10
de
janeiro
Não será o momento de cobrar pelos cabritinhos?
O grupo de clubes formadores de atletas - Pinheiros, Minas, Fluminense, Grêmio e outros - liderados pelo Flamengo, com Márcio Braga à frente, está chegando à conclusão de que o Comité Olímpico Brasileiro, presidido por Carlos Nuzman, não vai mesmo repassar a eles, por serem formadores e terem cedido 70% dos atletas que foram a Pequim, parte da verba que arrecada com a Lei Ângelo / Piva. E diante disso vai formar uma associação para se tornar mais forte e chegar a Brasília.
Aproveitando a onda, os clubes de futebol - e essa é uma idéia que venho defendendo há pelo menos 20 anos - deveriam, a exemplo do Clube dos 18, na Europa, exigir da CBF participação na grana que ela arrecada - e que não é pequena - usando seus jogadores em milionários amistosos e torneios.
Até hoje a CBF, quando muito, indeniza os clubes o salário dos jogadores. Nada de luvas, direitos de imagem, queda na arrecadação dos jogos disputados enquanto estão fora, prejuízo em caso de contusão etc.
Como dizem lá em Miracema, "quem cabras não tem e cabritinhos vende, de alguma parte lhes vem". Como esse é o exato caso da CBF, não será o momento dos clubes cobrarem por seus cabritinhos?
Por que tanto medo?

