Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

6

de
abril

Alhos com bugalhos

Tudo bem que os dirigentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, dando, sabe lá Deus por quais razões, de repente, uma importância que sempre deveri dar, mas não davam, ao Paulistão, decidiram, em rápida reunião, que cada um usará seu campo para mandar seu jogo.

Como o martelo foi batido da forma que já se esperava, não vale mais gastar vela com defunto frio. Fica valendo, na base do me engana que eu (torcida) gosto, a mentira  - "que vale mais um título, usando a força do estádio -, como se tal fosse certo e definitivo, - do que uma renda maior".

É confundir alhos com bugalhos, porque nada prova que jogando em seu campo, ainda mais nos de pequena capacidade, o time leve vantagem. São muitos e marcantes os jogos que revelam o contrário. Acontecendo, em geral, quando a torcida acredita numa vitória fácil e o time não marca já nos primeiros minutos.

Só para refrescar a memória de alguns, o Palmeiras, jogando em casa, empatou com o Sport pela Copa do Brasil do ano passado e, no mesmo Parque Antártica, outro dia tomou um chocolate do Colo-Colo, pela Libertadores.

Bobagem maior é dizer que um título vale mais que qualquer bilheteria, porque rende mais ao clube  expondo sua marca e valorizando seus jogadores.

Falando de patrocinadores, quem já vendeu, vendeu, quem não vendeu não vende mais. E, tá na cara, que não seria (mais) um título paulista que agitaria o mercado e faria grandes empresas abrirem seus cofres. O São Paulo, com três Libertadores, três mundiais e seis brasileiros completados em 2008, tentou faturar R$30 milhões com o patrocinador e acabou renovando pelos mesmos R$15.600.000,00.

E vai longe o tempo em que compravam artilheiros vendo uma fita VHS e qualquer jogador só porque brilhou num campeonato, dos quais, os estadual está em último lugar. Hernanes brilhou no brasileiro do ano passado e, embora tenha ameaçado, o Barcelona não apareceu para confirmar o noticiário. 

O Palmeiras montou um esquema - por isso Vanderlei Luxemburgo defende a tese furada - para contratar jogadores jovens que revelem bom futebol para negociá-los em seguida com bom lucro. O projeto é bom, mas surgiu no momento em que o dinheiro do mundo encolheu. Ou, se não encolheu, a crise fez com que os donos dos clubes ricos recolheram os "alfis".

Não está fácil vender e é por isso que Luxemburgo anda bronqueado e cobrando mais gols de Keirrison, principal aposta do projeto. Ele sabe bem que não será pelo fato do Palmeiras ganhar um Paulista que o passe do K-9 será valorizado como desejam. 

Ganhar o Paulista é bom para acalmar os torcedores mais exigentes ou famintos de títulos, mas não valerá, por si só, para que italianos e russos "naturalizados" ingleses corram para cá no meio do ano.  

6

de
abril

Orando por Florentino Perez

Jornais espanhóis informam que Kaká teria dado sua palavra a Florentino Perez, candidado à presidência do Real Madri, de defender o time merengue, caso ele venha a se eleger.

Se não foi na quarta-feira da semana passada, 1o de abril, a direção do Milan, clube que tem Kaká sob contratato, deve estar orando de joelhos no chão para que Perez seja eleito e a transferência realizada.

Não que os milaneses  estejam querendo se livrar de Kaká, ainda, e por bons anos mais, um grande jogador.

É que, por R$180 milhões, na crise financeira que envolve o mundo, ninguém mais segura ninguém.

E nem russos residentes no Reino Unido estão gastando tanto. 

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