Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
maio

Quarteto de Alexandria ou Triângulo das Bermudas

Ao final da reunião entre os presidentes do Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras, em bom momento promovida pelo santista Marcelo Teixeira, educador, tentativa para arrefecer os ânimos e se pensar de forma positiva nosso futebol, o palmeirense Luiz Gonzaga Belluzo, professor de economia, classificou o encontro como um futuro Quarteto de Alexandria,

Boiando, fui, naturalmente, às pesquisas. E lá está: Quarteto de Alexandria, obra de Lawrence Durrell, nascido na Índia. São quatro histórias, em quatro volumes, no Quarteto de Justine, Balthazer, Mountolice e Clea. O autor usou a teoria da relatividade de Einstein para estruturar sua obra, que chamou de um poema da relatividade.

Na obra, o tempo para nas três primeiras histórias. A primeira relata os acontecimentos do ponto de vista do sujeito, isto é, de quem conta a história. Os mesmos acontecimentos tornam a ser relatados na seguna história, mas na perspectiva de outra pessoa, e a verdade é alterada. A terceira faz o mesmo relato, mas de uma maneira objetiva. Na última percebe-se o desenrolar das ações com o decorrer do tempo. 

A obra é também uma pesquisa sobre o amor. Para Durrell, a história é uma caixa chinesa. As idéias são dispostas em camadas. Às vezes, diz ele, encontram Freud, mas de repente aparece Buda, que o substitue. Ou então estaremos com Marco Antônio e Cleópatra?

Qualquer que seja o caso, o enredo é uma busca a realizar por cada um…

Juvenal Juvêncio, advogado, e Andrés Sanches, empresário, estavam distantes, discutindo jogar ou não jogar no Morumbi, quando Belluzo buscou resumir a reunião e o que dela se eperar no futuro (sem dizer em que volume do Quarteto de Alexandria estão)

Conseguirá seus objetivos, ou o barco continuará rumando em direção ao Triângulo das Bermudas?

Que as pesquisas mostram ser chamado também de Triângulo do Diabo - área de aproximadamente 1,1 milhas de km2, no Oceano Atlantico, entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e Fort Lauderdale, na Flórida, EUA. Ali desapareceram diversos aviões, barcos e navios. Por que? Dizem tratar-se de um fenômeno extrafisico ou sobrenaturais (de Almeida?.)

Sendo quatro, ainda bem que Belluzo não falou dos Três Mosqueteiros.

28

de
maio

Tem coisa pior

Censo mostra que quase 1/3 - 600 mil de l,9 milhão de professores de educação básica não são formados ou ensinam matéria fora da área.

A OAB de São Paulo divulga que apenas 11,79 por cento (2.233) dos 18.924 diplomados em Direito foram aprovados na primeira fase dos exames para exercer a profissão, realizados este ano.

28

de
maio

Como dizia Gentil Cardoso…

Tudo bem que nesses tempos de tecnologia avançada, as bolas deixaram de ser de couro e são feitas com produto sintético. Recebendo, não raramente, críticas de atacantes e goleiros. Mas essa é outra questão.

A questão agora é desconfiar que no São Paulo nunca leram nem ouviram falar de uma das máximas de Gentil Cardoso, bom técnico nos anos 40/50.

Dizia Gentil para os jogadores que davam balão para onde estavam virados.

"Olha, meu filho. A bola é feita de couro, o couro vem da vaca que gosta de grama. Sendo assim, por que você não a faz rolar pelo gramado?" Ou coisa do gênero.

Pelos lados do Morumbi, vendo o time só fazer a tal de ligação direta, fica a sensação de que o BMX, ex-piloto e amigo, anda participando das preleções e falando muito sobre Santos Dumont. 

28

de
maio

Caindo no segundo tempo

O Corinthians foi melhor que o Vasco no primeiro tempo, fez 1 a 0 e podia ter marcado mais um. No segundo, porém, caiu de rendimento, foi dominado pelo Vasco, sofreu o empate e podia ter tomado mais um gol

Não foi essa a primeira vez que o Corinthians perde o fôlego e passa sufoco na segunda etapa dos jogos. Aconteceu duas vezes diante do Santos e do Fluminense.

Vale uma análise por parte dos preparadores físicos, porque nem sempre dá para segurar o resulado feito nos 45 minutos iniciais. Ainda mais quando de um simples gol.

 

27

de
maio

Uma boa idéia?

O Flamengo anuncia que Adriano vai vestir a camisa 31

Parece a você uma boa idéia?

27

de
maio

Brigas e beijos em Roma

Em 73, a caminho de Moscou, sem visto nem tempo para ver uma partida que interessaria ao Brasil, que em seguida partiria para uma excursão pela Europa, preparando-se para a Alemanha-74, desviei do caminho, fui ver a preparação Ajax, base da seleção holandesa que encantaria a todos, e acabei indo ver a final da Copa dos Campeões, contra o Juventus, que perdeu por 1 a 0, em Belgrado, então capital da Iugoslávia.

Lá, também sem visto e sem hotel onde me hospedar, com o fotógrafo Zeka Araújo, acabei pedindo socorro à Embaixada Brasileira. Enquanto aguardava solução - acabamos nos hospedando numa casa de família, que não nos deu chaves para entrar após o jogo, precisando pular a janela, ouvi do secretário d Embaixada uma observação, enquanto olhavamos a festa das torcidas holandesa e italiana pelas avenidas centrais da cidade.

- Acho que o presidente Tito vai se arrepender de permitir esse jogo aqui" - um país que ainda vivia na chamada Cortina de Ferro.

Diante do meu olhar de interrogação, o secret’rio completou, apontando pela farra que os torcedores faziam.

- Olhe só como o chão está brilhando com os cacos de vidros esparramados pelas garrafas atiradas para o alto, depois de esvaziadas, que se espatifavam no asfalto.

Era um bilho só mas, embora a grande maioria dos torcedores, também sem hotel para ficar, festejassem muito, antes do jogo, foram poucas as brigas, sem mortos nem feridos, grave,

A final deste ano, entre Manchester United e Barcelona, nos trás de Roma imagens de brigas e feridos entre torcedores ingleses e espanhois, o que é ruim.

Melhor fazem os jogadores que prometem beijar, muitooooo, as italianas, se seu time for o vencedor. É só ter cuidado com os namorados ciumentos. 

27

de
maio

Ronaldo e a pena calculada

Certa vez, quando eu era bem pequeno, milha santa mãe, brava que nem pinga barata, mandou que meu pai, incapaz de espantar uma mosca - por isso tiveram um casamento perto da perfeição -, mandou que ele me desse algumas chineladas.

Meu pai me levou para o quarto, pegou o o chinelo, mandou que em gritasse a bateu algumas vezes na beirada da cama. Minha mãe, que já o conhecia bem, olhou pelo buraco da fechadura, e viu tudo. Coitado do meu santo pai, levou uma bronca maior do que políticos de mãos grandes e goelas largas - já fui condenado por tratar assim um cartola  - merecem dos eleitores.

Melhor teria sido minha mãe ter-me aplicado as chineladas, que na certa eu, como sempre, devia ter feito por merecer.

Agora, cá entre nós, melhor teria sido o STJD absolver Ronaldo por ter puxado os cabelos de Fahel, volante do Botafogo. Condená-lo à um jogo, exatamente o que ele não poderá disputar, por falta de condições física, parece pena calculada. Dá na vista, né?

Assim, talvez, Carlão, palmeirense de só usar cuecas versdes, não ficaria dizendo que briga de puxar cabelos é coisa de mulher.

Que é isso, Carlão

27

de
maio

Malas e cartolas

Não foi a primeira vez - nessa terça-feira -, mas espera-se seja a última, que torcedores (?) do Fluminense vão às Laranjeiras perturbar o ambiente de quem (jogadores) está trabalhando.

Em outubro de 2003 - a pesquisa me ajuda -, um grupo deles, sabe-se lá Deus se em férias, cabulando trabalho ou curtindo a desgraça de estar desempregado, também foi à mesma Laranjeiras encher o saco dos jogadores, levando Romário, de forma errada, a deixar o campo e aplicar uns tabefes em alguns.

Repito, de forma errada, posto que a Justiça, quase seis anos depois, no início deste mês, o condenou, com sentença passada em julgado, a pagar multa de R$28 mil e quebrados a um deles, por danos morais.

Não sei se Romário já pagou ao mala que foi perturbar os que estavam trabalhando, mas acho que a conta devia ser encaminhada à diretoria do Fluminense, que na época, como ontem, deixou seus portões abertos para quem não tem nada (de bom) para fazer, decidir ir fazer (de errado) no clube.

Não sei - essas coisas nunca apuram e divulgam - se os agressores de ontem são intrusos ou sócios do clube. Mas sei que, uma coisa ou outra, deveriam ser punidos, de cara pela diretoria. Se são intrusos, o que não creio nem dá para entender, como passaram pela portaria? Se são sócios, já deviam ter seus nomes divulgdos e a pena de suspensão imposta.

Para começar a conversa. Ou pelo menos isso, já que, ao contrário do que aconteceu com Romario - que errou ao agredir os malas de ontem-, os malas de hoje na certa não serão punidos pela Justiça.

Pior, é que essa prática de deixar torcedor agredir jogador não é privilégio do Fluminense. Já aconteceu, e mais de uma vez, no Flamengo, no Corinthians, no Palmeiras, e vai por aí.   

Calma, João, claro que os seguranças também não tinham nada que ficar atirando para o alto. Já imaginou se derrubam um urubu e a torcida do Flamengo encara como provocação?

27

de
maio

Nos tempos em que eu gostava de boxe II

MANOBRAS PARA SER CAMPEÃO - final

Aos 16 anos

Joel ficou sabendo que existia um esporte chamado boxe em 1965, quando tinha apenas dezesseis anos e havia parado de vender doces  na rua (e apanhar em casa quando sua mãe, dona Neíldes, descobria a falta dos que ele comia) para trabalhar de carregador na Sorocabana.  Um amigo chamado Luís o levou até a academia da Caracu, mostrou tudo, mas ele só voltou um mês depois, sozinho e sem material de treino.

- Fui para treinar, o técnico Manoel Soares deixou e só paguei um mês de mensalidade. Depois ele disse que eu tinha futuro e não precisava mais pagar.

Nesse tempo, Joel treinava de calça, sem camisa e descalço. Só vestiu calção feito de saco depois que seu nome saiu no jornal, escalado para o Torneio de A Gazeta Esportiva, e que ele foi correndo mostrar para os pais, sem esperar ouvir a bronca e o choro dos dois que não queriam "vê-lo machucado".

Ganhou a primeira, perdeu a segunda. No ano seguinte foi vice-campeão paulista, perdendo para Arlindo Borges, campeão brasileiro dos galos. Fez dezoito lutas, já queria ser profissional, ganhar o dinherio que não sobrava em casa. Não apareceu para disputar o Torneio dos Campeões, foi suspenso por um ano, conseguiu passar a profissional, ficou mais um ano sem lutar e treinar e só voltou firme e disposto em maio de 71.

O que falta

- Uma pena, porque ele é bom demais. Só precisa treinar e ser aprimorado (Ralf Zumbano).

- Eu não tinha entusiasmo, não ganhava nada, não tinha tempo para treinar e preferia ir namorar minha mulher. Eu a conheci no segundo dia de trabalho, no terceiro falei com seu pai, namorei dois anos e casei.

Ganhou de João Sátiro, de José de Sousa, de Severino de Souza. Contundiu o tendão da mão direita, que um massagista não conseguiu curar com ponta de fogo e que João de Vicenzo endireitou com uma série de injeções. Agora, liberado, ele já está éscalado para fazer a semifinal de Éder Jfre, no dia 29 desse mês.Um passo para o título brasileiro e meio caminho andado para o sul-americano.

Muito humilde, sempre falando da mulher e da filha (’minhas joias"), pedindo para falar bem de dona Silvana, a dona da casa onde mora e que sempre empresta algum dinheiro, quando as coisas apertam, Joel parece um homem feliz e esperançoso.

- Tem muito cara casado há mais tempo que eu e ainda não botou em casa tudo que já possuo.

Ele tem máquina de costura, televisão, fogão e "até um sofá bem bacana, onde brinco com minha filha". As prestações são pagas com o dinheiro do boxe, pois o que ganha na estrada  mal dá para comer e pagar o aluguel da casa.

- Mas um dia chego lá.Tenho só 23 anos e quando ganhar o título brasileiro passarei a finalista. Aí vou ganhar para comprar uma casa. A gente tem de acreditar na força da gente e estar preparado para tudo.

O bom boxe

Boxe para chegar lá Joel Correa tem. Ele é rápido, valente, sempre procura a briga, não tem medo dos adversários que lhe arranjam e já aprendeu que nunca mais deve parar de bater quando seu adversário estiver grogue, como aconteceu uma vez contra Paulo Gois. Ele bateu no fígado, cruzou no queixo, viu o adversário caindo, parou e depois ouviu uma bronca que nunca mais esqueceu.

- Seu Galasso me ensinou que devo continuar bom, humilde, brincalhãom fora do ringue, mas que lá dentro sou eu o o outro. Que se eu não derrubá-lo, ele me derruba.

Falta a boa carne, a verdura fresca, a fruta, a vitamina, o sono da noite, trabalhar só de dia. Falta alguém ajudar Joel a ser transferido para outro posto onde trabalhe apenas de dia. Isso ele acha que acabará conseguindo. Até lá estará correndo entre vagões, trabalhando das 6 da noite até as 6 da manhã, dormindo até as 2, brincando com a filha, treinando na academia, andando até o serviço para continuar se movimentando, sentindo falta da vitamina, quebrando o galho quando trabalha à noite e precisa sair para lutar.

-Já aconteceu três vezes. Eu tinha luta marcada e estava escalado para trabalhar. Fui lá, trabalhei até as 8 horas, dei uma fugidinhha até o ginásio, ganhei a luta, comi um sanduiche e voltei correndo antes que desse qualquer ganho, e para ver meus companheiros perguntando como foi, se eu me machuuei. Coisas assim…

26

de
maio

Nos tempos em que eu gostava de boxe

Hoje, se me chamarem para ver uma luta, sou capaz de brigar. Nos anos 72/73, escrevi vários trabalhos sobre a nobre arte e gostava. Este é um deles:

MANOBRAS PARA SER CAMPEÃO

Três vezes Joel precisou trabalhar das 18 às 20, quebrar o galho, sair correndo, lutar, comer um sanduiche e voltar correndo para passar o resto da noite entre máquinas e vagões. Entre o sonho e a dura realidade.

Correndo entre trilhos, como um garoto alegre que cabulou a aula, movimentando a cabeça e os braços, respirando compassadamente, desengatando máquinas, pulando entre vagões, orientando entradas e saídas de quase todos os trens que chegam ou passam pelo pátio de manobras da FEPASA (antiga Sorocabana), na Barra Funda, São Paulo, fazendo tudo isso durante 12 horas em cada 36, às vezes de dia, às vezes à noite, está nascendo, e pode morrer, um futuro campeão de boxe.

Quem não conhece seus os sonhos e a profissão de Joel Correa - funcionário público por necessidade, pugilista por escolha - e o vê correndo assim pensará que se trata de um louco. Para os companheiros de estrada, ele é um menino esforçado que precisa e merece ser transferido para outro serviço onde só trabalhe de dia. Para Pedro Galasso, seu técnico e orientador, ele é um aluno esforçado que aproveita as horas de trabalho para ir treinando sombra e fazendo footing.

- O Joel é o fiel substituto do Servílio de Oliveira. Ele é muito bom e só precisa encarar a carreira como profissional para se tornar um futuro campeão do mundo - Ralf Zumbano, técnico e ex-campeão brasileiro de boxe.

Tornar-se um profissional de verdade, cuidando-se, treinando, alimentando-se, preocupando-se apenas com o boxe é o que Joel quer, mas não sabe como conseguir. Tem mulher, uma filha para cuidar, conta com orgulho que ganha Cr$1.000,00 para fazer uma semifinal e esconde quanto recebe porm 30 dias de trabalho, correndo o risco de um acidente igual aos que já viu acontecer em seus oito anos de estrada.

– Já pensei em largar o emprego para ficar apenas com o boxe, mas os amigos me aconselham a não fazer isso. A gente pode lutar todos os meses, mas também pode dar o azar de ficar parado por muito tempo. Como é que eu pagaria o leite da Maria Helena, minha filha de um ano, aquela joia que tenho lá em casa? Ela come mais que eu e minha mulher juntos.

Dona Teresa Maria de Jesus Amaral Correa faz muito bem o arroz, o feijão e a verdura que Joel gosta de comer todos os dias. Carne ele só pode comprar uma ou duas vezes por semana e nunca tomou vitamina ou cálcio para se fortalecer um pouco mais.

- Já me disseram que isso é bom e pretendo tomar quando for lutar pelo título dos moscas.

Bem cotado

O título está vago e o outro candidato, Pedro Domingos, dificilmente ganhará condições para vencê-lo Quando chegar ao título de campeão brasileiro, ganhando no ringue contra qualquer outro pretendente ou apenas pelos méritos até agora alcançados, Joel talvez consiga ser mais profissional  do que normalmente o boxe brasileiro permite a qualquer um que não se chame Éder Jofre.

Sergipano de Noss Senhora das Dores, cidadezinha que não conheceu direito, porque a família mudou-se para o Parque Peruche quando ele - penúltimo dos doze filhos, cinco homens - tinha apenas dois anos de idade, pobre como quase todo nordestino que abandona a terra seca para tentar a sorte na cidade grande do sul, Joel Correa aprendeu a ver no boxe a esperança de melhorar a vida que o garoto sem estudo, sem padrinho, não pode tentar por outros caminhos.

- Lá em cima do ringue sou eu e ele. Quem puder mais chora menos. Lá não tem rico nem pobre. Tem o bom, o melhor e o que se mostrar preparado para vencer. E é isso que eu resolvi ser depois que passei a treinar com o Pedro Galasso e depois que recebi ajuda do Oscar Pedroso Horta. Ele pagou todas as despesas que tive para o doutor João de Vicenzo cuidar da minha mão e a Bel-Boxe sempre me escala para poder ganhar o dinheiro das prestações.

Antes disso, até dois anos atrás, Joel Correa estava no boxe apenas por brincadeira. Não treinava como devia, não cumpria as ordens, não sabia que na sua mão esquerda, perfeita quando desfere hooks no fígado dos adversários, pode estar a força de um campeão.

Diferente da maioria dos lutadores que buscam o boxe depois de ver a luta de um campeão, Joel foi levado por um amigo desconhecido, sem nunca ter lido sobre Paulo de Jesus, visto fotografias de João Henrique ou assistido a alguma luta de Éder Jofre. A primeira e única vez que viu Éder foi a menos de um mês, contra o japonês que quase o derrubou.

- Anes eu não tinha o menor interesse, e agora, quando não estou trabalhando, prefiro ficar em casa com minha mulher e com a minha joia. Lá em casa somos sempre três crianças. Gosto de ver TV.

(continua amanhã)

26

de
maio

Caso de polícia

Escalar o Obina é jogar com dez. E ainda pagar multa de R$1 mil, como pede o Flamengo, que passou o atacante virgem de gols para o Palmeiras, é estelionato. Artigo 171. - manda dizer Gilson Talone.

Será?

25

de
maio

Imagens que não mentem

Não seria preciso, porque os programas esportivos cansam de exibir cenas de violência nas competições esportivas, notadamente no futebol, nos gramados, nas arquibancadas e até longe dos estádios, mas muitas pessoas parecem dar importância apenas às brigas entre os chamados (torcedores) de marginais, sem se importarem com as agressões, às vezes selvagens, entre colegas de profissão.

Não seria preciso, repito, mas já que tantos se fazem de deficientes visuais, quem sabe agora, com o Jornal Nacional - não que ele seja mais importante que todos os demais - selecionando, na edição dessa segunda-feira, uma série de  entradas para tirar sangue e quebrar pernas, alguns, como Mano Menezes, que defendem só existir numa partida aquilo que os árbitros enxergam e relatam, passem a pensar diferente.

Passem a admitir que as imagens flagradas pela televisão possam, nos casos mais graves, ser usadas pelos Tribunais para punir os agressores. Se algum amigo do Mano Menezes souber que ele não teve a chance de ver o jornal, bem que poderia, para o bem futebol, conseguir uma cópia para ele.

E outra para Vanderlei Luxemburgo, que viu o pênalti - eu também vi - de Miranda em Diego Souza, mas não viu a entrada que ele deu em André Dias que, pegando de jeito, o mandaria por meses para uma enfermaria. Tão violenta quanto a de Ratinho, do Fluminense,  em Newmar, do Santos.

É preciso parar de defender jogadores que dão cotoveladas, coices e entram com os pés altos, maldosamente, só porque são de seu time, e de tentar desviar a atenção do que todos estão vendo. Hoje o outro, amanhã o seu. 

 

25

de
maio

Sombra para Keirrisson

Giovaninho, 7 anos, ouve que o Palmeiras acaba de contratar Obina, 96 quilos, do Flamengo, e puxa o paletó do pai, Carlão da Panini.

- É verdade, pai?

- É, Giovaninho. O Obina vem para fazer sombra para o Keirrisson.

- Literalmente, papai???

 

25

de
maio

Borracha e borrachudo

Nesses tempos de crise financeira aumentam não apenas os pedidos de falência e concordata, mas também os cheques borrachudos, igualmente chamados de voadores - que vão e voltam.

No futebol não existem cheques borrachudos, mas não é porque os clubes pagam em dia, corretamente, como nos tempos do fio de bigode. É mesmo porque fica tudo no só papel, sem precisar de cheques. E, ao que se sabe, são dezenas de ações e reclamações de clubes contra outros tentando receber boas boladas.

Nos clubes o que mais existe é a borracha, que usam para apagar ou esticar cifras. Repare que quase nunca  divulgam as arrecadações dos jogos. Sabe a razão? É para "enganar" o INSS, que retira delas sua parte - dívida atrasada

Ou esticam as cifras. No São Paulo deixaram sair que o clube arrecadou R$1.100.000,00 com um show realizado domingo no estádio - cifras que antes eram de R$600.000,00 - e concluiram que a bolada é maior do que o clube arrecadaria em dez clássicos do Corinthians.

São Paulo, São Pedro, São Mateusqueiram que sim. A questão é que são pouquíssimos os shows. E que, mesmo com eles, o clube arrecadaria mais mantendo lá, também, os jogos. Shows e jogos, como antes. Com um tipo de aluguel apenas, fica claro o prejuizo.  

25

de
maio

Já adotou um amigo?

Tenho uma jovem amiga que toda vez que alguém passa por ela, durante a caminhada pelas calçadas da Hípica, sendo puxado por um cão - lulu, pastor ou de qualquer outra raça -, levando ou não aqueles ridículos saquinhos de supermercado, que acabam jogando no pé das árvores ou, pior, numa boca de lobo, cantarola aquela musiquinha que fala de trocar seu cão de estimação por um garoto pobre.

Nunca apanhou, mas já viu muita cara feia como reação. E eu, sempre que estou por perto ou fico sabendo, digo à Cissa para não fazer assim. Digo que muitas pessoas podem estar fazendo as duas coisas, e ela, sempre sorrindo, responde que então é o caso de adotar duas crianças pobres. Não tem jeito, a Cissa.

Como hoje é Dia Nacional da Adoção, pergunto se você já adotou mais um amigo. Amigo, não amigo cão, nem cão amigo. Amigo. Já?

25

de
maio

Só um recado para a torcida

Fazia bom tempo que Vanderlei Luxemburgo não usava a velha e batida tática de atacar ‘rbitros ou torcedores do Palmeiras para tentar esconder má partida do time. Mais ou menos desde que foi, criminosamente, agredido por um bando no Aeroporto de Congonhas.

Ontem, após empate sem gols contra um São Paulo em má fase, num jogo que tinha a obrigação de vencer, por jogar no Parque Antártica - afinal, fazem tanta questão de jogar ali, como o Santos na Vila Belmiro - e por vir de derrota contra o misto do Internacional, Luxemburgo voltou a tentar desviar a atenção, falando de arbitragem.

O pênalti existiu, como acontecem muitos em um campeonato, e não foi marcdo, assim como ocorre em outras partidas, a favor e contra qualquer time. Mas Luxemburgo preferiu desvir o assunto do jogo em si, e os colegas permitiram. Abrem os microfones, fazem uma pergunta e o deixam falar de outro assunto, sem interrompê-lo. Parecem não perceber que ele está só mandando recados (desculpas) à torcida.

Luxemburgo pediu para que o Coronel Marinho, responsável pela arbitragem paulista,  tire a camisa do São Paulo. Uma afirmação agressiva, já que contém a pecha de mau caráter. E não é a primeira vez, nem será a última, que Luxemburgo vai pra cima do Coronel Marinho, confiante de que nada lhe acontecerá.

Melhor teria sido para ele responder as declarações de Muricy Ramalho que, em outras palavras, disse que, como técnico, Luxemburgo fala bonito fora do campo. Como para bom entendedor meia palavra basta…

24

de
maio

Promessa é dívida

Não é por acaso que a torcida do Corinthians é chamada de fiel. E engana-se quem acha que fidelidade significa fechar os olhos e fazer tudo que lhe ordenam. Para o torcedor corintiano, fidelidade está intimamente ligada ao sucesso do time no gramado.

E ele, certo e errado, em várias oportunidades tem demonstrado que é capaz de virar-se contra o time e sua direção, se sente estar sendo enganado. Ele aceita um time ruim, mas que se mata em campo, mas não aceita um time que considera bom não jogar tudo que ele acha que pode jogar.

Neste caso, de forma errada, já distribuiu tabefes e cascudos.

Desde que o time caiu para a série B e a torcida decidiu, corretamente, ajudá-lo, com sua presença maciça nos jogos, a voltar à elite do futebol brasileiro, ela tem se mostrado cada vez mais fiel. Vestindo literalmente a camisa, criando slogans, dizendo-se presente.

Mas, pelo jeito, esses momentos de afeição plena correm perigo. Não por culpa do time, que no campo vai cumprindo seu papel. Pela direção, o que não é bom. Nas finais do paulista, quando o Santos cresceu os olhos e aumentou de forma exagerada os preços dos ingressos na Vila Belmiro, o Corinthians, pensando diferente, os manteve no Pacaembu.

Fez mais, sua diretoria cantou em prosa e versos sua decisão. A promessa, se entendi bem, valia para o paulista. Mas, parece que a fiel não entendeu bem assim, e quer que os preços antigos sejam mantidos. Nada de aumentar em 50%, como foi feito no jogo de ontem, contra o Barueri.

Muitos torcedores, por causa do aumento, deixaram de ir ao Pacaembu - apareceram 12 mi,l redondando - e muitos dos que foram, aproveitaram a presença da diretoria em local aberto para protestar. O presidente ouviu, disse que não gostou, mas não falou se vai manter os novos preços ou atender a torcida.

Sabendo que ela não é de dar o braço a torcer, e que pode, como em outras oportunidades, virar a faixa de cabeça pra baixo

21

de
maio

Colhendo preciosidades - II

De Cuca, técnico do Flamengo: "Gol no fim doi mais. Tínhamos a classificação nas mãos".

- Seria o caso de mandar o time tomar gol logo no início? E garantir a classificação com os pés, não com as mãos?

De Andrezinho, autor do gol do Inter, no finzinho, que garantiu a classificação so time gaúcho sobre o Flamengo: "muitos nem sabiam quem eu era".

- E voltarão a não saber, se o Inter não passar pelo Coritiba e depois pelo vencedor de Vasco-Corinthians. Podes crer, heroi por uma noite.

Do goleiro Bruno após a derrota: "O Flamengo sai de cabeça erguida".

A torcida preferia que saísse de cabeça baixa, mas classificado. Ou não?

De Parreira, falando que o Fluminense empatou o segundo jogo e mesmo assim foi desclassificado: "O regulamento da Copa do Brasil é cruel".

- É só não ficar na retranca e  marcar mais gols, principalmente no campo do adversário, para o regulamento ser uma maravilha. E, como dizem - mas nunca entendi - jogar com ele nas mãos. Mesmo suadas?

Além disso, se não fossem os regulamentos e as situações crueis, como é que o locutor Januário de Oliveira iria criar um bordão tão bom como "Cruel, muito cruel"?

Uma informação aparentemente óbvia: "O Inter já saberia que Dunga vai convocar Nílmar"

- Dunga pode ser - na verdade não é muito mais - durão, mas não é burro. Certo?

21

de
maio

Onde estão a CBF e a FIFA?

O Flamengo, de finanças tão esfarrapadas, precisou ir à Justiça comum para cobrar do Corinthians - ainda não recebeu - R$400 mil pela liberação de  Cristian.

O Paraná está seguindo pelo mesmo caminho para tentar receber o que o Vasco lhe deve por Rodrigo Pimpão.

Grêmio e Palmeiras discutem uma dívida do ano 2000, pela transferência de Paulo Nunes - há muito aposentado - do time paulista para o gaúcho. Coisa, dizem, de R$8 milhões.

 

Paro nesses três casos, porque se fosse listar todos, chegaria a número igual ao da relação de deputados e senadores, na ativa ou já na cadeira de balanço, com sérios problemas na Justiça, que rola na internete.

Por que será que a FIFA e a CBF, tão valentes quando trata de punir federações e clubes pequenos, e que vivem ameaçando de eliminação quem recorrer à Justiça comum - a verdadeira - antes de esgotar todos os recursos na desportiva, não entram nesse assunto e obrigam devedores pagarem credores?

Sob pena de séria e verdadeira punição

21

de
maio

Seis brasileiros na final da UEFA

Seis jogadores estiveram no campo do estádio Sukrü Saraçoglu, em Istambul, Turquia, na decisão da Copa da UEFA, com vitória do Shakhtar, da Ucrânia, por 2 a 1 sobre o Weder Bremen, da Alemanha.

Ilsinho, Fernandinho, William, Jádson e Luís Adriano, pelo time ucraniano, os dois últimos autores dos gols da vitória. E Naldo, pelo time alemão, com Diego, suspenso, nos camarotes

E ainda há quem diga que os jogdores brasileiros só devem sair daqui para defender times como Real Madri, Barcelona, Milan, Inter, Juventus e Manchester United - "para não desaparecerem do mapa e da seleção brasileira.

Não percebem que o mundo mudou. Ficou do tamanho de uma bola de golfe. E que todo mundo - inclusive técnico de seleção - vê tudo, se quiser.

E que o bonde da fortuna não passa duas vezes no mesmo lugar. 

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