Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

10

de
janeiro

Não será o momento de cobrar pelos cabritinhos?

O grupo de clubes formadores de atletas - Pinheiros, Minas, Fluminense, Grêmio e outros - liderados pelo Flamengo, com Márcio Braga à frente, está chegando à conclusão de que o Comité Olímpico Brasileiro, presidido por Carlos Nuzman, não vai mesmo repassar a eles, por serem formadores e terem cedido 70% dos atletas que foram a Pequim, parte da verba que arrecada com a Lei Ângelo / Piva. E diante disso vai formar uma associação para se tornar mais forte e chegar a Brasília.

Aproveitando a onda, os clubes de futebol - e essa é uma idéia que venho defendendo há pelo menos 20 anos - deveriam, a exemplo do Clube dos 18, na Europa, exigir da CBF participação na grana que ela arrecada - e que não é pequena - usando seus jogadores em milionários amistosos e torneios.

Até hoje a CBF, quando muito, indeniza os clubes o salário  dos jogadores. Nada de luvas, direitos de imagem, queda na arrecadação dos jogos disputados enquanto estão fora, prejuízo em caso de contusão etc.

Como dizem lá em Miracema, "quem cabras não tem e cabritinhos vende, de alguma parte lhes vem". Como esse é o exato caso da CBF, não será o momento dos clubes cobrarem por seus cabritinhos? 

Por que tanto medo?

10

de
janeiro

Melhor pingar do que secar

Postei aqui, faz pouco tempo, indagação sobre qual dos três times que viraram o ano sem patrocinador - Palmeiras, Corinthians e São Paulo - teria escondido na cartola do seu presidente um ás que o ajudaria a limpar a mesa do poquer.

No Corinthians, ouço que seus marqueteiros continuam trabalhando, mas que a crise financeira mundial não permite abrir claros horizontes. No Palmeiras, em clima de eleição, o silêncio é total. Boca de siri.

Ouço agora que o São Paulo voltou a conversar com a LG e que novo contrato pode ser assinado. A carta que tinha na cartola do presidente não era, pelo visto, um ás, nem nenhuma outra que fechasse um belo jogo.

Nada dos sonhados 30 milhões. Talvez os mesmos 16, com uma ajuda para reforma do estádio ou mais 2 milhões. Um troco, perto da pedida inicial.

Como devem estar pensando que, sendo a crise mesmo séria, é melhor pingar do que secar, lembrei-me de um diálogo entre volante Pitico e diretor de futebol do Santos, no momento de renovar o contrato, há muitos anos.

O diretor deu a Pitico uma caneta e uma folha de papel para que ele escrevesse quanto queria ganhar por mês. Pitico escreveu 15 mil e o diretor riscou o número um.

Pitico sorriu, apertou a mão do diretor e em seguida disse:"não será por dez mais ou dez menos que vamos brigar. Está fechado".

Qualquer semelhança é pura coincidência.

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