Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
abril

A quem pensam que enganam?

As autoridades do Rio de Janeiro, governador, prefeito e secretários, além do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman e do Ministro dos Esportes, Orlando Silva Filho, encontraram, diante dos representantes do COI, que visitam a cidade, argumentos que consideram importantes para que ela acolha os Jogos Olímpicos de 2016.

"As belezas naturais da cidade e a alegria do povo", sempre presente, mesmo quando o mundo passa por séria crise financeira.

Beleza natural é mesmo o que não falta do Rio de Janeiro, mas só para quem, do Corcovado olha para o lado direito - Gávea, Copacabana, Ipanema, Jardim Botânico… Mas para quem olha para o lado esquerdo, onde o mar não chega e a…

O que farão? Levantarão um muro de/da vergonha para separar os dois lados? E como farão com os visitantes, atletas e autoridades no caminho do Tom Jobim para a Zona Sul, passando pelo Caju? Pintarão paisagens nos vidros dos ônibus e carros?

E, será que há mesmo muita alegria em quem mora nas bandas da esquerda? A quem pensam que enganam?

30

de
abril

Risco de morte no Parque Antártica

O presidente Luiz Gonzaga Belluzo chora, abraça os jogadores e se sente ofegante após a vitória do Palmeiras sobre o Sport, no Recife, pela Libertadores. Depois, ontem, quase sobe na mureta da tribuna, precisando extravasar "para não morrer de infarto", ao comemorar o gol de Clayton Xavier contra o Colo-Colo, no Chile.

Ao mesmo tempo, no gramado, o goleiro Marcos declara, naturalmente brincando,  que "assim vai acabar morrendo de enfarto".

Se o Palmeiras continuar assim na Libertdores, há risco de morte no Parque Antártica.

E não é por causa da gripe suina.

29

de
abril

Geovaninho e a gripe suina

No seu trabalho hercúleo para fazer do Geovaninho, por enquanto filho único, palmeirense como ele, Carlão da Panini avisou ao herdeiro que tinha comprado um uniforme novinho para ele e que o levará ao Parque Antártica no feriado de 1o de maio.

Geovaninho gostou, e mostrou estar em dia com o noticiário sobre a gripe suina.

- Papai, você comprou a máscara também?

29

de
abril

El, el, el, ingressos pra fiel

A diretoria do Santos preferiu mandar o primeiro jogo pela decisão paulista na Vila, achando que a torcida ajudaria o time e deu no que deu - 3 a 1 para o Corinthians. Vendeu menos de 18 mil ingressos, cobrando preços de R$80,00 a R$250,00, que para alegria dos cambistas foram vendidos com até 100% de ágio.

A diretoria do Corinthians, justiça seja feita, não pensou em aumentar a arrecadação avançando no bolso do torcedor, por  escolher jogar no Pacaembu. Cobrou de R$40,00 a R$120,00 e os 34 mil ingressos - lotação completa - desapareceram rapidamente. 

Parte estão nas mãos dos torcedores, muitos passaram a noite em filas espalhadas pela cidade, e parte - sabe lá Deus quantos - estão nas mãos dos cambistas que, como aconteceu em Santos, agradecem.

Os milhares de torcedores - já se sabia disso, afinal, a fiel é a segunda maior torcida do Brasil  - que ficaram sem ingressos, por enquanto estão gritando junto às bilheterias fechadas:

El, el, el, ingressos para a fiel… 

A guerra declarada pela diretoria do Corinthians contra o Morumbi, leia-se São Paulo, é santa, é válida. Só não esconde a verdade do cobertor curto.

Como diretores e apadrinhados não entram na fila nem vão para o tobogã, a fiel que se esgoele.

28

de
abril

E se foi uma galinha?

Fernandinho, 6, judoca, começando a se interessar por futebol, indaga porque podem punir Kléber, atacante do Cruzeiro, por comemorar cacarejando seu gol contra o Atlético, na goleada por 5 a 0. Explico que é porque o apelido do Atletico é Galo, e que, por isso,o gesto é visto como  ofensivo.

"E se ele disser que imitou não um galo, mas uma galinha, vovô?

Ächo que Fernandinho tem jeito para advogado.  

28

de
abril

Simon e o oftalmologista

Existem pênaltis e impedimentos, marcados ou não, que se discute se foi ou se não foi a vida inteira, sem se chegar a uma conclusão. Mesmo na palavra dos ex-árbitros, hoje vestidos de juizes dos árbitros.

Mas tem também alguns que são tão claros, tão fácil  se dizer que foram ou que não foram, diante das imagens da televisão, que não dá para absolver o árbitro.

Nesse caso está o pênalti que Carlos Eugênio Simon marcou para o Ceará contra o Forteleza, domingo pela decisão do campeonato cearense - para sorte dele vencida pelo tricolor. O lance foi isolado, apenas dois jogadores, e a distância enorme entre o zagueiro e o atacante que se atirou na área era tão grande, que até um deficiente visual enxergaria.

Pênalti marcado, gol assinalado, os homens da Comissão de Arbitragem querem conversar com Simon.

Não seria, antes, o caso de mandá-lo a um oftalmologista?

28

de
abril

Dunga e Felipão

Os gols que Ronaldo vem marcando no Paulista, principalmente o segundo na vitória do Corinthians sobre o Santos, domingo na Vila, dando ao time do Parque São Jorge condições absolutas de conquistar o título, fizeram com que muita gente, e não apenas corintianos, começasse a pedir o atacante na seleção brasileira. Onda que  tende a aumentar, porque a carência de craques por aqui é uma triste realidade.

Como, quem é caolho ou tem um só olho na terra de cego é rei, torna-se praticamente impossível estabelecer um diálogo entre os que olham futebol com frieza e os que se deixam levar pela paixão ou pela necessidade maior de descobrir ou criar novos ídolos para que a peteca, digo, a bola não caia. Se Keirrisson não vem se firmando, como todos aqueles esperavam, um novo rei, que se ressucite o velho rei.

Em termos domésticos, tudo bem, que alguém do pequeno Palermo, de verdade ou de brincadeirinha, entre na onda e diga sonhar com Ronaldo, mesmo sete quilos mais gordo, também. Só que a onda, pelo jeito, não vai mesmo parar por aí. E como um minuano vai soprar forte para o lado de Dunga, técnico da seleção brasileira.

As vozes fortes do futebol brasileiro, Zagalo, Ricardo Teixeira, Parreira e agora Romário, já foram ouvidas favoravelmente ao retorno de Ronaldo à seleção. É certo que todos colocaram a mesma condição: "desde que ele volte a jogar com constância o mesmo futebol que mostrou na Copa de 2002.

Conseguirá? Os apaixonados e os que sentem a necessidade de novos ídolos por aqui, revelados ou renascidos, dirão que sim. Ou que bastará mostrar 50% para já ser melhor que todos os concorrentes. Será? Não jogo nesse time.

E se Dunga também não jogar, terá de ter a determinação que teve Felipão, em 2002, quando a exigência era para que chamasse Romário. Felipão bateu o pé e disse não. Ninguém nunca saberá se com Romário a seleção teria conquistado o penta. Como conquistou, Felipão se salvou.

Chamar Ronaldo para amistosos ou jogos pela eliminatória é diferente. Mas não deixa de ser uma questão que Dunga terá de considerar. De preferência sem consultar Ricardo Teixeira. 

26

de
abril

A dúvida continua

No Maracanã deu 2 a 2 no jogo Botafogo e Flamengo. Assim, permanece a dúvida. Cuca é um técnico sem sorte, para baixo, ou tem coisas que só acontecem com o Botafogo, como dizem?

Resposta só no próximo do domingo

26

de
abril

Maldade

Assim que terminou o clássico no Mineirão, com goleada do Cruzeiro sobre o Atlético, o sãopaulino Fred Teixeira, que nunca perdoou a saída de Leão do Morumbi, após conquistar o título paulista de 2005 pelo seu São Paulo, mandou um torpedo.

- Aquino, será que o Leão vai atender novamente o pedido daquele amigo (dele) no Japão, para tirá-lo do buraco?

No coments

26

de
abril

Ressurreição ou saudade?

O Corinthians venceu o Santos por 3 a 1 e (já) conquistou o título paulista de 2009, com dois gols de Ronaldo, o segundo deles, tocando por cima na saída (errada) de Fábio Costa, um primor.

Mais do que o resultado, esperado, os gols de Ronaldo, somados àquele contra o São Paulo, mostram que ele voltou a ser um fenômeno ou que o futebol brasileiro está mesmo perto do fim do poço e sente saudade dos tempos de outrora?

25

de
abril

Torcendo com os amigos

Nascido em Miracema, noroeste fluminense, tenho, naturalmente,  muitos amigos flamenguistas e muitos botafoguenses. Como não sou torcedor de nenhum dos dois, deveria ficar tranquilo, apenas vendo o circo pegar fogo. Mas, por causa desses velhos amigos, decidi escolher um lado, e escolhi o do Botafogo.

Por uma razão simples, o Flamengo já ganhou muitos títulos e não faria falta se esse que será disputado amanhã e no próximo domingo, fosse para General Severiano. O Penacho vai entender porque estarei ao lado do Jobinha.

A questão é que não basta escolher um lado - mesmo que tivesse decidido pelo Flamengo - para ter confiança na conquista do título. É que, do lado da Gavea está Cuca, que muitos acham um técnico para baixo. E do outro lado está o Botafogo, time que até mesmo seus mais ferrenhos torcedores vivem dizendo que tem coisas que só acontecem com ele.

Como não há possibilidade dos dois serem campeões, nem de ambos ficarem em segundo, sinto que haverá muito sofrimento nas duas partidas, com o caneco, quem sabe? sendo disputado no finzinho da segunda. Dessa vez para o Botafogo.

 

 

25

de
abril

Quem ganha amanhã?

Quando parei o carro na garagem do prédio onde fica o consultório da doutora Mariângela, percebi que o manobrista me conferia de cima em baixo. Atitude não muito rara e à qual há muito me acostumei. Quando entreguei-lhe a chave, ouvi o que já esperava.

- Você é igualzinho ao comentarista da Sportv. Não tem nada para tirar nem por, completou.

Sorri de leve e disse a ele que talvez fôssemos irmãos gêmeos.

Quando retornei para pegar o carro, o manobrista voltou ao diálogo, dizendo que eu era mesmo quem ele achava e, para não perder a viagem, perguntou-me quem ganharia domingo, Corinthians ou Santos. Fingindo-me distraido, indaguei para que time ele torcida. Ele disse que é corintiano e dei a ele a resposta que desejava ouvir.

- Bem, acho que o Corinthians tem um time mais equilibrdo, bem dirigido pelo Mano Menezes e cheio de confiança pela campanha que está fazendo. Deve dar Corinthians.

- Também acho, disse ele, cheio de confiança. Acho que vamos ser campeões.

Sorri, desejei a ele um bom dia, liguei o carro e me mandei.

Já sei, o amigo desse cantinho está imaginando que resposta eu daria se depois encontrasse um santista e ele me fizesse a mesma pergunta. Se imagina que eu daria a mesma resposta, trocando apenas o Corinthians pelo Santos, engana-se. Embora, provavelmente, não dissesse que seria o Corinthians, com todas as letras

Não tenho bola de cristal, novamente na moda, mas também não fico em cima do muro. Apenas analisando o momento dos dois times, os elencos, a decisão em dois jogos, vejo o Corinthians com melhores chances de vencer, já na primeira partida. Melhores, não ótimas. 

25

de
abril

Reflexões

Ainda não encontrei dois sãopaulinos juntos que confiem no time atual e acham, de verdade, que ele pode conquistar a quarta Libertadores. Torcem, mas não acreditam. E cada um tem seu motivo, às vezes mais de um.

- O esquema de jogo do time é previsível. Qualquer leigo logo sabe que as bolas são lançadas para o Washington, que faz o papel do pivô na meia-lua da grande área, tentando girar para o gol ou a aparando para alguém que possa vir de trás, comenta o Fred.

- A questão, é que fica fácil marcá-lo colocando um pela esquerda e outro pela direita. Seu aproveitamento é mínimo. Além do mais, ninguém chega de trás, porque Borges joga praticamente na mesma linha e é fominha, querendo sempre - mesmo não bem posicionado - chutar para o gol, acrescenta o Luiz.

- Repetindo essa manobra, muito manjada, a bola viaja da defesa para o ataque, não passando pelo meio do campo, setor de criação. É a tal jogada do "no stop" que vira bumerangue. A bola não para na frente e arma contra-ataques dos adversários, diz Fred

- A bola não pass pelo meio campo porque o Hernanes está numa fase muito ruim. Aquela jogadinha de passar o pé sobre a bola já é conhecida, fulmina Carlos Henrique.

Ouvi mais uma meia dúzia de "razões" para o time estar mal e não merecer a confiança da maior parte dos tricolores. Chamado, aceitei me manifestar.

Também acho que o time é previsível, que varia pouco as jogadas de ataque, sempre procurando o Washington. E que os lançamentos de longa distância - às vezes simples chutões para frente - facilitam a defesa adversária e permite muitos contra-ataques.

A saída de bola, quando o time escolhe tocá-la, é lenta. São raríssimos os ataques rápidos, que podem pegar a defesa adversária desarrumada, com bola rasteira. Nesses casos, cada um - à exceção de Jean - a carrega demais, quer decidir sozinho. São raras as jogadas coletivas.

Hernanes não passa, mais uma vez, por boa fase, mas em boa parte por culpa das jogadas aéreas, que passam por sua cabeça como aviões no ar, e da lentidão de Jorge Vágner, excelente cobrador de faltas, o que é pouco para o futebol de hoje. Ninguém pode fazer bem apenas uma coisa. 

Dagoberto, a "grande descoberta" do momento, não passa de uma tentativa de reviver Leandro, um jogador apenas médio que para ter lugar no time aceitou, e cumpriu fielmente, a missão de estar em toda parte do campo, cobrindo os buracos que fossem surgindo. Resta saber se Dagoberto, sabidamente um nervosinho, terá fôlego para repetir Leandro e paciência com a marcação que receberá.

São muitas as reflexões que os torcedores podem fazer sobre o São Paulo do momento, e como poucas são positivas, justifica-se a desconfiança que ronda o Morumbi em termos de Libertadores. 

23

de
abril

Até quando?

Fred Teixeira, sãopaulino convicto, religioso mas supersticioso, manda e-mail minutos após Dagoberto marcar o segundo gol contra o misto do América de Cali (2 a 1), ontem no Morumbi.

"Aquino, meu São Paulo vai ganhar a Libertadores e o Mundial. Vai ser tetra. O gol de bumbum do Dagol foi igual ao do Muller naquela final. Lembra?

Lembrar eu lembro, Fred, mas, deixando de lado onde a bola pegou no Muller e agora no Dagoberto, me pergunto até quando Dagoberto vai deixar os nervos em casa para não levar amarelos e vermelhos na quantidade que leva.

Até quando, Fred?

22

de
abril

A prova do exagero

O zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, do Real Madri, chutou, sem bola, em lance isolado, Casquero e deu um soco em Albin, ambos do Getafe, adversário do time madrilenho, na última rodada do campeonato espanhol, domingo.

Lance claro, mostrado pela televisão e visto por todos que estavam no Santiago Bernabeu, como ocorreu com as agressões de Diego Souza no zagueiro Domingos, do Santos, sábado no Parque Antártica, pelo Paulista.

Aqui ameaçam o palmeirense com pena de até 1.260, claramente um exagero. Lá, o Tribunal pode punir Pepe com no máximo 10 jogos de suspensão. No máximo.

Um exagero ao inverso? Podem até achar que sim, mas não há como não comparar as duas legislações Por isso, aqui tais processos geralmente acabam com uma saborosa pizza. O dia em que corrigirem nossa legislação, talvez acabem com as pizzas e punam os infratores de verdade.

Obs. Querem descaracterizar a rasteira de Diego Souza como fizeram com o chute que Rivelino deu na canela de um bandeirinha, transformando-o em simples cutucão. Ou seja, uma agressão e ato desrespeitoso.

Eta Brasil !!!

22

de
abril

Eles adoram brincar de durões

Fale a verdade. Tem notícias mais mentirosas e divertidas que essas informando punições a técnicos e jogadores no futebol brasileiro? Coisas como - "Parreira pode ser suspenso por 360 dias por invadir o campo"; "Cuca pode ser punido mais 90 dias por rezar no vestiário". E agora essa de que "Diego Souza pode tomar 1.260 dias.

O amigo pensa que leu errado? Nada disso, são mesmo 1.260 dias ou, se quiserem, mais de três anos de gancho

Na Bolívia cantariam assim diante da manchete: " ha, ha, ha, que risa que me dá…".

Por aqui, prefiro repetir a aposta que sempre faço diante de ameaças de penas estúpidas feitas pelos homens do T.J.D, do Rio como de São Paulo. Um pouco porque gostam de ter seus cinco minutinhos de glória. Mas, a bem da verdade, também por culpa das leis que estabelecem punições absurdas, por isso mesmo nunca impostas.

Aposto um milhão contra um quilo de goiabada cascão, como Digo Souza não receberá mais do que três jogos de suspensão. E que, se por acaso o punirem por mais tempo, a pena logo será substituida por cestas básicas - mais justas e lógicas, até mesmo por alimentarem carentes.

Não estou dizendo que Diego Souza não deve ser punido pela bobagem que fez. Punição que, por sinal, já lhe impôs parte da torcida do Palmeiras ao chamá-lo de animal. Para mim, esse "animal" cantado ontem no Parque Antártica é irracional - começando por quem gritou.

Diego Souza merece ser punido, mas não com 1.260, que pura e simplesmente divulgam, sem nenhuma observação sobre o exagero proposto na lei. E é, infelizmente, por causa do exagero para cima, que os julgadores sempre acabam exagerando para baixo. Quando a lei impuser penas reais, elas serão realmente aplicadas.

As observações valem para Diego Souza, para Domingos, para todos os que continuarem sendo ameaçados - só ameaçados - por penas absurdamente maiores do que ditam as leis penais para delitos iguais.

Em tempo: Parreira foi absolvido e Cuca recebeu efeito suspensivo da primeira pena (30 dias) e pode trabalhar no gramado no último domingo.

22

de
abril

A vez dos cunhados

A presidência da Câmara Federal decidiu que deputados não podem mais ceder passagens para seus parentes.

E eu concluo que chegou a vez dos cunhados.

Porque, como dizia Leonel Brizola, cunhado não é parente.

22

de
abril

O medo de Albertinho

- Pai, é verdade que nosso Corinthians joga por dois resultados iguais contra o Santos?

- É sim, filho.

- Igual foi o Palmeiras com eles?

- É filho. Por quê?

- Pai, tô preocupado.

- Por quê, Albertinho

- Palmeiras e Santos não foram dois resultados iguais pai, 2 a 1 na Vila e 2 a 1 no Parque Antártica?

- Foi, filho, mas diga logo qual sua preocupação.

- É do nosso Timão, pai, acabar desclassificado igual ao Palmeiras, com dois resultados iguais.

Filho de um burro, pensou, mas não falou, Alberto Pezão. 

21

de
abril

Bumbum de fora ou calça de veludo

Há uns tempos, receosa de que jogando na altitude de La Paz - 3.577 metros - a seleção brasileira poderia levar uma sapecada semelhante à que a argentina viria a tomar - 6 a 1 - a diretoria da CBF pediu à Fifa para que proibisse jogos em estádios acima de 2.750 metros e conseguiu.

O sim da Fifa ao pedido da CBF durou pouco, porém. O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez apelos e ameaças, contando, na época, com o apoio de Diego Maradona, e a Fifa deu o dito pelo não dito - pelo menos temporariamente.

Hoje, o diário La Razón, de La Paz, divulga nota informando que a Fifa, sempre com base em estudos feitos por médicos, voltou - ainda não oficialmente - a proibir jogos acima dos 2.750 metros.

Confirmada a informação, caberá uma pergunta: a seleção brasileira terá de chegar a La Paz  de três a sete  dias antes para se adaptar à altitude - conforme parecer dos médicos - para enfrentar a Bolívia no dia 10 de outrubro, ou a partida virá a ser em outro estádio abaixo dos 2.750 metros?

No último caso, valerá ou não um pedido da Argentina para anular a  partida em que foi goleada por 6 a 1, jogando-se uma segunda, também fora de La Paz?

Afinal, vale lembrar que para ser justa a Fifa deverá estabelecer calça de veludo para todos ou bumbum de fora também para o Brasil.

21

de
abril

Conselho de Dunga a Maradona

Dunga, em entrevista a jornal italiano, está aconselhando Maradona a deixar de pensar como jogador. Disse que para ele (Dunga) foi difícil, mas que conseguiu. 

Melhor que Maradona não consiga montar um time que jogue metade do que ele jogava.

Já imaginou se cada um deles conseguisse formar uma seleção à sua feição?

 

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