Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

30

de
junho

Fazendo leitura

Não há desculpa mais fácil, usada, antiga, esfarrapada e mentirosa do que estatística tentando mostrar que o time tal está sendo beneficiado pelas arbitragens e que o time tal está sendo prejudicado. A não ser em casos raros, como o do UM, ZERO, ZERO. Lembra-se?

Assim como não existe cartola que nunca mandou um presentinho - kit vestiário, por exemplo, camisa, calção etc - para os árbitros que apitam os jogos do seu time. Por quê? Ora, para agradá-lo, na esperança de que ele, na dúvida, apite a favor de seu time. Ou mais, ora, ora.

Sem falar em kits mais especiais, como o Madona, por exemplo.

Na nova onda de mostrar "erros da arbitragem", que nunca mostram os erros a favor - por quê será? -, além do DVD do Internacional, surge agorinha a bronca do São Paulo, dizendo que nos últimos 45 jogos não teve um único penaltizinho marcado a seu favor. Um único…

O que me leva a pensar:

Será por culpa das arbitragens, ou porque seus atacantes nem conseguem chegar - para ali cair - na grande área adversária? 

 

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18 Comentários »

  1. Comentário por gilberto maluf — (12:16)

    Vou falar de meu sentimento sobre arbitragem bem longe de conhecer os meandros.
    Sempre que um time está bem no campeonato, noto que as arbitragens, na dúvida, são em seu favor.
    Quando está mal, se segurando para não cair no desfiladeiro, vem o juiz e pisa nos seus dedos.
    Em 2007 quando o SCCP caiu, qualquer um que caia na nossa área o juiz dava pênalti . Por qualquer deslize, rua! E os dois pênaltis que o Felipe pegou e o juiz mandou voltar?
    O Corinthians estava sendo punido para cair, independente do péssimo time que tinha.
    Porque? Dualibi fez alguma contra Ricardo Teixeira?
    Nunca vou saber.
    Agora o Corinthians está com bom time e as arbitragens tem sido no mínimo condescendentes.
    Nos três últimos títulos do SPFC, a coisa foi bem feita pelos árbitros, de forma variada. Impedimentos, anulação de gols, na dúvida fechava-se os olhos, etc.
    Por três anos seguidos nunca tinha visto. Talvez no Santos dos anos 60.
    Abs

  2. Comentário por aquinojmde — (14:03)

    Já ouvi, Gilberto, “n” histórias sobre árbitros que levavam seu UM ZERO ZERO. Em conta bancária, recebendo jogo a jogo, recebendo por mês, recebendo como recheio em melancia, por cheque jogado por debaixo da porta do apartamento no hotel Danúbio etc. Já ouvi, de viva voz da pessoa que pegava a grana do time mas não a entregava ao que ele indicava como subornado - nem sempre o ‘rbitro ou o bandeirinha. Já ouvi que diretor da Federação indicava ao ábitro quem devia ser beneficiado etc. etc. E acredito fielmente que muitas e muitas mutretas foram e continuam sendo feitas. Agora bem menos que antes…

  3. Comentário por aquinojmde — (14:10)

    O número de jogos televisados, a quantiade de câmaras no estádio, a grana que se ganha por jogo, tudo isso fez diminuir muito tais jogadas - que nunca foram na quantidade imaginada e espalhada por torcedores. Nos tempos em que os estaduais eram o grande charme era mais fácil e mais comum. Agora com o brasileiro sendo a força é bem mais difícil. Os árbitros não atuam em seus etados, conhecem menos os cartolas de outras praças etc. A primeira que vi foi no dia 16 de fevereiro de 1951, na decisão pelo paulista de 50. UM árbitro trazido da Inglaterra meteu a mão no São Paulo, garantindo o 1 a 1 - que bastava - ao Palmeiras. Depois, com a amaior tranquilidde, foi dançar o carnaval debaixo das arquibancadas do Parque Antártica…

  4. Comentário por aquinojmde — (14:13)

    Em 54, todos queriam ganhar o título do IV Centenário de São Paulo. O Corinthians levou a vantagem. De 55 em diante, com Modesto Roma disposto a subir a serra e freuentar a Federação, iniciou a vez do Santos - que tinha um excelente time mesmo antes de Pelé. E aí está o detalhe: não basta (va) conversar com o juiz, era preciso ter bom time. Juiz podia garantir um jogo, mas não um título a time ruim.

  5. Comentário por aquinojmde — (14:18)

    Naqueles tempos, ao contrário do que se imaginava - e ainda hoje se imagina - o serviço não era feito no jogo do time comprador, mas no do time que devia perder. Aquele que, por exemplo, dia jogar em Ribeirão Preto ou Araraquara, longe da imprensa da capital.
    Hoje é muito mais difícil Hoje a choradeira para tapear a torcida é muito maior. Monta-se time incompetente e depois que o árbitro meteu a mão…
    Às vezes chegam a falar com os jogadores que tudo está certo. Vou contar um caso…

  6. Comentário por aquinojmde — (14:22)

    Em 74 passei uma semana com o Corinthians em Santa Rita do Passa Quatro e Águas de Lindóia. Conversava com jogadores todos os dias e eles - vários - me diziam que o título estava no papo. Eu dizia que não deviam ter tanta confiança e me rspondiam assim:” lembra do jogo contra o Saad, daquele pênalto que não marcaram contra nós? Pois é…” Lembra do jogo contra o Guarani, do lance em que me joguei na área o o árbitro marcou o pênalti? Pois é…”. Era um lembra-se interminável…, para provar que tudo estava certo para o Corinthians naquele ano….

  7. Comentário por Alexandre Giesbrecht — (14:23)

    O Dulcídio disse à Placar em 1985 que já foi subornado diversas vezes, só não ficou sabendo disso, exatamente o “esquema” citado pelo Zé Maria. Também acho que a dissecação de lances por parte da torcida (quanto mais por part de dirigentes, como fez o Inter) acaba causando uma falácia enorme: em vez de, ao dissecar cada lance, o pessoal perceber que na verdade são os árbitros que são ruins, preferem dizer que foram comprados para time A ou B, geralmente ignorando os lances que o time A ou B foi prejudicado e/ou aqueles em que o time do torcedor foi favorecido.
    Sobre a falta de pênaltis a favor do São Paulo, não assisti a todos os 45 últimos jogos, mas assisti a boa parte deles. E não me lembro de nenhum lance que tenha me parecido que o juiz errou ao não dar a penalidade. É óbvio que sempre há aqueles lances em que o sujeito se joga na área, vê que o juiz não deu e sai reclamando, para depois ser desmentido por uma das 498 câmeras do estádio. Mas aqueles claros não marcados ou mesmo os duvidosos, desses eu não me lembro, não.

  8. Comentário por aquinojmde — (14:28)

    Apareceu em Águas de Lindóia um pai de santo que disse ao Izidoro Matheus ter a fórmula mágica para ganhar o jogo: colocar uma pétala de rosa na chuteira de cada jogdor. Izidoro comprou todas as flores da cidade e das vizinhas. Tinha mais flores - o permute enjoava a gente - nos corredores do hotel que em velório de político.
    E você deve saber bem no que deu. O velório em que se transformou o Morumbi. Muitos jogos deviam mesmo ter sido combinados e…mas falta o último, e contra um time melhor, como era o Palmeiras, é quase impossível fazer a festa. Mesmo uando o adversário não está tão disposto assim a se matar em campo - como naquele dia.
    Existiram muitos. Existem ainda, mas são em número muito menor.
    E, duas coisinhas: a) Ricardo Teixeira é experto demais para se meter numa coisas dessas. b) toos devem ter o rabo preso, por isso só falam. Um dia ele, no outro o outro…Esse é o caso. abrs

  9. Comentário por gilberto maluf — (15:41)

    Izidoro Mateus, boa alma . Dizem que era bom de coração e ingênuo.
    Aquela decisão de 74 tinha realmente que ser decidida no campo. Eu estava na arquibancada e atrás de mim uma senhora com sua neta. No final eu vi ela chorando. E foi a primeira vez que vi uma bandeira do Corinthians rasgada no chão.
    Quando cheguei em casa estava começando o Tape, e minha na época, noiva, estava assistindo com minha mães. Fui direto para a TV e falei: desliga esta m…. ! Me responderam: Nooooossssa, precisa ficar assim tão nervoso por causa do futebol?
    Mas logo me recuperei, o time do Palmeiras era realmente melhor e estavam tranquilos.
    Mas voltando aos árbitros, tem o time da vez quase sempre. E não sei como é eleito.
    abs

  10. Comentário por aquinojmde — (19:08)

    Alex, a primeira coisa que um time precisa fazer para que marquem pênaltis a seu favor é entrar na área adversária. Vi poucos pênaltis na vida marcados com a falta sendo fora da área. Vi, mas foram poucos. E o árbitro um cara de pau. abrs.

  11. Comentário por aquinojmde — (19:13)

    Também ficava nervoso quando o Miracemense perdia. A sorte é que os jogos de lá não eram transmitidos pela televisão e, claro, não havia vt.
    Agora, que sempre há o time da vez, há. Mas não na quantidade que falam e pensam. O sãopaulino vai sempre ver a vez do Palmeiras. O palmeirense vai sempre ver a vez do São Paulo e assim por diante. Ganhar fácil e certo só mesmo o João de Deus, lembra? Aquele deputado que acertou 54 vezes na Supercena.. abrs

  12. Comentário por gilberto maluf — (19:27)

    O deputado baiano João Alves (um dos “anões do orçamento) disse que Deus o ajudou a ganhar vários prêmios da loteria (221 prêmios, segundo a Folha).
    Depois disso um internauta escreveu injuriado:
    Pô, eu nunca ganho, faço jogos incríveis, bem lógicos, mas só mineiro ou povo do sul que ganha aquela grana ,tá louco, o que você acham, depois a Caixa fala que a sorte é igual pra todos……igual um cacete, fala sério né.
    Bom, mineiro de vez em quando belisca.
    Tem cara lá de cima que lascou essa:
    O prêmio nunca sai para o norte ,nordeste e centro oeste.Só do sul e sudeste. Tem alguma coisa errada aí. Até a quadra a maioria é de SP;
    Acho que há uma má distribuição dos prêmios.Ou um preconceito lotérico. ( essa foi boa ).
    Abs

  13. Comentário por Alexandre Giesbrecht — (22:21)

    Essa análise do Gilberto faz lembrar a que o Milton Coelho da Graça fez sobre resultados da loteria esportiva, o que mais tarde geraria as reportagens sobre a Máfia da Loteria Esportiva. Acho que o Zé Maria ainda estava na Placar quando as apurações começaram. Alguma boa história sobre isso?

  14. Comentário por aquinojmde — (11:01)

    Milton Coelho da Graça, grande jornalista, gostava de uma apostinha na Loteria Esportiva, acho que entre outras. Estudava o cliva, mandava saber se ir chover no domingo nas cidades dos jogos, pedia informações sobre contusões, árbitros, tudo que cercava uma partida incluida na Loteria. Como diretor, na época, da Placar, ficava fácil cercar-se dessas informações. Nunca soube se fez pelo menos 12 pontos.
    A série sobre a Máfia é outra coisa… brs

  15. Comentário por gilberto maluf — (11:05)

    Esqueci que em 1975, com apenas um duplo, fiz 13 pontos. Só que comigo foram 36.000 ganhadores.
    Desilusão. Pensei que pelo menos desse uma graninha. Deu o equivalente a encher o tanque do carro mais uma lavagem completa. Se tanto.

  16. Comentário por Alexandre Giesbrecht — (11:08)

    Gilberto, aconteceu algo parecido com um amigo meu no ano passado. Foram bem menos de 36 mil ganhadores e o prêmio foi um pouco maior, mas, ainda assim, não foi mais que uns 300 reais (para comparar, uns três tanques de gasolina, sem a lavagem completa dependendo do carro).

  17. Comentário por Alexandre Giesbrecht — (11:12)

    A história da matéria sobre a Máfia que é contada na biografia do Juca Kfouri é que o Milton chegou para ele com suspeitas sobre o que acontecia. Ele tinha notado algumas coincidências quando poucas pessoas gahavam em um teste, e foi isso que colocou a pulga atrás da orelha do Juca. Diz a mesma biografia que, a partir de então, todo mês o Juca perguntava à redação: “Quem é o macho para descobrir a sacanagem da Loteria Esportiva?”

  18. Comentário por aquinojmde — (13:20)

    Bem feito para vocês dois. Não aprenderam que jogo é vício feio? rrss
    No mais…abrs

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