9
de
fevereiro
O Chelsea não é um clube inglês
O grande charme do futebol inglês é a estabilidade de seus técnicos. Agraciados com o cobiçado título de Sir ou não, alguns, como Alex Ferguson, do Manchester United (mais de 22), o francês Arsene Wenger (desde 1996) do Arsenal e o espanhol Rafael Benitez, que acaba de renovar por cinco anos com o Liverpool, ficam décadas e décadas no comando dos times sem que, nem se longe, ouçam falar em bilhete azul.
E olhe que alguns times passam longos anos na fila, sem ver um título importante. O Liverpool, por exemplo, está há 19.
É o trabalho do técnico que importa e é olhado. Os dirigentes, investidores ou não, analisam o trabalho dos técnicos de acordo com os elencos que têm para trabalhar. Não apenas pelo dinheiro que gastam - às vezes mal
Longe de poder ser visto como um clube inglês, no sentido nais puro, mas apenas um nome adquirido por milionários estrangeiros, que gostam de se divertir, investindo e ganhando muito dinheiro - o fisco inglês sabe lá como e por quê - o Chelsea, sem história, sem títulos, sem nobreza, acaba de demitir o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari.
Ele e, claro, sua equipe. Devendo "sobrar", também, logo, logo, para os jogadores de língua portuguesa levados por ele para vestir a camisa azul.
Azul, cor de bilhete "triste".
Felipão deve ter achado que ia dirigir um clube inglês, e não um time com sede na Inglaterra.

