28
de
abril
Simon e o oftalmologista
Existem pênaltis e impedimentos, marcados ou não, que se discute se foi ou se não foi a vida inteira, sem se chegar a uma conclusão. Mesmo na palavra dos ex-árbitros, hoje vestidos de juizes dos árbitros.
Mas tem também alguns que são tão claros, tão fácil se dizer que foram ou que não foram, diante das imagens da televisão, que não dá para absolver o árbitro.
Nesse caso está o pênalti que Carlos Eugênio Simon marcou para o Ceará contra o Forteleza, domingo pela decisão do campeonato cearense - para sorte dele vencida pelo tricolor. O lance foi isolado, apenas dois jogadores, e a distância enorme entre o zagueiro e o atacante que se atirou na área era tão grande, que até um deficiente visual enxergaria.
Pênalti marcado, gol assinalado, os homens da Comissão de Arbitragem querem conversar com Simon.
Não seria, antes, o caso de mandá-lo a um oftalmologista?

