27
de
maio
Ronaldo e a pena calculada
Certa vez, quando eu era bem pequeno, milha santa mãe, brava que nem pinga barata, mandou que meu pai, incapaz de espantar uma mosca - por isso tiveram um casamento perto da perfeição -, mandou que ele me desse algumas chineladas.
Meu pai me levou para o quarto, pegou o o chinelo, mandou que em gritasse a bateu algumas vezes na beirada da cama. Minha mãe, que já o conhecia bem, olhou pelo buraco da fechadura, e viu tudo. Coitado do meu santo pai, levou uma bronca maior do que políticos de mãos grandes e goelas largas - já fui condenado por tratar assim um cartola - merecem dos eleitores.
Melhor teria sido minha mãe ter-me aplicado as chineladas, que na certa eu, como sempre, devia ter feito por merecer.
Agora, cá entre nós, melhor teria sido o STJD absolver Ronaldo por ter puxado os cabelos de Fahel, volante do Botafogo. Condená-lo à um jogo, exatamente o que ele não poderá disputar, por falta de condições física, parece pena calculada. Dá na vista, né?
Assim, talvez, Carlão, palmeirense de só usar cuecas versdes, não ficaria dizendo que briga de puxar cabelos é coisa de mulher.
Que é isso, Carlão

