Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
março

Relaxe e goze

E não venham dizer que estou plageando a ex-Ministra do Turismo, porque a expressão é muito anterior a ela. Além do mais, dona Marta brincou com coisa séria e aqui vamos falar sério de quem anda brincando com os torcedores brasileiros - menos os pachecões, porque estes que se lixem.

Se os amigos não jogam no time dos pachecões, na certa não foram dormir de mau humor, não tiveram pesadelo, nem acordaram esta manhã praguejando Dunga e seus comandados.

Levaram na boa o banho que a seleção brasileira tomou do Equador e pensaram - tinham o direito de - "ainda bem que futebol se decide por gols e não por volume de jogo, chances criadas e perdidas etc. Não é como no boxe, esporte em que os combates são decididos por pontos, quando não ocorre nocaute".

Foi o que eu fiz - ralaxar e gozar -, quando Fernando, 6, o mais novo dos três amiguinhos que vieram ver o jogo comigo, ainda pouco ligado no futebol - é apaixonado por natação e judô - me perguntou: "Zé - eles são proibidos de me chamar de tio rrss -, como é que o Brasil, depois de dar um banho neles, só conseguiu empatar no finzinho?" 

Seus amiguinhos, Renato, 12, e Matheus, 11, mais afeitos ao jogo da bola, riram, mas sem razão. Fernandinho, para quem - ele vai acabar percebendo o engodo - o Brasil veste amarelo e tem o melhor futebol do mundo, não tinha ouvido nem se ligado que o time do Dunga vestia azul. Mas, cá entre nós, ainda que por linhas tortas, tinha visto o jogo corretamente.

Observação feita, Renatinho, revelando também ter visto o que aconteceu ontem em Quito, resumiu tudo assim:" Zé, ainda bem que o Júlio César, que tantos criticam, vive uma fase excelente na carreira, salvou o Brasil. E você viu que o único outro que merece algum elogio é o reserva Luisão?

Sangue mineiro, observador, Matheus me pareceu, dos três, o mais relaxado e, naturalmente, brincalhão. Para ele, sempre se deve ver também o lado bom das coisas. E o lado bom foi que o Equador conseguiu pelo menos empatar, caso contrário em três dias só estariam falando da vitória e estatística é a coisa mais burra que existe no futebol. Arrematando assim, depois de uns três minutos:

"Zé, como vivemos o 5o domingo da quaresma, e estamos muito longe do tempo do  advento, quando, no Natal, se come peru  - alguns mal conseguem comer um "peito de peru", rezo para que os peruanos, quarta-feira, não nos passe um 1o de abril.

29

de
março

Para refletir

Mais de CEM mil torcedores viram o Irã ser derrotado pela Arábia Saudita, hoje em Teerã, no estádio Azadi, por 2-1, jogo pelas eliminatórias para a Copa 2010.

Menos de 19 mil (18.289) torcedores viram o São Paulo vencer o Palmeiras por 1-0, sábado no Morumbi, pelo Paulista.

Para pensar, se quiserem

29

de
março

É só jogar a metade

Falando sobre o jogo desta tarde, contra o Equador, Luiz Fabiano disse que contra o Brasil todos jogam tudo que sabem.

Sendo assim, fica fácil ganhar a partida, e sem dificuldades.

É só o Brasil jogar a metade do que dizem saber e pronto.

Ou ter a humidade de dizer que ofutebol brasileiro há muito deixou de ser o maior do mundo. 

28

de
março

São dois pra lá, dois pra cá…

Assim que cheguei em casa, após ver São Paulo 1, Palmeiras 0, milha mulher, que tinha visto o jogo pela televisão, fez o que pouquíssimas vezes faz - analisou a partida.

"Foi um grande jogo, não foi? Movimentado, corrido. Só não gostei do agarra, agarra."

Pela paz no lar, achei melhor ficar calado.

Porque, no estádio, tinha visto tudo diferente. Um marasmo, toques laterais, preguiça. Futebol dos anos 60.

Liguei o rádio para conferir quem estava errado, e ouvi Luxemburgo repetir várias vezes como ele tinha visto a partida.

"Foram só duas chances pra lá e duas para cá. Uma do São Paulo entrou, as nossas não.

Eu estava certo. Foi um jogo em ritmo de bolero

27

de
março

Ronaldo domingo no Faustão

E não é propaganda deste blog.

A notícia está no ar e nas páginas. O que logo levou a gente que acha que Ronaldo só dá atenção para a Poderosa, pura verdade, a uma maldade sem tamanho.

Estão dizendo que é para verem como ele, perto do Faustão, está bem mais enxuto.

27

de
março

Sem essa de fungar na nuca

Acusado de estar sendo blindado pelos árbitros - está? - e de ter pedido para seu marcador - no jogo contra a Ponte Preta -  deixá-lo mais livre, Ronaldo reagiu dizendo que os auxiliares dos árbitros não estão marcando faltas como deviam, e de que, longe de pedir para o zagueiro não marcá-lo, coisa que jamais faria, apenas pediu para ele não o ficar segurando, agarrando o tempo todo, "mais do que minha namorada".

Como, aproveitando a vida de solteiro, tem mais de uma - no que faz muito bem, porque tem quem não goste - Ronaldo não deve mesmo achar cômodo tanto agarra, agarra de marmanjo.

Tratando-se, porém, de um jogo de futebol e sendo ele um jogador, ainda, acima da média que atua por aqui, só uma coisa pode justificá-lo, um pouquinho, não querer ser agarrado na disputa de bola - o longo tempo que passou fora dos gramados, recuperando-se de contusão.

Fora isso, só no volei de praia ou namoro virtual..

27

de
março

Maradona x Pelé e a Playboy

Olhado como um santo pelos "hermanos", Maradona, com sua lingua afiada, arranjou um jeito de devolver a Pelé a afirmação, verdadeira, de que o ídolo dos argentinos não pode ser visto como um bom exemplo para a juventude.

No papo com os jornalistas, argentinos e estrangeiros, que cobrem a preparação da seleção vizinha para os jogos pelas eliminatórias, quando fará sua estréia em partidas oficiais, Maradona, indagado sobre as afirmações de Pelé, tentou virar o jogo:

"O que querem que eu diga, ele estreou com um garoto".

Pelo jeito, Maradona andou comprando em algum sebo a revista Playboy de no 61, de agosto de 1980, que publicou a entrevista que fiz com Pelé e na qual o Rei declarou "até os 15, 16 anos eu cheguei a ter algumas transas homossexuais. Minha iniciação foi com uma bicha que nosso time inteiro comeu"

Ou teria comprado a revista na época, para apreciar a beleza de Denise Dummont?

25

de
março

Cuidado com gato acuado

João José Rath, que com todos os méritos era chamado de gênio por seus amigos na redação da Placar, anos 70, ensinou-me certa vez que os gatos são naturalmente doceis e amigos, quase tanto quanto os cães. Manhosos, amam a liberdade, como todos nós, mas podem se tornar extremamente agressivos quando acuados.

"Um gato é capaz de matar uma pessoa se, acuado, não encontrar outro caminho para fugir".

Nunca esqueci as lições do gênio Rath, e sempre respeito, mais do que temo, os gatos, dos quais, como dos cães, procuro guardar distância.

O gênio João Rath nos deixou há alguns anos e, na certa, não ensinou as manhas dos gatos para muitas outras pessoas, especialmente policiais e promotores de justiça. Tivesse, e algum deles teria lembrado de não confinar torcedores, transformandos-os em gatos acuados.

São homens, animais racionais, e como os gatos, irracionais, mas inteligentes, gostam e querem liberdade. São responsáveis por seus atos, e por eles devem pagar, como todos os demais, - os colarinho branco, inclusive - se infrigirem alguma lei.

Um pouco tarde, mas antes tarde do que nunca, responsáveis pelo policiamento nos campos de São Paulo, estão descobrindo - O Estado de São Paulo, 24/3/09 - que a redução de cotas (de ingressos para torcedores dos times visitantes - aumentou (ao contrário de diminuir) a tensão  nos estádios.

A razão parece muito simples - porque se sentem como gatos acuados. Assim como é simples saber que as pessoas - e não apenas torcedores - se tornam "mais valentes" quando em grupo.

Libertem, pois os gatos. Não forcem a formação de grupos. Permitam que a liberdade abra as asas sobre todos - como sempre foi. As brigas continuarão, como, infelizmente, existem em todas as partes e não apenas nos estádios.

Aí, é só a polícia, no exercício de suas funções, prender os violentos, o Ministério Público denunciá-los, a Justiça, sendo o caso, condená-los, e a imprensa divulgar as punições com a mesma força e volúpia que comenta as brigas.

Se vierem leis especiais, como prometem, melhor. Mas as que existem servem bem para punir bagunceiros uniformizados, como punem descamisados. Lembra-se daquele coitado acusado - só ele? - de matar a pauladas um torcedor numa decisão da Taça São Paulo, entre Palmeiras e São Paulo, tem coisa de 15 anos? Pois ele foi condenado e cumpre pena. 

24

de
março

Só pode quem tem bola

O que será que deu na cabeça de Luiz Fabiano para que ele decidisse mudar seu "penteado", trocando a cabeça antes quase pelada por essa de transinhas tão modernas? Tédio? Descanso forçado para recuperar de contusão, o que dá tempo demais para pensar? Ou palavra de mulher?

Seja lá o que for, garanto que Dunga e os pachecões adorarão o novo visual, desde que ele continue cumprindo fielmente sua missão de fazer gols. Mas se passar longos jogos sem marcar…

Modismo em jogadores, de bom ou mau gosto, só é aceito, pelo menos por mim, se ele justificá-lo no campo. Quem é bom de bola pode se apresentar do jeito que quiser. Quem com ela não tem intimidade, o melhor que faz é ficar quietinho, tentar passar em branco, sem que o percebam.

Num almoço para entrega do troféu Bola de Prata, pela revista Placar, no início dos anos 70, Pelé apareceu vestindo um terno roxo, com detalhes em preto na gola. Ao cumprimentá-lo, Paulo César Caju, elegante num terno branco, camisa azul clarinho, foi direto:

"Negão, só você mesmo pode sair na rua com uma roupa dessas e não ser confundido com São Benedito fugindo da Igreja na quaresma."

Paulo César, por exemplo, tinha bola para pintar o cabelo - daí o apelido incorporado ao nome, mas Romeu "Cambalhota", ex-Atlético Mineiro e Corinthians, não tinha. No futebol de hoje talvez tivesse, mas no do seu tempo, não. Osvaldo Brandão permitia que ele usasse trancinhas, mas sempre com uma condição - que ele fosse efetivo no ataque, sem esquecer de combater o lateral adversário.

"Caso contrário, aperto seus parafusos frouxos", repetia, fingindo ter na mão uma chave

Macedo, que hoje, vencidos os 40, ainda corre pelos campos do interior, também não podia. Foi por isso que no dia em que apareceu com apliques iguais aos agora usados por Luiz Fabiano, depois de quatro horas no cabelereiro, Telê Santa deu a ele 40 minutos para arrancá-los.

Leivinha, craque nos anos 60/70 defendendo Portuguesa, Palmeiras, Atlético de Madri e Seleção Brasileira tinha bola para tingir com camomila seus cabelos esvoaçantes. Assim comoRoque Júnior antes de ser vencido pelas contusões. Mas são poucos e Luiz Fabiano que cuide da bola no campo e esqueça as madeixas.

24

de
março

Caso resolvido

Já contei aqui que um cartola do São Paulo confidenciou-me - confidenciou-me é bom, não? - que a CBF vai entregar a tal Taça das Bolinhas - aquela que foi feita para ser entregue em definitivo ao primeiro penta brasileiro - ao São Paulo, assim que o Flamengo, juntamente com ela, passar a administrar o Maracanã.

Uma boa saída, se confirmada. Mas, como ser confirmada e  a taça ser entregue ao São Paulo, se CBF e Flamengo não acertam o contrato com o governo carioca?

Sem coragem para tomar uma decisão, a CBF guarda - ou já a terão levado e derretido? - a taça num cofre qualquer.

Mas, pode ser que a entidade encontre uma saída nessa tentativa de alguns clubes transformarem os títulos ganhos nas Taças do Brasil e de Prata em Brasileiros - que ninguém sabe para que serviriam ou servirão.

Aceita a proposta de Bahia, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense, o time da Vila Belmiro acrescentaria mais SEIS títulos em sua coleção e seria, automaticamente, o PRIMEIRO PENTA BRASILEIRO. A taça seria entregue ao SANTOS, deixando sãopaulinos e flamenguistas chupando pirulito.

Como dizia Chacrinha…

24

de
março

O dono do pastifício

Não sei que motivos gênios esmeraldinos e peixeiros voltam a tentar transformar títulos ganhos em outros torneios - Copa do Brasil e Taça de Prata - em brasileiros. Proposta a ser discutida esta manhã, daqui a pouquinho.

O que não me proibe imaginar ser para colocar em suas camisas gloriosos uma penca de estrelas, cada uma delas representando uma conquista.

Se os clubes que se acham no direito de ganhar nos gabinetes títulos brasileiros, perdendo outros que deviam considerar tão importantes quanto, chegarem a um consenso e a CBf, por fim, acolher seus pedidos, o Santos terá direito a mais  SEIS estrelinhas. O Palmeiras DUAS. Bahia, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense UMA.

Será uma festa, e, imagino, um festival de lançamento de novas camisas a serem vencidas a perto de R$200,00 cada, representando um faturamento nada ruim. O ideal, seria, se me permitem, colocar cada estrela de uma vez. Os colecionadores mais ferrenhos - e ricos, naturalmente - comprariam, no caso do Santos, mais SEIS camisas.

A proposta me faz lembrar de uma piadinha bem antiga - do tempo em que se disputava a Taça de Prata. Assim:

O cabo tentava ensinar ao soldado o que representava cada detalhe - estrela, por exemplo - nos uniformes do Exército. Como o soldado não entendia bem, o cabo, para facilitar, disse a ele que cada estrela, por exemplo, significava um capelete. O soldado entendeu melhor, até que no dia da baixa, com a presença das maiores patentes, o cabo mandou que o soldado fosse dizendo a patente de cada um que lhe era apontado. O soldado foi respondendo corretamente, até que lhe foi apontado um Marechal, muito condecorado.

"E aquele?, perguntou-lhe o cabo"

"Aquele é o dono do pastifício", respondeu rapidinho o soldado 

  

24

de
março

Certo por linhas tortas

Não está com essas quatro palavrinhas, mas está lá, no livro mais lido e sério do mundo e da vida, em citações e exemplos, que Ele "escreve certo por linhas tortas. Deixa que você, com seu livre arbítrio, tome atitudes que parecem erradas, mas que lá na frente descobrirá terem sido corretas. O que parecia ser para o mal, era na verdade para o bem.

A ação pode não ser sua, mas de outros, e tudo será igual. Veja que estou dizendo da convocação de Newmar para a seleção brasileira sub-17, que entre abril e maio vai disputar o Sul-americano no Chile, valendo vaga para o Mundial.

Ao verem o nome da nova "sensação" santista entre os chamados, apressaram em dizer que o Santos será prejudicado no Paulista, por não poder contar com ela em alguns jogos.

Pelo pouco - um golzinho normal -que fez contra o Santo André, ou pelo nada que mostrou diante do Corinthians?

Respondo que pelos dois, sem, nem de longe, querer negar que o garoto tem qualidades e poderá - poderá é futuro - vir a ser um grande jogador. Nada de Pelé - mil vezes não. Talvez um novo Robinho, se pararem de querer amadurecê-lo mais rapidamente do que lhe fará bem.

A distância da Vila por algum tempo só fará bem a Newmar e ao técnico Vágner Mancini. Newmar estará fora do foco dos apressadinhos que vivem sonhando descobrir novos craques, tão raros no mundo inteiro. Viverá com seus iguais e voltará sem a carga que jogaram em seus ombros, pesada demais para o momento.

E Mancini se verá livre da pressão de escalar o garoto desde o início, quando gostaria, e estaria certo, de soltá-lo só no segundo tempo, rápido, cheio de gás, correndo para cima de defesas já cansadas.

24

de
março

Dunga de bom humor

Saindo cada vez melhor da fúria dos seus críticos, aqueles que o acusam de não ser técnico experiente, o que é verdade, mas que não levam em conta os resultados da seleção sob seu comando, o que também é verdade, Dunga anda trocando a cara zangada e assumindo o bom humor.

Ele disse que disputar eliminatórias é mais difícil do que a própria Copa.

É ou não é uma fina piada? Tirando a Argentina, honestamente, de que outra seleção desse lado do mundo a brasileira tem o direito de temer?

Veja bem, falo temer e não perder, que nesse caso será por dia de  ruindade, displicência, se quiserem, mas não por inferioridade. Ou já não deveriam dizer que aqui está o melhor futebol do mundo, ora bolas.

Se Bolívia, mesmo nas alturas, Uruguai, Chile, Colômbia e até o "temível" Paraguai, são mais difíceis do que Alemanha, Itália, França, Espanha e cia bela - olha que nem perdi tempo em citar a Inglaterra, de campeonato maravilhoso, mas feito por jogadores estrangeiros - então a Fifa está fazendo tudo errado. Está?

Boa essa, Dunga, agora aproveite a fase de bom humor e conta outra.

23

de
março

Fui e não vi

Ontem tive um texto meu publicado no Estadão, casa onde tive o prazer de trabalhar por 14 anos, em duas passagens. E nele disse que estaria no Pacaembu para ver, principalmente, se Ronaldo está mesmo a caminho de uma recuperação séria - não para pensar em seleção brasileira, mas no b rasileirão do segundo semestre.

E se Newmar suportaria toda a carga de responsbilidade jogada nas suas costas, pela torcida santista e por grande parte da imprensa.

Escrevi e cumpri. Acomodei-me bem antes da bola rolar, numa cadeira quase exatamente na risca que divide o campo.  Limpei os óculos e evitei sentar ao lado de qualquer pessoa que gosta de ficar conversando durante a partida. Tudo para não tirar os olhos das ações dos dois - Ronaldo e Newmar.

Tempo perdito. Vi um Ronaldo tentando se movimentar, disputando uma partida que seria considerada boa, se não tratasse do Fenômeno, do Ronaldo que andam querendo muito que volte a praticar pelo menos 40% do que jogou até 2002, mas quase medíocre para ele. Uma coisa é enfrentar o Itumbiara e mesmo o Santo André, e outra é pegar o Santos, com seus marcadores dispostos a jogar limpo, mas firme.

Se Ronaldo vai continuar melhorando? Acho que vai, mas não tanto para que os pachecões vejam realizados o sonho de tê-lo novamente com a amarelinha.

Tempo mais perdido ainda com relação a Newmar. Que não conseguiu realizar uma única boa jogada, e não por ter sofrido uma marcação perfeita de Cristian, ou de outro qualquer, dependendo de suas deslocações. Achei que Vágner Mancini devia ter começado o jogo com ele no banco, como também pensa o amigo Caio, comentarista da Globo, ao contrário do Cléber Machado.

Mas, nem de longe Newmar deve ser julgado pela partida de ontem, como não devia ter sido tão festejado pelo (nada excepcional) que fez nas partidas anteriores. Ele é bom jogador e vai chegar mais longe, mas ainda tem muito a aprender. Isso, se deixarem. Se não continuarem forçando sua escalação e Mancini puder trabalhar como achar melho. No caso, não escalar o garoto desde o início em jogos clássicos.

Para não dizer que fui e não vi nada, vi a violência entre torcedores e a polícia. Mas isso não é novidade. 

Ronaldo e Newmar tiveram a primeira prova de fogo e frustraram

23

de
março

Onde estava a Fiel?

Na praia eu sei que ela não foi. O tempo em São Paulo e na Baixada estava carrancudo, nada convidativo.

Nos shoppings? Nos cinemas? Nos parques? Quem sabe, mas não há notícia sobre aglomeração tão grande em nenhum desses locais.

A Fiel era esperada no Pacaembu. Ou não foi isso que a diretoria do Corinthians reservou apenas 6% da capacidade do estádio para os torcedores santistas? Que apareceram em número reduzido - coisa de 1.800.

O público pagante anunciado foi de 33.356 - menos da metade do público - 69.648 - de Vasco 2-0Flamengo, no Maracanã. Ridículo, a se consederar os pronunciamentos do presidente da Fiel, Andrés Sanches, que promete levar (brincadeira, é claro) para o Rio uma final, se seu time estiver lá.

Sanches sonegou ingressos aos santistas e cometeu o mesmo pecado que cometeu Juvenal Juvêncio quando sonegou ingressos para a torcida corintiana. Naquela oportunidade, menos de 60% da capacidade do Morumbi foi tomada.

Santos e Oeste atraiu 24 mil torcedores ao Pacaembu. Mais de 30 mil tem dado qualquer jogo do Corinthians no local, independentemente do adversário.

Por que, então, o público ridiculo de ontem? Medo dos violentos? Duvido, eles estam sempre presentes.

Parece mais que as atitudes dos dirigentes, o bate-boca durante a semana, falando mais do que os jogadores - esses sim interessam aos torcedores  - é que espantam. O que é perigoso, quando se trata da Fiel e com Ronaldo em campo.

 

 

21

de
março

Prova de fogo

Dia 9, tratando nesse cantinho das primeiras ações de Ronaldo, depois de longos meses de recuperação, indaguei dos amigos que me prestigiam como eles marcariam o Fenômeno, caso tivessem oportunidade.

Chegariam junto, dentro das regras do jogo, ou sentiriam medo de Ronaldo se contundir e serem acusados de carrasco, injustamente?

Até agora tudo correu às mil maravilhas para Ronaldo, nas poucas partidas que disputou. E todos torcemos para que continue assim. Independentemente de como venha a ser vigiado por seus marcadores.

Amanhã, contra o Santos, Ronaldo terá sua primeira prova de fogo enfrentando os zagueiros santistas. Não sei quem terá a missão de fungar no cangote dele, se Fabão ou Domingos, ou ainda os dois.

Só sei que o técnico Vágner Mancini não quer seus jogadores paparicando o adversário. Aviso desnecessário para Fabão e Domingos

21

de
março

Reprovado

Cabeça brilhante, responsável pelas melhores ações de marketing no futebol brasileiro, pelo São Paulo, o agora vice-presidente da área, Júlio Casares, conselheiro eleito pela primeira vez nas últimas eleições, ocupou a tribuna na última reunião para apresentar uma proposta no mínimo ousada.

Com base em estudos feitos por uma equipe de marqueteiros e mostrando que outros grandes clubes campeões mundiais, como Real Madri, Milan, Manchester, não as usam, Casares propôs retirar as estrelas da camisa do São Paulo.

A proposta foi prontamente recusada. Muitos conselheiros viram mérito no seu estudo, mas outros o criticaram com veemência

"Acho que ele não sabe o que representam aquelas cinco estrelas, que nenhum outro clube brasileiro tem", disse-me um deles.

 

20

de
março

Invasão no Prudentão

A diretoria do São Caetano está plena de razão em querer levar para Presidente Prudente o jogo contra o São Paulo, lá no fim do Paulistão.

Somando com os Bengalas, que já alugaram uma kombi, a torcida do Azulão na região de Prudente deve passar de 36.  

20

de
março

Bumbum de fora ou maiô em dobro?

A Fina - Federação Internacional de Natação - anulou o recorde da sueca Therese Alshammar nos 50 metros borboleta - 25s44, só porque a moça vestiu dois e não apenas um maiô, o que ela alega ter feito porque um só deixa parte íntima à mostra.

Barrabás.

Quer dizer que se usarem três ou quatro maiôs as moças voarão sobre as águas?

Afinal, é uma competição entre atletas ou entre fabricantes de maioês?

20

de
março

Aleluia, aleluia

O Corinthians, finalmente, anuncia o nome do patrocinador de suas camisas, a velha e boa Batavo, que já passou por lá anos atrás, fazendo-me, agora, lembrar de um conselho muito antigo do amigo Luizinho. Ele dizia, "por mais feia que a moça seja, nunca jogue fora o telefone dela. Sempre há o risco de uma noite de solidão, e aí…

Anunciam que a grana a entrar nos cofres do Timão é de R$18 mil, por dez meses. Muito menos do que os sonhados R$30 milhões, mas bem mais do que estão faturando seus concorrentes - São Paulo R$15.640,000,00, Palmeiras R$15 mi, ambos por um ano.

Valeu a pena esperar? Pelos números, sim Pelo risco, vale pensar. 

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