Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

21

de
abril

Conselho se dá. Por quê não?

Só conheço Diego Souza, do Palmeiras. e Domingos, do Santos, à distância. Nunca troquei uma única palavra com eles. Mesmo assim, como cristão que procura ser dos bons, acredito que conselho é coisa que se dá e lá vai o meu para o primeiro.

Diego, não aceite o desafio do Domingos para um tira-teima. Já viu o jeitão de Mike Tyson do zagueirão? Já te avisaram que foi por isso que ele falou coisinhas no pé do seu ouvido? Não acredite que você o derrubou com aquela rasteirinha. Ele apenas soltou o corpo para não ir com você para o chuveiro.

Como repetia Jangada, "pau que não afunda", malandro não bronqueia. Assimile o golpe, que foi legal.

21

de
abril

360 dias de gancho para Cuca? Só rindo

Deve mesmo ser duro para cartolas de todos os tipos se sentirem fora do noticiário nos momentos das grandes decisões estaduais, como agora. Na certa por isso, membros do TJD do Rio falam, falam, falam em punir Cuca por ter ido ao vestiário do Flamengo orar com os jogadores, antes do jogo contra o Fluminense.

Sobre o que penso a respeito da tentativa (furada), o amigo pode dar uma olhada no que escrevi dia 15 -ATEUS MISERÁVEIS -, mais válido do que nunca.

21

de
abril

Aviões da alegria

Vendo a avalanche de denúncias contra os políticos que usufruem das mordomias de Brasília - só lá? -, as mais recentes - mas nem por isso as últimas - sobre a distribuição de passagens aéreas - só passagens? e as estadias? -de deputados e senadores para parentes, contraparentes, casos, namoradas, casos, empregadas, casos, secretárias e afins, casos, fica fácil lembrar de uma das máximas do Barão de Itararé, Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (rrss):

"Há mais coisas no ar além dos aviões de carreira".

No ar e nos porões, É só descer…

20

de
abril

Lógica

Explicação do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, para confirmar o jogo contra o Corinthians na Vila Belmiro e não levá-lo para o Morumbi, onde a arrecadação poderia ser maior.

"O torcedor santista gastaria cerca de R$300,00 ou R$400,00 para se deslocar de Santos a São Paulo. Levando isso em conta, estamos fazendo um estudo para aumentar o preço do ingresso, o que nos compensará financeiramente bancar o jogo na Vila.

Na contramão de Teixeira, o torcedor do Santos que vive em São Paulo - em número maior que o da Baixada - quiser ir à Vila Belmiro que se ferre.

20

de
abril

Técnicos e técnicas

Não, não se trata de profissional do sexo feminino exercendo uma função primordialmente, ainda mais no futebol, exercida por homens. Falo de técnica - conjundo de processos duma arte ou ciência, segundo o Aurélio. Arte que cada técnico tem a sua

Falando dos chamados grandes, e começando por um gaúcho, hoje sonho impossível do Grêmio, Falipão procurou usar, desde o início da carreira, a de preparar-se para depois exercer o cargo. Fala pouco, trabalha muito, até por conhecer suas limitações, traça um programa e pouco foge dele.

Obstinado, procurou falar inglês, língua universal mesmo para os boleiros e, sem pressa, chegou na terra berço do futebol que, em se tratando de bola rolando, abre os braços para todos. Tropeçou ou foi derrubado na primeira investida, mas não reclamou nem voltou correndo pela primeira proposta - ainda que milionária em nossos termos. Está por lá e sabendo que a temporada termina em maio/junho, logo estará (bem) empregado.

Em tudo diferente de Felipão, Vanderlei Luxemburgo, bom técnico mas usando a técnica errada de falar muito antes de mostrar, na terra distante, capacidade de realizar o mesmo trabalho feito por aqui, também caiu. E, sem se dar um tempo, voltou correndo atendendo ao canto da primeira sereia. O salário que ganha por aqui continua sendo o maior, mas para todos seu sonho de voos mais altos acabou .Pecou por ser afoito e medroso.

Muricy Ramalho é outro que entra na roda. Mostra no curriculo títulos estaduais conquistados em praças menores e, merecendo ou não, vai ganhando a fama de perdedor em mata-mata. Conquistou brasileiros com o São Paulo, mas perdeu Libertadores Para os que apreciam seu trabalho, o saldo é positivo - ganhou títulos e chegou a finais, o que outros não conseguiram. Para outros, no entanto, seu trabalho perde brilho porque o São Paulo tem sempre os melhores elencos, paga em dia, pode decidir em seu campo etc…

Até faz pouco quase calado e escoltado pela direção tricolor, Murici, de repente, talvez para não perder espaço na mídia para Luxemburgo, Felipão e Paulo Autuori, passou, um pouco como gato em sala de cristais, a falar mais e se dizer preparado para a seleção brasileira e para trabalhar no Exterior.

Mudou a técnica no exato momento em que  seu time não encanta - mesmo tendo sua diretoria, sempre posando de a mais entendida, contratado de baciada. Sempre digo que, por melhor que seja seu trabalho, Murici dificilmente chegará à seleção brasileira por ser paulista. Não de nascimento, mas no seu jeito de ser. O Exterior é um bom alvo.

Deixando Parreira, que já viveu todas as fases e aplicou várias técnicas,  no seu cantinho, um nome vem sempre à tona, o de Paulo Autuori. Um grande, bom ou só um técnico comum? Com 53 anos de idade, como técnico, Autuori pode ser chamado de "judeu errante". Já dirigiu quatro times em Portugal, sete no Brasil, dois no Peru, além da seleção, um no Japão e agora o Rayyan, do Catar.

Conquistou um Brasileiro com o Botafogo, duas Libertadores, Cruzeiro e São Paulo, e um Mundial com o time do Morumbi. Tem vivido mais fora do que no Brasil. E essa é sua técnica. Quando o foguete sobe, não espera a vara cair. Procura sair campeão, sabendo que o bi, em geral, é visto como mera obrigação.

É esse Autuori, com bela passagem pelo São Paulo em 2005 que o Grêmio está - como outros clubes fizeram antes, sem sucesso - tentando contratar, dando a ele prazo até maio  

20

de
abril

Cartolas em cabeças vazias

Público de Palmeiras-Santos e São Paulo-Corinthians = 68212 pagantes

Público de Flamengo-Botafogo = 83.359

Claros no acanhado Parque Antártica, onde a diretoria do Palmeiras "proibiu" presença de mais torcedores santistas. Buracos enormes no grande Morumbi - 45.710 - onde os diretores do São Paulo "proibiram" a presença de mais corintianos.

Como torcida não ganha jogo - e já deviam saber disso - Palmeiras e São Paulo dançaram. Nem rendas maiores, nem novas rendas.

Em mais dois jogos, a expectativa é que Botafogo e Flamengo, pela decisão do Campeonato Estadual, levem mais 180 mil torcedores ao Maracanã. Uma lição para os cartolas de lá, que não sabem explorar a força da torcida. E para os de cá, que, pior, espantam os torcedores.

 

18

de
abril

Mandrakes e os invisíveis

A afirmação é antiga mas cada vez mais verdadeira: se macumba ganhasse jogo campeonato baiano terminaria sempre empatado. O Bahia não estaria na série B, depois de chegar à C, e o Vitória não teria vivido naquela mesma divisão por alguns anos. Jogo se ganha no campo, e partir do momento em que a bola rola. Como sempre, não vale falar em subornos de árbitros e jogdores, nem de conxavos entre cartolas.

Da mesma forma que macumba não ganha jogo, está para vir o dia em que esconder escalação, levar mais de 11 jogadores para cantar (?) o Hino Nacional e fazer treinos secretos, todas essas cascatas, aumentarão, de fato, as chances de vitória de um ou de outro time. Até porque, como todos os técnicos agora posam de mandrake, o máximo que poderia acontecer, como na Bahia, é as partidas terminarem empatadas. Empatadas e não em patadas, o que é mais fácil e tem sido comum.

Não vou dar exemplos antigos que provam essa balela para não cansar o amigo desse cantinho. Mas, pense bem, que jogador Luxemburgo pode tirar do banco e colocar no time capaz de surpreender e desestabilizar o Santos esta tarde? Luiz Pereira, Leivinha, Dudu, Ademir? Brincadeira à parte, nenhum. Porque, se o "bancario" fosse capaz de tal façanha já devia ser titular. O mesmo vale para Murici, Mano e Mancini.

Claro que o técnico pode treinar uma, talvez duas novas jogadas para com elas tentar surpreender o adversário, que só será "enganado" duas vezes se for muito incompetente. Marcação especial sobre um ou outro adversário é também coisa normal, que não precisa ser escondida. Posicionar a defesa nas bolas altas, também.

O que mais treinam escondido é como agarrar os adversários nessas jogadas aéreas e a escala de faltas no meio de campo para evitar a repetição que pode levar ao cartão. Fora isso, é só criar a expectativa que os colocam como centro de atenção dos repórteres de rádio, que por sua vez gostam de toda essa fantasia para preencherem bem as 12 longas horas de transmissão de um jogo que dura duas

Há alguns anos, na apresentação de um time de basquete, perguntaram ao técnico Marcel como se orienta o grupo que está perdendo por um, dois ou três pontos, nos últimos segundos e ele, com a prancheta na mão, riscou algumas jogadas sobre como chegar à cesta. Quando terminou, Oscar, que tudo ouvia pediu a palavra:

- De verdade é assim, disse. O Marcel risca tudo isso e quando levantamos já esquecemos tudo. Aí eu falo para os companheiros jogarem a bola para mim que eu resolvo.

18

de
abril

Torcer ou não torcer?

Ontem à noite ao despedir-me de um amigo carioca, torcedor do Flamengo, naturalmente, desejei boa vitória do rubro-negro sobre o Botafogo, conquistando a Taça Rio e o direito de, em seguida, brigar pelo título estadual. E qual não foi minha surpresa ao ouvir dele que iria torcer contra. Indaguei o motivo e ouvi assim:

- Não quero que o Flamengo ganhe para não ficarem com a ilusão de termos um bom time, capaz de não passar vergonha no Brasileiro.

Tem lógica, pensei. Com esse time, o Flamengo, mais uma vez, não brigará pelo título brasileiro, embora, também mais uma vez, para que o coração, ainda convalecendo, do Penacho, não acerele mais do que o devido.

Mas, ao mesmo tempo argumentei com o amigo que sem dinheiro e devendo as calças, mesmo sabendo das limitações do time, os cartolas da Gávea nada poderão fazer para melhorá-lo. É que, além da falta de dinheiro, o Flamengo, infelizmente, não tem crédito. Ninguém de boa cabeça e sem segundas e más intenções, vai colocar uma moeda furada por lá.

Quando nos despedimos, deixei o amigo a pensar. E desconfio que ele tenha mudado de idéia, o que também não vai fazer do Flamengo favorito no jogo de amanhã e, caso vença, para conquistar o título estadual. A desclassificação do Botafogo na Copa do Brasil foi, embora lamentável, só um descuido.

16

de
abril

Toca, não toca, toca, não toca…

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, para alegria da Jovem Pan - e de todos nós, claro -\, que muito insistiu para que ele fosse respeitado, lei determinando que o Hino Nacional nos estádios paulistas só sejam executados quando o público for igual ou superior a 5.000 pessoas

Maravilha, o Hino Nacional não só precisa ser respeitado, como devia ser cantado por todos os presentes. Sua letra não é fácil, mas as autoridades poderiam distribuir impresso na compra do ingresso ou na entrada no estádio.

Mas, a informação me fez pensar assim:

1. Como saber se no estádio estão 5.000 mil torcedores? No olhometro? De acordo com os números registrados nas catracas? Contam só os pagantes ou os penetras também? A turma da carteirinha e da carteirada.

No olhometro, no Pacaembu, Vila Belmiro e Parque Antártica, por exemplo, pode até dar. Mas na imensidão do Morumbi, onde o São Paulo costuma jogar para público em redor desse número, será complicado.

Se for de acordo com o registrado nas catracas, vale até que momento? Dez minutos antes da bola rolar? Cinco? Quando o árbitro determina? O presidente do clube mandante? O representante da Federação  da CBF ou da Conmebol? E os que chegam atrasados, porque o ônibus demorou ou eram poucas as bilheterias abertas? Não diga que isso não é comum…

2. Nem diga que as dúvidas não são importantes, porque são. A lei estabelece multa e quem tiver de pagar tem o direito de se soccorrer de todos esses detalhes.

Eu só quero confundir? Nem pensar. Mas fico pensando nos responsáveis por dar a ordem para o funcionário da cabine de som, olhando para as arquibancadas: toca, não toca… 

16

de
abril

São Paulo perde na Justiça

Nos Embargos Infringentes de no. 520.092.4/7-01, a 10a Câmera de Direito Privado, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou procedente, dia 14 último, a ação ordinária para declarar nulas as alterações do estatuto social do São Paulo F.C., feitas em reunião do Conselho Deliberativo do dia 9 de agosto de 2004.

A decisão da 10a. Câmara condena, ainda, o São Paulo, no caso de alteração do estatuto ou de adaptação da associação, a fazê-lo nos termos do artigo 59, inciso I, artigo 2031 e 2033 do Código Civil de 2002. A decisão julga procedente a Medida Cautelar. 

Trocando em miudos. A decisão, da qual cabe recurso, dá ganho de causa a um grupo de conselheiros e associados do São Paulo, que não concordaram com as mudanças feitas nos estatutos do clube e que permitem, entre outras, o aumento de dois para três anos o mandato da diretoria eleita.

A mudança permitiu que Juvenal Juvêncio, que havia cumprido um primeiro mandato de dois anos se elegesse - ou reelegesse ?- para um novo mandato de três.

A dúvida tem sentido, porque lá na frente, em 2011, na certa discutirão, e novamente na Justiça - caso esta ação não tenha antes sentença passado em julgado - se o atual mandato da diretoria executiva foi reeleição, não a permitindo, portanto, concorrer a outro. Ou se, sendo o primeiro pelos novos estatutos, há permissão para  reeleição. Muito importante, lembrando-se que o Mundial de 2014 será jogado no Brasil.

A decisão do dia 14 não tem efeito suspensivo e, assim, a diretoria atual continua cumprindo legularmente seu mandato. O pepino poderá surgir mais para frente, se uma decisão no recurso que ainda cabe seguir a da 10a Câmara. Isto é, condenar o São Paulo e não considerar válidas as mudançs feitas no esttuto.

15

de
abril

Palmeiras só empata com Sport, com um a menos

O Palmeiras saiu na frente com um gol de Keirrisson, aos 14, cobrando um pênalti que não existiu. O Sport empatou no finzinho do primeiro tempo com Wílson, que logo em seguida foi expulso, corretamente, por cobrir o rosto com a camisa na comemoração - a regra é burra, mas existe e deve ser cumprida.

No segundo tempo o Palmeiras pressionou mas não acertou o gol de Magrão, mesmo jogando com um a mais e contando com o apoio de 22.372 pagantes - a turma do amendoim não vaiou o time.

Quem foi mesmo que disse que quem joga em casa leva vantagem?

15

de
abril

Os números falam tudo

Todos os 68.709 ingressos para Flamengo x Botafogo, pela final da Taça Rio, domingo no Maracanã, foram vendidos.

Se todos os ingressos para Palmeiras e Santos, pelas semifinais do Paulista, forem vendidos, menos de 27 mil torcedores estarão sábado no Parque Antártica. Pouquinho mais de 1/3.

15

de
abril

Albertão está em dúvida

No fundo dava para ouvir a transmissão do jogo do Corinthians - time paixão do Albertão - quando ele me ligou faz poucos minutos.

- Zé Maria, acho que não vou ver meu Timão domingo contra os Bambis.

- Qual o problema, Betão, falta de grana ou falta de ingresso?

- Nem uma coisa nem outra, Zé. É o que acabei de ler na internat

- E o que foi que você leu de tão preocupante, Betão?, indaguei curioso.

- Li que o presidente Lula garante que Ronaldão vai colocar o Corinthians na final. Sabe como é, o presidente em termos de futebol não é lá essas coisas. E me dá calafrios sua certeza.

Silêncio.

15

de
abril

Ateus miseráveis

Tenho a cabeça repleta de historinhas como essa, contadas por vovó Catharina, enquanto fazia sabão de cinza no quintal da chácara, em Miracema. o marido chegou em casa, perguntou o que tinha para jantar e a mulher disse que tinha peixe. O marido levantou a tampa da panela, encontrou duas cabeças de peixe e reclamou para a mulher: "cabeça de peixe não é peixe, mulher; cabeça…".

Se cabeça de peixe não é peixe, pergunto, vestiário é campo de jogo? Cabine de rádio, televisão ou simples assento na arquibancada é campo de jogo?

Não tenho aqui em mãos o CBDF, nem vou perder tempo de pegá-lo na estante. Para mim, basta lembrar que os artigos que suspendem um técnico, o proibem de ficar no banco de reserva durante o jogo, mas permitem que ele fique em outro lugar qualquer transmitindo ordens por rádio ou celular.

Que punição é essa, se permite que o técnico trabalhe igual, apenas alguns metros de distância do banco de reservas, tendo, talvez, melhor visão do jogo? Se a proibição é para trabalhar, que ele não possa também estar no local do jogo.

Voltando à cabeça de peixe. Se ela não é peixe, e cabine não é campo de jogo, porque vestiário, de onde não se vê a bola rolar, e ainda mais antes do árbitro apitar, seria ou tem de ser? Na cabeça de quem?

No caso específico do técnico Cuca, só pode ser de algum ateu. Pois não é que querem suspendê-lo por mais alguns meses - já cumpre pena de 30 dias - só porque, proibido de estar no campo, foi ao vestiário do Flamengo,  antes do início da partida contra o Fluminense, participar da oração que os jogadores sempre fazem? Repito: antes do início do jogo.

Não percebem os doutores da lei que domingo era Páscoa e que Páscoa é Ressurreição, vida nova, liberdade? E que Cuca, mais do que por uma vitória sobre o Fluminense, que colocaria seu time na final da Taça Rio, podendo ganhar, depois, o Campeonato Carioca, poderia estar rezando por uma Ressurreição, me permitam, mais ampla do Flamengo?

Para tirá-lo do atoleiro financeiro em que se encontra, pagar suas dívidas, limpar seu nome e ressurgir das cinzas para ser, de fato, o mais querido do Brasil?

Não esquentem a cuca, ateus.

15

de
abril

Claque e craque

O tema é antigo, mas como o Palmeiras está perto de conseguir vaga na próxima fase da Libertadores e chegar à final do Paulista, é natural, era mesmo esperado, que Vanderlei Luxemburgo voltasse a ele e a outros que sempre geram boa polêmica.

Luxemburgo está dizendo que os torcedores que costumam vaiar o time quando não gostam da sua atuação, apelidados por Felipão de a "turma do amendoim", deviam ficar em casa, vendo o jogo pela televisão. Luxemburgo quer no estádio apenas torcedores dispostos a aplaudir o time.

Seria bom, mas como não é possível, valeria a pena alguém relembrar a Luxemburgo a diferença entre torcedor e claque - não confundir com craque, que seu time tem poucos e por isso nem sempre agrada à "turma do amendoim".

Torcedor é aquele que paga seu ingresso e tem o sagrado direito de aplaudir ou vaiar o espetáculo, dependendo de estar ou não gostando da apresentação.

Claque, é um grupo de pessoas pagas ou pedidas para aplaudir nos teatros ou nos comícios.

Dá para entender, né?

13

de
abril

Os dedos de Cristian, por segundo, o deus da Fiel

Que impulso pode levar um jogador, como fez Cristian logo após marcar o gol da vitória do Corinthians sobre o São Paulo, a correr para a torcida adversária, encurralada num cantinho do estádio, portanto sem que possa haver engano na direção da corrida, fazendo gestos obcenos?

As tais palestras de incentivo minutos antes da bola rolar? A história mal explorada da rivalidde entre dois clubes, extendendo-se por suas torcidas que são levadas como boiada para o curral por cartolas boiadeiros?

Ou, no caso específico, o desejo de recuperar diante de sua torcida o pequeno prestígio que tinha antes de tentar marcar o gol numa partida em que tinha Ronaldo, estreando em casa, melhor colocado, sendo por isso marcado por ela?

Se fosse a última hipótese, deveria Cristian repetir o gesto para os fieis o vinham marcando -  exclusivamente para eles?

Lamento pelos árbitros que punem as comomorações, não absolutamente exageradas, após um gol. Tenho pena dos marcadores que ameaçam e batem forte nos adversários que passam por eles com uma jogada bonita, uma bola entre as pernas, um chapéu ou coisa do gênero, manifestamente na direção do gol. São tolos quando afirmam ser provocação.

Futebol é arte, beleza, espetáculo, que pode terminar com um vencedor, digno, quando não levado por uma arbitragem claramente tendenciosa, aplaudos.

Tudo que os jogadores puderem fazer em campo para tornar esse teatro melhor vale. O que, já se vê, exclui a comemoração escolhida por Cristian. Seja ela consequência das palestras ou a tentativa de resgatar uma divida que ele não tinha. Nem com a fiel, nem com Ronaldo.

13

de
abril

Cuca ou o Botafogo?

O Flamengo venceu o Fluminense pela semifinal da Taça Rio e deixou o presidente do tricolor de bico calado. Mas não pensem que foi porque ele buscou as manchetes na véspera do jogo que o rubro-negro ganhou. Uma coisa nada tem a ver com a outra.

Fosse assim, qualquer time mandaria imprimir duzentas mil bobagens alegndo que elas foram ditas pelos adversários e tudo estaria resolvido. No caso em pauta, vale um elogio à imprensa carioca, que deu pouca bola para o cartola pó-de-arroz.

Flamengo e Botafogo, que afundou o Vasco na outra semifinal, disputam domingo a Taça Rio. Se vencer, o Botafogo, que já ganhou a Guanabara, garante o título Carioca sem mais papo. Se perder, Flamengo e Botafogo jogam mais duas vezes.

Será o Botafogo, ouvindo mais mil vezes que tem coisa que só acontece a ele, de um lado, e Cuca, que muitos chamam de pé frio, do outro. Para os neutros, um páreo duro.

Mas, cá entre nós, perder uma decisão tendo três chances, será muito para o Botafogo. E aí…

13

de
abril

Em plena forma e liberado

Durante a semana antes do jogo de ontem no Pacaembu - Corinthians 2 x 1 São Paulo - Ronaldo, o Fenômeno, garantiu que seus joelhos, após as operações que sofreu, estão ótimos.

E provou que pelo menos que seu pé direito está forte, ao pisar, maldosamente, o de André Dias, zagueiro do São Paulo, logo no início da partida. Embora não mostrasse direção e força em duas conclusões diante do gol.

Como muitos andavam preocupados com as condições físicas do Fenômeno, torcendo, inclusive, para que não fosse marcado de forma pegada como é no futebol, o aviso geral é que liberou.

Ronaldo, nesse sentido, está completo.

12

de
abril

Eu gostaria de estar lá

O Maracanã já foi o maior do mundo e das  suas arquibancadas as torcidas - principalmente da dupla Flá-Flu - já apresentaram o maior espetáculo da terra em local fechado, perdendo, talvez, apenas para os desfiles de carnaval, no espaço aberto da Sapucaí.

O "Maraca", como o chamam os "caricas", pode não ser mais o maior do mundo e o espetáculo promovido pelas torcidas do Flamengo e do Fluminense pode não ser mais tão eletrizando quanto era antes de proibirem que suas bandeiras coloridas fossem balançadas pelo vento e pelo punho forte de seus torcedores.

Pode não ser, mas sempre será. Assim como quem foi rei sempre será majestade.

E só por esse espetáculo, que pode ajudar na sempre desejada ressureição do melhor futebol carioca, eu gostaria muito de estar esta tarde no Maraca. Não posso (estarei no Pacaembu), mas cá de longe torcerei, não pela vitória de um ou de outro, mas da paz que a Páscoa pede e merece.

De uma lição que as torcidas podem dar nos cartolas dos dois times, principalmente o presidente do Fluminense -seu nome não interessa - que durante a semana tentaram roubar seus cinco minutos de glória.

12

de
abril

Por que não informar?

Li e reli o noticiário esportivo nessa manhã de Páscoa, que desejo seja de felicidade para todos,  e não vi, felizmente, uma única linha ou palavra sobre violência antes, durante e após os jogos  Botafogo-Vasco, pela semifinais da Taça Rio,  e Santos-Palmeiras, pela do Paulista.

Se não falaram, criticaram, gritaram, como sempre fazem, e para o bem, por que não aproveitar a chance para comunicar que desta vez as torcidas foram civilizadas, cumpriram seu papel de espectadores de um teatro, o futebol, e não participantes de outro, a luta livre, o tiroteio pelas esquinas?

Sei que esse comportamento é o normal e que, por isso, não precisa ser destacado. Sei mesmo, ou estou redondamente errado?

Pelo que ouvi esta manhã no sermão das 10 na Igreja Santa Gertrudes, estou - de agora em diante, estava - redondamente errado.

Nunca pergunte o que ouve pensando do pior. Pergunte sempre esperando e torcendo pelo melhor.

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