15
de
janeiro
Farinha pouca, meu pirão primeiro
Esse é um velho ditado, que dizem ser carioca, revelador, apesar de bem simples, de uma grande verdade nesse mundo dominado pela alegria do carnaval, do futebol e da gangorra da bolsa de valores, usada, é bom que se diga, apenas por alguns poucos. Muito poucos. Pouquíssimos. Felizardos?
Nesses dias, quarta, postei aqui que o Palmeiras, entre os três chamados grandes paulistanos - calma santistas, o grande Santos é do Litoral, tá? - é o que tinha saído na frente na corrida para assinar com um bom patrocinador, diante da crise financeira que assola o mundo - menos o do nosso querido presidente.
Acertou, e deve anunciar em breve, três anos de contrato com a Sansung, recebendo o total de 45 milhões.
Não sei se é pouco, bom ou muito. Mas recebi a garantia do amigo Gilberto Maluf, sempre presente nessa cantinho, o que me alegra e agradeço, de que o Palmeiras saiu na frente como uma espécie de "cavalo paraguaio" .
Num páreo de 2.400 metros, disse ele, o grande favorito corre os 1.800 metros iniciais na turma do meio, para atropelar na reta final. E garantiu que o grande favorito para ganhar esse páreo de 2.400, é o Corinthians - único agora, entre os três, que ainda não garantiu um patrocinador. Será? Vamos aguardar.
Cruzando em segundo a linha de chegada, o São Paulo - como alertamos aqui - acaba de acertar a renovação de contrato com a LG, parceira desde 2001. Nada dos desejados - sonhar não é proibido - 30 milhões anuais. Ficaram nos mesmos 16 milhões para contrato de um ano e não de três, como queria a LG. Pelo menos isso.
Diante da crise, que ameaça o faturamento dos clubes, não apenas brasileiros, mas mundiais, Palmeiras e São Paulo, bem ao estilo carioca (?) parecem ter dito - "farinha pouca, meu pirão primeiro".
Vamos aguardar como virá o pirão do Corinthians - grosso, suculento, rico, saboroso, segundo as previsões do amigo Gilberto Maluf.

