Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

9

de
fevereiro

O Chelsea não é um clube inglês

O grande charme do futebol inglês é a estabilidade de seus técnicos. Agraciados com o cobiçado título de  Sir ou não, alguns, como Alex Ferguson, do Manchester United (mais de 22), o francês Arsene Wenger (desde 1996) do Arsenal e o espanhol Rafael Benitez, que acaba de renovar por cinco anos com o Liverpool, ficam décadas e décadas no comando dos times sem que, nem se longe, ouçam falar em bilhete azul.

E olhe que alguns times passam longos anos na fila, sem ver um título importante. O Liverpool, por exemplo, está há 19.

É o trabalho do técnico que importa e é olhado. Os dirigentes, investidores ou não, analisam o trabalho dos técnicos de acordo com os elencos que têm para trabalhar. Não apenas pelo dinheiro que gastam - às vezes mal

Longe de poder ser visto como um clube inglês, no sentido nais puro, mas apenas um nome adquirido por milionários estrangeiros, que gostam de se divertir, investindo e  ganhando muito dinheiro - o fisco inglês sabe lá como e por quê - o Chelsea, sem história, sem títulos, sem nobreza, acaba de demitir o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari.

Ele e, claro, sua equipe. Devendo "sobrar", também, logo, logo, para os jogadores de língua portuguesa levados por ele para vestir a camisa azul.

Azul, cor de bilhete "triste".

Felipão deve ter achado que ia dirigir um clube inglês, e não um time com sede na Inglaterra. 

9

de
fevereiro

A preocupação do Alberto Pezão

O amigo Alberto Pezão, sapato 48, especial, mano até a raiz do cabelo, que primeiro compra a nova camisa lançada pelo clube e só depois paga a conta da luz, anda preocupado e criou uma espécie de contagem de tempo em que os "homens do marketing", como diz, estão vendo o cofre do Parque São Jorge encher de teia de aranha.

- Aquino, como janeiro tem 31 dias, amanhã completam 40 que eles falam, prometem, mas a grana não aparece. A Ceição, minha mulher, baixinha da peste, cearense da gema é que tem razão. Nessa época de seca, seria melhor pingar do que secar. Fale alguma coisa, Aquino.

Falar o quê, Beto?

9

de
fevereiro

Saudade do deputado Juruna

Lembra o amigo do Cacique Juruna, aquele que se elegeu deputado federal e, sabiamente, para mostrar aos "brancos" que era tão ou mais espertos que eles, gravava todas as conversas que mantinham, principalmente as que continham promessas?

Lembra-se? E lembra-se que ele, deputado Cacique Juruna, várias vezes apanhou os "brancos espertos" com a boca na botija, deixando-os nus com as mãos nos bolsos?

Pois acho que a diretoria do Corinthians devia escalar alguns de seus "caciques", e são tantos, para se munirem de gravadores, registrando tudo que, vivem dizendo, andam fazendo para prejudicar o Timão - não é preciso gravar imagens, porque elas podem servir de prova em contrário, ok?

Domingo, por exemplo, tivessem os "caciques" munidos de seus gravadores, e teriam enfiado o microfone na boca do árbitro da partida contra a Portuguesa (1 a 1), interrompida por mais de 90 minutos em razão do dilúvio que arrasou a cidade, registrando o momento em que ele, segundo Mano Menezes, disse para  a turma da Portuguesa que o jogo estava suspenso, mas não disse para a sua.

A gravação acabaria com a dúvida que eu, e acho que muita gente, tem sobre se ouve mesmo ou não tal aviso. Sem ela, tenho o direito de acreditar em uma grande confusão, porque não quero crer que armem alguma coisa para prejudicar o Corinthians e beneficiar a Portuguesa. O amigo não? Justo a "pobre" Lusa?

Fica a idéia. Mas, se a aceitarem, forneçam gravadores sem fio, para que os "caciques" não corram risco de levar choques em caso de chuva.

Juruna neles, Cacique Maior. 

9

de
fevereiro

Futebol é coisa séria?

Em campo, não tenho a menor dúvida. Na grande maioria das vezes, os jogadores correm, lutam pela vitória - o que não é mais do que obrigação - vibram e buscam dar alegria aos torcedores.

Mas fora, nos gabinetes, nem de longe. Entra ano, sai ano, aumentam as dívidas e lá estão os cartolas enfiando os pés pelas mãos, jogando dinheiro pela janela - dinheiro que, claro, não lhes pertence, não sai dos seus bolsos - em nome da pura vaidade e da dor de cotovelo.

Veja só o amigo. O jogo Corinthians x Palmeiras, consta, será levado para Presidente Prudente, bela cidade, região onde vivem muitos palmeirenses e corintianos, mas completamente longe das sédes dos dois clubes, dos núcleos de seus torcedores.

Por que o jogo, mais uma vez, sairá da Capital? No Morumbi, dizem que é para não usarem o o único estádio que comportaria as duas torcidas, dando renda para o São Paulo. Gastam um dinheirão, enfiam jogadores em aviões, correndo todos os riscos, tudo por conta de uma rivalidade que deveria ficar apenas no campo.

São Paulo e Corinthians jogam domingo, no Morumbi, porque é do tricolor o mando da partida. Jogo para dar casa cheia, graças ao bom momento que vivem os dois times. Mas, sabe o que estão fazendo os gênios das finanças do São Paulo? Limitando o número de ingressos para os corintianos.

Direito estabelecido em regulamento? Direito burro, que portanto não deveria ser cumprido nem colocado em prática. Por que, num futebol profissional, em eterno estado de falência, acolher em uma partida um público menor que o possível? Além da burrice, a vaidade, 

E, quem sabe, o medo de que a torcida adversária possa ser maior, com o absurdo de empurrar seu time para uma vitória.

Cartolas que agem assim, deveriam ser cobrados por seus conselheiros - o que, sabe-se, não acontece

Futebol é coisa séria? 

Deixe de brincadeira.

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