a preço normal para os sãopaulinos de verdade, e o que sobrar passar para os inimigos a preço de cambista, para diminuir o "prejuizo" ?

 

Não é descente, claro que não, mas na guerra suja, servirá para ter boa torcida a seu favor e  mostrar que se a batalha é suja, quem tem mais lama pode vencer a guerra.

 

Além de, imagino, ficar mais em conta do que voar com tanta mala podre por aí, subornando incompetentes e preguiçosos.

1

de
dezembro

Quem antes te ouviu e agora…

O falante e grande praça, Wanderley Luxemburgo, disse hoje que o jogo contra o Botafogo, domingo no Parque Antártica, vale como uma decisão do Brasileirão, porque, claro, leva seu time à Libertadores de 2009.

 

Quem antes te ouviu. cheio de pose, e agora te escuta, Luxa, quanta diferença…

 

Faz lembrar aquele comercial do shampoo para cabelos, com a moça da voz anasalada dizendo "você se lembra dos meus cabelos?…mas a minha voz…

 

Que venha a Libertadores. Dos males o menor, né Luxa?

1

de
dezembro

Festa para os cambistas ou é só brincadeira?

Como sempre acontece no nosso futebol, é só um jogo despertar maior interesse para os dirigentes crescerem os olhos na arrecadação.  Culpa, é claro, dos regulamentos dos campeonatos, que estabelecem preço mínimo mas não máximo por um ingresso, como devia.

 

Goiás e São Paulo é o jogo, como todos sabem, que deverá decidir o campeão deste ano, considerando-se que o Grêmio, jogando em casa contra o descompromissado Atlético Mineiro, cumprirá seu dever de ganhar. Uma vitória do Goiás, e a festa será no Sul.

 

Até aí, tudo bem, já que o STJD, mais uma vez, com base em uma lei burra, tirou o jogo de Goiânia e o mandou para Brasília. Só porque, um bobão invadiu o Serra Dourada em outra partida, e ao invés de pagar sua dívida com a Justiça, deixou-a para o Goiás.3

 

Prejuízo garantido, um diretor do Goiás acha que pode reverter a situação, ganhando em cima uma boa bolada, aumentando o preço do ingresso de R$20,00 e R$40,00 para R$400,00. Desconhecendo, acima de tudo, que no Bezerrão quem paga ingresso é o candango e não o doutor deputado.

 

Como o momento é também de ajudar os atingidos pelas águas em Santa Catarina, o diretor quer que além das pessoas com direito a meia entrada, possam adquiri-las também aqueles que levarem um ou dois quilos de alimento perecível.

 

Será, se todos os alertas, incluindo-se este, não valerem para que pensem melhor, a festa do boi. Ou dos cambistas, que mandarão pouco alimento para os desabrigados e encherão seus bolsos com muitos e muitos reais.

 

 O cálculo é simples, e nem precisaria ser feito. Eles, cambistas, levam um quilo - os mais bonzinhos levam dois - quilos de arroz quebradinho, gastando no máximo R$3,00, dão mais R$7,00 para cada "formiguinha" que entrar na fila para comprar ingressos, e irão vendê-los pelo preço que quiserem aos torcedores.

  

Torço muito para que a idéia tenha surgido como brincadeira. Ou os irmãos que nos decobriram, acrescentarão mais uma piadinha às muitas que já contam da gente, o pá.

 

1

de
dezembro

Fazendo estatística e criando monstros

Uma das grandes mentiras do futebol é a de que placar favorável de 2 a 0 é perigoso e o adversário pode virar. Que pode virar, é verdade, mas são tão poucas vezes, que os pregadores dessa monstruosidade jamais se dão ao trabalho de verificar as esmagadoras vezes em que o time não apenas acaba mesmo vencendo, como aumentando o placar.

 

O Flamengo, porém, parece disposto a dar força aos que, de qualquer forma, pensam assim. Pior, mostrando que não apenas o resultado favorável de 2 a 0 é perigoso, como também o de 3 a 0.

 

Ontem, sua fantástica e animada torcida, que ainda não conseguiu sepultar o vexame sofrido diante do América do México, deixando-o empatar por 3 a 3, em pleno Maracanã, eliminando-o da Libertadores, voltou para casa de cabelo arrepiado e olhos vermelhos.

 

Onde já se viu um time, diante de sua massa de torcedores, fazer 3 a 0 e deixar o Goiás empatar, colodando-o agora praticamente fora da Libertadores de 2009?

 

Vai gostar de colaborar com falsas estatística assim, lá no Ninho do Urubu. E ainda colocam culpa no técnico.

 

Depois ainda dizem que tem coisa que só acontece com o Botafogo.

1

de
dezembro

Desafio ao STJD

Semana passada, diante de tantas malas podres voando pelos céus do Brasil, o procurador geral do STJD, finalmente, manifestou-se, dizendo que mandaria apurar toda essa onda de suborno, como, sabem todos, manda a Lei Pelé.

 

Se sua palavra vai mesmo transformar-se em atitude, não se sabe, mas é justo esperar-se. E para juntar-se ao rol dos subornadores, que não é nada pequeno, os jornais de hoje dão mais um nome.

 

O de Rodrigo Caetano, diretor do Grêmio, que logo após a goleada do seu time sobre o Ipatinga, avisou que a mala podre voará para Goiânia, mais precisamente na sede do Goiás, adversário do São Paulo, domingo em Brasília.

 

Caetano não deve ser o único a ser chamado pelo STJD, é apenas um deles.

 

E o tribunal, que existe para dar um pouco de moralidade do futebol, bem que poderia cumprir sua ameaça e dar um presente de Natal ao torcedor que gosta de ver seu time ganhar, mas que não deve ser a qualquer preço.

 

 

 

 

1

de
dezembro

Modéstia pouca é bobagem

Renato Gaúcho, que trato como o mais carioca dos cariocas, no sentido de ser brincalhão, de gostar de levar a vida numa boa, às vezes me parece mesmo um fanfarrão, como a maioria costuma vê-lo.

 

Ontem, após a vitória do Vasco em cima de um Coritiba irreconhecível, e sem que seu time tenha escapado, ainda, do rebaixamento, decidiu puxar a sardinha (portuguesa) para seu lado, nada deixando para os jogadores.

 

Sem mais nem menos, Renato disse na coletiva final, que "essa estratégia foi de um treinador inteligente, que foi muito criticado durante a semana", e que naquele momento nenhum dos seus críticos apareceu para pedir desculpa pela televisão ou pelo rádio.

 

Como o Vasco continua carregando sua cruz - que não é de malta -, Renato terá mais uma rodada para mostrar se é mesmo um estrategista inteligente, independentemente dos jogadores, e esperar pelos pedidos de esculpas. Ou por novas críticas.

 

Quem fala demais, dá bom dia a cachorro.

 

1

de
dezembro

Corpo mole? Não, é ruindade mesmo

O Vasco, que no campeonato inteiro não cumpriu bem suas obrigações, está reclamando do Botafogo, que perdeu para o fraco Figueirense, concorrente com ele ao rebaixamento.

 

Grande bobagem, porque quem quer deve fazer e não esperar pelos outros. E ainda, porque o Botafogo, faz tempo, desde que a grana parou de entrar nas contas bancárias de seus jogadores, virou saco de pancadas.

 

Sem falar na péssima exibição do Coritiba diante do próprio Vasco, no mesmo dia e na mesma hora,  e em seu campo. Dúvida por dúvida…

 

Cada macaco deve primeiro olhar para seu rabo, já dizia Jair Polaca, o Nenem Pé de Prancha de Miracema..

1

de
dezembro

Pimenta nos olhos dos outros é refresco

O zagueiro André Dias deixou o Morumbi, depois do empate (1-1) contra o Fluminense, reclamando da mala podre, digo, preta, que o Grêmio teria enviado ao tricolor, e que naturalmente mandará para o Goiás vencer o seu São Paulo, domingo em Brasília.

 

O choro, todos sabem, é livre. Mas André Dias bem que poderia descobrir se a diretoria do seu time teria ou não, da mesma forma, enviado mala podre igual ao Fluminense, para derrubar o Palmeiras (3-0), no Rio, e depois para o Vitória golear o Grêmio, em Salvador.

 

Pimenta nos olhos dos outros é refresto, né André?

 

 O que não elimina o dever que o STJD tem de mandar apurar rigorosamente essa revoada de malas podres e punir a todos os culpados.

 

Assim como tem a Fazenda de verificar como é que esse dinheiro todo é contabilizado pelos clubes.

 

Notas frias?

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