27
de
maio
Brigas e beijos em Roma
Em 73, a caminho de Moscou, sem visto nem tempo para ver uma partida que interessaria ao Brasil, que em seguida partiria para uma excursão pela Europa, preparando-se para a Alemanha-74, desviei do caminho, fui ver a preparação Ajax, base da seleção holandesa que encantaria a todos, e acabei indo ver a final da Copa dos Campeões, contra o Juventus, que perdeu por 1 a 0, em Belgrado, então capital da Iugoslávia.
Lá, também sem visto e sem hotel onde me hospedar, com o fotógrafo Zeka Araújo, acabei pedindo socorro à Embaixada Brasileira. Enquanto aguardava solução - acabamos nos hospedando numa casa de família, que não nos deu chaves para entrar após o jogo, precisando pular a janela, ouvi do secretário d Embaixada uma observação, enquanto olhavamos a festa das torcidas holandesa e italiana pelas avenidas centrais da cidade.
- Acho que o presidente Tito vai se arrepender de permitir esse jogo aqui" - um país que ainda vivia na chamada Cortina de Ferro.
Diante do meu olhar de interrogação, o secret’rio completou, apontando pela farra que os torcedores faziam.
- Olhe só como o chão está brilhando com os cacos de vidros esparramados pelas garrafas atiradas para o alto, depois de esvaziadas, que se espatifavam no asfalto.
Era um bilho só mas, embora a grande maioria dos torcedores, também sem hotel para ficar, festejassem muito, antes do jogo, foram poucas as brigas, sem mortos nem feridos, grave,
A final deste ano, entre Manchester United e Barcelona, nos trás de Roma imagens de brigas e feridos entre torcedores ingleses e espanhois, o que é ruim.
Melhor fazem os jogadores que prometem beijar, muitooooo, as italianas, se seu time for o vencedor. É só ter cuidado com os namorados ciumentos.

