5
de
maio
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O amigo Gilberto Maluf escreveu sobre Osvldo Brandão e me fez lembrar…
Na véspera da decisão do título de 77, que terminaria com os longos 23 anos de jejum do Corinthians, tratando-se de título paulista, o Parque São Jorge foi virado do avesso. Cartolas, torcedores, jornalistas lotaram suas alamedas. Naquele tempo, cabe lembrar, o trânsito era livre, assim como as entrevistas.
Por volta do meio dia, sol escaldante a pino, entre canetas e microfones, Odilon Coutinho, repórter da Globo combinou uma entrevista com o técnico Osvaldo Brandão. Antes, porém, de abrir seu microfone e do repórter cinematográfico Reinaldo Cabrera ligar sua câmera, fez algumas observações.
- "Seo" Osvaldo, troque essa camisa azul, suada, por uma branca, limpinha e passadinha.
O que Brandão, pacientemente fez. Na volta, outro pedido.
- Brandão, vamos sair do sol porue está dando sombra no seu rosto.
E lá foi Brandão levado para debaixo da arquibancada. Mas ainda não estava bom.
- Agora, seu Brandão, passe o pente no cabelo, vire para a esquerda e,olhe bem na câmera.
Sem abrir a boca, Brandão foi ouvindo e fazendo o que Coutinho lhe pedia (ou ordenava?) Até que Continho lhe deu a última orientação.
- Vou fazer as perguntas, mas não seja prolixo nas respostas, tá bom?
Pediu e ouviu
"Nem prolixo nem pro lixo. Acabou. Não tem mais entrevista"
Tirou a camisa branca, ficou com o cabelo despenteado e foi para o vestiário resmungando…

