Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

9

de
abril

Orgulho e humildade

O gol que Rogério Ceni tomou contra o Defensor, na vitória do São Paulo, por 2 a 1, esta à noite no Morumbi, é fruto puro do excesso de confiança. Mal que pode atingir a qualquer um em qualquer momento, e que alegraria os corintianos que, com a graça que deve prevalecer no esporte, o chamam de Garça Manca.

Qualquer goleiro, de Jurandir, Barbosa, Gilmar, Felix, Tafarell, Marcos, Dida, Júlio César e tantos, como Tanga, Dizinho, Zé Souto, Damasceno, da minha infância, aos iniciantes de hoje, sabe que naquele momento o correto era dar um tapinha na bola, jogando-a para escanteio.

Não foi o que fez Rogério Ceni que, grávido de confiança, tentou segurar a bola, sem ter noção exata da posição que estava com relação à linha que demarca o campo. Um tapinha, escanteio e perigo muito menor de gol…

A vitória parcial do Defensor estava decretada e, com o fim do primeiro tempo, só restava à torcida do São Paulo e, principalmente  Rogério Ceni, esperarar que Murici Ramalho, técnico do São Paulo, agitasse os jogadores no intervalo do jogo, no vestiário, tirando-o do marasmo e obrigando-o a jogar como exige a Libertadores.

Foi o que aconteceu na segunda fase. Perdendo o jogo diante de quase 50 mil torcedores pagantes - fora os penetras  - o São Paulo teve outra atitude, foi à luta, virou o jogo com dois gols de Borges. E, ao apito final, revelando humildade, qualidade presente em poucas pessoas, Rogério Ceni, depois de abraçar Borges, em público, deu a ele sua valiosa camisa.

No caso e no momento, um troféu quase tão valioso quanto o da Libertadores. A humildade devolveu a Rogério Ceni o crédito que ele, por suas atuações precisas, sempre teve, mas que uma eventural derrota, por falha sua, colocaria em dúvida para alguns torcedores - e cartolas do contra. 

9

de
abril

Às vezes vendem o que não podem entregar

Há muitos e muitos anos, sentado na bela sala de visitas de um ex-jogador de um grande clube do futebol brasileiro, tido na época como quase imbatível, mas que cuidava de não ser surpreendido por alguma zebra, ouvi uma historinha assim.

Os dirigentes do clube davam a um seu ex-jogador uma certa grana para que ele presenteasse alguém de alguma forma envolvido na partida. Um presentinho para que aquela pessoa - árbitro, bandeirinha ou qualquer adversário -, caso fosse necessário, desse uma ajudan e espantasse a derrota.

Foi aí que certa tarde, em Ribeirão Preto, contou-me ele, o jogo corria e nada do time grande marcar. Os diretores olhavam para o ex-jogador, esperando alguma dica qualquer e nada. O 0 a 0 permanecia e o jogo, mais do que equilibrado, chegando ao final.

Até que o ponta do time grande acertou um pelotasso, defendido parcialmente pelo goleiro do time da casa, que ali estava emprestado por outro time grande. A bola sobrou para o centroavante, que com um toque sutil, sua marca registrada, buscou o canto, mas o goleiro fez outra defesa sensacional, espalmando para a esquerda, de onde surgiu o melhor de todos e fulminou para as redes, sem a menor chance para o goleiro: 1 a 0 para o grande time.

Time comemorando, passado o sufoco, com a maior cara de pau o ex-jogador respirou fundo e olhou para os diretores do time grande como quem dissesse: "viram bem a quem eu presenteei?"

No futebol, dizem, ainda existe quem vende o que não pode entregar.

A diferença é que o goleiro, na historinha ouvido há anos, fez duas defesas milagrosas, enquanto que o zagueiro da Ponte fez um pênalti bisonho já nos acréscimos.

Ha diferença é enorme, mas não prova, por si só, que ele sabia de uma eventual trasação desonesta. Para se saber, é preciso ir a fundo.

 

9

de
abril

Para que tanta pressa?

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro pode decidir por esses dias qual o campeão carioca de 2002. Vale lembrar que Fluminense e Bangu empataram por 1 a 1 nas semifinais, com o árbitro anulando um gol legítimo do Bangu, alegando que seu goleiro -  foi para a área do Fluminense no finzinho do jogo - o fez com a mão. Na final, o Fluminense venceu o Americano.

Título de 2002? Pra que tanta pressa?

9

de
abril

Engenheiro de obra feita

- Viu que o Luxemburgo bateu forte naqueles que o criticaram depois da derrota (3 a 1) do Palmeiras para o Colo-Colo, no Parque Antártica, pela Libertadores?

- Bateu antes ou depois do jogo contra o Sport ( 2 a 0 para o Palmeiras) ontem no Recife?

- Depois.

- Mais um engenheiro de obra feita. 

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://josemariadeaquino.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.