Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

17

de
janeiro

Cuidando da saúde dos senadores

O Senado deve gastar 2,49 milhões na compra de 1724 cadeiras e 62 sofás, preço que desconfiam possa estar superfaturado, o que não me incomoda. Primeiro, porque não adiantaria, depois, porque o presidente Lula pediu para que o povo continue gastando - e o senado é formado por representantes do povo…

O que despertou minha curiosidade são algumas especificações contidas no pedido. Vejamos:

1. Devem ser de couro preto, costura dupla, encosto alto, base giratória QUE PERMITA MOVIMENTOS SILENCIOSOS E GIROS DE 360 GRÁUS.

- Será para que eles possam dar uma cochilada sem serem incomodados por qualquer barulho?

2. O acento de 85 delas deve ser anatômico estruturado em concha. Fixação à base por estrutura de aço reforçado e espaldar alto para apoiar a cabeça.

- O assento estruturado em concha terá a ver com o peso dos nossos representantes? E o espaldar alto com apoio, será para segurar a cabeça retinha? 

16

de
janeiro

É para aplaudir ou para chorar?

Sem esperança de ver o Flamengo, clube do seu coração, que defendeu como uma das melhores nadadoras brasileiras de todos os tempos, Patrícia Amorim, vice de esportes olímpicos, admite candidatar-se à presidência nas eleições deste ano, envolvendo outros ex-atletas amadores - Luisa Parente e Frederico Flexa, e Júnior, grande jogador do passado.

Ao ouvir a notícia, de cara pensei: puxa, gostaria de ser sócio do Flamengo para dar a ela meu voto.

Depois, reflitindo um pouquinho, analisei: "o que terá feito a grande Patrícia Amorim, mãe de quatro filhos, para merecer o castigo de pegar um clube tão devassado?

16

de
janeiro

Quem te viu e quem te vê

Na muda há bom tempo, Wanderley Luxemburgo apareceu esta manhã para dizer que é "carne de pescoço" e que será tetracampeão paulista.

Tetracampeão paulista, Luxa? E os sonhos dos palmeirenses e palestrinos de conquistar a Libertadores e/ou o Brasileiro?

Quem te viu e quem te vê…

16

de
janeiro

Tristeza para uns, festa para outros

Da Itália, vem a notícia de que os torcedores do Milan estão apreensivos com a possibilidade do clube negociar Kaká com o Manchester City, mesmo pelos, aproximadamente, 800 milhões de reais - que um gaiato de lá, com dor de cotovelo, disse ser um exagero. Que Kaká não vale tanto.

Se por lá os torcedores do Milan andam apreensivos, por aqui, pelos lados da Vila Sônia - como gostam os corintianos - cartolas e agregados sorriem ansiosos e torcem desesperadamente para que o Milan bata o martelo e mande Kaká fazer dupla com Robinho.

A transferência vale cerca de 20 milhões nos cofres do Morumbi, segundo dizem, exatamente os números grafados em vermelho na contabilidade do clube em 2008.

Se Kaká vale ou não tanto, não sei. Mas ainda garotinho aprendi com Tio Eustáchio que preço combinado não é caro nem barato. Assim…

16

de
janeiro

E quem mereceria tal castigo?

À tardinha, em festa na Federação Paulista de Futebol, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, prometeu desfilar pelado pelo Parque São Jorge, se o São Paulo conseguisse os sonhados 30 milhões de patrocínio da camisa.

Poucas horas depois, longe da Barra Funda, sede da FPF, o São Paulo acabou aceitando os 16 milhões oferecidos pela LG, patrocinadora desde 2001.

Ufa, felizmente. Já imaginou Andrés Sanches nu, mesmo nas alamedas do Parque São Jorge? Ninguém merece castigo tão grande.

15

de
janeiro

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Esse é um velho ditado, que dizem ser carioca, revelador, apesar de bem simples, de uma grande verdade nesse mundo dominado pela alegria do carnaval, do futebol e da gangorra da bolsa de valores, usada, é bom que se diga, apenas por alguns poucos. Muito poucos. Pouquíssimos. Felizardos?

Nesses dias, quarta, postei aqui que o Palmeiras, entre os três chamados grandes paulistanos - calma santistas, o grande Santos é do Litoral, tá? - é o que tinha saído na frente na corrida para assinar com um bom patrocinador, diante da crise financeira que assola o mundo - menos o do nosso querido presidente.

Acertou, e deve anunciar em breve, três anos de contrato com a Sansung, recebendo o total de 45 milhões.

Não sei se é pouco, bom ou muito. Mas recebi a garantia do amigo Gilberto Maluf, sempre presente nessa cantinho, o que me alegra e agradeço, de que o Palmeiras saiu na frente como uma espécie de "cavalo paraguaio" .

Num páreo de 2.400 metros, disse ele, o grande favorito corre os 1.800 metros iniciais na turma do meio, para atropelar na reta final. E garantiu que o grande favorito para ganhar esse páreo de 2.400, é o Corinthians -  único agora, entre os três, que ainda não garantiu um patrocinador. Será? Vamos aguardar.

Cruzando em segundo a linha de chegada, o São Paulo - como alertamos aqui - acaba de acertar a renovação de contrato com a LG, parceira desde 2001. Nada dos desejados - sonhar não é proibido - 30 milhões anuais. Ficaram nos mesmos 16 milhões para contrato de um ano e não de três, como queria a LG. Pelo menos isso.

Diante da crise, que ameaça o faturamento dos clubes, não apenas brasileiros, mas mundiais, Palmeiras e São Paulo, bem ao estilo carioca (?) parecem ter dito - "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Vamos aguardar como virá o pirão do Corinthians - grosso, suculento, rico, saboroso, segundo as previsões do amigo Gilberto Maluf.

15

de
janeiro

Fim da panelinha?

Candidato com reais possibilidades de eleger-se presidente do Palmeiras no dia 26 próximo, Luiz Gonzaga Belluzzo, depois de comemorar o acerto com a Sansung, divulgado aqui há dois dias, tem algumas propostas interessantes, que pretende colocar em prática, visando a moralização no esporte.

1. Diminuir em dois meses o tempo de seu mandato, antecipando, assim, as eleições de janeiro de 2011, para outubro de 2010. O que daria mais tempo à nova diretoria para ajeitar o calendário político com o do futebol.

2. Passar o mandato de dois para quatro anos, sem direito à reeleição. Belluzzo acha que com quatro anos a diretoria teria tempo bastante para executar um projeto de governo, sem ficar pensando apenas na reeleição e, assim, não fazendo nada para não deixar obra iniciada para um novo presidente, no caso de derrota.

O problema, argumentei na entrevista com ele, hoje, na rádio Trianon, - seria pegar uma diretoria mambembe e ter de aturá-la por quatro anos. Além da possibilidade que sempre existe, de se mudar o nome do presidente, mas continuar o mesmo grupo. Mudam as cadeiras, continuam os bumbuns.

3. Belluzzo afirmou que a Torcida Mancha Verde não terá vida boa com ele, se quiser continuar guerrilhando com o time. O esquema com a Trafic e com Luxemburgo técnico continuará - até porque foi bolado por ele, atual diretor de planejamento do Palmeiras.

Não entendi bem apenas se Luxemburgo continuará apenas como técnico, ou se permanecerá com todo poder que exerceu, não muito bem, em 2008.

15

de
janeiro

Seguindo conselhos

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, pretende adquirir um jatinho para 20 pessoas, que permite voos internacionais, com custo entre US8 e US26 milhões, já previstos no orçamento do estado.

A informação, diante da crise financeira mundial, assustou muita gente.

Sem razão. Afinal, a governadora apenas está seguindo os conselhos do presidente Lula, que diante da mesma crise, disse que o povo não deve parar de gastar. Como o povo é o governo… 

14

de
janeiro

Verdão sai na frente

Dos três times chamados grandes de São Paulo - Corinthians, São Pulo e Palmeiras - que viraram o ano sem patrocinador e andaram blefando, dizendo que só deixariam de disputar o Paulistão com a camisa limpa, se aparecessem patrocinadores dispostos a pagar uma grana preta, o Verdão já pode respirar aliviado.

Enquanto o São Paulo, que começou falando grosso, exigindo nada menos que 30 milhões por ano, mas já voltou a conversar com a LG, para receber os mesmos 16 milhões, ou um pouquinho mais apenas, e o Corinthians ouve a Caxa Econômica Federal dizer que não pensa, nem de longe, patrociná-lo, o Palmeiras, vai apresentar em breve seu novo patrocinador.

É a Sansung, que pagará 45 milhões por três anos, usando tudo que puder na camisa verde. Nada mal, considerando-se a crise financeira que assola o mundo, os 16 milhões que o hexa campeão brasileiro poderá receber e o risco que o Corinthians passa  de vencer o mês de janeiro sem faturar um centavo com a camisa.

Conversarei sobre esses números amanhã, 5a.feira, às 12 horas, com Luiz Gonzaga Belluzzo, candidato à presidencia do Palmeiras, na rádio Trianon. Confira.

13

de
janeiro

Proibido para senhoritas

Os médicos do Grêmio cogitam ministrar Viagra - estimulante sexual para homens -,que, entre outros "milagres", gera oxigenação no organismo, nos jogos contra o Aurora, da Bolívia, a 2,5 metros de altitude, e o Boyaca Chico, da Colômbia, a 2,8, pela Libertadores da América.

O uso do Viagra, comum entre atletas americanos, pode ser em breve considerado doping e, por isso proibido por lá, do que, até o momento, a Conmebol não tomou conhecimento.

Caso os médicos gremistas decidam ministrar a azulzinha aos jogadores, seria de bom termo proibir a presença de senhorinhas nas duas partidas.

Para que nenhum dos jogdores seja visto, de repente, como um novo Gregório de Matos Guerra, poeta baiano alcunhado de "Boca do Inferno" e de "Boca de Brasa", visto, em seu tempo, como terror das escravas de Salvador.

12

de
janeiro

Pelé acertou na mosca

Como Pelé havia opinado, a Fifa divulgou há pouco que Cristiano Ronaldo foi eleito melhor jogador  no ano de 2008.

Pelé e…

10

de
janeiro

Não será o momento de cobrar pelos cabritinhos?

O grupo de clubes formadores de atletas - Pinheiros, Minas, Fluminense, Grêmio e outros - liderados pelo Flamengo, com Márcio Braga à frente, está chegando à conclusão de que o Comité Olímpico Brasileiro, presidido por Carlos Nuzman, não vai mesmo repassar a eles, por serem formadores e terem cedido 70% dos atletas que foram a Pequim, parte da verba que arrecada com a Lei Ângelo / Piva. E diante disso vai formar uma associação para se tornar mais forte e chegar a Brasília.

Aproveitando a onda, os clubes de futebol - e essa é uma idéia que venho defendendo há pelo menos 20 anos - deveriam, a exemplo do Clube dos 18, na Europa, exigir da CBF participação na grana que ela arrecada - e que não é pequena - usando seus jogadores em milionários amistosos e torneios.

Até hoje a CBF, quando muito, indeniza os clubes o salário  dos jogadores. Nada de luvas, direitos de imagem, queda na arrecadação dos jogos disputados enquanto estão fora, prejuízo em caso de contusão etc.

Como dizem lá em Miracema, "quem cabras não tem e cabritinhos vende, de alguma parte lhes vem". Como esse é o exato caso da CBF, não será o momento dos clubes cobrarem por seus cabritinhos? 

Por que tanto medo?

10

de
janeiro

Melhor pingar do que secar

Postei aqui, faz pouco tempo, indagação sobre qual dos três times que viraram o ano sem patrocinador - Palmeiras, Corinthians e São Paulo - teria escondido na cartola do seu presidente um ás que o ajudaria a limpar a mesa do poquer.

No Corinthians, ouço que seus marqueteiros continuam trabalhando, mas que a crise financeira mundial não permite abrir claros horizontes. No Palmeiras, em clima de eleição, o silêncio é total. Boca de siri.

Ouço agora que o São Paulo voltou a conversar com a LG e que novo contrato pode ser assinado. A carta que tinha na cartola do presidente não era, pelo visto, um ás, nem nenhuma outra que fechasse um belo jogo.

Nada dos sonhados 30 milhões. Talvez os mesmos 16, com uma ajuda para reforma do estádio ou mais 2 milhões. Um troco, perto da pedida inicial.

Como devem estar pensando que, sendo a crise mesmo séria, é melhor pingar do que secar, lembrei-me de um diálogo entre volante Pitico e diretor de futebol do Santos, no momento de renovar o contrato, há muitos anos.

O diretor deu a Pitico uma caneta e uma folha de papel para que ele escrevesse quanto queria ganhar por mês. Pitico escreveu 15 mil e o diretor riscou o número um.

Pitico sorriu, apertou a mão do diretor e em seguida disse:"não será por dez mais ou dez menos que vamos brigar. Está fechado".

Qualquer semelhança é pura coincidência.

9

de
janeiro

Pior é que essa é de palmeirense

Giovaninho, 6 anos, filho único do Carlão D’Abril, depois de ouvir Luxemburgo dizer que o time do seu pai - Giovaninho está pertinho de torcer para o time da Vila Sônia, onde o pai, por morar perto,  é sócio, indaga:

- Pai, por que o Corinthians vai jogar a primeira partida em Mirassol?

- É para ver se o Ronaldo transpira bastante e perde logo uns dois quilos, Giovaninho.

9

de
janeiro

O dia em que achei Rivelino “escondido”

"Por causa delas Vicente Matheus não joga aberto como seu irmão Isidoro, falando que é contra a permanência do jogador, que não tem porque esconder seu ponto de vista e que apenas respeita a decisão da maioria. Isidoro pode estar decidindo como um torcedor de arquibancada, de cabeça quente depois da derrota, mas pelo menos fala aberto. Pirilo, Medina e Gibe cumpriram suas obrigações, analisando o profissional, falando de suas qualidades, do valor e da importância de Rivelino e de todos os outros (acertando e errando nos nomes propostos para continuarem e para sairem, e o médico Osmar de Oliveira foi até além, defendendo com veemência a continuação de Rivelino e a contratação de outros bons jogadores como ele.

"Todo  mundo sabe que é impossível pensar em vender o passe de Rivelino por uma quantia razoável (acima de 3 milhões de cruzeiros), mesmo para fora do Brsil. De acordo com a lei seu passe ficaria acima de 10 milhões e mesmo que ele escolhesse esperar pela desvalorização, parando de jogar durante cinco meses, a contar de janeiro de 1976 (seu contrato termina em setembro deste ano) dificilmente apareceria um time disposto a gastar mais de cinco milhões de cruzeiros para ter, em maio ou junho de 1976, um jogador de 30 anos de idade (completou 29 dia 1o deste mês).

PODE ATÉ FICAR

"Por esse e outros motivos, mesmo contrariando o desejo da grande maioria de diretores, conselheiros e torcedores - é bem possível que Rivelino continue sendo um jogador do Corinthians, treinando, recebendo criticas, vaias e voltando a jogar depois de algum tempo para esquecimento. Mas, mesmo que tudo isso aconteça, seu nome e o jogo decisivo contra o Plmeiras, continuarão sendo explorados pelo menos até março próximo, época das eleições. Todos os possíveis candidatos (Geraldo Jabur - que já participou do único negócio efetivo feito com o passe de Rivelino, com o Flamengo, em 1972, só desfeito porque o presidente Miguel Martinez foi destituido na época - Francisco Nieto Martins, Vicente Matheus e outros que aparecerem até lá) sabem que o caso Rivelino será mesmo um bom fiel da balança.

"Num primeiro passo Rivelino e seu pai estão falando na necessidade de uma manifestação, pública da diretoria do Corinthians, por não tê-lo defendido na época (ao contrário, o atacou bastante), precisaria fazer para que ele continue jogando e não pense em abandonar o futebol. Num segundo passo, como um segredinho bem guardado, os dois pensam mesmo é em se verem livres do fardo que Rivelino, por ganhar muito mais que os outros jogadores e por ter sido o grande ídolo da torcida, tem carregado nesses anos todos.

- O Corinthians está há vinte anos sem ganhar um título paulista, Eu só estou jogando nos últimos dez anos, mas todo mundo me responsabiliza pelo tempo todo. É possível isso?

- Falam que a decisão da diretoria foi de que Rivelino deve continuar no clube. Mas pergunto: ele terá condições de continuar jogando no Corinthians? Eu acho que não. O Roberto (Rivelino), como quase todo time jogou muito mal na decisão, mas, com ele exageraram nas críticas. Foram além do normal. Atingiram também o homem. Eu tenho uma solução e vou propô-la ao Matheus. Espero que seja a que ele também está procurando - Nicola.

"Nicola Rivelino não fala ainda qual a solução que tem, mas deixa transparecer que está ligada à saída de Rivelino do Corinthians. Um problema que ele diz não ser tão grande quanto outras pessoas possam pensar.

**Placar 251m 17/1/75.

7

de
janeiro

O dia em que achei Rivelino “escondido” - II

“Quem conhece bem Vicente Matheus, espanhol dos bons, incapaz de negar sua raça, sabe que ele não é homem de mudar de opinião. E sua opinião depois do jogo com o Palmeiras até a primeira reunião era no sentido de vender o passe de Rivelino, coisa que, aliás, já tentou antes, durante a Copa do Mundo, sem conseguir. Matheus, é fácil saber verificando a opinião de seu amigo, conselheiro particular e presidente do Conselho Deliberativo - Mário Campos - apenas mudou de tática, não de opinião. Enquanto ele fala em não vender, em novas contratações, Mário Campos dá até o preço que consideram bom para abrirem os negócios: 5 milhões de cruzeiros.

“Enquanto Mário atrai comprador falando que o fato que o fato de se colocar à venda o passe de um jogador como Rivelino, conhecido como ele é, não serve para desvalorizá-lo, Matheus fala (apenas fala) exatamente o inverso.

- Rivelino é patrimônio do clube e não pode ser desvalorizado. Continuo achando que ele jogou mal na decisão, que não vibrou, que não cumpriu todo seu papel, mas acho que não podemos desfazer dele por qualquer preço. Ele é caro, um craque e só venderemos seu passe por um preço muito bom. Nunca para um time de São Paulo.

A restrição que Matheus faz quanto ao comprador, mesmo dizendo que o jogador não está à venda, é a mesma que a torcida (Gaviões da Fiel e Camisa 12) fazem ao exigir o afastamento total e definitivo do seu antigo Reizinho.

- Vendam ou não seu passe, Rivelino nunca mais deve vestir a camisa do Corinthians. Ele já foi nosso ídolo. Agora é um jogador marcado, que não tem mais condição de defender o clube. Ele fugiu da luta, fez exatamente a única coisa que nós não aceitávamos. Mas não pode ser vendido para o São Paulo para não vingar depois em cima da gente, marcando gols impossíveis (Cláudio Vila Maria).

- É essa restrição aí que a gente às vezes não consegue entender. Se ele não é bom para o Corinthians, se não tem mais futebol para defendê-lo, por que esse receio de que vá para outro time? Seria até bom enfraquecer o adversário (Nicola Rivelino)

“Sem ironia, falando sério e tentando entender a razão de tanta onda, de tanto descontentamento, Rivelino prefere, ainda, indagar por que só ele está pagando pela perda do título.

- Eu realmente não joguei bem, mas ninguém pode duvidar de que eu queria. Quem não gostaria de ser campeão pelo Corinthians? Eu queria, gostaria, sonhava marcar dois, três gols. Mas não deu. Perguntam porque eu joguei muito atrás, porque não fui para frente. Se foi por ordem ou não do Pirilo. Ele me deu liberdade para ir à frente, quando desse. Mas acontece que quase não encontrei oportunidade para isso. Adiantaria alguma coisa ir dar trombadas, brigar contra uma defesa fechada, sair de onde eu podia servir melhor ao time e ir cair na marcação do Dudu? Eu acho que não. Fui mal, joguei pouco, mas não foi por gosto. Será que só eu joguei mal, errado? Acho que no primeiro jogo fiz o mesmo papel e ninguém falou nada. Não perdi nenhum gol feito. Por que tudo em cima do Rivelino? Todos queríamos ganhar. Mas será que tínhamos que ganhar?

REFORÇOS NECESSÁRIOS

“Rivelino sabe a resposta para algumas dessas indagações que faz. Sabe que é tudo sobre suas costas, porque ele é o maior salário do time. É o jogador mais caro do Brasil e era o ídolo de um time de massa que lutava por um título que não via há 19 anos. Sabe também, mas não confirma nem mesmo por gestos, que nesses anos todos - que só o Palmeiras e o São Paulo, por terem grandes times, por descuido e por outras sortes conseguiram parar algumas vezes a máquina do Santos - o Corinthians nunca chegou a montar um time que, por ser muito bom, completo, tivesse a obrigação de ganhar o título. Rivelino não confirma, mas a verdade é tão patente, que a própria diretoria, ouvindo o técnico Pirilo, o médico Osmar Soares de Oliveira, os preparadores Medina e Gibe, concordou que a campanha do time foi muito boa, que se tivesse outros bons jogadores poderia ter sido melhor e que para este ano eram necessários alguns reforços (que já estão chegando - Adílson, Ruço e outros)

AS ANTIGAS CABEÇAS

“Seu grande crime foi pedir um salário alto, que pelo menos naquela hora todos (ou quase todos) acharam que merecia, e ter encontrado uma diretoria disposta a pagar tudo que pedia. A exigência de uma cabeça para justificar mais um ano sem título tem sido uma constante na história do Corinthians messes últimos anos. Antes, enquanto o time nem chegava na final, ao sentir de perto o gostinho da festa, as cabeças pedidas eram de diretores. Foram de Alfredo Inácio Trindade, de Vadi Helu, de Miguel Martinez e até do próprio Vicente Matheus. Desta vez a cabeça pertence a um jogador, mas a razão para querê-la na bandeja (com raríssimas exceções) são as mesmas, as eleições marcadas para março deste ano.

(amanhã final)

7

de
janeiro

De olho na Taça das bolinhas. Aquela do penta

A Secretaria Estadual de Esportes do Rio de Janeiro está empenhada em, o mais rápido possível, abrir e encerrar concorrência pública para privatização do Maracanã. Por enquanto, ainda não é oficial, apenas o consórcio formado pela CBF, Flamengo e Fluminense deu as caras.

A secretária Márcia Lins se empenha para que outros apareçam, mas no São Paulo torcem desesperadamente para que ganhe mesmo o formado pela CBF e a dupla Fla-Flu. A explicação é simples, embora não contada em público.

A CBF só não entregou ainda o tal troféu das bolinhas, prêmio ao primeiro time pentacampeão brasileiro, ao São Paulo, por receio de que o Flamengo, que também o quer, engrosse e desista de fazer parte da parceria.

O papo é que, assim que o Flamengo assinar sua participação no consórcio, a CBF entregará o troféu ao clube que considera seu legítimo dono.

7

de
janeiro

Quanta maldade

Recebi e-mail do amigo José Carlos carregado de maldade. O texto fala dos títulos conquistados, de uma forma ou de outra, pelo Flamengo, que apenas reproduzo:

“O Centro Estatístico da UERF revela que nem em cem anos Vasco, Fluminense, Botafogo, São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Inter, Grêmio, Cruzeiro e Atlético Mineiro, todos juntos, somarão tantos títulos quanto o Flamengo.

“Quatro brasileiros, 23 cariocas, 5.244 protestados no Tribunal Regional do Trabalho, 922 no Tribunal de Justiça Cível, 735 na Justiça Federal, 14.643 (até a meia noite do dia 31 de dezembro de 2008) no Cartório de Títulos e Documentos. Num total superior a 21 mil.

 Sem comentários

7

de
janeiro

Para que tipos de esportes?

Nos Estados Unidos de tantos recordes e medalhas de ouro olímpicas, algumas delas, descoberto depois, ganhas com a ajuda de doping, estudos podem levar a autoridades a incluirem o VIAGRA, estimulante sexual para homens, entre as substâncias dopantes.

Fico imaginando para que tipos de esportes

6

de
janeiro

O dia em que achei Rivelino “escondido”…

Depois da derrota do Corinthians para o Palmeiras, por 1 a 0, em dezembro de 74, com o Morumbi lotado e todos levando a certeza de que ali acabaria o sofrimento da Fiel, sem títulos paulista - o mais importante da época - há 20 anos, Rivelino, apontado como culpado por uma grande maioria - um erro sem medida -, foi “esconder-se” na Praia Grande, naqueles tempos quase deserta.

Recebi a informação e, mesmo sem saber o local exato, corri para lá. Andei, de carro, a distância de aproximadamente um quilômetro, indo e voltando, várias vezes, até que ele, cansado de me ver procurá-lo, preso em casa, decidiu se apresentar. Nosso papo, como sempre, foi longo e amistoso.

NADA ALÉM DE UMA ILUSÃO

“O Corinthians diz que não, mas quer. Rivelino se cala, mas também quer. Um e outro, depois da chiação da torcida, acham que não há mais condições para continuarem juntos”.

“Depois de quinze dias de suspense, de julgamentos públicos, de condenações e absolvições, de evasivas e silêncios comprometedores, de explorações políticas, de seis horas de reuniões - três pela manhã e três à noite - o Corinthians acabou julgando Rivelino como único culpado pela perda do título de campeão paulista de 74 e o presidente Vicente Matheus, escondendo seu velho desejo de vendê-lo, anunciou esse veredito:

“Posso estar errado, mas minha única intenção é acertar para o bem do Corinthians. Como torcedor, eu também exigiria a venda do Rivelino, mas como presidente tenho de agir diferente. Ele é patrimônio do clube e não vamos negociá-lo. Ao contrário, queremos contratar outros craques como ele.

“Em quinze dias, da noite da perda do título à noite do julgamento, Matheus passou de acusador ativo a apaziguador sensato. Armou um esquema que lhe permite saídas por vários lados, dividindo seu grupo de amigos entre acusadores e defensores. Só se esqueceu de um detalhe que é também muito importante: depois de receber, sem defesa, todo tipo de acusação, de ser chamado de covarde, entregador, afinado, de ver acusações passarem do campo profissional para atingir o pessoal, o que Rivelino acha de tudo isso?

- O que é que você acharia se estivesse no meu lugar?

“Em agosto do ano passado, numa das muitas declarações de amor ao Corinthians, bem antes de ganhar o primeiro turno, cinco meses antes da frustrada noite de 22 de dezembro - depois de ficar sabendo que 70% da torcida corintiana não admitia nem ouvir falar na venda do seu passe, que para ela, se o Corinthians era bom sem ele, era melhor com ele - Rivelino disse que ficaria muito triste se um dia precisasse mudar de time, que entendia todas as exigências da torcida, que perdoava aqueles que gritavam contra ele, que amava o clube tanto ou mais que qualquer outro e que, se lhe dessem o direito de escolher a realização de um grande desejo, pediria para ser campeão pelo Corinthians. Só serviria pelo Corinthians. Não adiantava nem serviria com outra camisa. Nem com a da seleção brasileira.

“Falava de trocar a glória de ter sido campeão do mundo no México pelo momento que todos buscavam há quase vinte anos e mostrava o braço arrepiado. Falava de suas emoções, dos sonhos que tinha periodicamente, de como comemoraria e de como o dinheiro e os prêmios seriam desnecessários, se o título pudesse ser garantido. Disse que se parasse sem ser campeão pelo Corinthians, não se sentiria totalmente realizado

CHOROU SIM, NO CANTO

- E continuei pensando assim até o fim daquele jogo do dia 22. Não chorei em público, porque não sou de fazer cenas, de achar que todo mundo precisa registrar meus sentimentos para eles serem válidos. Chorei sozinho, em casa, num canto. Até depois do jogo eu pensei que entendia a torcida e que devia perdoar sempre aqueles que muitas vezes gritavam contra mim. Não tenho lido nada, nem ouvido nada, mas sei e sinto que fui xingado, avacalhado, que passei a ser o único culpado pela derrota e que pouca gente saiu para me defender. Tem coisas que a gente, por mais que tente, não consegue esquecer. Entende?

“Sem querer se aprofundar mais e achando que seria necessário, Rivelino não se entusiasmou nem pareceu decepcionado com a decisão revelada e a escondida que Vicente Matheus tomou em relação ao seu futuro no clube.  Barba por cortar desde o dia da decisão, um pouco abatido, falando que ainda não era hora de falar nada. mas falando, revelava - com a concordância do pai - que depois da decisão tomada pela diretoria do Corinthians ainda faltava a sua decisão.

- Sou profissional do clube, tenho contrato até setembro, acho que vou me apresentar no dia marcado (dia 14), mas tudo isso ainda vai depender e uma conversa que eu e meu pai precisamos ter com os diretores. Muita coisa ainda precisa ser explicada.

((continua amanhã)))

« Posts mais novosPosts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://josemariadeaquino.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.