Assim como dizem que depois da tempestade vem a bonança, em se tratando de seleção brasileira, pode-se dizer que depois da vergonha contra o "terrível" Equador, vem um adversário que pode-se chamar de peru morto, não na véspera, mas já de há bom tempo, tendo tomado o último trago no domingo, em casa, contra o Chile.
Se a tabela das eliminatórias sul-americanas não tivesse sifo feita e divulgada há meses, o Peru seria o prato ideal para se saborear e esquecer o café amargo de três dias. Aí, não apenas para o Brasil, mas para qualquer time necessitando de reabilitação.
Reabilitação, entenda-se bem, de um resultado para outro. De uma partida para outra. Do 1 a 1 que deveria ter sido 4 a 1, para um bem provácel 4 a 0, com direito a arrancadas e pedaladas.
Mas, não é esse o tipo de reabilitação que o torcedor brasileiro deve querer - enforquem-se oa pachecões que temem ver a seleção fora do Mundial de 2010, coisa que não vai acontecer. A reabilitação deve ser a da qualidade do futebol, mostrada aqui e ali, como no amistoso contra Portugal, mas cada vez mais rara.
Ao ser indagado sobre a péssima apresentação do time de Dunga contra a o Equador, Kaká respondeu que preferia falar da bela exibição diante de Portugal - uma seleção, infelizmente, quase fora da Copa de 2010 - num simples amistoso. Até tu, Kaká, se prestar a tentar desviar o curso do rio? A falar de altitude? A falar que Ronaldinho ainda dá - e não é para lutar sumô?
Faz tempo que o futebol brasileiro vive do passado e de raras exibições à altura do prestígio que insistem em lhe dar. Mas já está passando da hora de se estabelecer uma verdade:
Ou ele continua o melhor e os jogadores é que só jogam quando querem ou seus calos são apertados. Ou está apenas na média, sendo só isso que se tem visto, e aí não se toca mais no assunto. Gosto mais da segunda hipótese, e acho uma pena que o adversário de hoje seja o rabeira na classificação.
Ou esse primeiro de abril cairia como uma luva.