Quando orientava repórteres, no jornal, na revista e na televisão, sempre dizia a eles que não eram obrigados trazer grandes reportgens para a redação, se elas não existiam. Mas que nenhum tinha o direito de perder uma boa reportagem, um bom assunto, ele existindo.
Como diria o ex-técnico Oto Glória, ninguém é forçado fazer bons omeletes com ovos de codarna, mas ninguém pode deixar de fazer bons omeletes tendo à disposição belos ovos de galinha caipira.
Em momento de boas sacadas, fazendo lembrar Gentil Cardoso, Dunga, que outro dia disse que a bola é que deve correr (e não o jogador) porque ela não se cansa, disse agora que "a sorte não ajuda os incompetentes". E está certíssimo. Da mesma forma que estará quando disser que não existe azar, mas falta de categoria.
Dar calor na seleção brasileira, só perdendo por causa de um pênalti - que existiu - marcado pelo árbitro de forma, digamos, irregular, posto que com a ajuda de repetição pela televisão, o que é proibido pelas normas da Fifa, e ganhar da Itália, sempre candidta aos títulos que disputa, revela competência do técnico do Egito, que tem nas mãos um bom grupo, claro, mas não famoso, rico e badalado como os dos seus adversários nessa Copa das Confederações.
Com o grupo de jogadores brasileiros - ditos os melhores do mundo - que pode escolher e convocar, Dunga tem realizado um bom trabalho, o que, como quis dizer, o coloca como técnico competente. São ovos de galinha caipira, e é só não quebrá-los fora da panela. Para bons omeletes, os ovos são mais importantes que o cozinheiro