21
de
maio
Kaká e a raposa
Um técnico famoso e muitas vezes campeão na Inglaterra, com o Manchester United, disse que Kaká nunca o entusiasmou.
Seu nome é Alex Ferguson, mas pode chamá-lo de Raposa - da fábula de Esopo.
Um técnico famoso e muitas vezes campeão na Inglaterra, com o Manchester United, disse que Kaká nunca o entusiasmou.
Seu nome é Alex Ferguson, mas pode chamá-lo de Raposa - da fábula de Esopo.
Vendo Ronaldo nas últimas partidas, uma pergunta martela minha cabeça: o fôlego ficou na pré-temporada (paulistinha)?
O céu de São Paulo está cada vez mais azul. Claro, limpo, suave, com raríssimas exceções, como a desta manhã. É o outono, a mais bela e gostosa estação do ano por essas bandas. É verdade, todos sabem, que em São Paulo se pode viver as quatro estações do ano em um único dia - mas não no outono.
Lá se foi o calor - sim, em São Paulo também faz calor, às vezes sufocante. E se aproxima o inverno, já sem a garoa cantada pelos Demônios -, culpa dos criminosos que acabaram com a Mata Atlântica na descida da serra -, mas ainda bastante frio.
No outono a garoa dá lugar ao orvalho, que lá no Rio, tantos anos idos, molhava o chapéu de Noel Rosa e seus amigos boêmios, aqueles que tinham como cama uma folha de jornal.
Outono em Sampa abre caminho para as mulheres para se tornaram ainda mais belas, trocando o rosto lavado pela maquiagem suave, o perfume discreto, os terninhos bem cortados, as botas de cano longo ou curto, couro legítimo, o lenço envolvendo o pescoço, soprado pela brisa ao contornar as esquinas.
Outono é tempo de trocar a cerveja pelo vinho, tinto, rosé ou branco, a escolher; acompanhando o prato que preferir, carne, peixe, massa, sem se deixar escravizar pelos enólogos. Tempo de saborear bons queijos, de acender a lareira e compartilhar o "fundue" com os amigos, jogando conversa fora - muito futebol, cinema, teatro, amor, nada de política.
Outono é tempo de esquecer as descidas para a praia e virar a direção para a serra. Deixar que as folhas mais secas, que começam a cair das árvores, coloram os quintais e "sugem" as piscinas
Monte Verde e Campos do Jordão estão logo ali, com o chocolate quente para os jovens bem jovens, os festivais, os passeios a cavalo, de bondinho, deixando o vento manso queimar o rosto exposto, gorros cobrindo as orelhas, óculos fugindo do sol. Neste outono, contam, lá em cima o friozinho nosso de cada dia promete ser mais acentuado do que nos anteriores.
Sinal de que a marca de "0" grau, que os relógios das pracinhas onde jovens, crianças e experientes se entrelaçam, será saudado e brindado como é a queima de fogos na praia de Copacabana ou na Lagoa, quando nos 38o do Rio nasce um novo ano.
Faltam dois meses para que as jaboticabeiras aqui de casa comecem a florir, atraindo sabiás e sanhaços que logo me vencerão na briga para ver quem saboreia mais as pretinhas. Os danados avançam logo que elas vão trocando o verde pelo castor. Uma desgraça, com perdão da palavra. Mesmo porque, zombam de mim e não agradecem com seus cantos tão preciosos.
Enquanto os sabiás e os sanhaços cantam longe pelo pelo verde do bairro, o Lucas, aquele pássaro preto que habita a jaboticabeira mais antiga reina sozinho, desafiando e fintando as folhas em queda, a brisa que sopra às vezes mais forte, saindo dos campos da Hípica.
Agorinha mesmo ele estava no galho mais baixo à espera do cafuné que, cheio de dengo, não dispensa. Atendi seu apelo, como também sempre faço, e deixei que cerrasse os olhos, depois de choramingar um pouco, e sonhasse com seus anjos e arcanjos.
Quando o despertei, Lucas, pulando para o galho mais alto, começou a cantar um canto diferente, que identifiquei mais ou menos assim: "gracias a la vida, que me ha dada tanto"….."me ha dado el oido, que em todo su ancho, traba noche y dia grillos e canarios, martirios, turbinas, ladridos, chubascos, y la voz tan tierna de mi bem amada…"
Onde e quem será que o Lucas, nas suas "andanças" anda ouvindo nesse outono paulistano?
O pai do Ronaldo disse que ele ainda é o melhor e que, por isso, deve ser chamado para a seleção. Pai é pai - como diria, ar de inteligente, Sérgio Éwerton.
A mãe do lateral Rosemiro o achava lindinho. Mãe é mãe, como, novamente, diria Sérgio Éwerton.
"Eu não vou ficar até o fim do ano sem marcar gol", acaba de afirmar o "goleador" Obina, ídolo da torcida rubro-negra. Cara de pau, é cara de pau, deixo o Sérgio Éwerton de lado e falo eu mesmo.
Eu ia dizer que Mano Menezes não recebeu qualquer punição, quando chamou um zagueiro do Juventude de criminoso, numa partida contra o Corinthians, pela série B, mas me lembrei que, mesmo não sendo apenado pela Justiça Desportiva ou Comum, Mano deve ter sofrido um castigo duro, o pior que uma pessoa pode sofrer, quando, sendo de boa índole, comete um deslize como aquele, sabendo que o rapaz era inocente na morte da pessoa que estava com ele num acidente de carro.
Mano Menezes, que vem se revelando bom técnico, repetindo na direção do Corinthians o trabalho que fez no Grêmio, deve ter sido condenado por sua consciência, aprendendo, espero que sim, que não se deve ir tão baixo para se conseguir uma vitória. Nenhuma vale tanto, por mais decisiva que ela seja - e nem era o caso.
Agora, seguindo por linhas tortas já traçadas por outros técnicos, Mano anda esbravejando contra a decisão do Tribunal de Justiça, de denunciar Dentinho por jogo desleal - cotovelada no adversário -, com base em imagens de televisão. Mano acha que os tribunais esportivos só deviam denunciar jogadores com base naquilo que os árbitros vem e relatam. E nada mais. E, creia o amigo, tem muitos seguidores nessa absurda idéia.
Se quiser ficar apenas na área esportiva, já daria para perguntar a Mano Menezes e aos que comungam com suas idéias, se defenderiam a mesma tese caso a agressão fosse de jogdor do outro clube contra jogador do seu.
Mas é preciso ir um pouco além. A lei penal brasileira não manda prender quem comete um delito, a não ser em flagrante. Mas, não é por isso que o criminoso fica livre de processo e condenação. Denúncias oficiais, anônimas, investigações e até as câmeras cada vez mais espalhads pelas avenidas, estabelecimentos comerciais e portarias de prédios e casas, tudo está sendo usado, legalmente, para apanhar infratores.
Por que seria diferente no esporte, só porque o árbitro e seus auxiliares não vem ou fingem não ver agressões durante as partidas? Por que não usar as imagens de atitudes que são muitas vezes tão violentas, que deveriam ser alcançadas também pela lei penal, gravadas por câmeras e vistas, no etádio e nas casas, por milhares de pessoas?
Nem todo mundo sabe, nem tem a obrigação de saber, que uma pessoa pode ser denunciada por crime de morte, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância da vítima. Assim como, por circunstâncias, pode não se ter o corpo da vítima, e o crime ser apurado.
Esse tipo de discussão, cada vez mais comum no nosso futebol, só existe porque a lei esportiva brasileira é ruim, permite subterfúgios que nem a Comum permite, com decisões tristes e esdrúxulas. Estabelece penas absurdas de até três anos de suspensão, e que por isso mesmo acabam nunca sendo aplicadas. Menos mal assim.
Tívéssemos leis que estabelecessem penas fixas como existem em outros países, e nada disso aconteceria. Na Espanha, por exemplo, o zagueiro Pepe, brasileiro naturalizado português, peitou o árbitro, deu um soco no rosto de um adversário e chutou outro. Três dias depois, o Tribunal o condenou a 10 jogos de suspensão, pena máxima. Sem recursos, sem choro, sem advogados, sem procuradores dando entrevistas.
E, sobretudo, sem técnico achando que tudo deve poder no gramado, desde que o árbitro não veja ou não queira ver.
Onde já se viu…
Flavinho vê o gol de empate do São Paulo contra o Atlético Paranaense, nos últimos minutos, corre para o colo do pai, meio carrancudo comm o resultado e, sorrido de orelha a orelha diz:
"Pai, o São Paulo vai ganhar do Palmeiras domingo que vem.
"De onde você tirou isso, Flavinho?
" Fácil, pai. Perdemos a primeira para o Fluminense, empatamos hoje e vamos ganhar domingo. Tô certo?
Sem comentar, Flávio Jobspier, fica pensando se a presença de sete jogadores no Departamento Médico do Morumbi tem algo a ver com a péssima campanha do time nos últimos jogos - quatro derrotas, uma vitória e um empate.
"O Corinthians terá misto reforçado contra o Botafogo". "Fluminense vai com reservas a Barueri". "Inter poupa titulares diante do Palmeiras". E assim vai. No sábado, o Coritiba escalou reservas e tomou logo de 4 so Santo André.
Por que será mesmo que os técnicos, naturalmente com a permissão da diretoria, gostam de escalar times com reservas no Campeonato Brasileiro, quando estão disputando outra competição paralela - Copa do Brasil ou Libertadores?
Perguntando a eles, coisa que não faço, responderão que é para poupar os princip[ais jogadores, não os cansando e evitando eventuais contusões. Se perguntarem um pouco mais, darão como motivo a importância da Libertadores, sonho de todos, e, antes, da Copa do Brasil, caminho mais curto para o torneio continental.
Será mesmo? Será mesmo que jogador cansa tanto se atuar no domingo e na quarta-feira? Será mesmo que o risco de contusão é tão grande assim, que é preciso poupá-los?
As estatísticas mostram o contrário - e nem vou lembrar que no tempo do grande Santos de Pelé e cia, o time chegou a jogar cem partidas num ano, viajando a doidado em aviões que mais pareciam carroças voadoras, perto do conforto dos de agora.
As estatísticas mostram - e Ronaldo disse isso há duas semanas - que jogador cansa menos atuando domingo, quarta, domingo, do que só nos fins de semana, tendo de treinar diariamente, às vezes em dois períodos.
E revelam que as contusões são mínimas, e não por jogarem a cada três dias. A falta de jogo - e muitos reclamam dela, quando o time perde, compromete mais o desempenho do que a atividade bem regulada.
Cada um pensa o que quer, eu, após boas análises, acho que os técnicos escalam reservas - torcendo naturalmente para que mesmo assim o time vença -, por medo. Medo de que o time perca no Brasileiro e - outra grande bobagem - os jogadores entrem receiosos no jogo seguinte, por outra competição.
Jogar a cada três/quatro dias não mata ninguém, mas derrotas sem desculpas pode provocar demissão. Sendo assim…
Flamengo só empatou, sem gols, com o Avaí, no Maracanã, e Cuca assumiu a responsabilidade, dizendo ter mexido errado.
Eu sempre disse ao Areosa e ao Penacho que o Flamengo não ganhou o carioca, o Botafogo é que perdeu.
Acreditam agora, ou vão esperar um pouco mais?
Nos tempos do curso de Direito, na PUC, Alto das Perdizes, num exame oral, já na segunda época, depois de sortear vários pontos e fazer grande quantidade de perguntas, sem ouvir resposta que não fosse "desculpe, mestre, essa é a única parte que não pude estudar", professor Papaterra Limongi, um santo, fez uma proposta ao nosso colega. Faria a ele apenas uma pergunta mais. Se ele respondesse certo, tudo bem, caso contrário…
"Você é a favor ou contra o hedonismo?" (do grego, que quer dizer prazer. Antiga teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o supremo bem da vida humana)
Sem ter a menor idéia do que o santo mestre estava falando, nosso companheiro foi rápido na resposta.
"Sou a favor, mestre…"
E recebeu, em voz tranquila, um sermão. Assim:
"Como você, meu jovem, um rapaz de boa família, estudando numa faculdade católica, onde se prega apenas os bons princípios, a moral, pode ser a favor…
Mas foi interrompido antes de terminar a lição de moral.
"Calma,, mestre, o senhor é muito apressado. Eu realmente disse que sou a favor, mas o senhor não deixou que eu completasse que sou a favor dos que são contra, dos que não aceitam, dos que repudiam, dos que…
Ö professor, sempre muito calmo, olhou para nosso companheiro e disse que ele podia ir. Seu exame tinha terminado.
O companheiro levantou-se, mas antes de dar as costas para o professor, sem ficar vermelho de vergonha, arriscou uma perguntinha:
"Diga, mestre, deu para passar?
Essa história, vivida em 1958, parece nada ter com o mata-mata no futebol, mas tem. Eu pergunto: o que é melhor, jogar a primeira em casa ou fora?
Nos velhos tempos era melhor jogar a primeira fora, hoje não é mais. A explicação está no tamanho dos estádios e no comportamento das torcidas. Antes, os estádios eram menores, acanhados, com os torcedores podendo ficar junto ao alambrado, exercendo dali forte pressão sobre os bandeirinhas, árbitros e jogadores adversários. Não havia televisão.
Hoje, com a construção de grandes estádios - grandes e em quantidade exagerada -, os torcedores ficam distantes dos árbitros e dos jogadores, podendo, no máximo, xingá-los e ameaçá-los com cantos agressivos e bobos, porque nem as tradicionais moedinhas e pilhas usadas, invenção patenteada pelos argentinos, podem atirar mais, sob risco de verem seus times punidos severamente.
A melhor e maior pressão deixou de estar fora do gramado - aqui não se fala de suborno e outras coisinhas, ok? -, mas dentro das redes. O time jogando a primeira em casa e fazendo seu dever direitinho, isto é, partindo para frente, marcando gols, com cuidado para não sofrer, mas sem exagero - como vem acontecendo - joga para o adversário o desespero de tirar a diferença na segunda partida.
Se o time que joga a primeira em casa não fizer a diferença, não marcar seus gols, será por incompetência, e aí tem mesmo é que ser desclassificado.
Concluindo, e falo isso há bastante tempo, desde que os estádios "cresceram", os regulamentos deviam permitir ao clube que hoje, como prêmio, joga a primeira fora o direito de escolher a ordem dos jogos. Garanto que os mais espertos e estudiosos escolheriam jogar a primeira em casa - sem medo das represálias que não existem mais.
O que isso tem com o hedonismo? Ora, o prazer de ver seu time vencer, bolas.
Jornais uruguaios colocaram que dos times brasileiros na Libertadores, o Palmeiras, classificado para enfrentar o Nacional nessa próxima fase, é o mais fraco.
Sopa no mel. E imagino quantos exemplares Vanderlei Luxemburgo deve ter mandado comprar para pregar nos quadros de aviso e armários dos jogadores do Verdão. preparando-os para a palestra que fará antes do jogo, dia 26.
Se funciona? Acho que nem o diabo acredita. Como não funcionou na final de 54, quando dirigentes do Palmeiras, aconselhados por dona Rosa, Mãe de Santo, vestiram o time de azul e ficaram só de cueca (samba-canção) de madrugada, debaixo da ponte da Vila Maria.
Para quem não se lembra ou nunca leu, o Corinthians não tomou conhecimento do sofrimento dos cartolas (fazia muito frio) levou o caneco.
De qualquer forma…
A torcida do Palmeiras, com toda razão, foi dormir mais tarde ontem à noite e parte dela já na madrugada de hoje, após esperar e abraçar "São Marcos" na volta do paraíso chamado Recife, onde havia, mais uma vez, praticado milagres. Muitos nos 90 minutos de bola rolando e três na cobrança de pênaltis - que minha mulher vê como uma covardia.
Enquanto as torcidas uniformizadas, elogiadas por ele, ainda no estádio, gritavam obrigado "São Marcos", o goleiro Marcos, um santo filho, ouvia os agradecimentos de sua mãe, há mais de três mil quilômetros de distância, e, olhos e braços erguidos para o céu, repetia "obrigado Senhor, obrigado Senhor".
Naturalmente, não por o ter ajudado a parar o time do Sport nos 90 minutos, evitando, não um grande massacre, como disse Nelsinho, técnico adversário, mas uma derrota, bem possível, não fosse ele, mas por, acima de tudo, ter defendido três pênaltis na cobrança final.
Para os torcedores, católicos, apostólicos, romanos, devotos de San Genaro ou simples ateus, agradecer a "São Marcos" era o máximo e tudo que podiam fazer nos segundos da explosão que os libertavam das duas horas, ou mais, de aflição, esperança e medo.
Para ele, Marcos, assim batizado, na certa, como homenagem ao santo Apóstolo, o obrigado, devia ser dirigido a alguém muito mais longe do que os torcedores saudados nas arquibancadas. Àquele que deu a ele força, determinação para enfrentar e superar todas as contusões, todas as dificuldades, incluindo a morte do pai, que vem colocando a prova sua fé, nos últimos anos. "Obrigado, Senhor".
Após toda festa para comemorar a passagem do Palmeiras para a fase seguinte da Libertadores, ouço que a diretoria, empolgada com sua atuação, pensa renovar o contrado de Marcos. Ouço, mas não quero crer que a reforma tenha a ver com o jogo de ontem. Seria uma atitude mesquinha demais. Por sua história no clube, Marcos, sem precisar estar "São Marcos", merece ficar no Parque Antártica até o dia em que disser "chega, vou cuidar dos meus bois", lá perto de Marília.
Ouvi também Luxemburgo agradecer a Guilherme Beltrão, diretor do Sport que falou pelos cotovelos, dizendo que ele havia sido o melhor centroavante do Palmeiras no jogo. Que centroavante? Que ataque? Que meio campo? Que defesa? Que time ?, se tudo chegou às mãos salvadoras de "São Marcos".
A torcida viu assim, os jogadores, correndo para sufocar Marcos, viram assim, quem deveria ver diferente?
Nos momentos de grandes vitórias como a de ontem no Recife, Osvaldo Brandão saia de fininho para o vestiário, calado, para não precisar dizer a quem os jornalistas deviam entrevistar. E aí seu silêncio valia ouro.
Para elogiar Ronaldo, camisa 9 do Corinthians, pelos gols que vem marcando, Bruno Balsimelli, dono da BWA, empresa que fabrica ingressos para os jogos do Timão, disse que a cada vez que a bola chegasse às redes por obra do "Fofão", com diz o presidente Luls, os torcedores deveriam sair e comprar outro ingresso.
O que leva a indagar se legítimo ou falso, lembrando, naturalmente, dos mais de dez mil derramados na decisão do paulista, contra o Santos, para uma capacidade de apenas 34 mil..
Cuca, na homenagem pela conquista do tri pelo Flamengo.
"O que eu queria mesmo era receber os três meses de salários atrasados".
Wellington Paulista ao dizer que prefere continuar no Cruzeiro porque sua família está adaptada a Belo Horizonte.
"Só se eu fosse louco tracaria um time onde o mês tem 30 dias por um que está sempre dizendo devo, não nego, pago quando o Eurico Miranda virar flamenguista".
Mano Menezes ao comentar (corretamente, é verdade) que levar agora Ronaldo para a seleção é querer provar que ele não está em condições.
"Melhor deixá-lo comigo, fazendo seus golzinhos, entusiasmando a galera e os patrocinadores"
João Paulo de Jesus Lopes, diretor do São Paulo, reclamando do prejuizo financeiro que o clube teve com o cancelamento do jogo contra o Chivas, mesmo com o time passando direto para a fase seguinte da Libertadores, o que, pelo futebolzinho que está apresentando, não eram favas contadas.
"Maldita a hora em que o Juvenal arranjou aquela briga com o Corinthians, que está boicotando o Morumbi. Pior é que queremos vender alguém urgentemente e não aparece comprador.
Há coisa de dois meses fui a uma repartição pública federal para requerer alguns documentos. Entrei, apanhei a senha e, lembrando-me da promessa feita dias antes pelo presidente Lula, marquei o horário. Queria ver quantas horas demorariam para me atender.
25 minutos depois apareceu no painel o número da minha senha e lá fui eu. Cumprimentei a funcionária, que respondeu "para você também", sem levantar os olhos da petição que a havia entregue. A funcionária passou a dedilhar as tecl;as do computador e eu pensei: porque ela não me dá logo o protocolo, dizendo quando devo voltar para apanhar o requerido.
14 minutos mais, sempre olhando o relógio, ela entregou-me não um protocolo, mas várias folhas que havia enviado à impressora. Estava ali tudo que eu havia pedido e precisava.
39 minutos no total. Uma maravilha. Cumprimentei-a novamente e a funcionária balançou a cabeça, apertando o botão para chamar outra senha. Detalhe: o saláo estava rigorosamente limpo, poltronas conservadas, iluminação completa e ar condicionado no nível ideal.
Por quê estou lembrando daquela momento agora? Por duas razões:
1 - A gente sempre lembra de criticar um atendimento ruim, principalmente quando público, e nunca "perdemos" nosso tempo para elogiar quando somos bem atendidos. O que é lamentável, confesso, envergonhado.
2 - Para elogiar os jogadores corintianos que fizeram um corredor de honra na passagem de Nilmar a caminho de seu maravilhoso gol, não transformando o corredor em polonês, como geralmente fazem.
A atitude dos defendores do Corinthians respeitando a arte de um grande atacante merece elogio igual ao dedicado a Nilmar. Futebol é isso
É buscar tomar a bola do adversário sem violência e, se possível, sem falta. Erram os que falam em falta necessária, coisa que não existe, tanto que a regrai pune - tanto as ditas necessárias, quanto as que, então, na cabeça daqueles, seriam desnecessárias.
Nénhum jogador deve deixar o outro passar e o contato físico faz parte do futebol. Mas deve buscar tirar-lhe a bola com lisura e não na sarrafada. Quem joga limpo merece elogios também.
Assim como merecem críticas, e se possível punição, jogador que reclama, chuta, cospe no adversário, quando leva uma finta, e ainda vai para cima dele, dedo em riste, exigir "profissionalismo e respeito".
No Dia das Mães, levaram a madrasta para a festa de Rubinho Barrichelo.
A madrasta da brincadeira, bem entendido. Por que existem muitas que amam seus filhos até mais que as mães do parto
Ouvi - não estava no Pacaembu - que Ronaldo viu - e deve ter aplaudido - o gol de Nilmar na vitória (1 a 0) do Internacional sobre o Corinthians.
Terá Dunga visto também? A do belo gol e tantas outras.
Dino Sani, Palmeiras, XV do Jaú, São Paulo, Boca Juniores, Milan, Corinthians, Seleção Brasileira, foi um craque, mas pouco tolerante com os jornalistas. Como técnico, era impaciente com os jogadores limitados. Quando o perguntavam sobre um jogo, respondia seco que podia dar vitória, empate ou derrota. Nada mais.
Hoje as respostas são mais amplas, diversificadas e, não rado, difíceis de serem entendidas.
Uma derrota pode ser explicda como - "falta de sorte", "sorte do adversário", por "falha individual", por "falha coletiva", "gol de bola parada", "lance coletivo", "lance individual", "gol relâmpago, nos primeiros minutos, que desestabilizou o time", "gol no finzinho, sem tempo para reação", "gol de surpresa".
Pior, só o famigerado "nó tático", felizmente arquivado, usado para explicar uma vitória, como se dissesse tudo, de fato não dizendo nada.
De todas as explicações - existem muitas outras - duas me encucam: gol de surpresa e gol de bola parada.
Um time não deve estar atento, e portando vacinado contra as surpresas, desde que o árbitro apita a saída? Carlos Castilho, grande goleiro, costumava dizer que não tirava os olhos da bola nem quando ela estava nas mãos do gandula.
Alguém já viu um gol sem que a bola esteja em movimento? Então, como gol de bola parada? Se é pelo início da jogada - escanteio, cobrança de falta - então todos os gols são de bola parada. Por que, uma, duas, dez, vinte jogadas antes, chegando-se até à saída para início da partida, a bola estava parada.
Ou não?
O Corinthians acertou bons contratos - Ronaldo fica com 80% - com três novos patrocinadores - gola, manga da camisa…- todos pertencentes a um mesmo grupo, dono também de um canal de televisão, que não transmite jogos nem tem programas esportivos na sua grade.
O que o amigo acha que o canal que trasmite os jogos e tem vários programas esportivos fará daqui pra frente?
Se pensou fechar as imagens - dentro do possível -, evitando mostrar os novos patrocinadores, acertou na mosca.
É só conferir
Durante a transmissão de Bolívia 1 x 2 Colômbia, pelo Sul-americano sub-17, que comentei pela Terra-Tv, um internauta fez uma colocação que faz todo sentido.
"Ao invés de dar a classificação para o São Paulo e o Nacional, na Libertadores, caso confirmem as desistências dos mexicanos, que com toda razão não aceitam disputar apenas uma partida, no campo do adversário, por que não colocar em seus lugares os times colocados logo abaixo deles na fase anterior?
Se alguém pensa dizer que isso não está no regulamento, pergunto: e marcar apenas um jogo, no campo do adversário, está?
Ora bolas. Trato às bolas
O deputado federal pelo PTB-RS, Sérgio Moraes, disse estar se lixando para a opinião pública e alguns dos seus pares (pares é bom, né?) pularam nas tamancas, dizendo que respeitam a opinião pública porque a representam.
Agora, cá entre nós
Qual deles está falando sinceramente o que pensa?
É o que também acho.