Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

23

de
março

Fui e não vi

Ontem tive um texto meu publicado no Estadão, casa onde tive o prazer de trabalhar por 14 anos, em duas passagens. E nele disse que estaria no Pacaembu para ver, principalmente, se Ronaldo está mesmo a caminho de uma recuperação séria - não para pensar em seleção brasileira, mas no b rasileirão do segundo semestre.

E se Newmar suportaria toda a carga de responsbilidade jogada nas suas costas, pela torcida santista e por grande parte da imprensa.

Escrevi e cumpri. Acomodei-me bem antes da bola rolar, numa cadeira quase exatamente na risca que divide o campo.  Limpei os óculos e evitei sentar ao lado de qualquer pessoa que gosta de ficar conversando durante a partida. Tudo para não tirar os olhos das ações dos dois - Ronaldo e Newmar.

Tempo perdito. Vi um Ronaldo tentando se movimentar, disputando uma partida que seria considerada boa, se não tratasse do Fenômeno, do Ronaldo que andam querendo muito que volte a praticar pelo menos 40% do que jogou até 2002, mas quase medíocre para ele. Uma coisa é enfrentar o Itumbiara e mesmo o Santo André, e outra é pegar o Santos, com seus marcadores dispostos a jogar limpo, mas firme.

Se Ronaldo vai continuar melhorando? Acho que vai, mas não tanto para que os pachecões vejam realizados o sonho de tê-lo novamente com a amarelinha.

Tempo mais perdido ainda com relação a Newmar. Que não conseguiu realizar uma única boa jogada, e não por ter sofrido uma marcação perfeita de Cristian, ou de outro qualquer, dependendo de suas deslocações. Achei que Vágner Mancini devia ter começado o jogo com ele no banco, como também pensa o amigo Caio, comentarista da Globo, ao contrário do Cléber Machado.

Mas, nem de longe Newmar deve ser julgado pela partida de ontem, como não devia ter sido tão festejado pelo (nada excepcional) que fez nas partidas anteriores. Ele é bom jogador e vai chegar mais longe, mas ainda tem muito a aprender. Isso, se deixarem. Se não continuarem forçando sua escalação e Mancini puder trabalhar como achar melho. No caso, não escalar o garoto desde o início em jogos clássicos.

Para não dizer que fui e não vi nada, vi a violência entre torcedores e a polícia. Mas isso não é novidade. 

Ronaldo e Newmar tiveram a primeira prova de fogo e frustraram

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2 Comentários »

  1. Comentário por gilberto maluf — (12:55)

    Deixando os exageros de lado, aquele chute do Neymar de fora da área, teve leve lembrança dos chutes do Pelé, quando chutava com estilo e levantava os dois pés do chão após o chute.
    Somente neste chute, claro.

  2. Comentário por aquinojmde — (13:42)

    Certa vez um conselheiro do São Paulo questionou o técnico Poi porque ele escalava Serginho, um cafajeste, e não o Neca, um jogador distinto, que não bebia…. E ouviu de Poi que escalava Serginho porque ele marcava média de um gol por jogo. Que ele podia ser um cafajeste, porque não o queria para genro. Se o Newmar tivesse feito o gol, nem precisava ser com estilo Pelé, teria valido minha ida ao Pacaembu ontem. Como não marcou, um chutinho é muito pouco. abrs

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