Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

27

de
fevereiro

Se o importante é treinar, qual o problema?

A grita foi - e continua - geral. "Depois do churrasco na casa do Antônio Carlos, com seus companheiros, Ronaldo sumiu e não apareceu para treinar essa manhã. Teria chegado de madrugada no hotel e, claro, não acordou a tempo."

Tudo no condicional.

Mano Menezes, técnico do Corinthians, disse que tudo estava programado. Ronaldo não foi ao treino pela manhã, porque ficou fazendo fisioterapia  - aí, já não no condicional.

Onde? Não disse ou não lhe foi perguntado.

Funcionários do hotel teriam dito que Ronaldo só pintou no local altas horas. Que horas? Só? Sóbrio? Acompanhado?

Grande mistério.

Se ninguém - que tenha dito - sabe e ninguém viu, digamos que Ronaldo aproveitou a noite para eliminar a gordura (da picanha), treinando em alguma discoteca, pública ou particular, e só regressou à concentração depois de todos os exercícios feitos.

Qual a diferença? O resultado não seria o mesmo se treinasse pela manhã? Talvez mais saudável e gostoso?

De certo, por hora, só uma coisa: "intrusos" não foram chamados para a fisioterapia.

27

de
fevereiro

Posso gritar eureka?

Como Vanderlei Luxemburgo, que vive dizendo estar apenas colaborando com a organização do futebol, sempre que reclama de alguma coisa - arbitragem, tabela, horário de jogo e até convocação para a seleção brasileira -, também estou sempre querendo ajudar a encontrar soluções para os problemas que surgem.

Sobre esse negócio de torcida de um time só nos clássicos, defendido por companheiros, promotores de justiça e polícia, penso que poderiam experimentar o seguinte: 

No clássico Palmeiras x São Paulo, por exemplo, o Palmeiras jogaria no Parque Antártica, diante de sua torcida, e o São Paulo no Morumbi, também só para seus admiradores. Mesmo dia, mesmo horário, de preferência sem que um time soubesse o número de gols que o outro estivesse marcando. O que também não teria influência no resultado da partida.

O vencedor seria apontado pelos votos dos presidentes, técnicos e diretores de futebol dos dois clubes - só deles - e de uma comissão formada por cinco jornalistas, em cada estádio. Os jornalistas só seriam escalados para os jogos dos times de seu coração. O voto seria unitário. 

O resultado só seria conhecido no dia seguinte, o que evitaria brigas entre os torcedores dos dois times, quando se encontrassem nos trens, no metrô, nos ônibus ou nos restaurantes classe A.

No caso de empate, o vencedor seria conhecido por sorteio, e o marcador seria determinado pelo número de torcedores presentes nos estádios. Cada cinco mil corresponderia a um gol. Obs. só se o vencedor tivesse também maior público, claro. Caso contrário, o resultado seria 1 a 0.

A idéia poderia ser adaptada - graciosamente - pelo o futebol russo, onde os chefes de torcidas do Zenit  - aquele time de St. Petersburgo que não contrata jogadores das raças negra e amarela, nem mesmo mulatinhos rosados - que querem proibir a presença de mulheres jovens e bonitas nos seus jogos.

Lá, eles, as coroas - com todo respeito -  e onças assistiriam os jogos do Zenit, deixando as jovens e belas, que eles dizem atrapalhar a concentração da galera uniformizada e dos jogadores, para  as partidas do CSK  - que, claro, já tem minha simpatia. 

27

de
fevereiro

Ceni acha Paulistão longe e nada atraente

Particularmente gosto dos campeonatos regionais, mesmo sem turno e returno, como no Paulista, o que seria ideal. Os clássicos regionais - Fla-Flu, Vasco-Botafogo, Gre-nal, Palmeiras-Corinthians, Corinthians-São Paulo, Atle-tiba, Cruzeiro-Atlétici, Ba-Vi - têm muito mais sabor, rivalidade, atração para os torcedores do que qualquer outro jogo - que não seja decisivo para alguma classificação.

Mas aceito que pensem diferente. Aceito, por exemplo, a opinião de Rogério Ceni, para quem, em declaração após o jogo São Paulo 3-0 Oeste, diante de pouco mais de 4.300 torcedores, quinta de madrugada, no Morumbi, disse achar que o campeonato paulista não é atraente nesse momento, é longo,,,, além de lembrar que sendo fim de mês a grana no bolso do torcedor anda curta e o horário - 22 horas - é de matar.

Ouvindo e lendo tudo sobre a questão, acho que o ideal seria sssim:

Jogos apenas aos sábados e domingos, com os jogadores  recebendo participação nas rendas. Treino só pela manhã, nada de concentração - tudo para diminuir os custos e acabar com o vermelho.

Talvez diminuisse os ganhos dos craques e também dos profissionais ligados ao futebol, mas essa é uma outra questão.

Pouco imaginada.

27

de
fevereiro

Dunga sabe das coisas

Dunga disse que na frente de Amauri, para a seleção brasileira, estão Luiz Fabiano, Adriano e Pato, entre outros.

E está certíssimo. o que prova conhecer do riscado.

Ou anda lendo esse cantinho aqui.

rrss

24

de
fevereiro

Por que será?

Por que será que dizem "toca essa bola" se as outras seis estão fora do campo, nas mãos dos gandulas, e, portanto, não podem ser tocadas?

Por que será que jogador sempre diz que  chega para ajudar ou somar e não para decidir e multiplicar? Não é para isso que eles, cada um de acordo com suas qualidades, ganham e ganham bem?

Falando sobre o somar, certa vez com o amigo Sérgio Noronha, ele pegou forte nos craques, dizendo que muitos nem somar somam, apenas subtraem.

Por que será que dizem que certas faltas são necessárias, se faltas são punidas?As faltas não são permitidas no futebol, tanto que são punidas. Elas apenas são admitidas, por se tratar de um jogo de contato. No futebol, necessário são gols. Ou não?

Por que será que quando um time está perdendo e vai ao ataque, dizem que está correndo atrás do prejuizo? Não seria atrás do lucro, exatamente para diminuir o prejuizo e alcançar o lucro? Quem corre atrás do prejuizo e o alcança não aumenta o prejuizo?

Por que será que dizem tanto de gols de bola parada, se a bola está sempre em movimento? Já viu bola parada entrar no gol? E já viu algum gol que não começou de bola parada - ainda que seja lá atrás, no iníciodo jogo?

Por que será que cartola reclama tanto do sacrifício de dirigir um time, abandonando a família, seus negócios, mas não quer largar nunca a carne seca?

 

23

de
fevereiro

…e o culpado é o Cuca

Não acredito um centavo que jogador faça corpo mole por qualquer motivo, nem mesmo salário atrasado. Não deve ser fácil ficar três meses sem receber - mesmo tendo reserva financeira, porque ganha-se bem -, mas não creio que o atraso leve um time a perder por corpo mole.

Não foi essa a razão, creio, que fez o time do Flamengo dar aquele vexame no sábado, perdendo para o Resende por 3 a 1, no mesmo Maracanã em que deu outros vexames contra o América, do México,  e o Goiás. Lembra-se?

Para mim, o motivo foi mesmo a promessa de pagar pelo menos 50% do salário de dezembro, não cumprida. O clube não deve, mas até pode, atrasar pagamento de salário, mas cartola não pode prometer e não cumprir.

E querem botar a culpa no Cuca, que faz tempo devia ter caído fora para o Japão ou para o Oriente, mas ficou por aqui para sair derrotato de todos os times.

Bem feito.

20

de
fevereiro

Casas Bahia

Para todos os efeitos, embora os marqueteiros do Corinthians tentem, timidamente, negar, a contratação de Ronaldo pretende ser uma grande jogada de marketing. Certo?

Certo. O que Mano Menezes, correta e corajosamente diz - como dissemos aqui logo de cara - de nada adiantará (a jogada de marketing), se Ronaldo - o produto oferecido - não jogar bem. Certo?

Certíssimo. E por isso mesmo, ouvindo a todo momento perguntarem quando o Fenômeno fará sua estréia, Mano, que nessas se revela "manu do peito", aventou hoje uma possibilidade: "Ronaldo jogar a prestações". Entrar 15 minutos numa partida, 30 na outra, 45 na seguinte, até suportar 90 minutos de verdade.

Boa idéia - 15 invertido fica 51 -, não há dúvida.

A dúvida é, se jogando a prestações, o preço do ingresso para vê-lo poderá, também, ser pago em suaves prestações. Assim: 15 minutos, R$15,00. 30 minutos, R$30,00…

Como fazem as Casas Bahia, que um sãopaulino, ao ouvir a idéia de um marqueteiro amigo comum, tentou, maldosamente, substituir por Casas da Banha. Numa alusão sem sentido aos quilinhos a mais que o Fenômeno ainda cultiva.  

 

20

de
fevereiro

Previsão para 2010. Fácil, fácil

A grana que Kléber Leite promete usar para pagar parte dos salários atrasados de jogadores e funcionário do Flamengo, virá do adiantamento que uma empresa, não revelada, fará para ser descontado em 2010.

O que, pelo aperto financeiro que o Mengo vem vivendo há muiiiiosssss anos, me faz confiar que em 2010 pedirão grana adiantada de contratos válidos para 2011, e assim por diante.

O que, em termos bem populares, significa dizer "empurrar com a barriga". Na base do "devo, não nego, pago(sempre)  no ano que vem".

Maé Dinah que se cuide comigo.

20

de
fevereiro

Pra tudo acabar na quarta-feira

Canta-se em Orfeu do Carnaval que tristeza não tem fim, felicidade sim

Nesses tempos de Momo, ouço que Kléber Leite, vice do Flamengo, prometeu pagar hoje 50% do salário do mês de dezembro - restarão os outros 50%, 13o, janeiro e logo fevereiro -, liquidando o restante da dívida dia 2 de março.

Ouço, também, que a promessa alegrou a todos, devolvendo a eles o sorriso e a felecidade de ver alguma grana

Só espero que tudo não acabe na quarta-feira

20

de
fevereiro

Lobo perde a pele mas…

O meia Kléber estreou no Cruzeiro, fez dois gols na vitória sobre o Estudiantes, da Argentina, pela Libertadores, e foi expulso. Tudo em apenas 15 minutos.

Chamado pelos sãopaulinos como "cotovelo de ouro", tantas as agressões a adversários, no ano passado, quando defendia o Palmeiras, Kléber - como sempre - considerou sua expulsão injusta e disse que o "árbitro Carlos Amarilla, do Paraguai, tem com ele bronca antiga.

Amarilla, Paulo César, João de Deus, Cara de cavalo, Unha de burro…

 

20

de
fevereiro

Calma, pessoal, Olimpíada é outra coisa

Setenta (por enquanto)  turistas estrangeiros foram assaltados no Rio de Janeiro, em poucas horas.

Mas, por favor, ninguém fique alarmado, nem preocupado com a repercussão negativa que os assaltos possam ter com relação ao Mundial de 2014 e a Olimpiada de 2016, que a Cidade Maravilhosa é candidata a acolher.

Esses turistas roubados - 70, por enquanto e em poucas horas - são os duros, aqueles que ficam em albergues e carregam mochilas

Os que o Mundial a a Olimpiada querem atrair são outros, os abonados, que trazem cartão de crédito, guardam os euros nos cofres dos hoteis de luxo que ocuparão e que terão toda segurança, é claro.

Desde que não se afastem mais de cinco metros da portaria, não abram a boca, nem mostrem suas canelas alvas

19

de
fevereiro

É só para que eu possa entender

O São Paulo fez um pacotão vendendo por preço único ingressos para os três jogos que disputará no Morumbi, por essa fase da Libertadores. E deu de lambuja ingresso para o jogo contra o Corinthians.

Domingo foi anunciado público de +- 34 mil pagantes, com renda de +- R$1.600 mil. Ondem, na primeira partida pela Libertadores, contra o Medelin, divulgaram público de 30.375 pagantes e renda de R$631 mil

O que devo entender? Que os números de domingo, no jogo contra o Corinthians, estão fora daquele do pacotão, dado como brinde? Representam apenas quem quis ver o jogo com o Timão?

E o de ontem, como entendê-lo? Também como fora do pacotão? Só de quem não comprou antes e correu na última hora? Difícil, né?

Se os ingressos vendidos e a grana arrecadada valem por três jogos, como fizeram para apurar os de ontem?

É só para entender.

 

19

de
fevereiro

Será que analisam o jogo nos dias seguintes?

Já perguantei "n" vezes e nunca recebi uma resposta convincente. A pergunta é: "será que os técnicos analisam com os jogadores lances do jogo? Tenha ou não vencido?

Já ouvi que o técnico fala mais de como joga o adversário, isso na véspera ou no dia da partida - porque se falar dias antes, os jogadores acabam esquecendo.

E já ouvi que alguns técnicos analisam os jogos, mas sem insistir muito e apenas alguns lances são repetidos - para que os jogadores não se irritem.

Pode ser que me engane, mas acho que valeria a pena, uma vez ou outra, analisar, não o adversário, mas o próprio time. Acertos e erros numa partida. Não precisa, nem mesmo deve, passar todo o jogo, mas separar e editar lances coletivos e individuais.

Quando trabalhava na Poderosa, dezenas de vezes clubes pediram teipes de jogos dos para analisá-los. Hoje isso não é mais necessário. Todos os clubes gravam seus jogos e sabem como editá-los.

Se no São Paulo gravaram o jogo de ontem, contra o Medelin, e o editarem seguindo um bom roteiro - só com lances de ataque, por exemplo - Murici poderá, acho eu com meus botões, corrigir muitos erros, que se repetem há tempos e prejudicam o time.

Borges, por exemplo, fez o gol de empate, que devia ser lamentado, mas que acabou sendo comemorado como uma grande vitória. Mas Murici poderá mandar separar pelo menos quatro oportunidades em que ele chutou para gol sem a menor chance de marcar e sem pontaria, quando tinha companheiros melhor colocados.

Borges foi fominha porque quer provar a Murici que deve ser o titular, e pensa que conseguirá seu intento mrcando gols. Um erro, porque se jogasse coletivamente, o time ganharia e ele seria reconhecido não como autor de um gol, mas como companheiro que deu o passe para dois ou três.

Falei de lances de Borges, mas tem também os de Hugo - este, então, de forma escancarada, digna de ser substituido no mesmo momento, para que soubesse e a torcida visse o motivo. Hernanes, o cabeça do time, também cometeu dois desses lances, vendo, como castigo, Washington gesticulando para mostrar a ele como estava bem posicionado na área.

Hernanes é o diferenciado do time e tem crédito para tanto. Só não tem para continuar em campo quando o pulmão fica vazio de ar e as pernas já não obedecem o cérebro - como ocorreu ontem a partir dos 25 minutos do segundo tempo. Mesmo achando que ele pode decidir um jogo a qualquer momento, Murici deveria tê-lo trocado ,

Jorge Vágner é muito bom para cobrar escanteios e faltas em diagonal. Mas é pouco, no futebol de hoje, para manter alguém como titular de um time que quer ser campeão. Se as regras fossem como a do basquete e volei…

Que tal trocar um treino no dia seguinte por uma hora analisando lances de jogadas que precisam ser corrigidas? Nas poltronas também se treina ..

  

18

de
fevereiro

Encanar briguentos? É só querer

Ministros, Promotores, cartolas, companheiros, todo mundo quer, ou pelo menos fala ser preciso encanar torcedores briguentos para acabar com a violência nos estádios - que bom seria se não apenas nos estádios, mas em todos os lugares.

Falam, falam, e acabam pedindo leis especiais. Mais leis no país das leis? Lei é o que não falta por aqui, falta mesmo é aplicá-las.

Há anos, um exelente Juiz de Niterói,dr. Nélson Rosa, já usava o Código Penal e as Leis de Contravenções - essas mesmas que estão em vigor - para condenar criminosos primários por delitos leves sem mandá-los para a cadeia. Aplicava penas alternativas, como visitar hospitais, trabalhar junto aos fiscais de trânsito etc.

Hoje, feito um acordo entre a promotora Cláudia Regina de Pádua e Silva, de Pinhais, no Paraná, e os denunciados, o Juizado Especial Criminal daquela Comarca condenou 17 torcedores do Atlético Paranaense que se meteram em arruaças antes do último Atletiba, a se apresentarem ao Batalhão da Polícia Militar da cidade, todos os dias de jogos do seu time, até o final do campeonato.

Poderão ouvir as transmissões das partidas e até assisti-las pela televisão, mas longe do estádio.

A sentença, com base no mesmo Estatuto dos Torcedores que tanto criticam e querem aposentar, é branda, não há dúvida, mas é mais um exemplo de que, querendo, é possível encanar os briguentos aplicando as leis que já existem.

Onde está escrito que quem mata, rouba, briga, quebra estações de trem ou metrô, atira bomba nos estádios, não pode ser processado pelo mesmo Código que temos, só porque vestem camisa de uma torcida uniformizada? Camisa de clube não é habeas-corpus preventivo.

  

18

de
fevereiro

Inimigo oculto

O Vasco ganhou três pontos no campo mas perdeu seis fora dele - isto é, os três e mais três. Resta saber se no seu setor administrativo - que permitiu a escalação de um jogador de forma irregular, se no TJD ou se no seu departamento jurídico.

Seja qual for o culpado pela perda dos pontos, que acarreta prejuízo financeiro ao clube, fico pensando:

Quem será o inimigo oculto do Vasco - não tão oculto assim? Não é o Sombra.

Matou a charada?

18

de
fevereiro

Presidente Lula reza por Obama

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, disse, com seu coração piedoso, que tem rezado mais para Barack Obana, presidente dos Estados Unidos, do que (na vida) rezou para ele próprio

Desde ontem passei a orar ainda mais por Lula

Se o amigo quiser, entre nessa corrente também

18

de
fevereiro

Então tá…

Leio chamada para os jogos da Copa do Brasil:

MEDALHÕES EM AÇÃO

Ronaldo, Thiago Neves, Kléber, Bolãnos, Zé Roberto..

E penso: Então tá 

18

de
fevereiro

Duas grandes verdades

Depois de conversa reservada com o capitão do time, Fábio Luciano, o vice presidente do Flamengo, Kléber Leite, marcou para hoje uma reunião com seus jogadores para explicar a eles a (péssima) situação financeira do clube.

E, sem negar que salários, prêmios e que tais estão atrasados, disse numa frase uma grande verdade:"a melhor solução é sempre a honestidade"

Melhor que essa, só uma outra grande verdade, Leite - o pagamento de todos os atrasados.

Porque carteirinha de jogador ou funcionário do Flamengo ainda não vale, infelizmente, como cartão de débito ou crédito no caixa do supermercado.

E, em campo, sem salários em dia, fica difícil tirar LEITE de pedra.

16

de
fevereiro

Nem muralha, nem peneira

Comete erro quem afirmar que Fábio Costa é um mau goleiro. Assim como comete quem disser que ele é um grande goleiro. Fábio Costa é (só) um bom goleiro, que vez por outra leva seus frangos e aqui e ali faz uma grande defesa. Salva o time bem menos do que o enterra.

Mas tem seus fã clube na Vila Belmiro. Gente com poder de decisão que trabalha sempre para renovar seus contratos, garantindo a ele condição de intocável, porque os outros que por lá aparecem não têm chance de brigar pela posição.

Se Fábio Costa fosse um frangueiro, a solução para o gol do Santos seria fácil - bastaria dispensá-lo. Se ele fosse um grande goleiro, a solução seria mais fácil ainda - a torcida ficaria tranquila, o time jogaria com mais confiança e as discussões em que ele quase sempre está envolvido, não existiriam.

Um abacaxi para o técnico Vágner Mancini, que acaba de chegar à Vila - descascar. E, em pouco tempo.

Como, aliás, com coragem, prometeu logo que foi apresentado e ficou sabendo do entrevero entre ele e o zagueiro Fabiano Eller, em Marília, na semana passada - com direito a tesouras?.

Mancini disse que Fábio Costa não tem lugar garantido.

 

16

de
fevereiro

A saída pode ser um duelo

Se a violência após o jogo São Paulo 1 x 1 Corinthians, domingo no Morumbi, entre a torcida do Timão e o policiamento, seria menor ou maior, se o ingresso ao estádio fosse livre a qualquer pessoa, independentemente de credo, raça e preferência por esse ou aquele time, não sei.

Nem eu, nem os que defendem limitar ainda mais - a diretoria do São Paulo destinou apenas 10% da capacidade máxima do estádio - 68 mil - para a torcida contrária, nem a polícia, nem a promotoria pública. Ninguém.

Lembrando os tempos em que o direito de ir aos estádio e voltar para casa era amplo e irrestrito, dá, até, para acreditar que a violência seria menor, ou mesmo nem tivesse ocorrido.

Mas deixemos ficar a dúvida inicial e busquemos uma solução, que não seja "casamento entre irmãos", nem "picolé de chuchu".

Tenho uma idéia, que poupa os já tão esquentados - por borrachadas - torcedores - sejam violentos, covardes ou boa gente.

Reunam os cartolas dos dois clubes, aqueles que falam, falam, mandam, mandam e desmandam, coloque-os num campo ou mesmo num ginásio, fechem as portas e permitam que eles - a pão e água, à vontade - discutam, troquem bofetadas, concordem, discortem, até que se tenha um grupo vencedor. Sem direito a empate

 

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