27
de
maio
Malas e cartolas
Não foi a primeira vez - nessa terça-feira -, mas espera-se seja a última, que torcedores (?) do Fluminense vão às Laranjeiras perturbar o ambiente de quem (jogadores) está trabalhando.
Em outubro de 2003 - a pesquisa me ajuda -, um grupo deles, sabe-se lá Deus se em férias, cabulando trabalho ou curtindo a desgraça de estar desempregado, também foi à mesma Laranjeiras encher o saco dos jogadores, levando Romário, de forma errada, a deixar o campo e aplicar uns tabefes em alguns.
Repito, de forma errada, posto que a Justiça, quase seis anos depois, no início deste mês, o condenou, com sentença passada em julgado, a pagar multa de R$28 mil e quebrados a um deles, por danos morais.
Não sei se Romário já pagou ao mala que foi perturbar os que estavam trabalhando, mas acho que a conta devia ser encaminhada à diretoria do Fluminense, que na época, como ontem, deixou seus portões abertos para quem não tem nada (de bom) para fazer, decidir ir fazer (de errado) no clube.
Não sei - essas coisas nunca apuram e divulgam - se os agressores de ontem são intrusos ou sócios do clube. Mas sei que, uma coisa ou outra, deveriam ser punidos, de cara pela diretoria. Se são intrusos, o que não creio nem dá para entender, como passaram pela portaria? Se são sócios, já deviam ter seus nomes divulgdos e a pena de suspensão imposta.
Para começar a conversa. Ou pelo menos isso, já que, ao contrário do que aconteceu com Romario - que errou ao agredir os malas de ontem-, os malas de hoje na certa não serão punidos pela Justiça.
Pior, é que essa prática de deixar torcedor agredir jogador não é privilégio do Fluminense. Já aconteceu, e mais de uma vez, no Flamengo, no Corinthians, no Palmeiras, e vai por aí.
Calma, João, claro que os seguranças também não tinham nada que ficar atirando para o alto. Já imaginou se derrubam um urubu e a torcida do Flamengo encara como provocação?

