Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

13

de
fevereiro

Você meu amigo de fé…Ou será da fiel?

O velho e bom Jangada, nascido Marco Aurélio Barrandon, jornalista e sambista, que este ano verá o desfile da Marques de Sapucaí lá de cima, ao lado Jamelão e outros,  nos anos de exílio voluntário e bem remunerado na São Paulo da garoa, costumava repetir, na redação da revista onde trabalhávamos, um velho ditado carioca:

"Farinha pouca, meu pirão primeiro"

Ingressos poucos, meus amigos primeiro, devem ter decidido os dirigentes do Corinthians que, antes mesmo dos 6.700 miseravelmente oferecidos pelo São Paulo para o clássico de domingo chegarem às bilheterias do Parque São Jorge, retiraram 40% deles e entregaram às torcidas uniformizadas.

Quantas? Não sei. Talvez uma. Talvez duas. Aquelas que ajudam conseguir votos nas eleições - e amanhã tem uma importante - ou ameaçam dirigentes e jogadores nos dias de derrota.

O que os responsáveis pelas uniformizadas farão com o ingresso? O amigo sabe? Nem eu.

O que também não importa. Importa é lamentar o privilégio, sem nem mesmo falar - já falando - que para os amigos fieis foram os ingressos mais baratos - R$45,00 -, deixando nas bilheterias, com filas na chuva, os mais caros - R$90,00 - para os outros torcedores. Tão ou mais fieis, mas não "uniformizados", amigos de fé.

Cartolas? São todos iguais.

12

de
fevereiro

…e sãopaulino que casou com corintiana, o que faz?

Aqui em Sampa, onde sabiá papo amarelo anda rejeitando a paquera da fêmea quase toda branca - classificada como meio albina -, companheiros competentes defendem, e faz tmpo, jogo de uma torcida só nos chamados clássicos. A justificativa é que, sem os "vagabundos, arruaceiros", os verdadeiros torcedores, "aqueles que gostam do bom futebol, mas têm medo de violência,  voltarão aos estádios".

Quais vagabundos? Os que torcem para o time não mandante? E, admitindo, apenas admitindo, que todos os torcedores que vão para as arquibancadas ou pertencem às uniformizadas são vagabundos, vale perguntar: e os que torcem para o time mandante? Esses, quando mandantes são santinhos?

Será mesmo que só torcedores uniformizados, que só podem ir às arquibandadas, são perigosos? Os das cadeiras são santos? Gente finíssima? Com apenas eles presentes, a Polícia Militar não precisa ir aos estádios, usando seu tempo de trabalho para vigiar as ruas - onde, a se pensar assim, estarão os vagabundos?

Já disse que jogo de uma torcida só é como casamento entre irmãos. Dá? Não dá. É como experimentar picolé de chuchu. Beber cerveja sem alcool. E vai por aí. Dá? Não dá.

Hoje um amigo sãopaulino, casado vascaína, três filhos - um corintiano, um palmeirense e um sãopaulino - me perguntou, não preocupado, que o Zeka não é disso, mas curioso, para saber como deverá fazer, caso a idéia dos companheiros - competentes, repito - um dia vingue.

"Um vai ao estádio e os outros ficam em casa? O corintiano deve perguntar à moça, antes de iniciar a paquera para qual time ela torce?" E vai por aí…

Ou deve - agora penso eu - condenar qualquer idéia farisaica, lembrando que riscos existem em todos os lugares e que trabalho da polícia é dar garantia a quem age corretamente e prender bandido? Nesse caso, seria ótimo prender também o de colarinho branco - esteja ou não nos camarotes.

Abaixo o casamento entre irmãos e o picolé de chuchu. Viva os clássicos com duas ou mais torcidas, todas elas protegidas pela polícia, no cumprimento do seu dever.

Já falei com o amigo sobre a bobagem da "falta necessária" e do "administrar p prejuízo"? Falarei…

12

de
fevereiro

Os gênios Dunga e Maradona

O Brasil venceu a Itália, campeão do mundo, por 2 a 0, em Londres, e ganhou elogios gerais.

A Argentina ganhou da França, campeã mundial de 98, em Marselha, por 2 a 0, e foi aplaudida.

O Brasil é dirigido por Dunga e a Argentina por Maradona. Logo, se os dois comandam times vencedores de grandes times, são dois grandes técnicos. Certo?

Não é assim que aquele instituto alemão aponta os melhores do mundo?

11

de
fevereiro

Casamento entre irmãos

Outro dia, ao entrar numa agência bancária, ouvi uma funcionária indagar de um cliente jovem - se fosse velho eu poderia achá-lo ranzinza, mas era bem jovem - porque ele não usava o caixa eletrônico para pagar suas contas, ao que ele respondeu:

"Por três razões. Primeiro, porque já vim até aqui; segundo, porque não ganho para trabalhar para o banco, que também não vai diminuir as taxas que cobra de mim; e terceiro, porque, quanto mais nós clientes trabalharmos para o banco, mais funcionários serão demitidos. E não quero isso para você.

Barrabás, pensei.

Hoje leio que São Paulo e Palmeiras sonham diminuir cada vez mais o número de torcedores adversários em seus jogos. Hoje são 10% da capacidade do estádio, amanhã 5% e logo ninguém.

A informação acrescenta que a Polícia Militar e o Ministério Público apoiam a idéia - que desde logo considero triste, ridícula, elitista, que só pode ter saído da cabeça de quem não paga ingresso e tem os melhores lugares para sentar.

Ninguém precisa saber formar uma frase com três palavras para saber que um jogo com torcida de um único clube tende a dar menos trabalho ao policiamento. E acho que quanto menos confusões acontecerem, melhor para o policiamento, para a Justiça e até para a população.

Mas, chegar a tal exagero de pensar em jogo com torcida de um único clube, é não gastar um só segundo para pensar no que consiste um jogo de futebol - que vai muito além de 22 marmanjos correndo atrás de uma bola, com árbitro e auxiliares para levarem culpa pela derrota e com cartolas tomando água ou uisque em camarotes confortáveis e refrigerados.

Sem falar na falta que a torcida presente sentirá da ausente, caso seu time seja vencedor, para tirar aquele sarro. Nem na cara de babaca que os torcedores presentes ficarão, caso seu time leve uma piaba, sem terem adversários para sacaneá-los.

Com todo respeito, para diminuir as brigas, cabe à polícia fazer um trabalho preventivo e, se for o caso, depois,  engaiolar os torcedores briguentos. Assim como ao Ministério Público buscar condená-los.

Deixando a preguiça de lado, cá entre nós, jogo com uma torcida só é casamento entre irmãos. Ou, se o amigo preferir, é sanduiche de pão com pão. 

 

10

de
fevereiro

Robinho, Ronaldinho, Elano…

E aí, amigo, você ainda acha que o Dunga não sabe nada e que precisa levar um bico nos fundilhos, dando o lugar para Luxemburgo ou, agora, para Felipão?

Calma, também acho que ele não sabe nada. Mas paro por aí. Nada de rifá-lo.

Por uma razão simples, que sempre coloco aqui. Técnico não joga bola, não entra em campo - a não ser para chatear os árbitros. Jogadores jogam bola, ganham ou perdem jogo. Se são bons, ganham quando querem.  Mais do que perdem. Se querem, mas não ganham, é porque não são bons.

Hoje, em Londres, jogando para o mundo mas, principalmente para os torcedores e dirigentes dos times milionários que defendem ali mesmo, na Inglaterra,  e na Itália, eles quiseram. E aí, azar da Itália.

Vá na minha, amigo, deixe o Dunga sossegado, mesmo não sabendo nada. O time vai ganhar ou perder não por culpa dele, que jogador que sabe das coisas joga pelo que sabe e não pelo que o técnico pede ou manda.

Quando eles dizem que cumpriram o que o professor mandou, confira, estão apenas deixando de banda qualquer culpa pela derrota. É isso, o professor só é lembrado quando o time não vence.

Como será no jogo contra o Peru, pelas eliminatórias, longe dos olhos de seus torcedores e dos dirigentes dos times milionários que defendem?

O que o amigo acha?

 

9

de
fevereiro

O Chelsea não é um clube inglês

O grande charme do futebol inglês é a estabilidade de seus técnicos. Agraciados com o cobiçado título de  Sir ou não, alguns, como Alex Ferguson, do Manchester United (mais de 22), o francês Arsene Wenger (desde 1996) do Arsenal e o espanhol Rafael Benitez, que acaba de renovar por cinco anos com o Liverpool, ficam décadas e décadas no comando dos times sem que, nem se longe, ouçam falar em bilhete azul.

E olhe que alguns times passam longos anos na fila, sem ver um título importante. O Liverpool, por exemplo, está há 19.

É o trabalho do técnico que importa e é olhado. Os dirigentes, investidores ou não, analisam o trabalho dos técnicos de acordo com os elencos que têm para trabalhar. Não apenas pelo dinheiro que gastam - às vezes mal

Longe de poder ser visto como um clube inglês, no sentido nais puro, mas apenas um nome adquirido por milionários estrangeiros, que gostam de se divertir, investindo e  ganhando muito dinheiro - o fisco inglês sabe lá como e por quê - o Chelsea, sem história, sem títulos, sem nobreza, acaba de demitir o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari.

Ele e, claro, sua equipe. Devendo "sobrar", também, logo, logo, para os jogadores de língua portuguesa levados por ele para vestir a camisa azul.

Azul, cor de bilhete "triste".

Felipão deve ter achado que ia dirigir um clube inglês, e não um time com sede na Inglaterra. 

9

de
fevereiro

A preocupação do Alberto Pezão

O amigo Alberto Pezão, sapato 48, especial, mano até a raiz do cabelo, que primeiro compra a nova camisa lançada pelo clube e só depois paga a conta da luz, anda preocupado e criou uma espécie de contagem de tempo em que os "homens do marketing", como diz, estão vendo o cofre do Parque São Jorge encher de teia de aranha.

- Aquino, como janeiro tem 31 dias, amanhã completam 40 que eles falam, prometem, mas a grana não aparece. A Ceição, minha mulher, baixinha da peste, cearense da gema é que tem razão. Nessa época de seca, seria melhor pingar do que secar. Fale alguma coisa, Aquino.

Falar o quê, Beto?

9

de
fevereiro

Saudade do deputado Juruna

Lembra o amigo do Cacique Juruna, aquele que se elegeu deputado federal e, sabiamente, para mostrar aos "brancos" que era tão ou mais espertos que eles, gravava todas as conversas que mantinham, principalmente as que continham promessas?

Lembra-se? E lembra-se que ele, deputado Cacique Juruna, várias vezes apanhou os "brancos espertos" com a boca na botija, deixando-os nus com as mãos nos bolsos?

Pois acho que a diretoria do Corinthians devia escalar alguns de seus "caciques", e são tantos, para se munirem de gravadores, registrando tudo que, vivem dizendo, andam fazendo para prejudicar o Timão - não é preciso gravar imagens, porque elas podem servir de prova em contrário, ok?

Domingo, por exemplo, tivessem os "caciques" munidos de seus gravadores, e teriam enfiado o microfone na boca do árbitro da partida contra a Portuguesa (1 a 1), interrompida por mais de 90 minutos em razão do dilúvio que arrasou a cidade, registrando o momento em que ele, segundo Mano Menezes, disse para  a turma da Portuguesa que o jogo estava suspenso, mas não disse para a sua.

A gravação acabaria com a dúvida que eu, e acho que muita gente, tem sobre se ouve mesmo ou não tal aviso. Sem ela, tenho o direito de acreditar em uma grande confusão, porque não quero crer que armem alguma coisa para prejudicar o Corinthians e beneficiar a Portuguesa. O amigo não? Justo a "pobre" Lusa?

Fica a idéia. Mas, se a aceitarem, forneçam gravadores sem fio, para que os "caciques" não corram risco de levar choques em caso de chuva.

Juruna neles, Cacique Maior. 

9

de
fevereiro

Futebol é coisa séria?

Em campo, não tenho a menor dúvida. Na grande maioria das vezes, os jogadores correm, lutam pela vitória - o que não é mais do que obrigação - vibram e buscam dar alegria aos torcedores.

Mas fora, nos gabinetes, nem de longe. Entra ano, sai ano, aumentam as dívidas e lá estão os cartolas enfiando os pés pelas mãos, jogando dinheiro pela janela - dinheiro que, claro, não lhes pertence, não sai dos seus bolsos - em nome da pura vaidade e da dor de cotovelo.

Veja só o amigo. O jogo Corinthians x Palmeiras, consta, será levado para Presidente Prudente, bela cidade, região onde vivem muitos palmeirenses e corintianos, mas completamente longe das sédes dos dois clubes, dos núcleos de seus torcedores.

Por que o jogo, mais uma vez, sairá da Capital? No Morumbi, dizem que é para não usarem o o único estádio que comportaria as duas torcidas, dando renda para o São Paulo. Gastam um dinheirão, enfiam jogadores em aviões, correndo todos os riscos, tudo por conta de uma rivalidade que deveria ficar apenas no campo.

São Paulo e Corinthians jogam domingo, no Morumbi, porque é do tricolor o mando da partida. Jogo para dar casa cheia, graças ao bom momento que vivem os dois times. Mas, sabe o que estão fazendo os gênios das finanças do São Paulo? Limitando o número de ingressos para os corintianos.

Direito estabelecido em regulamento? Direito burro, que portanto não deveria ser cumprido nem colocado em prática. Por que, num futebol profissional, em eterno estado de falência, acolher em uma partida um público menor que o possível? Além da burrice, a vaidade, 

E, quem sabe, o medo de que a torcida adversária possa ser maior, com o absurdo de empurrar seu time para uma vitória.

Cartolas que agem assim, deveriam ser cobrados por seus conselheiros - o que, sabe-se, não acontece

Futebol é coisa séria? 

Deixe de brincadeira.

5

de
fevereiro

Vende-se um sofá

O amigo Olivério Júnior gosta de contar aquela piadinha do marido que pegou a mulher aos amassos com seu melhor amigo, no sofá da sala, e no dia seguinte vendeu o sofá.

A piadinha é boa. Só acho, e sempre digo a ele, que vez por outra os papeis dos personagens podiam ser invertidos. Concorda?

No mundo da bola, mais uma vez o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ameaça não programar jogos da seleção brasileira para cidades onde o torcedor a vaia. Só para onde os aplausos são fartos, mesmo quando não merecedores.

Não sei se a ameaça será levada adiante, torço para que sim. E os torcedores de São Paulo, Rio e Belo Horizonte estarão livres de noites de terror, como a que, por exemplo, viveram os cariocas no Engenhão quase às moscas - não fossem os convites distribuidos às pressas - naquele triste 0 a 0 com a Bolívia.

E nem ouso alertar que, cumprida a ameaça, a seleção poderá não ter onde jogar no Brasil. Ou talvez venha a jogar com portões fechados, sob aplausos gravados.

Ao invés de vender o sofá, não seria melhor montar seleção que arranquem aplausos, que encantem e justifiquem esse papo de ter o melhor futebol do mundo?  

5

de
fevereiro

Cipulo e os juros da Dona Maria

A aflição que começava sentir com o aterrorizador silêncio que caia este início de tarde cá em casa, depois que os pirralhos deram adeus, acabou superada com a volta do Lucas, aquele pássaro preto que frequenta a jaboticabeira, outra vez começando a florir, deixando no ar um perfume sem igual.

Não sei se o Lucas voltou porque se incomodava com a algazarra dos pirralhos ou se por causa das flores e do perfume. Até onde sei, são os sabiás e não o Lucas que me irritam bicando as jaboticabas - sabará, casca fina -antes de se tornarem negras e saborosas.

Só sei que o Lucas soltou a garganta, afiadíssima, exatamente no momento em que atendi o telefone para receber dicas do amigo palmeirense, perdão, palestrino, como ele gosta de ser tratado, que se identifica como Boca Santa - "por só passar verdades".

- Aquino, disse o Boca Santa, essa história de diretor emprestar dinheiro ao clube não te faz lembrar dos "juros da Dona Maria"?

Faz sim, amigo oculto, disse a ele.

Há muitos anos, um presidente que também comandou o Palmeiras por largo tempo, emprestou certa importância ao clube e cobrava juros sobre o empréstimo, que ele dizia serem menores, mas que a oposição jurava serem maiores que os bancários.

Os inimigos diziam que o dinheiro emprestado era do próprio presidente, mas ele jurava ser da Dona Maria, sua irmã - o que, no caso, dá na mesma. Pois o certo é que todo fim de mês lá estava registrado na contabilidade o pagamento de juros à Dona Maria.

Um crime? Nunca disseram isso. Uma farsa? Talvez. Uma forma errada de admimostrar o clube? Na certa que sim. Dirigente não deve colocar - e muito menos tirar - dinheiro no clube como empréstimo. Qualquer empréstimo deve ser solicitado a um banco e logo contabilizado. Com todos os cifrões. Nos seus mmmmiiiinnniiimmmoooosss detalhes.

Se para mais não ser, para não dar o direito da dúvida aos opositores. Ainda mais, no caso de Gilberto Cipulo, sendo ele um conhecido advogado, homem afeito às leis.

Não sei, como disse o Boca Santa, com o canto suave do Lucas ao fundo, se o empréstimo feito ao clube por Gilberto Cipulo tem algo parecido com os juros da Dona Maria, mas acho que os palmeirenses, e também os palestrinhos, como o Boca Santa, merecem o mais rápido possível, uma ampla explicação. Documentada, naturalmente, porque advogados costumam dizer que o que não está escrito não está no mundo.

Fica só na maldita Boca Santa. 

5

de
fevereiro

Um, não, dois, três passos atrás

Ao se apresentar ao Fluminense, Thiago Neves disse coisas velhas, manjadas, como esperar voltar à seleção brasileira, e coisas que, não sendo novas, marcam como interessantes. Disse que voltar ao Fluminense, depois de fracassar no Hamburgo, da Alemanha, onde ficou seis meses, é dar um passo atrás.

Disse, e não faltou quem considerasse um erro, um lapso da parte dele dar tal declaração.

Pois vejo diferente. Vejo que Thiago Neves falou a pura verdade. E vou além. Acho que ele deu não um passo atrás, mas dois, talvez vez três - porque fica por aqui só até junho deste ano e depois, longe de Hamburgo, vai bater sua bolinha no Al-Hilal

Ir para ao Al-Hilal quem, jovem, não se deu bem na Alemanha e voltou na primeira oportunidade, sem mostrar gana, garra, sem dizer, como outros, que só sairia dali depois de triunfar, é ou não é dar passos atrás?

Thiago Neves disse que voltou porque não estava sendo escalado e queria jogar, o que significa escolher o caminho mais fácil. Melhor teria feito como Raí, por exemplo, que também não se deu bem nos primeiros tempos no Paris St.Germain, mas resistiu, não aceitou qualquer transferência, até vencer e tornar-se ídolo do clube.

Jogadores que vão e voltam diante de um fracasso inicial, não só andam como caranguejo, como atrapalham a ida de outros jogadores, porque os clubes europeus acham que eles também farão o mesmo.

5

de
fevereiro

As férias acabaram

Renato, 11, e Fernando, 7, voltaram às aulas, ao tênis e ao judo, em Ribeirão Preto. Os gêmeos Isabe e Thomaz, 4, e Marina, 2, voltam esta noite para Weston, EUA.

Terminaram as férias, as brincadeiras, fica a saudade, que matarei em breve, pegando o "big air plane".

Enquanto isso, para diminuir a saudade, ao trabalho.

 

4

de
fevereiro

Mãos habilidosas

De uma família de esportistas, irmão dos zagueiros Geraldo, Ditão I, e Gilberto, Ditão II, aqueles da confusão na convocação para a Seleção Brasileira, Adílson Nascimento, da seleção de basquete e muitos clubes importantes, mostrava com as mãos arte bem mais apurada que os mais velhos conseguiam com os pés.

Adílson parou de sofrer esta manhã com o cancer que o sufocava.  

3

de
fevereiro

Boa sorte, Pedrinho

Filho de um dos maiores jogadores em todos tempos, o amigo leal Pedro Rocha, vivendo momentos difíceis de saúde, Pedrinho Rocha, que pintou bem como juvenil, mas não vingou, está assumindo agorinha a direção técnica do Uberaba.

Boa sorte, Pedrinho. Sucesso igual ao colhido no Impertriz, no Maranhão. Logo você estará por aqui, mostrando o que sabe.

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