24
de
março
O dono do pastifÃcio
Não sei que motivos gênios esmeraldinos e peixeiros voltam a tentar transformar títulos ganhos em outros torneios - Copa do Brasil e Taça de Prata - em brasileiros. Proposta a ser discutida esta manhã, daqui a pouquinho.
O que não me proibe imaginar ser para colocar em suas camisas gloriosos uma penca de estrelas, cada uma delas representando uma conquista.
Se os clubes que se acham no direito de ganhar nos gabinetes títulos brasileiros, perdendo outros que deviam considerar tão importantes quanto, chegarem a um consenso e a CBf, por fim, acolher seus pedidos, o Santos terá direito a mais SEIS estrelinhas. O Palmeiras DUAS. Bahia, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense UMA.
Será uma festa, e, imagino, um festival de lançamento de novas camisas a serem vencidas a perto de R$200,00 cada, representando um faturamento nada ruim. O ideal, seria, se me permitem, colocar cada estrela de uma vez. Os colecionadores mais ferrenhos - e ricos, naturalmente - comprariam, no caso do Santos, mais SEIS camisas.
A proposta me faz lembrar de uma piadinha bem antiga - do tempo em que se disputava a Taça de Prata. Assim:
O cabo tentava ensinar ao soldado o que representava cada detalhe - estrela, por exemplo - nos uniformes do Exército. Como o soldado não entendia bem, o cabo, para facilitar, disse a ele que cada estrela, por exemplo, significava um capelete. O soldado entendeu melhor, até que no dia da baixa, com a presença das maiores patentes, o cabo mandou que o soldado fosse dizendo a patente de cada um que lhe era apontado. O soldado foi respondendo corretamente, até que lhe foi apontado um Marechal, muito condecorado.
"E aquele?, perguntou-lhe o cabo"
"Aquele é o dono do pastifício", respondeu rapidinho o soldado


Comentário por gilberto maluf — (14:21)
Não sabia esta das estrelas e do ” pastifÃcio “, boa!
Me lembra quando ganhamos o Mundial da FIFA em 2000 e colocamos a estrela maior na camisa.
Todo orgulhoso e um tanto soberbo, falei para os adversários que em algum tempo nossas estrelas na camisa seriam como a descendência de Abrahão, incontáveis.
Pois é, tem dia que é melhor ficar calado.
Comentário por aquinojmde — (14:42)
Enquanto isso, na “Vila Sônia”, os marqueteiros tentaram tirar as estrelas da camisa e levaram uma “vaia”. Lá, dizem que só passando sobre o cadaver dos cardeais. Assim como para aprovarem uniforme com qualquer cor que não sejam preto, branco e vermelho.
Não contei quantos tÃtulos o Santos teria se aprovada a proposta, mas se colocarem estrelas por eles, vai ficar parecendo céu em Bauru nas noites de outono. abrs
ET. A piada é velha e do Zé Vasconcellos.
Comentário por gilberto maluf — (17:08)
Bauru, nasci lá. Tinha a casa da Eni, famosa, o ex centro avante do Santos que veio do Noroeste, não saia de lá.
Tinha também uma piada antiga sobre a cidade.
Um cara conversando com outro:
-Pois é, nasci em Baurú…
-É, mas lá só tem prostituta e jogador de futebol…
-Que isso, minha mãe nasceu lá!
-Poxa, ela deve bater um bolão.
Comentário por aquinojmde — (22:54)
Do Santos e do São Paulo, meu amigo. Quanto à casa famosa, li ou ouvi uma entrevista dada pela dona Eni onde ela dizia que estava - ou tinha vendido o estabelecimento - por causa da concorrência desleal das namoradas. Chega por aqui para não ser preso - rrss
Sobre a piada, conheci como de uma irmã e não da mãe. Mas as duas valem. rrss